Arquivo para agosto 2009
A difícil arte de discutir com alguns neo-ateus…

É fato: auto-ajuda funciona muito melhor para a patuléia.
E, claro, a maioria desses neo-ateus se originaram a partir de livros de auto-ajuda de Richard Dawkins e Carl Sagan.
O fato deles comprarem idéias desses autores provavelmente é fruto de limitação intelectual.
Recentemente presenciei um exemplo tosco.
O neo-ateu entrou neste blog e queria que eu comentasse um texto sobre criacionismo. O sujeito estava praticando a falácia da generalização apressada, e nem percebeu, mesmo que eu o alertasse mais de uma vez.
Vejam:
NEO-ATEU: Bem interessante seria voce ler o contido no último “post” desse tópico [O post era uma argumentação contra criacionismo]. Infelizmente para voces, estamos a postos para desmistificar todos os vossos avanços!/
LUCIANO: Você diz: “infelizmente para vocês”. “Para vocês” quem? Detalhe que você nem sabe de que denominação eu sou e nem no que acredito. E ‘vossos avanços’? Desculpe, vc nem é capaz de imaginar quais os ‘meus avanços’.
NEO-ATEU: Trouxe-o [o tal texto, que foi editado por ser muito longo] pra cá, para tentar me divertir com suas tergiversações e sofismas na hora de refutar o que voce não gosta… Comente-o, parte por parte, para gáudio de seus leitores, vá!
LUCIANO: Você veio colar um texto criacionista em um blog de um católico? Você nem estuda seus adversários de debate? Detalhe que, independente do catolicismo, eu sou darwinista, portanto não tenho que refutar o texto que vc postou.
NEO-ATEU: Correu, foi? kkkkkk. Cadê suas rebatidas toscas, cadê?
LUCIANO: Você é tão burro que não percebeu que só se rebate algo que não se concorda. Eu não tenho nada a favor do criacionismo.
NEO-ATEU: Reconheça isso e deixe o texto aqui, deixe de ser covarde!
LUCIANO: Não vou deixar o texto, pois é um texto sobre criacionismo. Este site não defende o criacionismo. Vá postar o texto em sites criacionistas… Aprenda:
E-S-T-E
N-Ã-O
É
U-M
S-I-T-E
C-R-I-A-C-I-O-N-I-S-T-A!
Continua difícil de você entender?
NEO-ATEU: Apagou, foi, idiota? Aí, eu pego e digo a voce: “Vá tomar no **, seu filho da ****!” Censor descarado, nojento! Cria da inquisição! Savonarola redivivo! Torquemada incorporado!
LUCIANO: O neo-ateu pirou de vez!
[a partir daqui, o neo-ateu desistiu e foi se lamentar junto aos seus amigos de fé...]
A incapacidade do neo-ateu entender me lembrou um episódio da série de humor da BBC “Black Adder” (estrelada por Rowan Atkinson, o Mr. Bean), em que ele tenta ensinar ao seu empregado, Baldrick, um pouco sobre matemática. Segue o vídeo abaixo:
P.S.: Embora este blog não seja criacionista, eu e um criacionista podemos nos aliar quando a questão é o combate ao neo-ateísmo.
P.S.2: Protegi o nome do neo-ateu, por compaixão à família dele.
Presidente da ATEA e suas sandices – Parte 3 – Sem medo do ridículo
Nessa terceira parte do debate no programa Brasil nas Gerais , o fanático ateu Daniel Sottomaior segue com sua pregação maluca, como sempre recheada de ofensas e mentiras, todas desmascaradas aqui – já que o seu adversário de programa era meio lerdo (só assim para Daniel conseguir falar tanta besteira seguida).
1:51 – Até que demorou, mas a primeira besteira surgiu
Incrível, por quase dois minutos, Daniel não praticou erros lógicos.
Foi até razoável quando ele disse que não poderia existir espiritualidade sem crença em espíritos. Claro que poderia ter falado corretamente e mencionado “mundo espiritual” ao invés de “espíritos”, mas não se pode exigir muito dele…
Mas aqui, perto dos dois minutos, ele volta às suas maluquices.
Ele diz: “As pessoas tendem a perguntar ‘por que você não acredita’, mas, na verdade, a pergunta tem que ser ao contrário… ‘por que você acredita’.
Estupidez total!
Não existe isso de “pergunta tem que ser” neste caso.
Natural para um teísta perguntar por que alguém não acredita, assim como um ateísta perguntar por que alguém acredita. Assim como seria natural para um casado perguntar por que alguém não casou-se ainda, ou para um solteiro perguntar por que alguém casou. Ou seja, não é ele quem define qual “pergunta tem que ser”.
Se Daniel não consegue entender isso, deve haver uma falha gravíssima na educação dele, que reflete em sua incapacidade de comunicação e compreensão de que pessoas diferentes possuem questionamentos diferentes.
A desculpinha dele não foi nada melhor, ao dizer: “as pessoas que não creem, como eu, só podem apontar que os motivos para se crer são ruins”.
Resposta vaga demais, típica de um incapaz, pois alguém poderia até retrucar que “os motivos para não se crer são ruins”.
2:12 – Daniel entra em histeria e parte para a insanidade total
Quando a apresentadora pergunta como seria o mundo sem religião, Daniel responde: “Muito melhor! Sem preconceitos contra mulheres, sem preconceitos contra homossexuais, a escravidão teria acabado talvez há alguns milhares de anos antes se não fosse pelo clero ter apoiado a escravidão!” (*)
Depois disso, ficou claro que a moral do Daniel inexiste!
Só alguém sem o mínimo de ética e com nenhum caráter diria tamanha mentira.
A origem do preconceito contra a mulher surgiu devido à diferença física entre o homem e mulher. O homem, como mais forte, saía para caçar. Portanto, não demorou para a transformação da mulher em objeto sexual. Isso ocorreu muitos milênios antes do surgimento da religião.
Essa diferenciação não passava de um costume, que ficou por séculos. A Bíblia apenas considerava a cultura da época, mas somente pregava um tratamento mais justo à todos, homens e mulheres.
E como refutação definitiva dessa palhaçada do neo-ateu, O Império Romano era totalmente alheio à religião formal e chegava até a proibir o Cristianismo. E a mulher não recebia nenhum tratamento igualitário. E nenhuma chegou ao poder.
Infelizmente o preconceito contra as mulheres existe até hoje. E felizmente tem diminuído. Só que o ateísmo não tem influência alguma nesta diminuição do preconceito. Portanto, ele ter falado que “sem cristianismo o preconceito contra mulheres teria acabado talvez há alguns milhares de anos” é no mínimo besteira.
Quanto ao preconceito contra homossexuais, isso não existe na Bíblia. O que existe é a posição de que a relação entre dois homens não é aceitável. Curiosamente, tal posição sempre foi confirmada pela Biologia. Sendo que a presença terrestre dos animais é garantida pela procriação, como dar apoio a uma relação que não gera procriação? [N.E. - Os homossexuais que vivam sua vida sem problemas, serão respeitados por isso. Mas daí a querer o apoio da Igreja é burrice demais por parte do Daniel.].
E não há apoio nenhum à escravidão na Bíblia.
Daniel é tão parvo que afirma que a “escravidão teria terminado muito antes sem o Cristianismo”. É preciso de uma desinformação histórica muito grande para afirmar tal estupidez, pois a escravidão é um fenômeno mundial. A origem da escravidão estava na conquista de um povo por outro – o conquistado era escravizado, ao invés de morrer. Futuramente, a escravidão virou um comércio rentável.
Não há nada de influência do Cristianismo para apoiar escravidão.
Quer dizer, o Daniel realmente acreditou naquele documentário do Dawkins afirmando que “religião é a raiz de todo o mal” e sai vomitando suas baboseiras.
Ele também afirma o seguinte: “As mulheres só entram no Vaticano para servir cafezinho”.
Nesse momento deve ter ocorrido um pane no cérebro de Daniel, pois nem uma criança pronunciaria tamanha bizarrice.
O que ocorre é que o Vaticano, apesar de ser um estado, é um local em que as pessoas executam suas funções para a Igreja. Existem as funções para os homens, e para as mulheres. Como é tradição na Igreja Católica, os padres e bispos, por exemplo, precisam assegurar sua castidade. Dessa forma, a junção de homens e mulheres não seria útil. É por isso mesmo que existem também os conventos de freiras (e não conventos “unissex”).
Se Daniel tivesse estudado sobre a instituição, teria perdido uma boa oportunidade de não pagar mico.
E, estranhamente, ele não percebeu que não existe, por parte das mulheres no Vaticano, nenhum movimento para mudança de atuação delas mesmas. Nota-se que o enlouquecido neo-ateu inventa preconceitos onde não existem.
Ele também afirma: “que as mulheres deveriam ter orgulho de não ter contribuído com uma linha só da Bíblia, que diz que as mulheres tem que se submeter aos seus maridos, tem que ficar caladas na Igreja… é essa ética machista e escravocrata”.
A anta ateísta não percebeu que isso era apenas um reflexo da cultura da época. De novo, ele tentou a falácia da falsa causa.
E, pior, o sujeito não investigou os motivos para que Paulo falasse que a mulher deveria ficar calada nos cultos. Na verdade, a intenção era apenas proteger a mulher, pois essa atitude evitaria que os cultos fossem confundidos com o templo da deusa Afrodite. E isso iria atrair a atenção indesejada dos romanos.
A loucura dele segue aqui: “quando as pessoas lêem ‘servo’ na Bíblia, na verdade é escravo… cheio de escravos, Jesus usou escravos em um monte de parábolas… ele falou uma vez que não devemos ter escravos? Nunca! A escravidão para Jesus era uma coisa normal e boa. Se nós não tivéssemos a ética cristã, estaríamos pelo menos uns 2.000 anos à frente de ética!”. (*)
Como se nota, o sujeito tem problemas seríssimos. Ele não só mente, como também acredita nas mentiras dele. Isso é mitomania.
Só alguém mal intencionado interpretaria “servo” como “escravo”. E essa associação, como qualquer pessoa com o mínimo de cultura concordaria, é falsa.
Um escravo é propriedade do seu senhor, ao passo que o servo não.
Daniel construiu todo o seu argumento em cima de uma falácia do espantalho, ao tentar vestir a roupa de espantalho (‘escravo’) no termo “servo”.
Por isso todas as afirmações de Daniel relacionadas a apoio de Jesus à escravidão são mentiras típicas de um desqualificado.
7:10 – Einstein com papo de comunista. E daí?
Para variar, o Eduardo Aquino só ficou falando bobagem, então o fanático Daniel só pode pronunciar-se de novo no final.
Daniel tenta usar a falácia da autoridade ao afirmar o seguinte, sobre Albert Einstein: “ele deixou uma série de cartas deixando muito claro que a idéia de um Deus que olhava pelos homens e se preocupava pelos homens era extremamente infantil”.
Realmente, tal carta pode ter existido (mas ainda está passível de validação), mas Daniel não mencionou que Einstein era socialista, e anti-capitalista. Certa vez o FBI afirmou, sobre Einstein: “‘inadmissível para os Estados Unidos’ por várias razões, principalmente porque, segundo as palavras dos serviços, cria, aconselhava e ensinava uma doutrina anarquista, além de ser membro e afiliado a grupos que admitiam ‘atuar ilegalmente’ contra os princípios fundamentais do governo organizado”.
O que significa que Einstein só é referência por seu trabalho científico.
Mas as opiniões de Einstein fora do trabalho científico valem o mesmo que um peido.
Como sempre, Daniel editou informações. Típico de um desonesto.
7:55 – Se esse é o argumento bom, imaginem os ruins…
A besteira aqui foi no mínimo infantil: “um dos argumentos sobre a inexistência de Deus(es) bons é a existência do mal, chamado problema do Mal”.
De novo, só se for em cima da visão infantil que Daniel e Dawkins possuem de Deus.
Não existe nada dizendo que a existência do mal implicaria em não existir um criador. Seria no máximo um argumento para questionar se Deus seria bom ou ruim (e pior que o argumento não consegue nem isso), mas não para questionar existência ou inexistência.
Como já dito antes, a presença do Daniel em tela só serviu para constranger aos ateus sadios. Pois os neo-ateus devem ter concordado com as bobagens dele. O que só mostra esses são a escória dos ateus…
P.S.: Não haverá uma parte 5, e sim apenas a parte 4. Os vídeos referentes às partes 4 e 5 serão refutados em um único artigo. Até por que já foi muito tempo dedicado a uma pessoa tão pouco qualificada intelectualmente e socialmente (Daniel Sottomaior).
(*) Depois de tanta safadeza demonstrada por ele, o cara ainda reclama do alto índice de rejeição sofrido por ateus nas pesquisas? Não tenho nada contra os ateus sadios (somente contra os neo-ateus), mas é claro que eu não voto em alguém da turminha do Daniel de jeito nenhum. Depois de tanta falta de vergonha na cara e desonestidade intelectual, eu voto em qualquer um, até em um cachorro… menos nesse tipo de gente. Motivos? Alegações como estas (marcadas com ‘*’), que mostram safadeza e total ausência de hombridade de tal perfil.
Presidente da ATEA e suas sandices – Parte 2 – A missão de pagar mico
Conforme prometido, segue a parte 2 do debate no programa Brasil nas Gerais, trazendo o presidente da ATEA, Daniel Sottomaior, e Eduardo Aquino.
Resumindo, Sottomaior entrou para defender os neo-ateus, e o Eduardo… bem, esse aí deve ter sido escolhido por Daniel para ser um sparring, pois só isso explica uma participação tão pífia. Do pouco que deu para abstrair, Eduardo estava lá para falar de misticismo, Física Quântica e outras coisas. Ficou com cara de bobo, esperando tomar chutes nos fundilhos por parte do Daniel. Em suma, não é adversário para ninguém. Como já disse, se Sottomaior pegasse um Dinesh D’Souza pela frente, iria sair chorando do palco de tanto apanhar na argumentação…
E se na primeira parte, só fiz duas citações, aqui a coisa muda, pois Daniel desandou com um show de baixarias raramente replicável. Poucas participações de ateus em público foram tão recheadas de ofensas, distorções, erros lógicos, ignorância e afins.
A diversão é completa.
Vejam…
0:36 – Besteiras sobre entendimento de Física Quântica
Aqui Daniel usou a seguinte abordagem: “As pessoas que costumam falar de Física Quântica que, me desculpe, creio que é o seu caso [o cone Eduardo Aquino], não costumam ter nenhuma formação na área”.
Para começar, ele inicia com a demonstração de comportamento antisocial. Ou seja, aquele tipo de pessoa incapaz de viver em sociedade. Se tivesse o mínimo de educação e postura, saberia que ele poderia contestar o seu oponente sem agir dessa forma ofensiva e mal educada. (*)
Curiosamente, Daniel Sottomaior é engenheiro civil. Isso significa que ele não tem formação na área de Física Quântica também. Só isso já é um atestado de que Eduardo Aquino não serve nem como encosto de porta. Um debatedor medianamente treinado já teria dado uma invertida tamanha no Daniel que este ficaria atordoado. Algo que se iniciaria com uma pergunta deste tipo: “que moral tem um engenheiro civil para falar do conhecimento de Física Quântica de outrém?”.
Por exemplo, Daniel afirmou que algumas pessoas “não sabem o que é equação de Heisenberg”. Mas catzo!! Isso qualquer aluno que cursou Física sabe. Qualquer um que já leu sobre o assunto sabe. Não é algo difícil.
Em seguida, ele afirmou que as interpretações da Física Quântica tem sido utilizadas pelos místicos para “validar idéias religiosas”, e concluiu dizendo: “mas isso nunca foi bem aceito na ciência”.
Nada mais falso.
A “ciência” não é uma entidade que diz “isso entra” ou “isso não entra”. O que existe é a contestação de grande parte dos cientistas à idéias como da aplicação da Física Quântica para explicar a espiritualidade.
Mas o que ocorre é que tais autores criticados por Sottomaior fazem apenas uma extrapolação de alguns paradigmas da Física Quântica. E, para isso, é preciso do entendimento de conceitos básicos. Isso não comprova a espiritualidade, claro, mas também não é uma teoria científica para comprovar ou não existência de Deus, portanto não requer tal “validação”. É apenas uma nova abordagem, com interpretações feitas de modelos da Física Quântica. Logo, exigir o rigor científico destes místicos da mesma forma que se exigiria para a publicação de um trabalho científico é no mínimo falácia do espantalho feita por Daniel.
Aliás, se Sottomaior investigasse seus adversários, ele saberia que grande parte dos místicos adeptos da Física Quântica substituem “Deus” por “energia” e não são muito adeptos de religião.
1:36 – As besteiras propagadas por ele agora são dirigidas às intenções dos religiosos
Na conclusão de todas as idiotices que afirmou anteriormente, ele segue afirmando sobre Física Quântica na visão dos místicos: “são idéias que os religiosos têm para si mesmo para tentar conciliar a ciência e a fé”.
Realmente ele parece acreditar naquela sandice de que ciência e fé são opostos, e como tal deveriam “se conciliar”. [N.E. - mais aqui]
Só que na verdade os religiosos não precisam fazer nenhuma conciliação. O que existe, por alguns místicos que adoram falar de Física Quântica, é que estes tentam entender coisas como pensamento positivo e seus efeitos, e para isso usam modelos utilizado pela Física Quântica. Mas não existe nada de “tentativa de conciliação”. Até por que misticismo baseado em Física Quântica não é religião. A tentativa de Daniel em chamar essa abordagem de religião é mais um exemplo de falácia do espantalho da parte dele.
A sandice de Sottomaior fica evidente quando ele afirma o seguinte: “se isso fosse verdade, os cientistas estariam recorrendo aos papas”.
Afirmação de moleque, claro, pois o Papa, autoridade maior da Igreja Católica, sequer teoriza sobre a Física Quântica. Não é esse o objetivo da religião. Mais um sinal de que Sottomaior quer partir para o confronto mas não conhece os seus adversários.
A fragilidade argumentativa do neo-ateu fica evidente quando ele confirma a sua crença estúpida: “O que se vê hoje em dia é que a religião está procurando se assegurar através da ciência”.
Se ele realmente estudasse seu oponente, saberia que os religiosos são compostos por católicos e protestantes, em sua maioria. Os místicos new age, que fazem uso das extrapolações da Física Quântica, são uma minoria. Portanto, Sottomaior não pode afirmar tal “tendência” e nem chamar isso de “comportamento dos religiosos”.
E, de novo, ele demonstra não saber nem o que é ciência e nem o que é religião. Pois, se soubesse, saberia que uma não precisa se confirmar pela outra.
A ignorância dele no assunto é demonstrada quando ele fala: “a religião sabe que tudo que eles tem é a fé”.
Burrice total, pois a fé é só um componente valorizado (e muito) na prática religiosa. Mas a religião tem muito mais do que apenas a fé. A religião possui rituais, simbologias, metáforas, códigos morais e daí por diante. Ele tentar resumir religião à fé é um comportamento tão tolo quanto dizer que “a ciência sabe que tudo que eles tem é o microscópio”. O Daniel foi apenas parvo.
O final do discursinho preliminar (e olhem que todo esse show de bobagens veio antes dos 2 primeiros minutos do segundo bloco): “e eles sabem que existe uma imagem bem assegurada na sociedade de que a ciência dá coisas garantidas”.
Das duas uma, ou esse cara leu tanto Carl Sagan e com isso perdeu todo o seu senso crítico, ou ele está de gozação.
Qualquer religioso sabe que a ciência e a religião são independentes. No máximo o que existe é a busca de convergências, mas isso vem de muitos séculos atrás, muito antes do método científico sequer ser idealizado. Por isso, a religião não precisa de “validação por ciência”, pois a ciência trata do aspecto material. Não há nada ainda na ciência sobre o aspecto espiritual.
Mas a insistência dele é gritante: “pois eles [os religiosos] procuram esse tipo de reconhecimento social [ciência] que eles não têm”.
Mas quem disse para esse maluco que alguém que é religioso precisa de algum reconhecimento social científico na prática religiosa? Seria tão estúpido quanto alguém buscasse algum reconhecimento social científico para gostar de cinema. Ou filosofia. Realmente, o neo-ateu está perdido.
2:46 – Sottomaior realmente não sabe nada a respeito dos argumentos científicos quanto ao Big Bang, Darwinismo e Neurociência
Ele é tão sem noção que, quando questionado a respeito do sentido da vida, disse tal estultice: “E a ciência já respondeu. Isso que é o mais interessante… De onde viemos? Darwin já nos disse de onde viemos. A cosmologia já disse de onde veio o nosso universo. E a neurociência já disse que tudo que nós somos está no nosso cérebro. Não há alma. Nã há espírito. Isso é somente uma idéia de pessoas de 300.000 anos atrás”.
A última frase foi só tentativa de pivete tentando ofender. Não merece nem comentário.
Mas avaliando o resto do que ele disse, como um todo: em 30 segundos o cara falou mais besteiras do que a Hebe falaria em meia hora.
Por exemplo, a neurociência não trata de questões como alma ou espírito. Basicamente a neurociência explica a anatomia e fisiologia do cérebro, principalmente para compreender os mecanismos de regulação orgânica do cérebro e o processo de aprendizagem e cognição. Só isso. Talvez o Sottomaior inventou uma nova neurociência para falar dela, o que configura a mania patológica dele de praticar a falácia do espantalho. Mas a neurociência dos verdadeiros cientistas não tem nada a ver com isso que ele falou.
A teoria de Darwin explica apenas a biodiversidade e o processo de especiação por seleção natural, mas não diz a origem deste processo. E nem a origem da vida.
E a mais patética de suas declarações: ele disse que a cosmologia já disse de onde veio o universo. Será que é da Teoria do Big Bang que ele está falando? Na verdade, Big Bang é só a teoria científica que diz que o universo esteve anteriormente em um estado extremamente denso e quente. Nesse estado, que ocorreu há cerca de 13,7 bilhões de anos, toda energia e matéria estavam comprimidas em um único ponto. Portanto, a não ser na visão do populacho, a teoria não é sobre surgimento do universo, e sim sobre uma alteração de estado do universo.
Como se nota, o cara mostrou comportamento de LEIGO em todas as áreas científicas em que tentou se aventurar.
E, para humilhar ainda mais o coitado: a Igreja Católica aceita tanto a Teoria de Darwin como também o Big Bang. Aliás, por trás do Big Bang está um padre, Lemaitre,e sua descoberta foi financiada pela Igreja.
Como eu já disse no artigo anterior. A sorte é que o oponente do Daniel no debate era muito, mas muito fraco. Senão o presidente da ATEA iria precisar usar fraldas a partir daquele dia.
3:07 – E também não sabe nada a respeito dos argumentos sobre a existência de Deus
Notem o que o infeliz teve a cara de pau de afirmar: “O argumento das origens… Ou tudo é criado por outra coisa, Ou nem tudo é criado por outra coisa”. E ele prossegue: “Se tudo é criado por outra coisa, então esse Deus foi criado por um outro Deus, e daí sucessivamente… e então a idéia religiosa estaria com problemas. Se nem tudo foi criado por outra coisa, então por que pensar em Deuses?”.
Só se for um argumento que ele inventou, pois o argumento das origens não tem nada a ver com isso. Ele simplesmente inventou um argumento do nada, e saiu dizendo que era um argumento de teístas, de novo para praticar a falácia do espantalho. Coisa de alguém intelectualmente desonesto.
Talvez ele tenha citado o argumento de São Tomás de Aquino, das cinco vias, que diz o seguinte:
“Primeiro Motor Imóvel: Tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido. Decorre da relação “causa-e-efeito” que se observa nas coisas criadas. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita. Ser Necessário: Existem seres que podem ser ou não ser (contingentes), mas nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria, logo é preciso que haja um ser que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser. Ser Perfeito: Verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, qualquer graduação pressupõe um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a Causa da Perfeição dos demais seres. Inteligência Ordenadora: Existe uma ordem no universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada. “
Notaram que não tem absolutamente nada a ver com as duas opções que Daniel tentou impor?
O argumento das cinco vias parte de uma premissa, e então chega a uma conclusão lógica. O que fica por ser discutido é se as premissas são válidas ou não. Sendo válidas, o teísta está correto. Não sendo válidas, o ateu está correto. Só que não há como verificar experimentalmente a premissa ainda.
É, Danielzinho, a vida realmente fica difícil quando não se estuda lógica e se tenta entrar em debates, não?
5:23 – O sujeito não sabe nem a diferença entre fé e religião
O ingênuo Eduardo Aquino perguntou ao Daniel: “Qual a diferença entre fé e religião?”.
Notem a resposta: “Fé é uma posição. Religião é uma instituição”.
Para variar, o neo-ateu segue sem acertar quase nada. Ele quase acertou sobre fé, mas errou feio na definição de religião. Fé é uma postura humana, que pode ser descrita como convicção, certeza, etc. Religião é um conjunto que envolve não só uma crença, como também a metafísica por trás dessa crença, rituais, simbologias e um código moral. Religião em si não é uma instituição. O que existem são instituições religiosas, assim como existem instituições ateístas – como exemplo a própria ATEA, que, se não trocar de presidente logo, só vai continuar prejudicando a imagem dos ateus.
Depois, a partir daí e seguindo até os oito minutos do vídeo, o bocó de mola que atende pelo nome de Eduardo Aquino ficou falando umas besteiras pseudo-científicas. Confesso que não consegui prestar atenção.
Então, vou pular para os oito minutos, quando o Daniel soltou mais pérolas:
8:05 – A falácia da generalização apressada
O sujeito foi questionado a respeito do fato da maioria das pessoas no mundo professarem uma religião. Ele poderia ter argumentado somente que “o fato de ser seguido pela maioria, não implica que esteja certo” e estaria perfeito.
Mas, como todo bom neo-ateu, é preciso partir para a pregação e queimar o próprio filme. E foi aí que Daniel partiu para a falácia do declive escorregadio: “Há outros exemplos claros e típicos… machismo, preconceito racial, preconceito contra os judeus. Essas foram idéias que foram praticamente universalmente aceitas em toda a humanidade, e até hoje temos problemas em grande parte para erradicá-las… em grande parte graças à religião”.
Como se nota, Daniel é mentiroso. Ele não apresentou uma evidência sequer de que o preconceito racial tenha sido causado pela religião. A Igreja Católica, aliás, lançou um encíclica para condenar a repressão nazista aos judeus. E, para finalizar: não há uma evidência de que o machismo tenha sido causado pela religião.
O resumo desse discurso dele é que ele passa a imagem de desonesto e mau caráter, capaz de inventar mentiras sobre pessoas que não pensam igual a ele. Não serve como representação de ateus que querem evitar o preconceito.
8:55 – Os estudos comprovam que a prece prejudica… só se forem estudos feitos na casa do Sottomaior
Ao falar do efeito das preces feitas por terceiros para as pessoas doentes, ele diz, já em estado quase histérico: “Algumas pessoas chegavam a ficar piores”.
Espero que Daniel não ache que isso que ele fez foi análise científica. Pois não há nada de método científico nisso.
Quer dizer, se é preciso de provas a respeito de que a prece causaria melhoras, da mesma forma é necessário que alguém prove se afirmar que a prece causa pioras.
Esse foi o fecho cômico. Não que tenha sido a intenção do Daniel, claro.
P.S.: Em breve segue a parte 3, que não tive paciência de assistir ainda. Mas algo que me diz que o nível de baboseiras de Daniel vai prosseguir.
(*) As vezes me perguntam sobre o modo que trato os neo-ateus, que é firme e com pouco rapport. Mas eu não faria isso com um ateu normal que venha dialogar com educação, pois acho que este tipo de ateu merece o mesmo respeito que um teísta. Diferentemente disso, Daniel partiu para a ofensa contra alguém que estava sendo educado com ele. Por isso, Daniel merece sempre receber o mesmo tratamento que um cachorro de rua. Assim como todos os neo-ateus.
Pesquisa do Ibope sobre o acordo com a igreja católica cala a boca dos neo-ateus

A fonte da notícia abaixo é o IBOPE, publicada em 26/08.
75% dos católicos são contrários a acordo com Vaticano.
Pesquisa do instituto Ibope feita a pedido da organização não governamental Católicas pelo Direito de Decidir aponta que 75% dos católicos entrevistados discordam ou pelo menos têm restrições a um acordo fechado com apenas uma religião. O levantamento foi realizado para tratar do acordo bilateral assinado entre o governo brasileiro e o Vaticano, que agora tramita no Congresso.
Aprovada na semana passada pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara, a proposta tem 20 artigos que criam um estatuto jurídico e dão direitos à Igreja Católica no Brasil. Entre outros pontos regulamenta a forma do ensino religioso nas escolas públicas, prevê que o casamento oficiado pela igreja, caso siga também as exigências do direito civil, tenha valor jurídico e estabelece que o Estado brasileiro vai ajudar a preservar os bens móveis e imóveis, como igrejas e obras de arte.
A pesquisa do Ibope, no entanto, mostra que a proposta de dar privilégios a uma única religião desagrada à maior parte dos entrevistados, mesmo aqueles que poderiam, em tese, ter seu credo beneficiado. Entre os católicos, 44% acreditam que um acordo bilateral não deveria existir porque o Estado brasileiro não tem religião oficial. Outros 31% acham que aprovar um acordo desse tipo desrespeita as demais religiões.
O porcentual sobe quando as perguntas são feitas a pessoas de outra fé, como os evangélicos. Mas é maior ainda entre aqueles que se dizem agnósticos, ateus ou de religiões com menos expressão no Brasil, como espíritas e budistas. Entre esses, 82% reprovam o acordo. “É um acordo totalmente inadequado e absolutamente na contramão do processo histórico. A cultura brasileira é de enorme tolerância religiosa. Dar privilégios a uma única religião vai contra a Constituição”, diz Maria José Rosado, coordenadora da ONG Católicas pelo Direito de Decidir.
Para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), não há privilégios no acordo – a não ser pelo fato de que a religião católica é um Estado e, como tal, pode assinar um acordo bilateral com o governo brasileiro, o que não acontece com outras religiões. “A concessão de privilégios é uma mentira. Tudo o que está no acordo está na legislação brasileira. Se não agrada, então é preciso mudar a lei”, diz dom Orani João Tempesta, presidente da comissão episcopal pastoral de educação, comunicação e cultura e arcebispo do Rio.
Já o Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), que divulgou nesta terça-feira (25) uma nota na imprensa, vê o acordo como discriminação às outras religiões. “O Estado é laico, não pode privilegiar ninguém. Eu não quero privilégios para os evangélicos, mas não pode um Estado teocrático fazer um acordo desses com um Estado democrático”, afirma o pastor Silas Malafaia, vice-presidente do Cimeb. O texto terá de passar pelas comissões de Educação, Trabalho e Constituição e Justiça, antes de ir ao plenário. Depois, o mesmo processo se repete no Senado.(AE)
Epa, epa…
Nunca se deve esquecer que os neo-ateus afirmam que os religiosos não respeitam as outras religiões. E de repente vem um resultado desse mostrando que 75% dos católicos estão se opondo a um acordo desses com a Igreja Católica?
Detalhe que não vou entrar no mérito sobre este acordo, já que não vejo nada de errado com ele.
O que me importa aqui é o motivo pelo qual muitos estão contra o acordo. Segundo o IBOPE, os entrevistados afirmam que o estado não poderia ter uma religião oficial e que as outras religiões deveriam ser respeitadas. Mesmo que eu ache que justificativas estejam equivocadas, respeito a opinião deles. [N.E. - Opa, mas espere, se Dawkins estivesse correto eu também não deveria respeitar as outras opiniões. Risos]
Mas, de novo, o importante é que as justificativas se baseiam em tolerância às outras religiões.
Tolerância essa que não deveria existir se grande parte dos argumentos contra a religião feitos pelos neo-ateus estivessem certos.
Pois vejam o que está no prefácio da edição de bolso de “Deus, Um Delírio”:
VOCÊ SEMPRE ATACA O QUE HÁ DE PIOR NA RELIGIÃO E IGNORA O QUE HÁ DE MELHOR.
“Você persegue oportunistas grosseiros e incendiários como Ted Haggard, Jerry Falwell e Pat Robertson, em vez de teólogos sofisticados como Tillich ou Bonhoeffer, que ensinam o tipo de religião em que acredito.”
Dawkins responde:
“Se o predomínio fosse só dessa espécie sutil e amena de religião, o mundo sem dúvida seria um lugar melhor, e eu teria escrito outro livro. A melancólica verdade é que esse tipo de religião decente e contida é numericamente irrelevante. Para a imensa maioria de fiéis no mundo todo, a religião parece-se muito com o que se ouve de gente como Robertson, Falwell ou Haggard, Osama bin Laden ou o aiatolá Khomeini. Não se trata de testas-de-ferro; são todos influentes demais e todo mundo hoje em dia tem de lidar com eles”.
Das duas uma. Ou a pesquisa do IBOPE está errada ou Richard Dawkins e sua patota estão mentindo deslavadamente. Onde está essa imensa maioria de fiéis do mundo todo que Dawkins afirma?
Mas como o IBOPE é uma instituição idônea, e Dawkins e sua turminha são conhecidos por sua desonestidade intelectual e fanatismo, fica evidente que podemos confiar no IBOPE e já ir rindo da cara dos neo-ateus.
E o governo da China não muda mesmo: mais repressão contra a religião

A tradução desta notícia é a Portas Abertas. O original foi publicado na ChinaAid Association.
Governo emite ordem secreta para fechamento de igrejas
CHINA (12º) – No dia 25 de agosto, a ChinaAid informou que o governo chinês emitiu uma ordem secreta pedindo para que as agências governamentais fechassem pelo menos seis grandes igrejas não registradas até o fim de agosto. A ChinaAid acredita que essas ações foram iniciadas como preparativos para a celebração do 60º aniversário de governo do Partido Comunista Chinês (CPC em inglês).
Fontes confiáveis afirmaram que o edifício Beijing Huajie Plaza recebeu uma ordem do Escritório de Segurança Pública (PSB em inglês) para encerrar seu contrato de aluguel com a igreja não registrada Shouwang. Uma das maiores congregações da área, a igreja Shouwang aluga dois andares do edifício para cultuar e realizar a Escola Bíblica no Huajie Plaza há alguns anos. A igreja tem mais de 1.000 membros e a maioria dos membros é de estudiosos de universidades. Essa é a ação mais recente contra a igreja Shouwang desde que os oficiais do governo bloquearam o acesso ao site da igreja em 13 de abril de 2009 e invadiram o templo em 11 de maio de 2008.
Outras igrejas não registradas em Beijing também foram pressionadas para interromper as reuniões. Acredita-se que esse é o primeiro passo dado pelo governo chinês para extinguir as igrejas não registradas em Beijing.
Na primeira quinzena de agosto, três oficiais do governo, incluindo integrantes do PSB e RAB interromperam uma cerimônia de batismo que ocorria em um rio no subúrbio de Beijing. Fora da capital, outra igreja também foi invadida e mais de 2 toneladas de material bíblico foram confiscadas. Um treinamento em Shandong também foi invadido e proibido pelas autoridades.
O presidente da ChinaAid, Bob Fu, acredita que “A chegada do 60º aniversário do Partido Comunista não é desculpa para menosprezar os direitos dos cidadãos, que se reúnem de acordo com sua liberdade religiosa. A ChinaAid pede que o governo chinês revogue a ordem, que é contrária à declaração assinada pelo partido, reconheça a influência positiva dessas igrejas e permita que elas se reúnam normalmente durante o período de comemorações.
Quando me perguntam o motivo pelo qual gente como Richard Dawkins e Carl Sagan deve ser realmente investigada e depois disso refutada (o que é fácil demais de fazer), esse é um dos motivos mais fortes: evitar a cristianofobia.
Não acredito que ateus normais fariam isso que está ocorrendo na China. É claro que isso que ocorre lá não é obra apenas de simples ateus, mas de neo-ateus.
E, como em todo neo-ateu, o que se nota é a incapacidade patológica que eles possuem de conviver socialmente com pessoas que pensam diferentemente delas.
E antes que neo-ateus digam que minha amostra não é representativa, por trazer só um país (China), segue o link do site Porto Novo, com o título “Cristianofobia”, falando de ocorrências do tipo na Europa. Nunca se deve esquecer que o lema dos neo-ateus não é apenas defender o ateísmo, mas lutar contra a religião.
Logo, se alguém é religioso e o neo-ateu não é, deve-se iniciar um combate ao religioso. E daí por diante.
P.S.: E hoje mesmo será publicada a parte 2 de um debate com o neo-ateu Daniel Sottomaior, em que é mostrada a mesma incapacidade de convívio em sociedade com pessoas que não seriam ateus.
Presidente da ATEA e suas sandices – Parte 1
Para início de conversa, façamos justiça: Daniel Sottomaior conseguiu rivalizar com o seu adversário de debate no programa “Brasil das Gerais”.
Mas não dá para negar o fato de que Sottomaior é tão covarde que só conseguiu algum efeito por ter duelado com um adversário muito ruim. Se o sujeito pegasse um William Craig pela frente, acostumado a duelos com neo-ateus, o que ocorreria com Sottomaior? Provavelmente desmaiaria no palco…
A refutação às tradicionais besteiras do presidente da ATEA (Daniel Sottomaior) ocorrerá em cinco partes. O vídeo acima é só a primeira parte. O programa total tem 50 minutos e foi dividido em 5 partes e adicionado no YouTube. E como é só a primeira parte, que tem muitas introduções e auto-apresentação, foram selecionados só dois momentos em que o neo-ateu chafurdou.
Vamos começar…
04:04 – As estatísticas furadas
Para dizer que “era possível ser feliz sendo ateu”, o neo-ateu Daniel começou citando os países com maior taxa de ateísmo (Noruega, Finlância, Suécia, Japão) e citou os países com a maior taxa de teísmo (África e países da América do Sul).
Só aí já é possível ver que o debatedor neo-ateu é desonesto, pois ele OMITIU as informações do maior país teísta do mundo (Estados Unidos) e do maior país ateísta do mundo (China). Como se nota, uma análise completamente viciada.
Lá para frente, o oponente de Sottomaior falou que os países citados pelo neo-ateu tinham também maior taxa de suicídio.
Sottomaior agiu correto (aleluia) ao dizer que a correlação não configura em causalidade. Só que isso ajuda a derrubar também o argumento trazido por ele de países com taxa de ateísmo e que portanto eram desenvolvidos e felizes. Ou seja, o neo-ateu deu um tiro no próprio pé.
Detalhe: eu acho que o ateu é possível ser tão feliz quanto o teísta. Mas isso não implica em usar argumentos chinfrins para comprovar isso.
06:08 – Desconhecimento absoluto de lógica
O sujeito diz que quando se fala em argumentos, existem apenas “argumentos sobre existência”.
Por favor, me digam quem foi o professor de lógica desse coitado, pois ele aqui cometeu um erro de amador.
Na verdade, é possível ter argumentos tanto sobre existência quanto inexistência.
Ou será que o sujeito nunca viu um relatório de auditoria confirmando que NÃO EXISTEM brechas encontradas no processo? Esse é um exemplo de argumento de inexistência. Agora, se o sujeito optou, por livre arbítrio, defender a inexistência de Deus, é claro que vai ser impossível ele conseguir tal prova. Problema dele.
Quer dizer, quando ele afirma que “não existem argumentos de inexistência”, isso mostra que o debatedor neo-ateu ouviu o galo cantar mas não sabe onde.
Aliás, quando Sottomaior afirma que os argumentos pelo ateísmo nada mais seriam do que a constatação de que “os argumentos em favor da existência de Deus são todos ruins” de novo dá para ver que ele está dando tiros no escuro. Pois quem disse para esse sujeito que ele conhece todos os argumentos neste caso?
Ele citou só um. E nessa única citação de argumento ficou evidente que Sottomaior nem sabe a diferença entre argumento “de existência” ou “alegação”.
Aula para ele: o que carece de provas é uma ALEGAÇÃO, e não “argumento de existência” ou “argumento de inexistência”. Se alguém alegar que um elemento EXISTE ou NÃO EXISTE em uma caixa, recipiente ou qualquer ambiente de estudo, essa pessoa terá que provar da mesma forma.
A sorte de Daniel era que o adversário dele era ingênuo demais…
P.S.: Em breve seguem as refutações da parte 2, que é onde Daniel comete ainda mais besteiras, e ainda mostra comportamento antisocial ao desrespeitar o seu oponente. Pois Daniel, mesmo falando besteiras típicas de crianças (como “não existem argumentos de inexistência”), não foi ofendido pelo seu oponente.
Como fazer um amigo dos bonobos travar durante um debate

Nada contra a Teoria de Darwin.
Acho que é a melhor teoria para explicar a biodiversidade, e também explica muito bem o processo de especiação pela seleção natural.
Mas daí a tentar explicar o COMPORTAMENTO HUMANO com base no comportamento dos bonobos (um tipo de chimpanzé) é no mínimo risível. Mas alguns esforçados, como Frans de Wall (que escreveu o livro “Eu, Primata”), continuam tentando.
O material nesse livro cai naquela mesma ladainha de que “o comportamento dos bonobos explica o comportamento humano”. Isso me diverte.
Justiça seja feita: nem todos os crentes nesse tipo de “similaridade comportamental entre humanos e bonobos” são neo-ateus, mas vou mostrar aqui como fazer um defensor dessa bobagem simplesmente TRAVAR em um debate no qual ele venha tentar vender a idéia. Chamarei o alegador que defende Frans de Wall de CRÉDULO, e o seu oponente de CÉTICO. Esse papel de cético foi exercido por mim em debate recente.
Vejamos:
- CRÉDULO: É importante notar que não somos assim muito diferentes dos chimpanzés ou bonobos, conforme disse Frans de Wall. Nosso comportamento pode ser explicado pela análise do comportamento dos bonobos.
- CÉTICO: Ah, que interessante. Qual parte do comportamento?
- CRÉDULO: O comportamento em geral. Basta investigarmos a complexidade das estratégias de guerra dos bonobos…
- CÉTICO: Eu gostaria de ver isso.
- CRÉDULO: Há vídeos do Discovery Channel…
- CÉTICO: É uma alegação extraordinária. Um vídeo desse deve estar no YouTube, não? Demonstre onde está o vídeo, ou então faça o upload dele, e aponte a parte exata onde a “estratégia de guerra” é vista…
- CRÉDULO: Veja bem… Eu não afirmei que tinha um vídeo com a estratégia de guerra. <- primeira travada
- CÉTICO: Ué, então você alega e não traz sequer uma prova? Assim fica difícil…
- CRÉDULO: Mas o livro de Frans de Wall fala da intrincada estrutura política dos bonobos…
- CÉTICO: Falar é fácil! Isso qualquer um faz. Eu quero VER as evidências dessa estrutura política.
- CRÉDULO: Não é assim… O fato é que isso está descrito no livro de Frans de Wall. <- segunda travada
- CÉTICO: E o problema é que você ACREDITOU no livro de Frans de Wall e não foi investigar. Problema teu.
- CRÉDULO: Mas é importante sabermos a origem de nosso comportamento…
- CÉTICO: Importante em que sentido?
- CRÉDULO: Para entender como agimos.
- CÉTICO: Eu entendo como eu ajo. Dispenso tua preocupação. A preocupação talvez seja tua e do Frans de Wall. Não fale pelos demais.
- CRÉDULO: Entendo o seu comportamento. Você deve ser um crente no criacionismo.
- CÉTICO: Já errou! Eu acredito no darwinismo, mas sei que o escopo da teoria refere-se a explicar as espécies e como elas surgiram, e não explicar o comportamento humano em comparação com outras espécies. Tente de novo.
- CRÉDULO: Mas não temos uma fonte importante de explicação do nosso comportamento.
- CÉTICO: Claro que temos. Chama-se psicologia. Você não anda muito informado, certo?
- CRÉDULO: Mas não é uma explicação com base no darwinismo.
- CÉTICO: Aha! Então você quer é uma explicação com base no darwinismo, mas eu poderia escolher uma explicação com base no Big Bang também. Besteira. O fato de não ser explicação com base no darwinismo, não implica em que não exista uma explicação.
- CRÉDULO: Mas Frans de Wall é convincente ao dizer “como agimos”…
- CÉTICO: Opa, opa… vamos parar de covardia.
- CRÉDULO: Como assim covardia?
- CÉTICO: Notou que você covardemente usa a expressão “nós somos” ou “nosso comportamento”. Isso é jogar para a galera. O fato é que você está com uma explicação constrangedora em mãos, e, para evitar maior vergonha, tenta atribuir isso a todos os humanos ao invés de você…
- CRÉDULO: Como é?
- CÉTICO: Vamos fazer um teste. Primeiro deixe a covardia de lado e substitua o “nós somos” por “eu sou”. Depois substitua o “nosso comportamento” por “meu comportamento”…
- CRÉDULO: Mas por que isso?
- CÉTICO: Ué, você não falou que a explicação de Frans de Wall era convincente? Está com medo de aceitar a explicação para falar do SEU comportamento?
- CRÉDULO: Mas espere… A idéia é falar do comportamento de todos.
- CÉTICO: Desculpe, se você não consegue explicar nem o seu comportamento, como quer explicar o do resto?
- CRÉDULO: Ok, então prossiga…
- CÉTICO: Certo. Vamos lá. Utilize o método do Frans de Wall, e faça um relacionamento dos 10 aspectos mais relevantes para o seu sustento e sua satisfação em seu dia. Depois utilize o modelo de análise desses 10 comportamentos nos bonobos, e explique o SEU comportamento utilizando basicamente a descrição do comportamento dos bonobos. Não se esqueça de mencionar a forma como você organiza suas coisas, como você trabalha e a intimidade sua com sua esposa. Que tal?
- CRÉDULO: Mas assim também não, né…
- CÉTICO: Qual o problema?
- CRÉDULO: Não, não era esse o objetivo…
- CÉTICO: Esses 10 aspectos mais relevantes são o que além de COMPORTAMENTO????
- CRÉDULO: Está certo, mas a idéia é diferente… <- a grande travada
Nesse momento, a situação do CRÉDULO é mais ou menos a abaixo:

Essa técnica que usei de questionamento é apenas o ceticismo aplicado, a la James Randi, para investigar a alegação de um neo-ateu que queria vender a idéia de que o comportamento humano poderia ser explicado pela análise dos bonobos.
O mais divertido foi notar que o maior constrangimento da parte do alegador surgiu quando lhe pedi para mostrar com exemplos no COTIDIANO DELE a similaridade com os bonobos. Aparentemente, ele estava bem confortável enquanto usava a expressão “nós somos” ou “nosso comportamento”. Quando precisou se referir ao seu dia-a-dia, a coisa complicou para o lado dele.
Importante também notar que ele se omitiu de apresentar evidências DIRETAS das alegações dele, que, em muitos casos são extraordinárias. Tá legal, os bonobos são engraçadinhos. Divertidos, até. Mas daí a falar em estratégia de guerra? Estrutura política? Que vá enrolar outro!
Essa técnica citada aqui de questionamento cético aliado à solicitação do exemplo da aplicação do modelos sugerido na vida do alegador tem funcionado em todos os debates que participei nesse assunto.
O resultado, para o alegador da similaridade com os bonobos, é geralmente a tela azul.
Ciência X Religião: retardo mental

Eis, então, que chega o momento de falar do conflito entre ciência e religião. Conflito, claro, que só existe na cabeça de alguém com problemas mentais sérios.
Primeiro, começando pela ciência.
Ah, a CIÊNCIA… “a ciência que faz”, “a ciência que acontece” e daí por diante, na visão desses caras.
Em locais como Orkut, blogs, livros ou que o valha, tenho notado em participações de neo-ateus a mania de se referir à ciência de uma maneira icônica, como se fosse algo transcendental. E as vezes até como se a ciência fosse uma pessoa.
Não demorou para esse pessoal usar expressões como “a ciência atua desta forma”, ou “a ciência não concorda com tais afirmações”, ou até “a ciência nos orienta a fazer tal ação”. Ou a mais debilóide de todas: “grupo X está contra a ciência”.
Essa turminha com certeza está com algum problema de interpretação básica de conceitos, e até com falhas graves no uso da linguagem estruturada. O que é justamente o problema mais grave, pois o ser humano se diferencia dos outros animais por, dentre outros motivos, a capacidade de utilizar a linguagem de forma estruturada e complexa. Com isso, nós, humanos, conseguimos coletar nosso conhecimento adquirido, e transmiti-lo, de forma a gerar mais conhecimento. Dessa forma conseguimos elaborar um documento, um livro, uma constituição e inclusive discutir sobre cada uma dessas elaborações. Só que, para utilizar a linguagem, temos que ter consciência absoluta de que não há linguagem estruturada e complexa sem informação.
Quando alguém menciona algo sobre “a ciência” e não tem a minima noção do que ciência significa, de certa forma tudo que esta pessoa está falando quanto ao assunto vai automaticamente para o lixo. E daí para frente, tudo que se originar dessa informação, se não for para o lixo, irá gerar mais besteira, como se fosse uma bola de neve. Ou um montão de lixo bem fedido.
Geralmente, esse tipo de distorção do que significa “a ciência” não raro vem de gente que andou lendo Carl Sagan, Richard Dawkins e a turminha…
Esses autores neo-ateus normalmente surgem com pérolas como “a ciência nos orienta a fazer isso, e de forma contrária, a religião nos pede que façamos aquilo…”. Tudo besteira. Tudo balela. Isso não passa de uma distorção da informação, que dá mais a impressão de que tal pérola tenha sido escrita por algum disléxico. E não é raro ver que os leitores tanto de Sagan como Dawkins realmente acreditam nessa demência, e saem proclamando sandices como “a ciência permite o questionamento, e a religião não” e lançam defecações verbais que constrangem a qualquer um que tenha o mínimo de conhecimento do VERDADEIRO método científico.
Exemplo de sandice: “a ciência se corrige”. Já perdi as contas das vezes em que li essa besteira proclamada por algum neo-ateu aí. Na verdade, eles usam essa falácia do espantalho para afirmar que um cientista pode lançar uma pesquisa, e essa mesma pesquisa ser refutada tempos depois por outro, e daí por diante. E, segundo eles, isso não ocorreria na religião.
Mas isso é uma besteira inominável, uma estupidez que chega a comprometer grande parte da obra desse pessoal.
O que existe, na verdade, é um método científico, que é aplicado em boa quantidade em ciências naturais e aplicado mais ou menos em ciências sociais. Há problemas de testabilidade no uso do método, por exemplo, em matérias como História e Antropologia, mas isso não impede que estes usem uma versão “light” do método científico. E na tentativa de se misturar ciências naturais e ciências sociais, em alguns casos o método científico é ignorado por completo. É só isso.
Antes de seguir com a demolição desta palhaçada de “a ciência se corrige”, é preciso entender o que ciência significa.
Seguem as definições de ciência:
- corpo de conhecimento adquirido através das práticas e pesquisas que tenham sido suportadas pelo método científico
- sistema de aquisição de conhecimento baseado no método científico
Notaram que, por essas definições, é impossível que “ciência se corrija”? O que existe, na verdade, são os profissionais que atuam em pesquisa científica. Esses que chamamos popularmente de cientistas. Geralmente é aquele sujeito que atua com ciências naturais, que recebe um salário mensal como professor, ou então atuando em pesquisas (ou ambos), sob financiamento, e depende disso para o seu sustento.
E este cientista é um profissional como qualquer outro. Não é um “portador da verdade”, não é um “Deus”, não pertence à “elite dos profissionais”, nada disso. De novo, é apenas um profissional, como outro qualquer. Merece ser respeitado, mas não é uma categoria profissional acima de nenhuma outra.
E como QUALQUER profissão (estranho que Sagan, Dawkins e seus leitores não tenham percebido isso), existe o bom profissional, e o mal profissional. Existem os bons trabalhos, e os trabalhos ruins. Assim, existe um corpo de conhecimento que referencia não só a profissão, como também o conhecimento teórico vigente para a profissão.
E qualquer área profissional se baseia em conhecimento adquirido. Pois simplesmente não é possível criar uma nova teoria de adminitração a toda vez que um Administrador fizer um projeto. Assim como um cineasta não pode ignorar o conhecimento adquirido antes de realizar o seu filme. E como em qualquer profissão, as pessoas lutam por seu lugar ao sol e querem se diferenciar umas das outras. Isso motiva a inovação, que, consolidado ao conhecimento antigo, irá gerar o novo conhecimento. Ou seja, aquilo que funcionava no passado pode não funcionar hoje. É simples.
Só que quando um estúdio traz uma nova técnica que supera uma anterior, isso não significa que “o cinema se corrigiu”. Da mesma forma, uma nova teoria de administração, ou uma inovação, não implica em “administração se corrigindo”. Por isso que dizer “a ciência se corrige” é burrice.
A ciência só poderia se corrigir se a ciência estivesse errada. Mas não estava. A definição de ciência segue a mesma de sempre.
O que acontece é que um cientista talvez tenha a sua pesquisa refutada por um outro, assim como no cinema a Pixar trouxe uma nova técnica que superou a antiga animação.
Por isso que quando alguns imbecis (ou até débeis mentais) ficam com a história de que “a ciência se corrige, mas não a religião” dá para se ter a noção básica de que não entendem o que é ciência e não entendem também o que é religião.
Agora, de uma forma mais didática (embora eu ache que os fiéis mais exacerbados de Sagan e Dawkins não conseguirão entender): quando alguém está “praticando ciência”, a pessoa está trabalhando. Aliás, o melhor seria chamar de “trabalhar em pesquisa científica”, pois “ciência”, conforme mostrado, é amplo demais. É possível que uma pesquisa seja feita, mas com falhas na utilização do método científico. Isso, sendo descoberto depois, significa que a pessoa não trabalhou neste caso em ciência, mas sim atuou com “pesquisa científica”, ou, até melhor, “pesquisa com ambição de ser científica”. Já que é vital ter a noção de que não existe “uma ciência” trabalhando. E sim profissionais bons, e profissionais ruins. Trabalhos bons, e trabalhos que não valem nada. É a vida.
Então, que os neo-ateus não venham falar estultices. Pois, a cada vez que leio frases como “ciência permite questionamento, mas religião não” é sinal de que estou diante de alguém que não sabe o mínimo sobre ciência. Ou se sabe, está tão fanatizado pela fidelidade aos autores neo-ateus, que já perdeu o senso crítico. Isso que nem citei ainda o Karl Popper, cujo livro “A Lógica da Pesquisa Científica” refuta esse monte de bobagem saganista/dawkinista.
Dessa forma, se alguém sai dizendo que quer “divulgar a ciência” após ler o “O Mundo Assombrado pelos Demônios” e comete os mesmos erros que o autor do livro, Carl Sagan, sinto muito informar a essa pessoa que ela não tem sequer capacidade de discutir sobre ciência. Se o conhecimento de ciência de uma pessoa é limitado ao que o Carl Sagan lhe pregou, não há dúvidas. Estamos diante de um energúmeno.
E dá para dizer com segurança: se alguém usar esses conceitos deturpados de ciência, e tiver o azar de me encontrar em um debate, já fique sabendo de antemão que será esmagado de tal forma que depois terá vergonha até de olhar de novo no rosto de seus familiares.
E, voltando ao assunto da comparação de ciência com religião. Para passar à religião, e entender a questão da inexistência de conflitos, é preciso entender até o momento o conceito de ciência. Ciência, como um todo, é o corpo de conhecimento adquirido com a prática científica. Ciência, na visão do profissional cientista, é a atividade profissional de pesquisa científica. Fim.
E a religião? Originada do latim “religio”, pode ser definida, na visão do todo, como o conjunto de crenças relacionadas ao divino, sobrenatural, sagrado, transcendental, etc. Na visão individual, é o conjunto de práticas religiosas, junto com o código moral, que se deriva dessa crença.
E para notar por que não existe essa besteira de “Ciência X Religião”, basta entender que na prática científica o cientista está trabalhando. Quer dizer, ganhar dinheiro. Basicamente, é trabalho, 8 horas por dia, provavelmente, com um horário, das 9 da manhã às 18 horas da tarde. Além do mais, qualquer realização naquilo que se chama de “ciência” é uma realização que só pode ser expressa de forma física. É exatamente como a exibição de um resultado corporativo, uma nova realização profissional, o produto de um trabalho, etc.
A religião, na visão do praticante (não estou mencionando os padres, que possuem isso como trabalho), é feita única e exclusivamente para que este trabalhe o seu lado espiritual.
Tanto que é normalíssimo que alguém pratique o seu trabalho assalariado, das 9 as 18 horas, e depois, às 19 horas, vá a uma missa ou um culto. Em muitos casos, há aqueles que vão à missa somente no final de semana, o que de forma alguma poderia entrar em conflito com o horário de trabalho (das 9 às 18, segunda a sexta, 40 horas por semana). E, fora do horário de trabalho, se um profissional quiser ir a missa, ou rezar, que o faça. Ou se for ateu e quiser ficar lendo livro de Carl Sagan e reassistindo o programa “Cosmos”, que o faça. Acabou. Enquanto um autor está assistindo “Cosmos” ou assistindo e/ou pregando o documentário de Dawkins “A Raiz de Todo o Mal”, ele não está trabalhando mais, portanto, não pode mais dizer que faz “a ciência”.
Em resumo, se alguém não entende que religião se refere à prática espiritual, e que ciência se refere ao trabalho oriundo de prática científica, então o valor informativo do discurso desse tipo de neo-ateu que insiste em pregar a idéia estúpida de “Ciência X Religião” tem o mesmo valor informativo que os discursos daqueles malucos de rua que perambulam pelo centro de São Paulo. Simplesmente por que os significados atribuídos tanto à ciência como religião estão completamente distorcidos.
Ciência não pode ser opor à religião, e religião não pode se opor à ciência. É simplesmente impossível.
Assim como se alguém sair dizendo a besteira “ao optar pela ciência, larguei a religião”, então fica aberto precedentes para absurdos como:
- Usar religião ao invés da ciência
- Gostar de música ou se casar
- Caminhar ou pensar
Quer dizer, se alguém quiser até fazer esse tipo de opção, que faça. Mas sair dizendo que ao fazer opção por um, automaticamente foi necessário relegar o outro, ou que as escolhas são opostas ou conflitantes, é sinal apenas de uma coisa: burrice.
Ou retardo mental, definitivamente.
Refutação a um texto neo-ateísta contra a cruz

REFUTAÇÃO AO ARTIGO “Estado melhor é Estado sem cruz”, do neo-ateu Robson Fernando. Obs.: Este artigo já era um contra-ataque em relação ao artigo “Estado sem Cruz”, de Luiz Domingos de Luna.
O texto que será refutado aqui mostra que um dos colaboradores do blog Ceticismo.net, o neo-ateu Robson Fernando, não possui muita prática em ceticismo, pois faz diversas alegações que não consegue provar. A maioria das alegações do Robson não são diferentes das histórias de lobisomem contadas pelo tiozinho do sítio.
Vamos às pregações de Robson:
Em primeiro lugar, me incluo entre as pessoas defensoras de que não existe “necessidade” nenhuma de impor a cruz, seja lá em que sentido, em organismos que servem a gentes de todas as religiões e também àquelas sem religião.
Começou mal, pois a disponibilização de uma cruz publicamente não implica em imposição. Seria o mesmo que dizer que um casal usando alianças em público seria uma imposição do casamento a algum solteiro que visse o casal. A argumentação de Robson é totalmente nonsense. Detalhe que todas as instituições públicas prezam a família, que é outro símbolo de nossa civilização. Só que muitos gostariam de viver solteiros. Seria uma ofensa aos solteiros? Claro que não.
Em seguida, Robson tenta dizer que a contribuição histórica da cruz na história do Brasil foi negativa. Vejamos:
Em nome do deus cristão e com respaldo da Bíblia, destruiu-se centenas, se não milhares, de culturas indígenas. Seus deuses e deusas foram ultrajados/as, populações massacradas porque não aceitaram de bom grado a palavra de um “Senhor” que não era seu. O mesmo ocorreu com povos negros do outro lado do oceano, cujas guerras internas foram fomentadas com muito interesse pelos cristãos ibéricos e cujos povos foram escravizados de forma covarde e removidos à força para o Brasil, que manteve a vergonha da escravocracia até 1888 – ironicamente num Estado imperial oficialmente católico de acordo com a Constituição de 1824.
Enfim, até que o apelo emocional começou cedo demais no texto dele.
E não passa da falácia tosca Cum hoc ergo propter hoc (ou falsa causa). O diagnóstico dele se baseia no seguinte: “Portugal foi invadido por portugueses, e os portugueses eram católicos. Logo, a causa foi o catolicismo.”. E ele tenta mais uma variação desta falácia, e tentará impor isso no resto do seu texto é: “O Catolicismo tem como um de seus símbolos a cruz. Logo, a causa da invasão foi a cruz”. Ou seja, argumento que já nasce inválido.
Para desmascarar Robson é fácil. Pois ele tentou até associar a escravidão dos negros africanos à cruz ou ao catolicismo, dizendo que tais atos, assim como a colonização dos índios, teria sido feita “em nome do Deus cristão”.
É preciso ignorar todas as aulas de história (as isentas claro, não valem aquelas ministradas por professores de esquerda, que mentem mesmo) para escrever tamanha sandice.
Bastaria que Robson tivesse estudado a origem das colonizações, para entender que a falácia dele só enganaria alguém muito ingênuo.
E, para refutá-lo, o mesmo povo católico que trouxe negros escravos ao Brasil, foi o mesmo povo católico que aboliu a escravidão.
Mas ele é esforçado, pois tenta de novo:
O cristianismo que dizem ter sido tão importante para a fundação deste país foi um dos maiores culpados pelo etnocentrismo assassino dos portugueses colonialistas. Para estes, só Jesus salvava, e, se não salvava, matava! Etnias não-cristãs que não seguissem as normas dos “senhores” invasores lusos eram taxadas de “selvagens” e “bárbaras” por gente que não olhava para seu próprio nariz. Os/as pobres silvícolas foram chamados/as de “pagã(o)s” como se esta fosse uma ofensa e, por assim serem, eram explorados/as e massacrados/as sem ninguém, tampouco Seu Jesus, para defendê-los/as das espadas e mosquetes dos impiedosos cristãos que “construíram a nação brasileira”.
Se Robson desconhecia a história das colonizações no parágrafo anterior, neste ele demonstra não conhecer o que é etnocentrismo. Não há uma nesga de evidência quanto ao fato do etnocentrismo ser causado por fatores religiosos, ou seja, ele tentou de novo aplicar a falácia da falsa causa.
E, como sempre, ele tenta impor a falácia do apelo emocional. Dá para notar nos termos típicos de novela mexicana, como “pobres silvícolas”, “eram massacrados, sem ninguém, nem Jesus, para defendê-los das espadas dos impiedosos cristãos”.
Quer dizer, um show de bobagem e infantilidade nesse argumento.
Primeiro ninguém afirmou que a função de Jesus era defender ninguém de espada. Segundo, o cristianismo dos colonizadores era irrelevante para qualquer massacre (basta estudar a história das colonizações, independente de religião). Terceiro, como já dito, não há evidências de que etnocentrismo é causado por religião (se assim o fosse, os religiosos hoje não seriam tratados de forma etnocentrica pelo governo ateu lá na China). Quarto, as etnias conquistadas não eram trucidadas pelo fato de não acreditarem em Deus. Quinto, a expressão “só Jesus salvava, e, se não salvava, matava” é no mínimo delírio de Robson.
A refutação desse tipo de choradeira é fácil demais.
E o próximo erro é até ingênuo:
Com o terreno “varrido”, ocuparam o país e meteram nomes de santos/as por todos os lugares. Aos brancos que chegavam, ensinaram que só Jesus é bom no mundo da religião e que valia tudo em nome dele. Às brancas, impuseram a submissão e a inferioridade com respaldo bíblico. Aos negros e negras, a sujeição à escravidão, também com apoio do livro “sagrado”.
De novo, essa bobagem de “respaldo bíblico” é apenas fantasia da cabeça de Robson. E a frase “meteram nomes de santos/as por todos os lugares” é no mínimo cômica, pois não confere com a realidade. O fato é que os símbolos religiosos e nomes de santos foram inseridos nos lugares que os colonizadores portugueses construíram.
Além disso, a tentativa de dizer que negros e negras eram sujeitos à escravidão com apoio do livro “sagrado” já está devidamente refutada. De novo, o mesmo livro sagrado esteve presente nos atos de abolição. Não há evidências de dependência direta entre religião e escravidão. Fato.
O próximo trecho comentado mostra que Robson precisa aprender a entender os textos que lê:
Voltando à questão do laicismo, digo ao autor do texto aqui rechaçado que laicismo é neutralidade religiosa. Dizer que um país adotou cruzes e feriados cristã(o)s “sem prejuízo para o laicismo” é um sofisma, porque a Constituição atual, Artigo 19, proíbe que o Estado brasileiro se escore em qualquer religião específica ou simbologia religiosa.
Aqui o sujeito errou na leitura da citação da constituição que ele próprio fez. Quando a constituição diz que está proibido que o Estado brasileiro se ESCORE em qualquer religião específica ou simbologia religiosa, isso significa que o Estado, por exemplo, não poderá condenar alguém por não usar o crucifixo, e da mesma forma não poderá inocentar alguém por usar o crucifixo. Entendeu? Isso é laicismo.
Laicismo não implica em retirar os símbolos religiosos que lá estão por questões culturais. O não há evidência de que o uso do crucifixo altere as decisões lá tomadas. Só haveria quebra do laicismo, se alterasse.
Mas Robson tenta de novo:
E o Brasil “sempre conviveu pacificamente (sic)” com o cristianismo, com a propagação de símbolos e feriados de tal religião porque, até o início da república, era sim um Estado oficialmente católico e a palavra da lei laica não foi suficiente para banir a tradição da cruz e da estátua de santo/a nos Três Poderes. E tal “pacificação” só foi alcançada ao longo da história pela força das armas que criminalizou os cultos indígenas e africanos. Para não sofrer a sanção da morte por serem “pagãs”, as pessoas inferiorizadas pelo Estado cristão – índios/as e negros/as– tiveram que adotar a cruz, contra toda a sua convicção espiritual, como símbolo a reger sua vida.
Aqui de novo a falácia da falsa causa. O cara realmente acredita que Portugal veio colonizar nossa região somente para pregar sua religião. Chega a ser patético. De novo: NÃO HÁ COMO custear uma colonização com o objetivo de pregar religião. Simplesmente, a expedição não iria se pagar. O motivo para uma colonização é econômico.
Claro que o sujeito continua afirmando que índios e negros tiveram que adotar a cruz para não morrerem. Como tudo que Robson escreveu nesse texto, besteira. Não há evidências dessa afirmação dele.
Aqui, Robson defende o comportamento antisocial:
O Estado brasileiro nunca foi diretamente prejudicado pelo cristianismo explícita ou veladamente assumido por ele, mas a população sim, ora pelos motivos já descritos ora pelo fato de que, até hoje, uma vez que ainda adota crucifixos e feriados “santos” obrigatórios, exclui simbolicamente de sua regência toda a população não-cristã. Uma casa estatal decorada com símbolos religiosos só poderia conviver de forma realmente harmoniosa com uma população budista, muçulmana, candomblecista, hindu etc. se ostentasse também a Roda da Lei, o Crescente, o despacho, a Estrela de Davi, o Om…
Nada mais falso.
Pessoas que sabem conviver em sociedade entendem aquilo que se chama de manifestação cultural. É por isso que eu posso viajar para Israel, e ver a Estrela de Davi nos locais públicos, e isso não me ofende. Pois eu entendo que, culturalmente, a Estrela de Davi representa a religião da maioria da população daquele país. Simples assim. Só que meu comportamento é socialmente aceitável. Se eu fosse antisocial, iria me rebelar contra os símbolos deles, claro.
Então, a harmonia só é prejudicada por aqueles que são incapazes de conviver em sociedade. Ou daqueles que agem feito o Drácula ou a Regan (de novo, do filme Exorcista), estrebuchando quando olham crucifixos à sua volta.
No fim, ele tentou jogar para a galera:
E lembremos que várias denominações da própria cristandade, como a Assembleia de Deus, rejeita o símbolo da cruz por motivos, pasme, também religiosos. Assim sendo, a cruz que o Estado acolhe até hoje faz mal até para cristã(o)s. Sem falar nos santos e santas que não agradam protestantes.
Mais erros. Crucifixo não é o mesmo que imagem de “santos e santas”. E rejeição do símbolo da cruz, para a Assembléia de Deus, não implica em proibir que os outros usem ou que seja usado em público. Ah, e William Douglas, um juiz evangélico, defendeu o uso dos crucifixos em repartições públicas (ler matéria aqui). Por isso, nós, teístas, provavelmente dispensamos a preocupação do neo-ateu Robson.
Aqui Robson usou de tentativas ainda mais torpes:
Cita-se em seguida que “muitas cidades brasileiras têm buscado subsídios na religião para formar a sua unidade social e cultural, a religiosidade do povo brasileiro está bastante amadurecida para o discernimento entre um ato de fé e uma decisão jurídica de um estado laico que forma a unidade da nossa nação.” Digo então: não, não está nada amadurecida. Se a crença dessas pessoas estivesse realmente madura, não estaríamos vendo um significativo êxodo de gente do catolicismo ao pentecostalismo, a outras religiões e até à descrença ateísta ou agnóstica. A “maturidade religiosa” era uma mentira que a sociedade só sustentou graças a repressivos valores sociais que caíram sistematicamente, se não totalmente, com a secularização da nossa cultura.
Falso. Os êxodos citados por Robson só comprovam a MATURIDADE da religiosidade do povo brasileiro. As pessoas podem ir do catolicismo ao pentecostalismo, e vice-versa, e não serão punidas por isso. O Robson precisa aprender melhor estratégia de combate intelectual, pois não pode trazer provas para a mesa que ajudem ao outro lado (no caso, eu).
Ou seja, a maturidade religiosa é um fato. Comprovado inclusive pelo trecho citado do texto de Robson.
Mais:
Outro trecho que deve ser contestado é o que fala que “a presença de símbolos cristãos nas repartições públicas no Brasil é somente o reconhecimento de um estado laico que convive pacificamente com um povo religioso.” Só se for convivência pacífica com um povo católico. Como digo, até mesmo certas denominações cristãs rejeitam a cruz como símbolo, sem falar dos santos que inconstitucionalmente enfeitam prefeituras como a de Igarassu/PE, rejeitados por quase todas as facções protestantes. E se tivéssemos 15% de população muçulmana no Brasil? Para onde iria a tal “convivência pacífica”? Vemos cada vez mais que esta é apenas um engodo que só se sustentou por tanto tempo por causa do antigo monolitismo católico forçado que já se quebrou.
Para variar, o Robson está… errado. Na verdade, se tivéssemos 15% da população muçulmana no Brasil, talvez ainda tivéssemos maioria católica. Em países como a Suécia, em que os religiosos não são maioria, não há símbolos nas instituições públicas. Simples assim.
Não há evidências de algo sustentado pelo “monolitismo católico forçado”. O que existe em um país é o respeito aos que são de outras religiões, algo muito diferente da China, um país que mata aqueles que são religiosos. E não foi cruz ou ausência de cruz que causou as mortes na colonização do Brasil, ou que está causando as mortes atuais na China.
Aqui Robson se embreta:
E vamos pôr uma vírgula no tal “povo religioso” da citação, porque este exclui toda a população irreligiosa – ateísta, agnóstica, deísta e teísta-sem-religião –, a qual vem crescendo bastante no país.
Ué, este povo “sem religião” simplesmente continua representado. Mas um povo que não tem religião, não pode querer definir como será o comportamento dos religiosos na questão religião. Assim como no futebol, há quem torça para o Palmeiras ou para o Corinthians. Em um jogo de futebol, há espaços para as torcidas, e o time mandante tem maior espaço. O time visitante tem um espaço menor. Será que seria preciso de um espaço para aqueles que não torcem para time nenhum? Besteira. Isso seria procurar pêlo em ovo.
Um ateu simplesmente poderá ignorar os crucifixos.
O que foi cômico é que a representação contra os crucifixos veio justamente daqueles que deveriam IGNORAR os crucifixos. A representação rejeitada pela Justiça Federal (ler post aqui a respeito) não veio de nenhum grupo religioso. Justamente aqueles que, de acordo com o Robson, deveriam estar ofendidos pelo crucifixo.
E eis que minha suspeita se confirma…
Finalmente, é necessário afirmar que a memória da história do país, esta tão marcada pela opressão e pela dominação por elites que odiavam o bem comum, não será “ferida”, mas sim limpa, ainda que minimamente, com a derrubada dos símbolos da opressora supremacia cristã que ceifou diversos direitos humanos durante séculos e matou tanta gente que a ela se pôs contrária.
Como é? “Opressão e dominação por elites”? Sinto cheiro de discurso esquerdista aqui? Aí fica mais fácil entender os motivos do autor em uma ladainha tão emocional.
Esse discurso anti-Igreja Católica é cópia de discursos utilizados em países como Rússia e China. E, como sempre, é facilmente refutável.
A ladainha de Robson vai chegando ao final:
Ao autor do texto aqui criticado, não dedico ofensa, mas sugiro que desenvolva mais senso crítico em relação ao que sua religião fez com o povo brasileiro por tanto tempo, procure saber melhor o significado de um Estado laico e admita que o Brasil é um país não de unidade católica, mas de uma diversidade que foi por muitas épocas reprimida e só se vê relativamente liberta hoje – relativamente porque ainda temos ilegais normas sociais que estabelecem a intolerância contra não-cristã(o)s.
Totalmente errado. Luiz Domingos de Luna foi racional em seu texto, embora eu não concorde com tudo que ele tenha escrito. Só que Luiz foi elegante, argumentativo, ao passo que o texto de Robson é rechado de falácias de apelo emocional, ignorância em relação à história das colonizações e, pelo que foi notado ao final, pregação esquerdista anti-religião. É por isso que diante do belo texto de Luiz, só restou ao Robson o apelo emocional.
E mais…
Nunca existiu nem existirá uma paz de verdade regida por governos escorados na cruz, mas sim a “Pax” de um domínio imposto. Um governo só será laico de verdade quando respeitar todas as crenças e descrenças de uma população, tratando-as com igualdade e não dando prevalência a nenhuma religião ou irreligião.
O “fecho” do neo-ateu foi pífio. Não existe governo “escorado” em cruz. Um governo é escorado em seu poderio militar e sua economia, além de sua soberania. E, de novo, o uso de um crucifixo não configura em desrespeito às outras crenças.
E o título “Estado Melhor é Estado sem Cruz” é no mínimo bobinho. Pois tirar o crucifixo não mudará em nada no ritmo da nação. A economia não vai melhorar por isso, e nem a violência vai diminuir.
A não ser que alguém tenha assistido o filme do Drácula e ficou impressionado com o final do filme. Nesse filme sim, o Drácula é desrespeitado pelo crucifixo.
Mais uma carcada no Richard Dawkins

O blog “Café com Gelo” relembrou de vídeos com mais uma humilhação pública em cima da figura de Richard Dawkins.
Convenhamos. Está mais fácil humilhar Richard Dawkins do que humilhar a Carla Perez.
Dawkins cometeu o erro estratégico de fazer um ataque ao máximo de posições inimigas quanto possível. Isso explica a facilidade com que ele é esmagado. Será que Dawkins não leu livros de estratégia de guerra antes de escrever o seu livrinho “Deus, Um Delírio”? O cara não sabe que quanto mais focos de ataque ele escolhe, mais difícil é garantir uma coesão neste ataque?
Bom, se Dawkins não leu sobre isso, problema dele. O fato é que a diversão está garantida, pois as frentes para ataque ao Dawkins e seus argumentos estão aí, para serem aproveitadas pelos seus oponentes.
Os vídeos abaixo mostram William Craig reduzindo os argumentos de Richard Dawkins a pó.
E, como diria o trailer do filme “Scarface”… com uma vingança.
Pois eu gosto da teoria darwinista, e portanto eu não seria naturalmente um aliado de Craig. Mas, em duelo contra Dawkins, eu estou lutando do mesmo lado que Craig.
E Dawkins tem que apanhar mesmo.
P.S.: A imagem deste post deve ser creditada a Tranceman. Ela representa a vergonha que os fiéis de Dawkins devem passar ao ver os 2 vídeos com Craig.
