Neo-Ateísmo, Um Delírio

Ceticismo e racionalidade na demolição da ilusão neo-ateísta

Professor Carlão = professor malandrão

com 2 comentários


Para quem tiver estômago forte, recomendo avaliar esse vídeo do tal “Professor Carlão”, do Colégio Anglo.

Raras vezes vi um exemplo tão gritante de ensino de orientação marxista, e, nesse caso, com fortíssimo componente de anti-americanismo. Mais que isso: o vídeo é feito para incitar ódio e desprezo total pelos norte-americanos.

Que o Professor Carlão é doutrinador, isso nós já sabíamos.

O vídeo é apenas a evidência cabal da falta de profissionalismo da figura.

Importante, no entanto, é notar que ao final das contas a culpa maior não é dele.

Dá para lembrar do Teorema da Tartaruga no Poste: “Se alguém encontrar uma tartaruga em cima de um poste, não se deve colocar a responsabilidade final nela. As tartarugas não sobem em postes. Se ela está no alto de um poste, é por que alguém a colocou lá.”

A culpa final é do Colégio Anglo, que emprega um sujeito que devia dar aula e ao invés disso fica doutrinando.

Agradecimentos ao usuário do YouTube AntiComunalha, que filmou a aula e permitiu que seja feito o desmascaramento, em público, desse tipo de picareta.

Aliás, em um artigo meu escrito há tempos, eu já demonstrava a preocupação com esse tipo de doutrinação nas escolas, e até sugeria a gravação das aulas para auditoria.

Recomendo também aqui a leitura da entrevista de Miguel Nagib, coordenador do site Escola sem Partido, ao site Mídia Sem Máscara.

Uma das declarações de Nagib mais relevantes é a que está abaixo (embora eu recomende que você leie a entrevista por completo):

“[...] é preciso conscientizar os estudantes dos direitos compreendidos na sua liberdade de aprender. Explico.

Ao lado da liberdade de ensinar está a liberdade de aprender, ambas asseguradas pelo art. 206 da Constituição Federal. A doutrinação político-ideológica em sala de aula constitui claro abuso da liberdade de ensinar; abuso que implica o cerceamento da correspondente liberdade de aprender, já que, numa de suas vertentes, essa liberdade compreende o direito do estudante de não ser doutrinado.

Ora, só um estudante consciente desse direito poderá defendê-lo contra a ação abusiva de professores militantes.

Pois bem. Partindo dessa compreensão do problema, o ESP elaborou a seguinte relação de deveres do professor:

1. O professor não abusará da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para esta ou aquela corrente político-ideológica, nem adotará livros didáticos que tenham esse objetivo.

2. O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, religiosas, ou da falta delas.

3. O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.

4. Ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.

5. O professor não criará em sala de aula uma atmosfera de intimidação, ostensiva ou sutil, capaz de desencorajar a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus, nem permitirá que tal atmosfera seja criada pela ação de alunos sectários ou de outros professores.

Se os responsáveis pelas instituições de ensino e as autoridades educacionais quiserem acabar com a doutrinação ideológica nas escolas – e eles têm obrigação moral e legal de fazer isto –, basta transformar essa lista de deveres num cartaz – o que o ESP chama de “cartaz antidoutrinação” – e afixar esse cartaz em cada sala de aula do país, em local onde possa ser lido pelos estudantes e pelo professor.
A exemplo do que ocorre com os consumidores em geral, os próprios alunos saberão se defender se conhecerem seus direitos. Conscientizar os alunos é libertá-los do jugo do professor militante.

Além disso, pensamos que seria indispensável a introdução, nos cursos de formação e reciclagem de professores, da disciplina de Ética Profissional.”

Brilhante o que disse Nagib.

Aliás, agradeço ao site Escola Sem Partido, que foi lá onde descobri esse vídeo do Professor Carlão.

O artigo em questão pode ser acessado neste link, em que brilhantemente são demonstradas as formas de se flagrar um doutrinador.

A única coisa de que discordo do site é que a monitoração não deveria ser feita principalmente pelos alunos, mas sim pelos PAIS.

Os alunos ainda não possuem senso crítico para se defenderem da doutrinação escolar. Os pais sim.

E mais uma vez fica o alerta: fingir que vai ensinar a matéria e usar a aula com fins de doutrinação e lavagem cerebral de adolescentes é UM CRIME, e como tal deve ser investigado, e depois denunciado.

Nota: A relevância deste post implica no fato de que assim como existe um segmento de professores doutrinando alunos no marxismo, há outro que doutrina alunos em ateísmo (usam para isso versões indevidamente extrapoladas da Teoria da Evolução).

Escrito por lucianohenrique

janeiro 1, 2010 às 7:52 am

2 Respostas

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  1. Olá Phillipe,

    Já tinha visto sim. O Reginaldo, da comunidade do Orkut Movimento Anti-Ateísta, já refutou as 12 “provas”:

    http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=6956154&tid=2489600154887549649&na=1&nst=1

    lucianohenrique

    janeiro 1, 2010 em 5:36 pm

  2. phillipe

    janeiro 1, 2010 em 2:38 pm


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