Arquivo para fevereiro 2010
Uma piada neo ateísta que mostra que eles são… motivo de piada

Eu falei da técnica “Tem que ser fé”, que neo ateus utilizam em quantidade impressionante, já que eles precisam atender a um programa de lavagem cerebral que sofreram.
Nesse programa, eles são orientados a achar que são os “iluminados” da razão, enquanto os oponentes seriam “os da fé, inimigos da razão”.
Eis então que foi publicado em uma comunidade do Orkut, uma tira supostamente cômica em que neo ateus estariam “ridicularizando” os religiosos, e de novo usando a falsa dicotomia entre ciência e fé.
A platéia neo ateísta quando vê uma tira dessa comemora como se o time deles tivesse feito um gol em final de campeonato. Não demora para sair frases do tipo “não vejo a hora de esfregar isso na cara dos religiosos que conheço”, “isso é um tapa na cara do teísmo”, etc.
A euforia deles é tão grande que… nem perceberam os gravíssimos erros conceituais que estão ali.
O primeiro dos erros é a inversão de planos, que é inaceitável em termos filosóficos.
O sujeito da tira tenta comparar um “método científico” com “método teísta”, se esquecendo de que método científico NÃO é um método filósofico, mas qualquer “método teísta” (seja lá o que diabos ele queira dizer com isso) é, principalmente se for considerada a teologia e a filosofia da religião.
Eis que um neo ateu poderia dizer: “aha, mas a tira fala da interpretação popular da religião”, o que é pior ainda para a comparação dele, pois métodos populares não podem ser comparados com o método científico, que é basicamente para a execução de uma profissão.
O segundo dos graves erros é dizer que no “método teísta” existe algo como “Vamos atribuir estados mentais humanos a uma entidade inefável e depois procurar confirmação”. Mas de onde ele tirou isso? Naturalmente, da fé cega dele.
Ora, na religião não se atribui apenas “estados mentais humanos” a Deus, mas sim toda a criação. Claro que é uma estratégia erística deles, o que, de novo, não surpreende.
O terceiro dos pontos é que eles não percebem o tiro no pé que dão, pois afirmam que teístas partiriam da existência de Deus, para depois buscar a confirmação.
Ué, mas quem disse que a própria existência de Deus não pode ser definida logicamente, e, depois de aceita, como axioma, dar extensão à outros raciocínios? Pois é seguindo o mesmo princípio que a universalidade das leis físicas é aceita, e só depois existe a extensão à outras idéias, como a possibilidade do conhecimento destas leis físicas, e daí por diante.
Claro que esse erro de percepção deles só ocorre por que os neo ateus não perceberam que estão cometendo a falácia da inversão de planos.
Tratar o aceite da questão Deus no mesmo nível do aceite de uma teoria científica é uma inversão de planos, pois a discussão de Deus é a discussão de um axioma, ao passo que a discussão de uma teoria científica não, pois está em um nível abaixo da discussão de um axioma.
A universalidade das leis físicas, a existência da moral e a existência de Deus estão em um nível superior de discussão, gostem os neo ateus ou não.
Estes níveis superiores de discussão (nível da epistemologia, teologia, filosofia, etc.), habilitarão os níveis inferiores, hierarquicamente, a seguir, a prosseguir com especializações do conhecimento baseadas na premissa já aceita anteriormente.
Que os neo ateus não tenham percebido todos esses erros, por si só já é motivo para iniciar uma investigação de como pode a lavagem cerebral que eles sofreram ter sido capaz de eliminar o potencial de realizar distinções cognitivas tão básicas, a ponto de colocar sob suspeita praticamente tudo que esse tipo de gente escreve. Cognitivamente, estão em um nível muito abaixo da média.
Em breve, teremos aqui nesse blog dois estudos sobre o neo ateismo, que serão apresentados em duas séries de artigos.
Um deles focará na origem e os motivos para o neo ateísmo, falando das associações do mesmo com a síndrome da mente revolucionária, e com o marxismo cultural, que toma como base neste caso a estratégia gramsciana.
O outro focará no estado mental dos neo ateus que, após a lavagem cerebral sofrida, perdem a capacidade de dedução lógica (tamanha a força do programa inserido neles), e cometem erros que só podem ser aceitáveis a alguem com debilidade mental. Neste caso, o tipo de debilidade mental a ser estudado é um tipo adquirido por hábito e lavagem cerebral, e talvez não por deficiência de nascença. Mas essa deficiência precisa, sim, ser estudada.
Alguém poderia dizer que muitos religiosos cometem erros lógicos. Sim, eu concordo, o que é normal na maioria dos seres humanos. Mas estes vem principalmente do cidadão popular, como no caso da empregadinha que vai na Igreja do Edir Macedo.
No caso dos neo ateus, erros lógicos em quantidade quilométrica são encontrados nos textos dos principais LÍDERES do neo ateísmo, ou seja, Richard Dawkins, Sam Harris, Christopher Hitchens e Daniel Dennett. E todos erros lógicos são repetidos pelos seus seguidores.
Ou seja, os INTELECTUAIS do neo ateísmo cometem erros lógicos em quantidade similar ao cidadão mais simplório do teísmo.
A grande piada da tirinha, portanto, não está nela em si, tão recheada de erros lógicos e científicos que é mais constrangedora do que engraçada para os neo ateus.
A piada está no fato de que neo ateus, quando tentam ridicularizar os teístas, demonstram que o método de análise deles é mais recheado de fé cega do que apenas fé, e com certeza não tem nada de científico.
Técnica: Tem que ser fé

Última atualização: 27 de fevereiro de 2010 – [Índice de Técnicas]- [Página Principal]
Essa técnica é um suporte básico que os neo ateus utilizam para implementar a famosa falsa dicotomia entre ciência e religião, um dos principais recursos deles.
A técnica se baseia em tentar impor a qualquer religioso que estiver no debate com eles que a opção do religioso tem que ser aceita por fé.
No caso de adeptos de Dawkins, eles ainda chegam ao ponto de usar a fé tomando-a por fé cega, em um claro uso do rótulo odioso.
A idéia é bem simples: tentar, na contenda, definir que o adversário é da fé, “oposta à razão”, enquanto que o ateu dirá que está do lado da razão.
Não passa de tentativa subliminar de dizer que ele já estaria vencendo qualquer debate de antemão.
Claro que ele tentará esconder a informação de que para a maioria dos religiosos a fé não entra em contradição com a razão. Aliás, a opção por um não envolve exclusão do outro.
O grande problema para o neo ateu é que se o religioso o questionar a respeito do uso da razão, simplesmente não vai conseguir demonstrar que usa mais a razão do que o oponente.
Em contrapartida, alguns teístas poderão alegar o uso da fé (e portanto não poderão argumentar a favor dela), enquanto outros o uso da razão.
Sendo assim, a idéia de que se alguém é religioso, automaticamente é pela fé, ao invés de razão, perde poder, justamente com o fato de que nem todos os religiosos assumem que se acreditam, é somente pela fé.
A dica é: a não ser que realmente você aceite Deus unicamente pela fé, exija do oponente evidências de que você aceita Deus pela fé. Isso, é claro, se você tiver boas noções do questionamento investigativo.
Refutação
Abaixo está um exemplo de discussão em que o neo ateu esteja tentando impor o seu estratagema:
- NEO ATEU: Essa é a diferença entre eu e você, eu uso de conclusões através de evidências, e você usa da fé.
- REFUTADOR: O curioso é que você usa a expressão “conclusões” e “fé”, mas não especifica em relação a quê.
- NEO ATEU: A diferença é que quando eu acredito em uma pesquisa científica, eu escolho as evidências, enquanto você usaria da fé para acreditar em Deus.
- REFUTADOR: Espere. Até o momento falamos de crenças em coisas diferentes. Que tal então, pelo bem do debate, que você questione as crenças específicas.
- NEO ATEU: Pois não, como queira.
- REFUTADOR: Em relação a acreditar em uma pesquisa científica ou não, eu opto pelas evidências tanto quanto você, ou até mais. Fico no aguardo de que você me demonstre o contrário.
- NEO ATEU: Mas eu comparei minhas escolhas científicas coma escolha sua em Deus.
- REFUTADOR: Você não pode fazer essa comparação, pois são planos diferentes da discussão. Já mostrei que você não conseguirá mostrar que acredita mais em evidências do que eu na questão de pesquisas científicas. Quer falar de Deus agora?
- NEO ATEU: Sim, vamos. Em relação à crença em Deus, eu tomo minhas decisões através do conhecimento, deduções lógicas e a razão, e concluo que Deus não existe. Você, ao contrário, parte da fé.
- REFUTADOR: Novamente, você não consegue provar que usa conhecimento, deduções lógicas e razão em maior quantidade do que eu.
- NEO ATEU: Claro que sim, pois a crença em em Deus é pela fé, e ao menos a minha não é.
- REFUTADOR: Demonstre que a sua é uma crença baseada na razão.
E assim, sucessivamente, o neo ateu poderá tentar implementar a falsa dicotomia entre razão e fé, mas que só sobrevive como frase de efeito e auto-ajuda, mas não tem valia argumentativa. Questionar é o suficiente para demolir essa estratégia.
Conclusão
Neo ateus são frutos de doutrinação PNL e extensiva lavagem cerebral. Uma das principais técnicas de lavagem cerebral que é utilizada neles (por acadêmicos gramscianos/marxistas/neo ateus ou autores de livros neo ateus) é o uso da falsa dicotomia entre ciência e religião, além da associação forçada entre ciência e ateísmo. Junto com essas, existe a técnica de implementar no cérebro dele a falsa dicotomia entre fé e razão. Ele será doutrinado a achar que está do lado da razão, e seu adversário não. Como se nota, eles são vítimas de manipulação psicológica de potencial danoso ao raciocínio deles. Como isso provavelmente já está tão enraizado na mente, eles não possuem critérios para defender as dicotomias que alegam. O questionamento cético com certeza se encarregará de mostrar o quanto a alegação deles é ausente de coerência e evidências. Para quando eles usam esse estratagema do “Tem que ser fé”, esse questionamento é especialmente eficaz. Na verdade, o “tem que ser fé” é apenas algo que eles precisam forçar goela abaixo dos outros, pois caso contrário a programação que lhes foi inserida (ex. “o religioso aceita sem questionar, é por fé, só fé, jamais razão, razão só para você, neo ateu, ó iluminado”) entra em pane.
Olavo de Carvalho fala das comparações entre cristianismo e comunismo
Não deixa de ser curioso que o tal do marxismo, até pelas próprias influências originais de Marx (incluindo Epicuro), tenha se tornado uma escola de mitômanos.
Basicamente, um filósofo marxista, e principalmente um líder marxista, ganha a vida mentindo, e se orgulha disso.
Uma mania européia, que também ocorre no Brasil (via turma do Boff e a Teologia da Libertação), se baseia numa “coisa” chamada marxismo cristão, que no fundo é uma contradição em termos.
Recentemente, um forista do Orkut, marxista, me disse que o marxismo apenas implementa aquilo que os cristãos não fizeram e deveriam ter feito.
Perguntei-lhe o que era tal coisa que os cristãos deveriam fazer e não fizeram. A resposta dele foi: “implantar aquilo que é dito no Sermão do Monte”.
Ele cita,então, o Sermão do Monte: “E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes.”
Aqui, é claro, ele confundiu a atitude de um cristão em ser caridoso e generoso, com a atitude dos líderes da revolução em roubar as propriedades e posses de outros para distribuição para o proletariado.
Confundir o Sermão do Monte com o roubo de propriedades feito pelos sistemas marxistas é o primeiro sinal de falta de senso de proporções, característica inerente a esse pessoal discípulo de Lenin.
Outra tentativa dele foi a seguinte citação: “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.”
Aqui de novo, ele confunde a caridade e o altruísmo, descompromissados, com o roubo forçado de bens, proposto no marxismo.
Até o momento, está claro que marxismo e cristianismo estão em direção praticamente oposta.
Nesse vídeo acima, Olavo de Carvalho brilhantemente comenta sobre as tentativas patéticas de associar comunismo ao cristianismo.
Talvez seja até possível que alguns cristãos do tipo self-service um pouco mais sofisticados (esses são do tipo mais “intelectualizado”, mais acadêmico, mas ainda assim precisarão ignorar mandamentos fundamentais do cristianismo) se associem ao marxismo.
Claro que quando a revolução tomar forma, eles serão os primeiros a ir para o paredão, pois ficarão ressentidos com o novo governo.
Mas é o livre arbítrio deles, não é?
Estariam esses pais neo ateus impondo terror psicológico aos filhos?

Eu não canso de citar este texto, “Para investigar: Desviando Dinheiro do Ensino para Custeio de Neo Ateísmo”, em que trato de como Richard Dawkins faz campanhas para incentivar que as crianças não podem ser doutrinadas nas crenças dos pais.
As motivações para isso são declaradas por Dawkins da seguinte forma: as crianças não tem discernimento para assumir uma crença, portanto os pais deveriam esperar eles chegarem até a idade pós-adolescente, quando os filhos poderão receber informações de tal natureza para enfim tomar uma posição.
Claro que não acredito em uma palavra do discurso de Dawkins, pois tudo que ele diz é parangolé, e este texto “Educando Mal os Jovens: Salvando as Crianças de Seus Pais”, explica bem os motivos por trás da campanha.
Ironicamente, recentemente foi lançado o livro “Filhos Sem Deus – Ensinando à Criança um Estilo Ateu de Viver”, de Alejandro Rozitchner e Ximena Ianantuoni, que vivem em Buenos Aires, Argentina. O livro foi lançado pela editora Martins Fontes.
O fato irônico fica na situação complicada em que todos aqueles que apóiam a campanha de Dawkins contra a doutrinação dos filhos agora se encontram, pois, se apoiarem o livro de Alejandro e Ximena, estarão entrando em contradição com a campanha.
Em uma entrevista à revista Época, por exemplo, Rozitchner disse que vai explicar ao filho que Deus é “só uma idéia criada pelos homens como uma necessidade de explicar o mundo [...] por isso, não deixa de ser um personagem, tal como o Buzz Lightyear ou o Woody do Toy Story”. Ele ainda complementa dizendo: “Por mais que eu respeite quem dá aos filhos uma educação religiosa, nada me faz demover da idéia de que a fé é algo daninho, pouco saudável. Enfim, vou falar a minha verdade. Que Deus é uma idéia um tanto primitiva, uma figura cuja existência faz com que as pessoas nunca sejam totalmente donas de si e responsáveis por seus atos.”
Como se vê, ele afirma taxativamente que vai falar ao filho… a verdade dele. Mas não é exatamente isso que Dawkins questiona em sua campanha? Ainda assim, todo o discurso de Rozitchner é clonado dos livros de Richard Dawkins e Sam Harris.
A justificativa do casal é a seguinte: “as pessoas sempre educam os filhos de acordo com suas crenças [...] também iremos educá-los por nossas convicções”.
Concordo. Se os filhos são deles, eles têm realmente o direito de fazer isso. Mas a pergunta ainda não quer calar: como fica a campanha do Dawkins?
Será que eles ficariam contra a maioria dos seguidores do neo ateísmo, que justamente apóiam a campanha de Dawkins contra a doutrinação infantil?
O que Rozitchner diz a seguir é revelador: “Muitas pessoas me agradeceram porque enxergaram no livro uma chance de encontrar argumentos para esclarecer sua posição e dar uma formação a suas crianças sem o vínculo da religião.”
Quer dizer, se nessa maioria existirem adeptos de Dawkins, que estejam à favor daquela campanha, eles vão ter que mudar de idéia para aceitar a doutrinação infantil? Ou abrirão a exceção para doutrinação infantil só se for no caso de pais ateístas?
O divertido de tudo isso é o seguinte: para mim, o livro deles não fede nem cheira. Se acham que os filhos deles devem receber educação ateísta, problema deles. Simplesmente não me importa. Desde que não interfiram na forma como eu educo meus filhos.
A batata quente vai para a mão de qualquer leitor de Dawkins que apóie a campanha dele contra a doutrinação infantil e ao mesmo tempo apóie o livro do Alejandro e Ximena. Aí eles vão ter que dar um bom argumento para o apoio ao livro do casal argentino e por que a doutrinação religiosa deve ser evitada.
Claro que não vai demorar para estes arrumarem uma desculpinha esfarrapada, e com certeza esta não será convincente. Mas que vai ser divertido ver o rebolar argumentativo, ah, isso vai.
E, em qualquer caso, quanto mais gente apoiar tal tipo de comportamento de pais ateus (ao ensinarem aos filhos o ateísmo), mais a campanha de Dawkins perde moral.
Como criar factóides do tipo “religião como causa de guerras”

Um dos principais estratagemas utilizados pelos neo ateus é advogarem-se como “paladinos da paz”, assumindo uma função de críticos da religião. Segundo eles, a religião seria um fator incentivador de guerras.
Justiça seja feita, mesmo que eles divulguem tal informação, o argumento é tão ruim que até eles já dão uma “amenizada”, dizendo que a religião não é a única causadora de guerras, apenas um fator importante para causá-las, dentre outros fatores.
Mas de que adianta uma mentira amenizada em relação a uma mentira não amenizada: a falta de honestidade intelectual é a mesma.
O engraçado é que muitos neo ateus usam tal estratagema de forma empolgada no início do debate, mas basta um pouco de questionamento socrático para que eles se compliquem, justamente pela falta de evidências.
Um exemplo é o conflito entre protestantes e católicos na Irlanda.
Qualquer neo ateu já taxa, de imediato, e não larga disso por nada no mundo: “a culpa é da religião”.
Claro que isso não sobrevive ao menor questionamento.
Por exemplo, basta perguntar se há evidências de que, se as religiões fossem as mesmas não haveria a colonização feita pela Inglaterra? E, supondo a colonização já em vigência, não haveria, a tentativa de luta pela liberdade se tanto o povo da colônia como do país colonizador fossem da mesma religião?
Simplesmente, quando questionamos as evidências de que tais “movimentos de paz” ocorreriam somente pela ausência de religião ou seriam dificultados por tal ausência, eles começam a tergiversar.
O questionamento deve seguir, sempre, pois a alegação realmente é basicamente uma mentirinha ideológica.
Aos poucos, pela experiência em debates, fui descobrindo como os neo ateus, inclusive os autores (Hitchens, Harris, Dawkins, etc.), criam esse tipo de factóide.
Segue aqui então, o método Tabajara para criar mitos sobre guerras causadas por religião.
1 – Selecione todas as guerras que conseguir elencar, e coloque numa lista
2 – Tome o cuidado de anotar os lados na guerra, em duas perspectivas, agressão (agressor/agredido) e religião (de cada uma das partes).
3 – Revise a lista agora com a perspectiva olhando pelo fator “agressão”
4 – Caso o país agressor seja um país ateu, retire esse conflito da lista
5 – Para os itens restantes da lista, olhe pelo fator “religião”
6 – Caso a religião entre os dois países seja igual, retire o conflito da lista, da mesma forma que foi feito no item 4
7 – Para os itens restantes, categorize-os todos como guerras religiosas e já pode ir dizendo que a religião foi fundamental para as guerras
É simples assim!
Claro que ao findar o item 7, o neo ateu terá em mãos uma grande quantidade de guerras que ele tentará vender ao público como se fossem “guerras religiosas”.
É exatamente em cima deste tipo de estratégia que grande parte da campanha de associação de religião com conflitos é construída.
Alguns até conseguem fazer algum barulho em debates, pois o número de conflitos que sobrarão na lista após o término do passo 7 é bem grande.
Entretanto, mesmo que a quantidade seja grande, basta, é claro, uma sessão de questionamentos céticos para ver que tal tentativa não passa justamente de um factóide.
Um fator no debate cristãos tradicionais X neo ateus: a diferença que faz a diferença

No debate entre cristãos tradicionais X neo ateus, tenho notado um fator que faz a total diferença. Esse fator, se a princípio pode parecer algo contra os cristãos, pode e deve ser convertido em algo positivo.
Antes de tudo é importante notar que trato aqui de dois perfis específicos em debate, e elimino vários outros, simplesmente por questões de relevância.
Considero apenas os cristãos tradicionais, do lado dos cristãos, e os neo ateus, do lado dos ateus.
Os ateus tradicionais não estão se importando muito com a religião, e se baseiam em basicamente defender o seu direito de não crer. Então, estão fora deste duelo. Já os cristãos self-service, principalmente os “cristãos mansos”, não estão interessados em debater, e sim fazer proselitismo, e acabam dando mais munição aos neo ateus.
Sendo assim, é importante considerar os dois lados de maior relevância.
No caso dos cristãos tradicionais, não há foco em atacar o ateísmo como um todo, e nem em estimular o sentimento de ódio contra ateus. Já no caso dos neo ateus, o foco é no ataque à religião como um todo e estimulação do sentimento de ódio contra os religiosos (todos, não apenas os fundamentalistas).
Nesse cenário, então, temos o contexto da guerra intelectual.
E qual o fator que atualmente faz a diferença nessa guerra? É o uso da mentira deliberada, como ferramenta para maquiagem de informações a respeito do oponente. Um exemplo é este texto recente, em que comento o artigo de Ludwig, um neo ateu que endossa alegações de Christopher Hitchens.
E nisso os neo ateus são simplesmente mestres. Raros grupos ideológicos se especializaram tanto na fabricação de mentiras a respeito de seus oponentes quanto os neo ateus. Podemos encontrar algum paralelo de tal magnitude no máximo entre os comunistas, talvez pela própria orientação deles de que o que importa é a “classe”, e não a verdade em si.
Para estes, se a informação é conveniente à classe, ela é divulgada, e até ampliada. Se não for, maquia-se a informação de forma a favorecer à classe.
A mentira passa a ser uma estratégia que definirá os grandes representantes da ideologia. Os maiores mentirosos serão os líderes.
Eis que o pensador maquiavélico poderia objetar: de que forma combater um mentiroso senão mentindo ainda mais que ele? Poderia até ser, se não fosse o fato de que esse fator (o uso da mentira de forma deliberada) conspira contra a moral absoluta na qual os cristãos acreditam.
Por exemplo, um neo ateu pode chegar e dizer que o comunismo só causou atrocidades por que é um tipo específico de religião (sim, acreditem, eu já cheguei a debater com gente que disse isso, inclusive neste blog). Para isso, o neo ateu precisou maquiar o conceito de religião, e usar de diversas estratégias erísticas.
Mas para ele não importa, pois ele se orgulhará de ter praticado essa mentira, pois ela teve um objetivo: difamar o adversário.
Nós, cristãos, não podemos agir da mesma maneira.
Como exemplo, imaginemos a Inquisição. Não podemos, pela nossa própria moral, dizer que a causa dela é o ateísmo em forma de religião, ou então esconder as informações. Simplesmente não dá para fazermos isso.
Eu me envergonharia de mim mesmo se maquiasse as informações para difamar um oponente.
Logo, esse fator existe e é algo que conspiraria, a princípio, a favor dos neo ateus. Eles tem uma ferramenta em mãos que podem usar à vontade, e nós, religiosos, temos freios morais que nos impedem de usá-la.
Sendo assim, na perspectiva maquiavélica, perdemos o jogo?
É aí que não, e é aí que o jogo deve ser revertido a nosso favor, e justamente por um princípio básico: quem mente mais, tem mais sujeiras a serem descobertas.
É o mesmo princípio que explica que a pessoa honesta tem muito menos a temer que o desonesto.
E, dentro desse princípio, o jogo só pode ser revertido a favor dos cristãos com o uso do ceticismo metodológico, incluindo principalmente a auditoria investigativa. É, alias, a principal defesa deste blog: o uso da perspectiva de auditoria e ceticismo na investigação das alegações neo ateístas.
É por isso que, quando eles começam a abrir a boca, para mim começa uma investigação. É exatamente como o Pe. Paulo Ricardo disse.
Com os neo ateus, não se discute, não se dialoga. O debate começa, e desde o início deve-se começar a desmascarar as alegações deles.
Em debates, se a mentira é a iniciativa principal deles, mas não nossa, então nossa ferramenta principal tem que ser o ceticismo e a investigação.
Senão, de que forma descobrimos os picaretas dentro das organizações senão através da função de Auditoria?
E a função da Auditoria é feita dentro de parâmetros totalmente alinhados com a Direção da Organização, e ela é basicamente honesta. Uma das principais características de um bom auditor é a honestidade.
Por isso, da mesma forma, não vamos nos rebaixar ao nível do oponente e usar a ferramenta de mentira deliberada que eles usam. A sugestão é, ao contrário, aumentar o foco no ceticismo e na auditoria das alegações deles. E, para isso, a atitude honesta tem que ser um valor que não pode ser negado de forma alguma.
Ou seja, em debates devemos agir moralmente de forma oposta aos neo ateus.
Uma aula de dramatização e fingimento: cortesia do Bule Voador

Tenho mostrado, post após post, que em termos de caráter, marxista e neo ateu são praticamente a mesma coisa.
Mentem e não possuem vergonha de mentir, e quanto mais mentem, mais parecem se orgulhar quando se juntam entre eles. Algo como se dissessem “aí, pessoal, consegui enrolar um adversário religioso”.
Que esse tipo de postura é previsível, todos nós já sabemos: basta estudar um pouco dos líderes desse pessoal, que estão entre Feuerbach, Marx, Gramsci, Russell e outros baluartes da vigarice intelectual.
Recentemente, o blog Bule Voador lançou no Twitter o seguinte protesto em relação a este blog: “O Bule recebe ataques diários de sites/blogs religiosos. Eu rio muito.”
E qual a menção direta que eles fizeram como exemplo desses ataques? Simplesmente este artigo cá, publicado dias atrás: “A religião não tem nada a ver com a moral de nossa sociedade? Not so fast Junior…”.
Agora, a pergunta: o que será que há de ataque ao blog deles neste texto? Será que existem ofensas aos participantes do Bule Voador? Será que existem palavras de discriminação aos neo ateus?
Não, não há absolutamente nada disso.
Simplesmente no texto eu cito uma matéria de pesquisadores neo ateus, que alegam que a moral independe de religião, e investigo os argumentos. Em seguida desmascaro esses argumentos, um a um.
No máximo, eu cito no texto que o texto original deve tê-los deixado felicíssimos (já que são neo ateus, e anti-religião). E nada mais que isso.
Será que é a isso que eles chamam de ataque?
Isso não tem outro nome que não fingimento e encenação.
Igual àqueles jogadores de futebol que se jogam na área e esperam enganar o juiz, que poderia ficar impressionado com a encenação.
Uma atitude assim é até considerada “engraçadinha” por alguns fãs de futebol, pois lá impera a lei de Gérson: “o que importa é levar vantagem, certo?”.
Mas e num cenário de debates intelectuais? Será que tal expediente baixo é no mínimo aceitável?
Seja lá como for, fica evidente a postura do blog Bule Voador. Se para eles for possível levar uma vantagem, então o expediente oficial será mentir e fingir, não importa o quanto, o que importa é o efeito psicológico causado na patuléia (que os segue).
Como sói ocorre nesses casos, entre eles o apoio à atitude de dramatização chega a 100%.
O irônico de tudo é que esse tipo de gente é aquele que tenta teorizar que a religiãonão é responsável pela moral, e que moral seria possível sem a religião.
Como já mostrado, tal teorização de moral independente da religião não resiste ao mínimo fiapo de investigação.
Agora, uma coisa é certa: que esses neo ateus militantes não são exemplo de moral, ah, isso não são.
A não ser que eles queiram incluir comportamentos de fingimento e encenação para enganar os outros como parte de uma conduta moral e aceitável.
Nesse caso, os argumentos que eles apresentariam para isso com certeza seriam no mínimo engraçados.
Pensando bem, acho que nem eles teriam coragem para teorizar sobre isso (definir fingimento e encenação como um ato moralmente aceitável).
Mas, tudo é possível quando se trata de crias do marxismo.
Educando mal os jovens: Salvando as crianças de seus pais

Retirado do livro “A Verdade sobre o Cristianismo” (2007), de Dinesh D’Souza
Parece que os ateus não se contentam em cometer suicídio cultural – querem levar seus filhos com eles. A estratégia ateísta pode ser descrita desta forma: os religiosos geram seus filhos e nós os ensinamos a desprezar as crenças de seus pais. Assim, a secularização da mente de nossos jovens não é, como muitos pensam, a conseqüencia inevitável de um processo de aprendizado e amadurecimento. Pelo contrário, é, em grande parte, orquestrada por professores e mestres para promover idéias anti-religiosas.
Considere um exemplo oportuno dessa estratégia. Nos últimos anos, algumas famílias e conselhos escolares pediram que as escolas públicas ensinassem opções alternativas à evolução darwiniana. Esses esforços desencadearam um grande protesto por parte da comunidade científica e de não-cristãos. Defensores da teoria da evolução acusam os desagradáveis pais e conselhos escolares de retardarem a aquisição de conhecimento científico em nome da religião. O Economist expressou em seu editorial que “o darwinismo tem inimigos principalmente porque não é compatível com uma interpretação literal do livro do Gênesis”.
Isso é possível, mas o darwinismo não tem amigos e defensores, sobretudo, pela mesma razão? Considere a alternativa: os darwinistas estão simplesmente defendendo a ciência. Mas pesquisas mostram que a grande maioria de jovens nos Estados Unidos, hoje, não tem conhecimento científicos, desconhece todos os aspectos da ciência. Quantos jovens que concluíram o ensino secundário poderiam dizer qual é o significado da famosa equação de Einstein? Muitos jovens não fazem idéia do que é fotossíntese nem do que trata a lei de Boyle. Então, por que não existe um movimento político para lutar pelo ensino da fotossíntese? Por que a União Americana de Liberdades Civis (ACLU, sigla em inglês) não está movendo ações em favor da lei de Boyle?
A resposta é clara. Para os defensores do darwinismo, não menos do que para seus críticos, a religião é o problema. Assim como alguns se opõem à teoria da evolução porque acreditam que seja antireligiosa, muitos outros a apóiam pela mesma razão. É por isso que temos o darwinismo, mas não o keplerismo; encontramos darwinistas, mas ninguém se descreve como um einsteiniano. O darwinismo tornou-se uma ideologia.
O movimento bem organizado para promover o darwinismo e excluir alternativas faz parte de um projeto educacional maior em escolas públicas de hoje. Deixarei que os defensores desse projeto o descrevam com suas próprias palavras. “A fé é um dos maiores males do mundo, comparável ao vírus da varíola, mas muito mais difícil de erradicar”, escreve Richard Dawkins. “A religião é capaz de levar as pessoas a uma loucura tão perigosa que, para mim, a fé se assemelha mais a uma espécie de doença mental”. Embora reconheça que muitos acreditam que Deus fala ou responde às orações, Dawkins argumenta que “muitos pacientes de manicômio tem uma fé interior inabalável de que são o próprio Napoleão [...] mas isso não é razão para que o restante de nós acredite neles”.
O colunista Christopher Hitchens, um darwinista entusiástico, escreve: “como vamos saber quantas crianças tiveram sua vida psicológica e fisica irreparavelmente mutilada pela inculcação compulsória da fé?” A religião, ele declara, sempre “espera treinar a mente ainda em formação e indefesa do jovem”. Melancólico, conclui: “Se a instrução religiosa não fosse permitida até a criança chegar à idade da razão, estaríamos vivendo em um mundo muito diferente”.
Se a religião é tão ruim, o que deveria ser feito a seu respeito? A resposta é que deveria ser erradicada. De acordo com Sam Harris, acreditar no Cristianismo é como acreditar na escravidão. “Eu seria o primeiro a admitir que as perspectivas para erradicar a religião em nossa época não parecem boas. Todavia, o mesmo poderia ser dito sobre os esforços para abolir a escravidão no final do século 18″.
Mas como a religião deveria ser eliminada? Nossos educadores ateus têm uma resposta breve: pelo poder da ciência. “Eu, pessoalmente, sinto que o ensino da ciência moderna é corrosivo para a crença religiosa, e sou totalmente a favor disso”, declara o físico Steven Weinberg. Se os cientistas podem destruir a influência da religião sobre os jovens, “então penso que essa pode ser a contribuição mais importante que temos a dar”.
Uma forma pela qual a ciência pode minar a plausibilidade da religião, segundo o biólogo E. O. Wilson, é mostrar que a própria mente é produto da evolução e que a escolha moral livre é uma ilusão. “Se a religião [...] puder ser sistematicamente analisada e explicada como um produto da evolução do cérebro, seu poder como fonte externa de moralidade acabará para sempre”.
Ao abolir todas as verdades transcendentes ou sobrenaturais, a ciência pode se estabelecer como a única fonte de verdade, nosso único acesso à realidade. O objetivo da educação científica, segundo o biólogo Richard Lewontin, “não é fornecer ao público o conhecimento da distância até a estrela mais próxima e do que os genes são feitos”. Pelo contrário, “a questão é fazê-lo rejeitar as explicações irracionais e supersticiosas do mundo, os demônios que existem apenas em sua imaginação, e aceitar um aparato social e intelectual, a ciência, como a única fonte de verdade”.
O que, então, acontece com a religião? O filósofo Daniel Dennett sugere que “nossas tradições religiosas, sem dúvida, deveriam ser preservadas, assim como as línguas, a arte, os trajes, os rituais, os monumentos. Zoológicos agora são vistos mais ou menos como refúgios de segunda classe para espécies ameaçadas de extinção, mas, pelo menos, são refúgios, e o que preservam é insubstituível”.
Como tudo isso pode ser conseguido? A resposta é simples: por meio da doutrinação nas escolas. Richard Dawkins recentemente lançou uma série de DVDs intitulada Growing Up in the Universe [Crescendo no Universo], baseada em suas palestras de Natal para crianças no Instituto Real. As palestras promovem a filosofia de vida secular e naturalista de Dawkins.
Daniel Dennett recomenda que as escolas ensinem religião como um fenômeno puramente natural. Com isso, preconiza que deveria ser ensinada como se fosse falsa. Dennett afirma que a religião é como um esporte ou um câncer, “um fenômeno humano composto de eventos, organismos, objetos, estruturas, padrões”. Ao estudarem a religião baseados na premissa de que não há verdade sobrenatural que lhe seja subjacente, Dennett afirma que os jovens virão a aceitar a religião como uma criação social que não leva a nada além de esperança e aspirações humanas.
Quanto ao ateísmo, Sam Harris argumenta que deveria ser ministrado como uma mera extensão da ciência e da lógica. “O ateísmo não é uma filosofia. Não é nem uma visão do mundo. É simplesmente uma admissão do óbvio [...] O ateísmo nada mais é que barulhos que pessoas racionais fazem quando estão diante de crenças religiosas”.
Eis um exemplo prático de como isso funciona. Em seu famoso programa Cosmos, exibido pelo canal público norte-americano PBS, o astrônomo Carl Sagan desenvolveu o slogan que se tornou sua marca: “O Cosmos é tudo o que existe, ou existiu, ou existirá”. A implicação de Sagan estava clara: o natural é tudo que existe, e simplesmente não há sobrenatural. Isso foi apresentado não como uma afirmação metafísica, mas como a descoberta inquestionável da ciência.
Mas, pelo menos, foi apresentado para adultos, que podiam avaliar os argumentos de Sagan e formar sua opinião. Não demorou muito, e a defesa da doutrina de Sagan surgiu sob a forma de livros infantis. Um deles, The Berenstain Bears’ Nature Guide [Guia da natureza dos ursos Berenstain], mostra os ursos dando um passeio pela floresta. Na página que exibe uma bela cena está estampada em tipos sofisticados a mensagem ideológica: “a natureza é tudo o que EXISTE, ou EXISTIU, ou EXISTIRÁ”.
O efeito de toda essa doutrinação, argumentam os principais defensores do ateísmo, não é que a religião desaparecerá, mas que deixará de ser importante. O escritor Jonathan Rauch chama o processo de “apateísmo”, o que ele define como “um desinteresse por tudo que diga respeito à própria religião, e um desinteresse ainda maior pela religião dos outros”. Rauch argumenta que mesmo muitos que se autodenominam cristãos, hoje, são, na verdade, apateístas. “Não é uma apostasia”, afirma ele. “É um progresso”. Rauch espera testemunhar toda a nossa cultura se transformar nisso.
Se o sobrenatural deixar de se tornar um tema de devoção, o que acontece com o impulso religioso? Alguns educadores argumentam que as crianças deveriam ser ensinadas a ter respeito pela ciência, a qual pode ocupar o lugar da religião como objeto de veneração por excelência. “Deveríamos nos guiar pelo sucesso da fórmula religiosa”, recomendou Carolyn Porco, cientista e pesquisadora do Instituto de CIência Espacial, no Colorado, em uma conferência sobre ciência e religião, em 2006. “Vamos ensinar desde cedo às nossas crianças a história do Universo e sua incrível riqueza e beleza. Ela já é muito mais gloriosa e deslumbrante – e até estimulante – do que qualquer lição apresentada por qualquer escritura ou concepção divina que conheço”.
Sem dúvida, é possível que os pais – principalmente os pais cristãos – queiram se expressar sobre toda essa situação. É por isso que agora os educadores ateus estão levantando a questão sobre se os pais deveriam ter controle sobre o que os filhos aprendem. Dawkins pergunta: “Até onde consideramos as crianças como propriedades de seus pais? Uma coisa é dizer que as pessoas precisam ser livres para acreditar no que desejam, mas devem ser livres para impor suas crenças aos filhos? O que mais precisa ser dito para que a sociedade intervenha? E quanto a criar as crianças para que acreditem em mentiras descaradas? Não é sempre uma forma de abuso infantil classificar as crianças com crenças sobre as quais são pequenas demais para ter refletido?”.
Dennett observa que “algumas crianças são criadas em tal prisão ideológica que voluntariamente se tornam seus próprios carcereiros [...] privando-se de qualquer contato com as idéias libertadores que poderiam muito bem mudar-lhes a mente”. A culpa, ele acrescenta, é dos pais que as educaram. “Os pais não são donos de seus filhos assim como eram os donos de escravos antes, mas são, em vez disso, seus mordomos e guardiões e devem ser cobrados pelos de fora no que se refere ao seu papel de guardiões, o que implica que os de fora têm o direito de interferir”.
O psicólogo Nicholas Humphrey afirmou em palestra recente que, assim como a Anistia Internacional trabalha para libertar presos políticos em todo o mundo, professores e mestres seculares deveriam trabalhar para libertar as crianças da influência nociva da instrução de seus pais religiosos. “Os pais, no que lhes diz respeito, não tem uma licença dada por Deus para aculturar seus filhos em quaisquer caminhos que eles, pessoalmente, tenham escolhido: não têm o direito de limitar os horizontes de conhecimento dos filhos, de criá-los em uma atmosfera de dogma e superstição ou de insistir para que sigam os caminhos retos e limitados da própria fé”.
O filósofo Richard Rorty argumentou que os professores seculares nas universidades devem “preparar as coisas de modo que os alunos que entrarem como fundamentalistas religiosos fanáticos e homofóbicos saiam da faculdade com visões mais parecidas com as nossas”. Rorty observou que os alunos são felizardos por se encontrarem “sob o benevolente herrschaft de pessoas como eu, e ter escapado das garras de seus pais aterradores, viciosos, perigosos”. Afirma ele que os pais que mandam seus filhos para a faculdade deveriam reconhecer que, como professores, “vamos certamente tentar desacreditá-los aos olhos dos filhos, tentar despojar sua comunidade religiosa fundamentalista de dignidade, tentar fazer com que suas visões pareçam estúpidas, em vez de dignas de debate”.
É assim que muitos professores seculares tratam as crenças tradicionais dos alunos. A estratégia não é argumentar com visões religiosas ou provar que estão erradas. Pelo contrário, é sujeitá-las a tal desprezo a ponto de elas serem empurradas para fora dos limites de uma discussão aceitável. Essa estratégia é eficaz porque os jovens que vão para boas faculdades estão extremamente ansiosos por aprender o que significa ser um homem formado em Harvard ou uma mulher formada por Stanford. Assim, seus professores podem facilmente levá-los a pensar de determinado modo simplesmente apresentando os novos pontos de vista como arrojados e iluminados. De igual modo, os professores podem pressionar os alunos a abandonar o que os pais lhe ensinaram apenas rotulando aquelas posições de simplistas e rudimentares.
Uma segunda estratégia bastante usada para promover o ateísmo no campus utiliza o veículo da sexualidade adolescente. “Contra o poder da religião”, um defensor do agnosticismo me respondeu, “empregamos um poder igual, se não maior – o poder dos hormônios”. O ateísmo é promovido como um meio para que os jovens se libertem do constrangimento moral e sejam indulgentes com seus desejos. A religião, nessa estrutura, é descrita como uma forma de repressão sexual.
A história que conta como os jovens passam de uma infância de inocência e devoção religiosa para uma adolescência questionadora, sexualmente liberada e, por fim, cínica agora é a história de muitas famílias na cultura ocidental. Embora em geral seja representada como uma forma de iluminação ou liberação, trata-se igualmente de um ataque de motivação ideológica contra a religião e a moralidade tradicionais, que são excluídas das considerações ou tratadas com presunçoso desdém. O biólogo Kenneth Miller, que testemunhou a favor da evolução em julgamentos, admite que “uma presunção do ateísmo ou do agnosticismo é universal na vida acadêmica [...] As convenções da vida acadêmica, quase universalmente, giram em torno da suposição de que a crença religiosa é algo que as pessoas abandonam à medida que se tornam mais cultas”.
As crianças passam boa parte de seu cotidiano na escola. Os pais investem suas economias em educação acadêmica para confiar sua prole a profissionais que têm a obrigação de educá-la. Não é impressionante que os educadores tenham descoberto uma forma de transformar os pais em instrumentos de sua própria ruína? Não é impressionante que tenham convencido mães e pais cristãos a financiar a destruição de suas próprias crenças e valores? Quem disse que os ateus não eram espertos?
Aleluia! Finalmente uma reação à doutrinação ateísta nas escolas.

Que eu vivia cobrando uma reação de alunos teístas (e pais teístas) perante às campanhas de doutrinação feitas nas escolas, isso já não é novidade.
Sinceramente, eu quase que desanimei ao ver que os ateus estavam militando muito mais para tirar o teísmo das salas de aula do que propriamente os religiosos estavam atuando para tirar o ateísmo do mesmo local.
Eis então que surge uma esperança, em uma atitude que eu estava cobrando justamente essa semana, como pôde ser visto no texto “Neil DeGrasse Tyson dá um exemplo aos religiosos”.
Abaixo segue a matéria “Estudante processa professor ateu nos Estados Unidos”, publicada no portal Imbituba Gospel:
Nos Estados Unidos, o estudante cristão Chad Farnan entrou com processo na Justiça contra o professor dele de história, James Corbett (foto), alegando que ele fazia citações em aula desrespeitando a religião do aluno. Corbett, segundo Farnan, dizia que a Teoria do Criacionismo era algo sem fundamento.
O estudante entrou com o processo contra o professor em 2007 e ganhou a causa 1 ano e meio depois. O juíz federal James Selna entendeu que o professor violou a Primeira Emenda, que proíbe o governo de estabelecer qualquer religião com leis.
O processo citou mais de 20 declarações feitas por Corbett durante um dia de aula, todas gravadas por Farnan, para apoiar alegações de um método de ensino que “favorece ateísmo sobre a religião”.
O advogado do professor disse que o seu cliente ensina há 15 anos, não é anti-cristão e que não pretendia ofender os estudantes, mas apenas estimulá-los a pensar.
Realmente, uma notícia que me deixou feliz, e espero que isso ocorra também em relação à doutrinação em aulas aqui no Brasil.
Obviamente que eu também concordo que a teoria do criacionismo não possui fundamento, o que não é motivo para desmerecer a religião de ninguém, e nem ofender a quem quer que seja, o que pode ser visto através deste link, da FoxNews.Com, em que mais detalhes a respeito das atitudes anti-cristãs do professor são evidentes.
Resumindo, o “professor” James Corbett disse aos alunos que “os óculos de Jesus” obscurecem a verdade e sugeriu que os cristãos são mais suscetíveis a cometer estupro e assassinato do que as outras pessoas.
Na aula gravada por Farnan, havia o professor dizendo o seguinte: “Que parte do país tem a maior taxa de assassinatos? O Sul! Que parte do país tem a maior taxa de estupros? O Sul! Que parte do país tem a maior taxa de frequência às Igrejas? O Sul!”.
Claro que Corbett estava basicamente seguindo um argumento usado por Sam Harris em seu livro “O Fim da Fé”.
Como eu já mencionei cá, a gravação e a auditoria de aulas é um antídoto excelente para a doutrinação revolucionária, de tons marxistas e neo ateístas, executada em muitas das escolas.
Enfim, um sopro de esperança, mesmo que o caso ainda vá para a Suprema Corte.
Que isso sirva de exemplo, sempre de acordo com a frase de E.Burke: “Para o mal triunfar, basta que os homens de bem não façam nada”.
Refutando a treta – Parte 1 – Neo ateus envenenam tudo

Eu me lembro de alguns posts antigos em que que comentei textos do Ludwig, do blog português neo-ateu Que Treta.
Na época, ele ficou ofendido por eu ter usado termos como ‘burro” ou “incapaz” para me referir a ele.
Seja lá como for, assimilei algumas críticas de alguns leitores, não por causa dele, e reduzi o uso de tais impropérios em meu vocabulário. Este blog, aliás, saiu ganhando com isso.
Ele, ao contrário, não evoluiu absolutamente nem um pouco desde aquelas críticas. O que vemos no raciocínio de Ludwig é a mesma estrutura monocórdia baseada em falsa dicotomia entre ciência X religião, aceite de que a religião é má, e que a religião é irrelevante para a moral, e daí por diante.
O resultado naturalmente é o mais do mesmo.
Como eu estava matando tempo, resolvi clicar em tal blog e vi que lá agora Ludwig desatou a elogiar e saudar as idéias de Christopher Hitchens, que teria feito uma palestra em Portugal, em seu texto “Hitchens 1 – A Religião Envenena Tudo”.
Vamos então, aos comentários sobre o bizarro endosso de Ludwig à quase tudo que Hitchens disse:
Hitchens defende que a religião envenena tudo quer pelas suas consequências quer pelos seus princípios. Não há nenhum acto que se reconheça como bom que seja exclusivo dos religiosos e, para ser uma pessoa boa e ter valores louváveis, não é preciso ter religião. Por outro lado, facilmente nos ocorrem actos e valores condenáveis associados a práticas religiosas, desde os sacrifícios humanos e a inquisição aos ataques bombistas e à mutilação genital de raparigas. Ele não o mencionou mas, antecipando já as criticas costumeiras, saliento que isto não quer dizer que todos os ateus sejam boas pessoas. O ponto aqui é que a religião é desnecessária para se ser bom e é motivo para muitos actos condenáveis. Pesando os prós e os contras, mais vale não a ter.
Eu já mostrei aqui nesse blog que para uma sociedade ter algo próximo ao conceito de moral absoluta, a religião é indispensável.
Quando Ludwig afirma que “não há nenhum acto que se reconheça como bom que seja exclusivo dos religiosos e, para ser uma pessoa boa e ter valores louváveis, não é preciso ter religião”, ele está automaticamente distorcendo a discussão, pois está apelando aos aspectos subjetivos de cada ser humano, quando na verdade ele deveria estar avaliando as sociedades.
Como Hitchens usa os mesmos estratagemas de Hauser, Dawkins e Dennett, é natural que Ludwig tenha tentado aplicar o mesmo no texto dele, pois basicamente o que Ludwig faz é endossar Hitchens.
Esse link mostra a refutação já feita a esse tipo de estratagema, e simplesmente mostra a dimensão da fraude intelectual de Ludwig.
Resumindo o que Ludwig tentou:
- (a) Ele diz que religião não tem nada de bom a trazer, e que moral independe de religião (mas trata de versão distorcida do tema, conforme mostrei no link)
- (b) Ele diz que muitas coisas ruins são trazidas, e são oriundas da religião
- (c) Logo, ele diz que balanceando o fato de que religião não traz nada de bom, e traz algumas coisas de ruin, é melhor extirpar a religião
Como visto no exemplo do link que citei (publicado ontem neste blog), a premissa (a) dele está demolida, e com extrema facilidade.
Mas será que a premissa (b) sobrevive? Como diria o bom auditor, vamos investigar…
Ludwig apresenta como exemplos de que a religião traz coisas ruins, que não existiriam sem a religião, ele cita os seguintes exemplos:
- 1. sacrifícios humanos e a inquisição
- 2. ataques bombistas
- 3. mutilação genital de raparigas
É fácil notar que a alegação dele fracassa nos 3 itens, como mostrarei.
1 – Sacrifícios humanos e a Inquisição: Ludwig fracassa aqui pelo simples fato de que sacrifícios humanos não são uma constante entre a religião, no máximo relato de povos antigos, que não tem muito a ver com a religião nossa. Portanto, os sacrifícios não são uma característica inerente da religião. Em relação à Inquisição, ele assume que o fato de existir a religião é que causou a Inquisição, e não o fato de que havia um momento em que os cátaros e os hereges eram uma ameaça social (e a população já praticava a Inquisição). Decerto que um entidade religiosa encampou as atividades inquisitórias, e estabeleceu a Inquisição oficial, mas isso ainda não é o suficiente para associar intrinsecamente religião aos atos, pois, se assim o fosse, manifestações da Inquisição deveriam estar ocorrendo até hoje, e isso não é um fato.
2 – Ataques bombistas: Estratégia de propaganda usada bastante por Sam Harris e Richard Dawkins, aqui ela é também utilizada por Hitchens, e vemos que de novo Ludwig caiu no conto dele. Essa alegação é derrubada simplesmente pela existência dos Tamil Tigers, grupo marxista-leninista, que praticou atentados com homens bomba em maior quantidade que os adeptos do Hamas.
3 – Mutilação Genital de Raparigas: Essa alegação só seria válida se existisse alguma religião que prescrevesse que deveria ocorrer a mutilação genital, mas não há um indício sequer disso. Portanto, Ludwig mente de novo. Em alguns países africanos e asiáticos, existe realmente a mutilação genital, por causa disso ser condição prévia ao casamento. Algumas razões que os adeptos da mutilação apontam incluem: assegurar a castidade da mulher, assegurar a preservação da virgindade antes do casamento, alegação de que o contato do bebê com o clítoris pode ser fatal ao feto, etc. Claro que existem até algumas superstições no meio disso, e não concordo com as justificativas dos adeptos desta prática. Só que essas superstições estas não são apoiadas pela religião, principalmente as religiões judaico-cristãs.
Agora vem a pergunta? Se Ludwig, endossando Hitchens, conseguiu mentir tanto, como pode ele querer vender a idéia de que ele seria “moral”?
A própria atitude de Ludwig é baseada em maquiagem de informações, de forma planejada (e não acidental). Ele maquia os dados convenientemente, pois ele parte de uma conclusão apriorística.
E não é que a crença imutável (ou seja, partir de uma conclusão apriorística, e não mudá-la) é considerado como um dos “problemas” pelos adeptos do neo ateísmo? Mas é justamente essa crença imutável que vemos na propaganda dos neo ateus. Eles omitem, como mostrei, todos os fatos que refutem suas alegações.
Querem mais um exemplo de falta de moral? Vejamos como Ludwig se porta em relação aos governos comunistas:
Mesmo entre os que são ateus, num sentido estrito, o mau comportamento institucionalizado vem da aceitação acrítica de superstições e ideologias estranhas ao ateísmo. Na Coreia do Norte, um exemplo comum dos terrores do ateísmo, a Constituição foi alterada em 1998 para nomear Kim Il-Sung o Presidente Eterno da República. O homem já tinha morrido quatro anos antes. O estalinismo, o maoismo e a ditadura em Cuba, apesar de não seguirem algo que oficialmente seja considerado divino, assentam também numa teimosia ideológica que o ateísmo não exige mas que é fundamental em qualquer religião. As religiões consideram-se acima das limitações, da falibilidade e até da contestação humana, e é essa atitude que facilmente tem consequências trágicas.
Notaram a maquiagem que Ludwig tenta fazer?
Ele pega 1 (hum) exemplo de nomeação de Kim Il-Sung e diz que isso é uma “aceitação acrítica de superstições e ideologias estranhas ao ateísmo”.
Claro que não, pois o ateísmo não versa absolutamente nada (nem contra nem a favor) de que pessoas não possam receber “nomeações eternas”.
Aliás, tal tipo de nomeação seria uma demonstração ao povo de que mesmo que o sujeito já estando morto, os valores pregados por ele seriam mantidos.
Chamar isso de superstição (e não ideologia programa) já é uma fraude intelectual de Ludwig.
Ou seja, mesmo quando as sujeiras de regimes irreligiosos (como os comunistas) são descobertas, ele tenta MAQUIAR a informação para dizer que os tais regimes irreligiosos são religiosos.
Só isso aqui que Ludwig fez já é o suficiente para que fechemos o vidro do carro quando ele passa na rua, pois a atitude, senão criminosa, é de endosso ao crime. Que é feito intencionalmente, para falsificar as verdadeiras razões por trás dos genocídios comunistas.
O que importa é que essa afirmação de Ludwig (“o mau comportamento institucionalizado vem da aceitação acrítica de superstições e ideologias estranhas ao ateísmo”) foi facilmente demolida.
Aliás, o ateísmo é uma das bases principais da irreligião. Ou seja, oposição formal a tudo que a religião disser.
A irreligião gerou aberrações como o comunismo, que derivou no nazismo.
Notem a cara de pau de Ludwig: “O estalinismo, o maoismo e a ditadura em Cuba, apesar de não seguirem algo que oficialmente seja considerado divino, assentam também numa teimosia ideológica que o ateísmo não exige mas que é fundamental em qualquer religião. “
Ele diz que se o ateísmo não exige “teimosia ideológica”, então o ateísmo está livre de qualquer acusação por crimes do comunismo.
Ele deve estar de gozação, só pode.
Primeiro: ateísmo não exige teimosia ideológica.
Segundo: teísmo também não exige teimosia ideológica.
Se ele quer livrar a cara do ateísmo, terá ele que comparar teísmo com ateísmo, e não ateísmo com algumas doutrinas específicas, pois aí ele estaria cometendo uma falácia da inversão de planos.
Mas, após tentar dizer que ateísmo está livre de “teimosia ideológica”, ele diz que teísmo NÃO estaria isento, pois todas as religiões obrigam a “teimosia ideológica”.
Ué, mas se eu acabei de mostrar, ao comentar a citação anterior, que Ludwig usou conclusão apriorística e ignorou os fatos contra a sua alegação, o que temos em sua pregação que não uma “teimosia ideológica”?
Aliás, a teimosia ideológica é a base da argumentação neo ateísta, que é um branch do ateísmo.
Então, vamos aos fatos:
(a) teísmo e ateísmo não são intrinsecamente relacionados a teimosia ideológica
(b) movimentos ideológicos com foco em retórica, podendo até ser religiosos e anti-religiosos, teístas ou ateistas, podem se basear em teimosia ideológica
(c) logo, não é possível dizer que teimosia ideológica, existente em Cuba, Rússia e China, está diretamente relacionada a religião
Aliás, tal raciocínio é facilmente corroborado por qualquer investigação histórica.
Ora, sendo então a irreligião a base do comunismo, que está nos 3 países citados, os atos comunistas estão mais associados ao ateísmo do que ao teísmo. Qualquer análise de alinhamento mostra isso.
E, mais: todos os regimes comunistas lutam incessantemente contra a religião.
O engraçado é que os regimes comunistas se baseiam em propagandas baseadas em maquiagem ideológica, como se vê justamente em Ludwig. Notem o que ele afirma: “As religiões consideram-se acima das limitações, da falibilidade e até da contestação humana, e é essa atitude que facilmente tem consequências trágicas.”
Para isso ser válido, ele teria que mostrar que as religiões consideram-se acima das “limitações, da falibilidade e até da contestação humana” em maior quantidade que as ideologias que nada possuem de religiosas.
E, pelo visto, o exemplo do comunismo de novo esmaga tal argumento.
Ou seja, não é preciso de religião para que grupos ideológicos considerem-se acima das “limitações, da falibilidade e até da contestação humana”. E não há evidência alguma de que religião implique nesses itens, da mesma forma.
O que mostrei aqui é que Ludwig mente de tal forma que ele até provavelmente já acredita nas próprias mentiras.
Mas basta olhar com o minimo de ceticismo a propaganda dele que veremos que até agora nada, absolutamente nada, passa pelo menor exame lógico.
Simplesmente nada do que Ludwig disse, ao endossar Hitchens, serve como argumentação pró-ateísmo e anti-teísmo – aliás, essa é a base do blog dele, como um todo.
Como até agora ele fracassou, vamos ver o restinho de sua pregação:
Além disso, as religiões declaram-nos todos servos dos deuses. Não somos donos de nós próprios nem os responsáveis pelos nossos valores. Somos instrumentos criados por outrem para servir os seus propósitos e cujo mérito é função da submissão a esse desígnio. Isto desumaniza as pessoas.
Eu não sei se Ludwig é comunista, mas que os neo ateus, como ele, aprenderam a mentir com os comunistas, isso é um fato.
O discurso ao final de dizer que religiosos acreditam que “somos instrumentos criados por outrem para servir os seus propósitos e cujo mérito é função da submissão a esse desígnio” é algo copiado do materialismo dialético de Marx.
De novo, não dá para saber de Ludwig é marxista-comunista, mas podemos supor que aqueles que lavaram o cérebro dele devem ser, pois ele aprendeu a distorcer e mentir sobre o adversário de uma forma exatamente semelhante a eles.
Em sua sanha de pregação de ódio aos religiosos, esquece-se Ludwig de a religião cristã defende, fundamentalmente, o livre arbítrio, o que por si só já é suficiente para esmagar qualquer alegação anti-religiosa de que religiosos acreditariam que “não somos donos de nós próprios”.
Pelo contrário, somos donos de nós próprios. E nossos valores possuem INSPIRAÇÃO DIVINA, e por isso buscamos a verdade. Ao contrário dos epicuristas e marxistas, que defendem abertamente a mentira contra os oponentes, em uma atitude completamente torpe, somente aceitável para cérebros que não acreditem em uma verdade absoluta, mas sim em “verdades subjetivas”, seja lá que diabos isso signifique para eles.
Eu mesmo ficaria envergonhado se eu analisasse o texto de Ludwig utilizando-me de maquiagens e distorções. Os próprios leitores cristãos deste blog me repreenderiam, baseados em uma moral absoluta (“mentir é feio”).
Os neo ateus fazem o oposto: eles mentem sobre o adversário, e se ORGULHAM se continuar mentindo.
Como Ludwig mentiu na cara dura em todo seu texto, no final ele tenta dar uma de “razoável”, o que não combina nem um pouco com o restante de sua pregação:
Nestes aspectos concordo com o Hitchens, mas parece-me que ele erra ao considerar, implicitamente, que a religião é a origem destes problemas. A religião é apenas um de vários meios de desumanizar e levar pessoas boas a praticar o mal. É o mais popular e foi provavelmente o primeiro a ser inventado, mas não é o único. O problema fundamental não é a crença num deus ou numa casta de sacerdotes; é a facilidade com que abdicamos da nossa autonomia e responsabilidade e lavamos mãos das asneiras que fazemos com a desculpa de agir em nome de qualquer fantasia que nos impinjam.
Esse é o estratagema da falsa discordância. O sujeito concorda nos pontos essenciais, e finge discordar de um dos pontos, periféricos, para aparentar que há ainda nele algum traço de senso crítico.
O problema é que tal estratagema não funciona, pois ele ainda afirma que a “religião é apenas um de vários meios de desumanizar e levar pessoas boas a praticar o mal” e diz que “é o mais popular” e “foi provavelmente o primeiro a ser inventado”.
Como em todo o texto dele, ele não conseguiu provar que a religião é um meio de “desumanizar” as pessoas “boas” a “praticar o mal”. No máximo, poder-se-ia argumentar que pessoas provocaram o mal, apesar da religião.
Pior ainda, ele assume que religião foi “inventada” para “desumanizar” as pessoas, o que, de novo, é pura fantasia de Ludwig, não respaldada por evidências. Ele se limita a repetir isso, ad nauseam, mas não prova.
Em seguida, ele afirma que o “problema fundamental é o seguinte”: “é a facilidade com que abdicamos da nossa autonomia e responsabilidade e lavamos mãos das asneiras que fazemos com a desculpa de agir em nome de qualquer fantasia que nos impinjam”.
Aqui, de novo ele precisa da falácia da petição de princípio, ao assumir que idéias religiosas são uma “fantasia”.
Mesmo que ele não prove isso, ele tenta o estratagema padrão aprendido com o relativismo: ele considera qualquer ideologia e religião como “fantasia”, e diz que são o mesmo. Só que sem especificar cada uma delas, isso não serve de nada ao caso dele contra a religião.
Mas o mais grotesco de tudo é ele dizer que “abdicamos da nossa autonomia e responsabilidade e lavamos mãos das asneiras que fazemos”.
Bom, pode ser que ELE (Ludwig) abdique da autonomia e responsabilidade dele, e lava as mãos das asneiras que ele faz, principalmente neste texto que ele escreveu, em nome de qualquer fantasia que lhe foi impingida por doutrinadores como Hitchens e Dawkins.
Isso, de forma alguma, comprova que os religiosos chegariam a um nível moral tão baixo como o dele.
Aliás, um nível de moral tão pífio como o dele é o que eu não esperaria nem na maioria dos ateus.
Só nos neo ateus, que, pelo seu discurso, mostram-se cada vez mais distantes de qualquer avaliação sobre a moral.
O nível de mentiras deles é tamanho que esse tipo de gente só pode ser avaliada junto com comunistas, outra espécie epicurista torpe e que merece ser investigada sempre.
Em suma, em relação a qualquer texto escrito por neo ateu, é só investigar que as fraudes intelectuais aparecem aos borbotões.
Que esse tipo de gente venha fazer discursos sobre a “moral” é uma das coisas mais surreais possíveis em termos intelectuais.
