Desvendando a ilusão do neo ateísmo – Pt. 2 – A interpretação delirante e a mente revolucionária

Quando tomamos a decisão de estudar um assunto de forma científica, não podemos ter medo do que vamos encontrar. Inclusive, muitas vezes encontramos durante esse estudo coisas que talvez não sejam agradáveis à primeira vista, mas, se formos honestos intelectualmente, é uma obrigação moral incluirmos todos os achados.
Essa é a parte de nossa investigação onde trataremos a interpretação delirante e a mentalidade revolucionária.
O objetivo aqui é explicar uma síndrome que é manifestada em algumas pessoas. Síndrome esta que, após mapeada, explica grande parte do comportamento padrão de um neo ateu. O curioso é que mesmo que essa pessoa não fosse neo ateu, mas mantivesse essa característica (a interpretação delirante, do tipo mentalidade revolucionária), talvez ela comprasse outras ideologias tão subversivas quanto. Como exemplo, a teologia da libertação.
E o que eu encontrei aqui nesta investigação que seria irônico? Simplesmente o fato de que a interpretação delirante pode acometer tanto um teísta quanto um ateísta.
O importante é saber que a mentalidade revolucionária é uma variação da interpretação delirante. Como já dito, veremos, mais à frente, que podemos associar outras variações da interpretação delirante a alguns teístas, embora esse não seja o nosso foco. No caso do ateísta que for acometido da interpretação delirante, ele provavelmente seria vítima da mentalidade revolucionária. Portanto, ao ateísta que tiver a síndrome da interpretação delirante, a ideologia perfeita para ele é o neo ateísmo, pois ela é basicamente uma ideologia subversiva, e, portanto se adequa perfeitamente ao paradigma da mentalidade revolucionária.
Alguém poderia perguntar: e por que você não estuda toda a síndrome da interpretação delirante e não apenas a mentalidade revolucionária?
Aí é que está: neste estudo focarei a mentalidade revolucionária, isso é um fato. Mas após terminá-lo, também farei um ensaio no qual explicarei a síndrome de interpretação delirante quando esta acomete alguns teístas.
Ora, se explico a interpretação delirante em ateus (na manifestação mentalidade revolucionária), que aceita o paradigma neo ateísta, eu explicarei, no ensaio seguinte, a interpretação delirante em teístas, que, em suas variações, pode aceitar paradigmas como Criacionismo da Terra Jovem e Cristianismo Self-Service.
Por enquanto, no entanto, priorizarei o neo ateísmo.
A interpretação delirante
Logo de primeira acabei conhecendo a interpretação delirante ao estudar a mentalidade revolucionária, portanto os créditos para ambos os conhecimentos vêm de Olavo de Carvalho, que tem teorizado a respeito desta última. O caso é que para que Olavo teorizasse a respeito da mentalidade revolucionária, ele precisou tratar também da síndrome que a origina, que é a interpretação delirante, que foi descrita originalmente pelo psiquiatra francês Paul Sérieux em 1909, no livro “Les Folies Raisonnantes. Le Délire d’Interprétation”.
É importante não confundir a interpretação delirante com a alucinação em si, pois vejam como Sérieux a descreve:
Enquanto em geral as psicoses demenciais sistematizadas repousam sobre perturbações sensoriais predominantes e quase permanentes, todos os casos que aqui reunimos são, quase que exclusivamente, baseados em interpretações delirantes; as alucinações, sempre episódicas quando existem, não desempenham neles papel quase nenhum [...] A ‘interpretação delirante’ é um raciocínio falso que tem por ponto de partida uma sensação real, um fato exato, o qual, em virtude de associações de idéias ligadas às tendências, à afetividade, assume, com a ajuda de induções e deduções erradas, uma significação pessoal para o doente… A interpretação delirante distingue-se da alucinação e da ilusão, que são perturbações sensoriais. Difere também da idéia delirante, concepção imaginária, inventada ponto por ponto, não deduzida de um fato observado.
Já nessa introdução, ficou claro que autor já exibe a distinção entre interpretação delirante da mera interpretação falsa, que seria o erro vulgar. Aqui estão as razões apontadas pelo autor:
- (1) “O erro é, no mais das vezes, retificável; a interpretação delirante, incorrigível.”
- (2) “O erro permanece isolado, circunscrito; a interpretação delirante tende à difusão, à irradiação, ela se associa a idéias análogas e se organiza em sistema.”
Vou dar alguns exemplos de como funciona o que foi abordado acima.
Imagine que você, ao andar pelo campo, de madrugada, encontre um lençol preso ao varal esvoaçante e o atribua a um um espírito ou fantasma. Isso é um exemplo básico de “erro” de percepção, ou até uma variante simplória da alucinação. Seja lá como for, se alguém demonstrar que o que havia ali era apenas um lençol, a pessoa então deverá descartar a hipótese de que ali havia um espírito, pois os fatos não comprovaram a teoria (do espírito).
Essa é a diferença fundamental para que possamos prosseguir. Não podemos confundir a interpretação delirante com alucinações e ilusões.
Da mesma forma, não podemos confundir a interpretação delirante com a idéia delirante. Um exemplo de idéia delirante seria a situação em que um sujeito começa a suspeitar de que seu sócio o estaria enganando, sem nenhum indício ou motivo para isso, e cria em sua mente uma história e até eventos que dessem uma explicação para o caso de fraude. Mas de onde ele tirou esse caso? Somente de sua mente. Isso é um caso de idéia delirante, mas não interpretação delirante.
Não se deve confundir também com a fantasia deliberada. Por exemplo, imaginemos um casal que tem uma fantasia sexual, na qual ele é um advogado que gosta de se vestir de marinheiro durante a relação sexual. Obviamente que ele e ela sabem que ele não é um marinheiro, mas esta é uma crença temporária aceita apenas por curtição. Após a relação sexual, o casal saberá que ele não era um marinheiro. Isto é uma fantasia, deliberada, e não uma interpretação delirante.
Vejamos então o que não é interpretação delirante:
- (a) Uma alucinação
- (b) Uma ilusão (no sentido de uma miragem)
- (c) Uma fantasia deliberada
- (d) Uma idéia completamente falsa criada a partir da pura imaginação.
Se então definimos o que NÃO É interpretação delirante, vamos então nos atentar ao que é.
Uma forma de explicar a interpretação delirante de um jeito mais simples pode ser: “A atitude formal de alguém que, ao identificar fatos que não se adequam às suas teorias, define que o problema está com os fatos, e não com a teoria”.
O termo “teoria” que uso aqui não é simplesmente na acepção de uma teoria científica, mas qualquer modelo explicativo que alguém faça para a realidade. Obviamente tal modelo pode ser adaptado de uma teoria científica (ou pseudo-científica), ou uma teoria qualquer, ou simplesmente uma explicação popular. O importante, para qualificar isso como interpretação delirante, é que esta pessoa, mesmo com informações para identificar que a sua teoria não é mais válida, prossiga distorcendo ou ignorando os fatos para continuar a aceitá-la. Enfim, a paixão pela idéia, explicação ou teoria é o que vale, e não os fatos. A não ser que os fatos comprovem a teoria. Nesse caso, o adepto da interpretação delirante, faz o aceite seletivo de fatos.
Um exemplo evidente disso é o comportamento dos petralhas em relação às denúncias do Mensalão. O petralha conhece os fatos que mostram que o Lula poderia ser até objeto de impeachment, mas ele ainda assim vilaniza aqueles que noticiam o mensalão, e até inocenta o Lula. Ou seja, para ele o que vale é a teoria de que o Lula é um mito, o representante do “povo”, portanto ausente de defeitos morais, e não os fatos. Enfim, interpretação delirante.
A coisa fica bem fácil de identificar, inclusive, na variação dos cristãos self-service que é o cristão manso. Um cristão manso diz que “sempre se deve dar a outra face”, e acredita nisso de forma literal e da forma mais ingênua possível. Logo, em algumas comunidades, nota-se este tipo de cristão (que, como já dito, não representa o cristianismo, mas apenas uma parte deles) acha linda a idéia de que “a mansidão” é uma das coisas mais belas a serem demonstradas. Aí tornam-se vulneráveis. Eis que você lança na frente dele alguns desafios, e ele se irrita, e revida. Ué, mas aí a mansidão não vale? Só vale em alguns momentos? É claro que em muitos casos eles até ignoram esse tipo de questionamento, pois isso são fatos que derrubam sua teoria. E, como já dito, para eles os fatos devem ser ignorados.
Claro que eu preciso tratar de exemplos de neo ateus, e nesse caso eu poderia escrever um livro somente com exemplos do delírio de interpretação que os acomete. Vamos, portanto, avaliar somente alguns.
Um neo ateu pode dizer que a ciência abrange toda a realidade. Obviamente, que basta você demonstrar a ele que isso não é verdade, e que temos já de cara como falsear essa alegação apenas com um dentre vários exemplos possíveis, no caso a metafísica. Mostramos a ele que as definições científicas não afirmam que a ciência abrange toda a realidade. Uma resposta dele pode ser: “ah, mas um dia talvez poderá”. Quer dizer, ele cria uma esperança na mente dele, e a divulga como se fosse fato, pois ele já está na fase de ignorar os fatos, pois o que importa para ele é a crença de que “ciência abrange toda a realidade”. Recentemente, neste blog, um comentarista neo ateu disse o seguinte: “A metafísica estuda outra realidade. Uma realidade maior.”. É claro que eu tive que lhe perguntar: “Seria então a realidade da ciência uma realidade menor?”. É claro que ele buscava truques linguísticos para que a sua crença de que “a ciência abrange toda a realidade” fosse mantida em sua mente. Mais um exemplo de que os fatos são ignorados em prol da idéia na qual ele acredita. E, lembrando da observação do Dr. Seriéux, é possível que expliquemos 100 a 200 vezes para ele a diferença entre “realidade observável e tangível” de “realidade em si” que ele continuará mantendo sua crença. Ela é, neste caso, mais um exemplo da interpretação delirante.
Outro exemplo é quando um neo ateu diz que a religião é a causa principal de genocídios ou coisas do tipo. Eis então que mostramos a ele os genocídios na Rússia e na China, que, em números, são praticamente os campeões da era moderna. Ele recebe a informação, mas diz que o ateísmo com certeza é inocente disso, e que, se os crimes ocorreram, foi em nome de qualquer outra coisa menos ateísmo. Mas como, se mostramos a ele que a base do discurso comunista era sustentada pelo discurso ateísta? É claro que o neo ateu ignorará o fato de que, assim como o teísmo, o ateísmo também foi usado por retóricos mal intencionados para cometer crimes. A teoria de que ele tem de que religião é causa PRINCIPAL de genocídios não funcionaria mais. O que ele pode fazer, então? Um truque de mágica que os vi cometendo é dizer que, se havia a luta contra a religião, e a negação da religião, então isso seria feito de maneira dedicada, e, portanto, seria um tipo de religião. Acreditem se quiser, já vi esse tipo de truque retórico várias vezes. Como se vê, ele ignora os fatos e acredita em qualquer maquiagem e edição de fatos que os gurus fornecem a ele. A idéia na qual ele crê é mantida, os fatos são ignorados. Mais uma vez: interpretação delirante.
O curioso de tudo isso é que ao debatermos com pessoas assim, não estamos trocando mais informação, pois a informação não importa para quem possui uma mente acometida de delírios de interpretação. Qualquer fato que você mostre, contradizendo as teorias na qual ele acredita, serão sumariamente ignorados ou distorcidos.
É por isso que, quando discuto com neo ateus, assumo o paradigma do desmascaramento e não da discussão no mesmo nível em que discutimos com um amigo receptivo. O importante passa a ser o público, pois este pode até considerar a informação. É obvio que se dentre o público existir alguém de mentalidade revolucionária, este poderá sumariamente ignorar qualquer informação que negue suas teorias.
Usando uma abordagem mais técnica, a interpretação delirante constitui uma entidade psicopatológica autônoma, uma psicose delirante crônica, sistematizada, de caráter não alucinatório (agradeço à fonte do site Adversus Hæreses, que também listou os itens imediatamente abaixo citados). Ela é caracterizada por:
- 1) Multiplicidade e organização de interpretações delirantes
- 2) Ausência ou penúria de alucinações (contingentes)
- 3) Persistência da lucidez e da atividade psíquica
- 4) Evolução através da extensão progressiva das interpretações
- 5) Incurabilidade, sem demência terminal.
Se até agora é evidente que podemos identificar a interpretação delirante, não é difícil notar que grande parte do trabalho de alguém que refute as idéias do neo ateísmo poderia se basear em identificar se há erros, fraudes, distorções, falácias e estratégias erísticas em ocorrência no discurso de autores como Dawkins, Hitchens, Dennett e Harris, ou até nos textos de seus leitores (que podem segui-los letra por letra), identificar os fatos que mostram que o que existe neles é realmente só um delírio e depois disso expor ao público. Mas não expor a eles, pois os fatos para o doente já não tem nenhuma importância, a não ser os fatos que confirmem a idéia.
Se já sabemos então o que é uma interpretação delirante, precisamos a partir de agora entender a mentalidade revolucionária.
A mentalidade revolucionária, por Olavo de Carvalho
Para facilitar a compreensão do que abordaremos aqui, vamos a uma forma de identificar a mentalidade revolucionária.
Antes vimos que a interpretação delirante é a “crença em uma ou mais idéias que não são confirmadas pelos fatos, mas que são aceitas com tal fervor que todo e qualquer fato que negue a idéia será ignorado ou manipulado, de forma que a idéia continue sendo aceita pelo indivíduo”.
Vamos então a 3 elementos que, segundo Olavo de Carvalho, definem a mentalidade revolucionária. O primeiro seria a inversão da percepção de tempo. Segundo Olavo:
As pessoas normais consideram que o passado é algo imutável e que o futuro é algo de contingente ― “o passado está enterrado e o futuro a Deus pertence”, diz o senso-comum. A mente revolucionária não raciocina desta forma: para ela, o futuro utópico é um objectivo que será inexoravelmente atingido ― o futuro utópico é uma certeza; não pode ser mudado. Por outro lado, a mente revolucionária considera que o passado pode ser mudado (e ferozmente denunciado!) através da reinterpretação da História por via do desconstrucionismo ideológico (Nietzsche → Gramsci → Heidegger → Sartre → Foucault → Derrida → Habermas). Em suma: o futuro é uma certeza, e o passado uma contingência ― isto é, o reviralho total.
Isso, aliás, explica exatamente como funcionam os processos psicológicos de Christopher Hitchens quando ele resolve denunciar a religião por “crimes do passado”. Já mostrei como funciona esse estratagema aqui, e é importante ressaltar que Dawkins e Harris também recorrem à essa técnica constantemente. Para eles não importam os fatos do passado, mas sim o futuro utópico imaginado, de paz, graças ao ateísmo, e portanto o passado tem que ser denunciado por causa da religião. Para eles não importa maquiar as informações sobre a Inquisição, exagerando nos números e alterando dados. A regra é básica. O futuro utópico, de um mundo de justiça e paz, por causa do ateísmo, não pode ser mudado, esse é um axioma deste tipo de mente. Mas o passado terá que ser associado à religião, e por causa disso duramente criticado. Desconstrucionismo ideológico, conforme citado por Olavo, e historicismo absoluto serão as ferramentas para realizar esse tipo de manipulação.
Entretanto, nenhum exempo é mais gritante do que o de Daniel Dennett. Ele vive em um mundo, que, como sabemos, é em sua maioria religiosa. Ele cria uma idéia na qual todos os religiosos tivessem que se apresentar para um comitê de ateus, para que estes definam qual a melhor religião a ser utilizada, ou até decidam abolir o uso da religião. Em suma, ele já visualiza um futuro no qual a maioria é ateísta (ou ecumênica, ou nova era, ou qualquer coisa neste sentido), e estes julgarão os religiosos e dirão no que eles devem acreditar. Quer dizer, ele visualiza o mundo futuro utópico dele, e já age como se esse mundo existisse.
O segundo elemento é a inversão da moral, que assim é explicado por Olavo:
Em função da crença num futuro utópico dado como certo e determinado, em direção ao qual a sociedade caminha sem qualquer possibilidade de desvio, a mente revolucionária acredita que esse futuro utópico inexorável é isento de “mal” ― esse futuro será perfeito, isento de erros humanos. Por isso, em função desse futuro utópico certo e dado como adquirido, todos os meios utilizados para atingir a inexorabilidade desse futuro estão, à partida, justificados. Trata-se de uma moral teleológica: os fins justificam todos os meios possíveis.
Mais uma vez, isso é facilmente observável na campanha neo ateísta. Notem, por exemplo, como John Hartung promete um mundo de maravilhas, e diz que devemos tomar cuidado com a religião para não impedir a chegada à esse mundo. Ora, qualquer iniciativa em direção a essa utopia é, para esse tipo de mentalidade, completamente isenta de “mal”. A partir daí, todos os meios utilizados para atingir esse futuro já estão justificados. Temos aqui, portanto, uma explicação para o fato de que, dentre os que assumiram o paradigma neo ateísta, não há nenhum senso de crítica em relação a qualquer atitude que eles defendem, e todas já são consideradas moralmente aceitáveis. Richard Dawkins diz que os pais não devem ter mais o direito de ensinar seus valores aos filhos. Qual é o nível de aceitação dessa idéia perante os neo ateus? Praticamente absoluto, pois todos os meios para atingir o tal futuro inexorável são válidos. Sam Harris sugere a aniquilação de países para eliminar algumas religiões. Claro que isso é considerado não só justificável como moralmente impecável por grande parte dos neo ateus. Todos esses comportamentos são plenamente explicados por essa abordagem de Olavo de Carvalho.
Para concluir, o terceiro elemento é a inversão do sujeito-objeto, como segue:
A culpa dos atos de horror causados pela mente revolucionária é sempre das vítimas, porque estas não compreenderam as noções revolucionárias que levariam ao inexorável futuro perfeito e destituído de qualquer “mal”. As vítimas da mente revolucionária não foram assassinadas: antes suicidaram-se, e a ação da mente revolucionária é a que obedece sem remissão a uma verdade dialética imbuída de uma certeza científica que clama pela necessidade desse futuro sem “mal” ― portanto, a ação da mente revolucionária é impessoal, isenta de culpa ou de quaisquer responsabilidades morais ou legais nos actos criminosos que comete. Segundo a mente revolucionária, as pessoas assassinadas por Che Guevara ou por Hitler, foram elas próprias as culpadas da sua morte (suicidaram-se), por se terem recusado a compreender a inexorabilidade do futuro sem “mal” de que os revolucionários seriam simples executores providenciais.
E como vemos esse exemplo em neo ateus? O neo ateísmo já foi criticado por muitos, inclusive alguns ateus, por seu radicalismo. O fato é que os neo ateus não assumem nenhuma crítica e não aceitam ser culpados de absolutamente nada, pois consideram que a sua existência é CULPA da religião, que segundo eles causa males à sociedade. Vários neo ateus, defensores portanto da campanha neo ateísta, dizem que todos os seus atos estão a priori isentos de mal, e a culpa é dos religiosos. Daniel Dennett usa este recurso, ao sugerir que os crimes de religiosos sejam punidos de forma mais grave do que os não-religiosos. E ele age como se isso fosse moralmente aceitável, pois qualquer atitude sua, independente do grau de preconceito, até criminoso, é isenta de culpa, pois a culpa é somente dos religiosos.
É exatamente assim que funciona esse tipo de mente, de forma que é uma explicação muito sólida associarmos a mentalidade revolucionária ao neo ateísmo. Na verdade, podemos associar a mentalidade revolucionária principalmente ao marxismo, e como veremos a frente o neo ateísmo é apenas o carro-chefe dentre as sub-ideologias do marxismo (*). O importante é notar que o neo ateísmo, por sua associação e origem comportamental diretamente derivada do marxismo, assumiu todos os paradigmas típicos da mentidade revolucionária. Se você quiser saber como moralmente um marxista é, basta entender como é moralmente um neo ateísta. E vice-versa.
Lembremos que os três elementos acima ainda não dão a definição da mentalidade revolucionária. Eis então que ela segue, diretamente a partir de Olavo:
“Mentalidade revolucionária” é o estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remoldar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao “tribunal da História”. Mas o tribunal da História é, por definição, a própria sociedade futura que esse indivíduo ou grupo diz representar no presente; e, como essa sociedade não pode testemunhar ou julgar senão através desse seu mesmo representante, é claro que este se torna assim não apenas o único juiz soberano de seus próprios atos, mas o juiz de toda a humanidade, passada, presente ou futura. Habilitado a acusar e condenar todas as leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas, ele está tão acima da humanidade histórica que não é inexato chamá-lo de Super-Homem. Autoglorificação do Super-Homem, a mentalidade revolucionária é totalitária e genocida em si, independentemente dos conteúdos ideológicos de que se preencha em diferentes circunstâncias e ocasiões.
Se alguns poderiam questionar o fato de que o neo ateísmo é “totalitário e genocida em si”, que antes repensem um pouco do que já foi dito até aqui:
- (a) a idéia de Richard Dawkins de retirar o direito dos pais educarem os filhos é totalitária
- (b) assim como a idéia de Daniel Dennett, de ter comitês para definirem qual a melhor religião, e sugerir intervenção do estado neste “controle” das religiões, é totalitária
- (c) ao passo que a idéia de Sam Harris de explodir países com um determinado tipo de religião não pode ser desassociada de uma idéia genocida
E não há como dourar a pílula. Mesmo que alguns neo ateus possam dizer “ah, eu não quero a intervenção do estado, e não quero genocídios, não concordo tanto com Harris assim”, isso não muda o fato de que ele defende e apóia as idéias dos ideológos que pregam tais idéias e por eles são tratados como “seres não passíveis de crítica”. Eles fazem patrulhamento ideológico em cima de quem criticar esses autores. Aliás, até a desculpa que normalmente os neo ateus dão quando os absurdos desses autores são denunciados geralmente é típica de uma interpretação delirante.
Olavo prossegue, brilhantemente, nos avisando do risco da mentalidade revolucionária:
Recusando-se a prestar satisfações senão a um futuro hipotético de sua própria invenção e firmemente disposto a destruir pela astúcia ou pela força todo obstáculo que se oponha à remoldagem do mundo à sua própria imagem e semelhança, o revolucionário é o inimigo máximo da espécie humana, perto do qual os tiranos e conquistadores da antigüidade impressionam pela modéstia das suas pretensões e por uma notável circunspecção no emprego dos meios [...] O advento do revolucionário ao primeiro plano do cenário histórico – fenômeno que começa a perfilar-se por volta do século XV e se manifesta com toda a clareza no fim do século XVIII – inaugura a era do totalitarismo, das guerras mundiais e do genocídio permanente. Ao longo de dois séculos, os movimentos revolucionários, as guerras empreendidas por eles e o morticínio de populações civis necessário à consolidação do seu poder mataram muito mais gente do que a totalidade dos conflitos bélicos, epidemias terremotos e catástrofes naturais de qualquer espécie desde o início da história do mundo. O movimento revolucionário é o flagelo maior que já se abateu sobre a espécie humana desde o seu advento sobre a Terra.
Antes de tudo, já é o momento de antecipar uma possível objeção. Não se deve confundir a mentalidade revolucionária com o termo “revolução”. Por exemplo, sempre que surge uma nova teoria de grande porte temos uma revolução na ciência. Até o movimento protestante pode ser chamado de uma revolução em aspectos religiosos. Mas nenhum dos dois implica em mentalidade revolucionária, pois se baseavam apenas em mudanças em TEMAS ESPECÍFICOS, nada dizendo em relação a remodelação do ser humano, um futuro utópico em terra, e ausência de julgamento sob seus atos, em direção ao futuro utópico. Não se deve confundir pessoas de mentalidade revolucionária com muitas das pessoas que atuaram em revoluções ao longo da ciência ou de outras áreas de conhecimento ao longo da história humana.
Já antecipo isso, para evitar uma possível reclamação, como “se alguém critica a mentalidade revolucionária, deverá criticar também Einstein, Aristóteles, Kant, Newton, Martin Luther King e outros”. Nada mais falso.
Usando a explicação acima do Olavo, vamos caracterizar o que normalmente compõe mentalidade revolucionária, na maioria dos casos:
- (a) promessa de um futuro utópico, inexorável
- (b) ausência completa de julgamento moral para os atos do grupo que defende essa idéia, pois ela é tão bela que os fins justificam os meios
- (c) remodelação do conceito de ser humano, na busca do super-homem
- (d) ambições globais
- (e) sensação de ser um agente da luta por esse futuro
Não há nada disso nas iniciativas de Martin Luther King ou nos estudos de Isaac Newton.
Mentalidade revolucionária é que caracteriza gente como Karl Marx, Vladimir Lenin, Adolf Hitler e Antonio Gramsci, e, no contexto do neo ateísmo, Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Daniel Dennett e Sam Harris.
Uma dica para identificamos alguém de mentalidade revolucionária:
- (1) Veja se o sujeito promete um “futuro maravilhoso”, usando de termos como “salvação da humanidade”
- (2) Veja se o sujeito age como se não tivesse que prestar satisfações em relação à moralidade de seus atos, sendo que os únicos atos decentes são aqueles em prol de tal “futuro maravilhoso”, e os atos indecentes são aqueles que estariam contra esse futuro
- (3) Presença da interpretação delirante quando ele trata os fatos que possivelmente refutam a idéia prometida em (1) ou as alegações sustentadas de acordo com o item (2)
Em todos os elementos citados como exemplos da mentalidade revolucionária, isso está identificado. E os leitores e seguidores desse pessoal TAMBÉM tornam-se exemplos de mentalidade revolucionária, pois adentram normalmente em sua militância.
Olavo de Carvalho explica mais a respeito de como não confundir a mentalidade revolucionária com o termo genérico usado para “revolução”:
O socialismo e o nazismo são revolucionários não porque propõem respectivamente o predomínio de uma classe ou de uma raça, mas porque fazem dessas bandeiras os princípios de uma remodelagem radical não só da ordem política, mas de toda a vida humana. Os malefícios que prenunciam se tornam universalmente ameaçadores porque não se apresentam como respostas locais a situações momentâneas, mas como mandamentos universais imbuídos da autoridade de refazer o mundo segundo o molde de uma hipotética perfeição futura. A Ku-Klux-Klan é tão racista quanto o nazismo, mas não é revolucionária porque não tem nenhum projeto de alcance mundial. Por essa razão seria ridículo compará-la, em periculosidade, ao movimento nazista. Ela é um problema policial puro e simples. [...] Por isso mesmo é preciso enfatizar que o sentido aqui atribuído ao termo “revolução” é ao mesmo tempo mais amplo e mais preciso do que a palavra tem em geral na historiografia e nas ciências sociais presentemente existentes. Muitos processos sócio-políticos usualmente denominados “revoluções” não são “revolucionários” de fato, porque não participam da mentalidade revolucionária, não visam à remodelagem integral da sociedade, da cultura e da espécie humana, mas se destinam unicamente à modificação de situações locais e momentâneas, idealmente para melhor. Não é necessariamente revolucionária, por exemplo, a rebelião política destinada apenas a romper os laços entre um país e outro. Nem é revolucionária a simples derrubada de um regime tirânico com o objetivo de nivelar uma nação às liberdades já desfrutadas pelos povos em torno. Mesmo que esses empreendimentos empreguem recursos bélicos de larga escala e provoquem modificações espetaculares, não são revoluções, porque nada ambicionam senão à correção de males imediatos ou mesmo o retorno a uma situação anterior perdida.
Aliás, a explicação abaixo nos mostra por que devemos suspeitar de quando os quatro cavaleiros do neo ateísmo dizem que prometem uma “difusão de racionalidade” que deve abranger toda a espécie humana:
O que caracteriza inconfundivelmente o movimento revolucionário é que sobrepõe a autoridade de um futuro hipotético ao julgamento de toda a espécie humana, presente ou passada. A revolução é, por sua própria natureza, totalitária e universalmente expansiva: não há aspecto da vida humana que ela não pretenda submeter ao seu poder, não há região do globo a que ela não pretenda estender os tentáculos da sua influência.
Vejam como isso explica perfeitamente todo o material dos livros desse pessoal. Eles não pensam em termos locais, mas sim globais.
O que é mais importante é também notar que o fato de Richard Dawkins ficar o tempo todo fazendo palestras ou escrevendo livros não é aquilo que o torna menos perigoso do que um líder político genocida. Veremos, em breve, que a revolução cultural ajuda a implementar, no momento certo, a revolução por armas. Isso será tratado nas partes 3, 4 e 5 deste ensaio, quando tratarei o marxismo cultural, os estágios de subversão e a estratégia gramsciana. Pelo momento, é importante notar que não podemos considerar alguém menos perigoso, no quesito de mentalidade revolucionária, apenas por não pegar em armas. Olavo nos diz mais a respeito disso:
Se, nesse sentido, vários movimentos político-militares de vastas proporções devem ser excluídos do conceito de “revolução”, devem ser incluídos nele, em contrapartida, vários movimentos aparentemente pacíficos e de natureza puramente intelectual e cultural, cuja evolução no tempo os leve a constituir-se em poderes políticos com pretensões de impor universalmente novos padrões de pensamento e conduta por meios burocráticos, judiciais e policiais.
Olavo termina concluindo falando daquilo que ele define como um antídoto à mentalidade revolucionária, que seria a mentalidade contra-revolucionária, ou conservadora:
A essência da mentalidade contra-revolucionária ou conservadora é a aversão a qualquer projeto de transformação abrangente, a recusa obstinada de intervir na sociedade como um todo, o respeito quase religioso pelos processos sociais regionais, espontâneos e de longo prazo, a negação de toda autoridade aos porta-vozes do futuro hipotético. [...] Nesse sentido, o autor destas linhas é estritamente conservador. Entre outros motivos, porque acredita que só o ponto de vista conservador pode fornecer uma visão realista do processo histórico, já que se baseia na experiência do passado e não em conjeturações de futuro. Toda historiografia revolucionária é fraudulenta na base, porque interpreta e distorce o passado segundo o molde de um futuro hipotético e aliás indefinível. Não é uma coincidência que os maiores historiadores de todas as épocas tenham sido sempre conservadores. Se, considerada em si mesma e nos valores que defende, a mentalidade contra-revolucionária deve ser chamada propriamente “conservadora”, é evidente que, do ponto de vista das suas relações com o inimigo, ela é estritamente “reacionária”. Ser reacionário é reagir da maneira mais intransigente e hostil à ambição diabólica de mandar no mundo.
No que concordo plenamente com Olavo. É por isso que temos que expandir nossa abordagem e explicar em como a mentalidade revolucionária é oposta à mentalidade conservadora.
A mentalidade conservadora, por Russell Kirk
Até o momento já tratamos da interpretação delirante, e de sua variação, a mentalidade revolucionária. Uma boa forma de ampliar o nosso entendimento da mentalidade revolucionária é colocá-la em comparação direta com a mentalidade conservadora, e poderemos notar que nesses itens, a explicação torna-se cada vez mais robusta. Anteriormente, citei 3 elementos fundamentais da mentalidade revolucionária, conforme Olavo de Carvalho. Agora, tratarei dos 10 princípios fundamentais da mente conservadora, e mostrarei como a antítese de quase todos eles também explica a mentalidade revolucionária, com exemplos no caso do neo ateísmo.
Essa abordagem utilizada aqui é de Russel Kirk, autor de “The Conservative Mind” e um dos representantes mais importantes da filosofia conservadora, e uma fonte bastante confiável para compreender como pensam os conservadores. Meu interesse aqui não é fornecer uma validação do conservadorismo – se o leitor quiser adotar tal paradigma que o faça, assim como eu faço.
Russel Kirk segue (em tradução de Pe. Paulo Ricardo):
Não sendo nem uma religião nem uma ideologia, o conjunto de opiniões designado como conservadorismo não possui nem uma Escritura Sagrada nem um Das Kapital que lhe forneça um dogma. Na medida em que seja possível determinar o que os conservadores crêem, os primeiros princípios do pensamento conservador provêm daquilo que professaram os principais escritores e homens públicos conservadores ao longo dos últimos dois séculos. [...] Talvez seja mais apropriado, a maior parte das vezes, usar a palavra “conservador” principalmente como adjetivo. Já que não existe um Modelo Conservador, sendo o conservadorismo, na verdade, a negação da ideologia: trata-se de um estado da mente, de um tipo de caráter, de uma maneira de olhar para ordem social civil. A atitude que nós chamamos de conservadorismo é sustentada por um conjunto de sentimentos, mais do que por um sistema de dogmas ideológicos.
Diante disso, Kirk elaborou 10 princípios conservadores, que, não sendo uma norma prescritiva, descrevem, em linhas gerais, como normalmente o conservador pensa.
Primeiro, um conservador crê que existe uma ordem moral duradoura. Segundo Kirk, esta ordem “é feita para o homem, e o homem é feito para a ela”. A idéia é a de que a natureza humana é uma constante e as verdades morais são permanentes. Isso explica o aristotelismo dos conservadores, e como há um incessante esforço por parte de marxistas e neo ateus em eliminar qualquer conceito que exista de moral absoluta.
Segundo Kirk, a idéia principal dos conservadores “é evitar a confusão entre o interesse pessoal, ou engenhosos controles sociais, e as soluções satisfatórias da ordem moral tradicional”. Em suma, para nós matar é errado não por que achamos interessante por uma conveniência agir assim, mas por que observamos isso como uma verdade moral, e discutida desta forma. Isso explica como os neo ateístas não possuem uma moral baseada em nossos princípios, de moral absoluta. Para nós, ir contra a liberdade de pensamento é errado, já no caso deles, não há problemas em ir contra a liberdade de pensamento, desde que o pensamento seja religioso. Não há para eles uma moral absoluta, e sim discursos sobre “moral” só quando o assunto atende às conveniências deles.
Segundo, o conservador adere ao costume, à convenção e à continuidade. No caso do costume, notamos os padrões comportamentais que permitem que vivamos em sociedade, pacificamente. No caso da convenção, evitamos discussões (no caso de serem infrutíferas ou injustificáveis) sobre direitos e deveres. No caso da continuidade, entendemos isso como uma forma de relacionar uma geração à outra. A grande meta dos revolucionários é “apagar os antigos costumes, ridicularizar as velhas convenções e quebrar a continuidade das instituições”.
Vamos a um exemplo claro. Se eu viajo para Israel, que é laico, por que eu ficaria criando caso pelo fato deles não exibirem crucifixos? Essa é uma convenção do povo, faz parte da cultura do povo israelense, e não há motivos pelos quais eu tenha que querer mudar isso abruptamente. O neo ateísta pensa de maneira inversa, e não quer nem saber de costumes, convenções e continuidade. Pelo contrário, o importante é aniquilar quaisquer costumes, convenções e continuidade para impor seu paradigma sobre os outros.
Terceiro, os conservadores acreditam no princípio do preestabelecimento. Isso significa que as pessoas atuais seriam anões nos ombros de gigantes. Podemos até ver mais longe do que os nossos ancestrais, mas justamente pelo conhecimento que eles adquiriram no passado. De acordo com a visão conservadora, é improvável que nós façamos atualmente alguma grande descoberta em termos de moral, política ou de bom gosto. Segundo Burke, a espécie é sábia, mas o indivíduo é tolo.
Em suma, o princípio do preestabelecimento visa tentar fazer uso do conhecimento passado, seja filosófico, moral ou teológico, sem tentar ignorar o que nossos ancestrais sabiam. O revolucionário pensa de forma oposta. A não ser que o conhecimento do passado (recente, ou então no máximo abrindo exceção à Epicuro) seja útil à sua causa, todo o resto deverá ser ridicularizado. Pensa o neo ateísta: se a religião cristã tem perto de 2.000 anos, ela deve ser considerada conhecimento obsoleto e retirada da discussão pública.
Quarto, os conservadores são guiados pelo princípio da prudência. Em resumo, significa que as medidas políticas devem ser medida a partir das prováveis consequências de longo prazo. Não avaliamos essas medidas apenas pela vantagem temporária e a popularidade. Para o conservador, é mais fácil pensar assim pois acreditamos na moral absoluta, e não na “moral conveniente”.
No caso de qualquer revolucionário, incluindo o neo ateu, a forma de pensar é baseada em mudanças culturais bruscas, impositivas, e sem medição da consequência de suas ações. De novo no exemplo de Richard Dawkins, quais as consequências de impedir que os pais ensinem seus valores morais aos filhos? Obviamente, ele não está guiado pelo princípio da prudência.
Quinto, os conservadores prestam atenção no princípio da variedade. Em resumo, existem diferenças de ordem social, de classes, assim como várias formas de desigualdade. O homem é julgado pelos seus atos, e não a partir da imposição de uma igualdade irracional e injustificável.
Para o revolucionário, dizer que todos são “iguais” é uma idéia da qual dificilmente eles largam. Se existem 2% de ateus em um país, por que eles tem o direito de querer que os 80% restantes não tenham a exposição de sua religião em público? Simplesmente, por que eles não conseguem perceber o princípio da variedade. Aí, ironicamente, ao invés de criarem variedade, acabam nivelando todo mundo aos seus desejos.
Outro exemplo, não tão específico ao neo ateu (mas sim ao revolucionário em geral), é na questão de um criminoso. Eu sou uma pessoa trabalhadora, cumpridora do meu dever. Tenho que ter igualdade de direitos em relação a ele? Por que? Para um revolucionário, isso não importa, pois a idéia de igualdade acaba sendo usada como ferramenta de conflito social. Abordarei isso em mais detalhes na parte 4 deste ensaio, mas por enquanto precisamos apenas saber que o princípio da variedade, adotado pelo conservador, é atacado pelos revolucionários. Os neo ateus, ao agirem para retirar direitos de religiosos, estão atacando o princípio da variedade.
Sexto, os conservadores são refreados pelo princípio da imperfectibilidade. O ser humano não é perfeito, portanto não pode criar um mundo perfeito. Utopias em Terra são coisas a serem colocadas sempre sob suspeita. Segundo Kirk, “os ideólogos que prometem a perfeição do homem e da sociedade transformaram boa parte do século XX em um inferno terrestre”.
E o que tem feito os neo ateus e os marxistas? Simplesmente prometem utopias, que, após aceitas pelos seus seguidores, justificam todos os seus atos.
Sétimo, os conservadores estão convencidos que liberdade e propriedade estão intimamente ligadas.
Até o sexto princípio, eles estão plenamente aplicáveis ao comportamento neo ateu padrão, ao passo que este aqui torna-se uma opção, sendo principalmente adotado pelos marxistas.
Os conservadores acreditam que a nação tende a ser mais estável e produtiva na medida em que o domínio da propriedade privada é extendido. Ideologias totalitárias, como as revolucionárias, tendem a ir na contramão deste princípio.
Oitavo, os conservadores promovem comunidades voluntárias, assim como se opõem ao coletivismo involuntário.
Nesse caso, podemos explicar perfeitamente um exemplo da aplicação de idéias revolucionárias dos neo ateus. Imaginem que nós, em nossa sociedade, temos várias comunidades voluntárias. As nossas religiões são assim, e nos organizamos da mesma forma, assim como temos várias outras formas de organização. Isso surge de forma natural e não impositiva.
Neo ateus não raro surgem com idéias, que devem ser aplicadas de forma IMPOSITIVA (e não de forma voluntária), para atacar tais tipos de comunidades.
Eles agem exatamente da mesma forma que o marxista, tentando transferir a organização das comunidades civis para iniciativas do estado.
Ou seja, não há respeito pelas comunidades voluntárias, pois elas podem ir contra os objetivos da idéia utópica prometida. Então, eles sugerem comunidades impostas a partir de cima. De preferência, do estado. Não é raro neo ateu sugerir a “intervenção do estado” para diminuir a influência religiosa e a sugestão de comunidades ecumênicas. Seria isso iniciativa comunitária voluntária? Claro que não. É imposição ideológica de um grupo sobre o outro, de preferência feita pelo estado.
Nono, o conservador percebe a necessidade de uma prudente contenção do poder e das paixões humanas.
Segundo Kirk, “politicamente falando, poder é a capacidade de se fazer aquilo que se queira, a despeito da aspiração dos próprios companheiros”. Os conservadores temem, então, por um estado que concentre demais o poder. E, em caso de concentrações de poder, que estes estejam abaixo de um julgamento a partir de um padrão absoluto de moral, e não das paixões humanas.
É por isso que o estabelecimento de ideologias totalitárias, que são baseadas em ideologias puramente retóricas, são contra esse princípio.
O exemplo de Daniel Dennett é evidente. Ele, como neo ateu, sugere que o estado decida quais religiões as pessoas devem seguir, e imposições devem ser feitas se for considerado, a partir de um poder central, que uma religião não é adequada. O que é isso senão uma paixão humana dele (Dennett), que deve ser imposta para cima dos outros, com o uso do poder? Não que ele tenha conseguido o seu intento (ainda), mas a mera intenção dele, divulgada no livro “Quebrando o Encanto”, já é um sintoma de que um neo ateu pode nem sequer pensar em contenção do poder e das paixões humanas (no caso, a sua). Perguntem por aí aos neo ateus que o leram como eles apóiam a idéia de Dennett. Posso apostar que o apoio é praticamente irrestrito por parte deles. Torna-se extremamente perigoso por isso.
Décimo, o pensador conservador compreende que a estabilidade e a mudança devem ser reconhecidas e reconciliadas em uma sociedade robusta.
O conservador jamais se opõe às melhorias da sociedade, embora ele suspeite a princípio de “idéias miraculosas”, pelos motivos anteriormente citados. Uma mistura de manutenção do estabelecido, com melhorias contínuas, é a chave para a sociedade em seu contínuo aprimoramento.
A grande diferença é que o conservador, segundo Kirk, “é a favor de um razoável e moderado progresso, se opondo ao culto ao progresso”. A idéia disso é que os adeptos do “culto ao progresso” tendem a crer que tudo que é novo é necessariamente superior a tudo que é velho, caindo na falácia do ad novitatem.
Um exemplo, no caso dos neo ateus, é tratar tudo que é defendido como eles como “idéias iluminadas” (criaram até um grupo chamado “brights”), e outras eras, principalmente a Era Medieval, como “era das trevas”.
Qualquer pessoa minimamente racional perceberia que o fluxo de conhecimento da espécie humana é contínuo, portanto não haveria motivo para uma era se tornar a “era do conhecimento”, em oposição a um passo anterior, “o do desconhecimento”, e sim aceitar o óbvio, que é a noção de que o conhecimento é incremental.
Enfim, esses são os 10 princípios do conservadorismo. E em praticamente todos eles encontramos exemplos evidentes da antítese dos mesmos observadas em pessoas da mente revolucionária. Em nosso caso, os exemplos são vistos nos neo ateus.
Conclusão
Está claro então que não é difícil mapear a mentalidade revolucionária, que é uma variação da interpretação delirante. Desde meados do século 15, tem sido padrão atribuir a autores que sofrem de interpretação delirante o status de pensadores ou filósofos. Com isso, progressivamente, a tendência à interpretação delirante, principalmente na forma da mentalidade revolucionária, tem aumentado, atingindo o seu ápice após a implementação do marxismo, e também das divulgação dos primeiros autores pré-neo ateus, como Nietzsche, Feuerbach e outros. O neo ateísmo, finalmente solificado como a ideologia principal dos ateus que possuem a mentalidade revolucionária, se materializou como movimento a partir das inspirações iniciais de Bertrand Russell, mas se tornou finalmente movimento cultural com Sam Harris, Daniel Dennett, Christopher Hitchens e Richard Dawkins. Os adeptos destes escritos desmontram todos os principais aspectos da mentalidade revolucionária, da mesma forma que se opõem aos princípios da mentalidade conservadora. Esse feedback, fornecido por essa análise, nos permitirá entender melhor os conceitos que abordaremos nas 3 próximas partes deste ensaio, que são, respectivamente, o estudo do marxismo cultural, dos estágios de subversão e da estratégia Gramsciana.
(*) Alguns poderão dizer que nem todo o neo ateu é marxista. Isso é verdade. Mas não é preciso que o neo ateu seja um marxista para compartilhar de ideais revolucionários nascidos na mesma fonte e atendendo aos mesmos objetivos. Tratarei deste assunto com mais profundidade na parte 3, em que falarei do marxismo cultural.

Acauã
Repare que Vanderlei, de certa forma, trata Jesus Cristo e Deus como se fossem a MESMA PESSOA DE FORMA EXTREMAMENTE LITERAL. Eu não entrei em detalhes na minha resposta a essa pergunta maldosa dele afim de não dizer nenhuma bobagem – e mesmo que eu explicasse tintim por tintim para ele, ele iria ficar de gracinha. Mas creio que ao fazer isso, eu disse besteira pelo visto. Peço perdão pelo engano que eu ocasionei, ainda que causado por uma pergunta sem pé nem cabeça do sujeito que só tinha por objetivo a ridicularização pura e simples.
Entendi perfeitamente, não há que se desculpar. Eu é que peço desculpas se me fiz entender de maneira equivocada.
O fato é que trolls, como o Vanderlei, fazem um fuzuê que só atrapalham. Por isso, ele vai ficar de molho um tempo.
Grande abraço meu amigo,
LH
lucianohenrique
abril 25, 2010 em 8:09 pm
Olá Luciano. Ainda que tenha respondido às objeções do Vanderlei, permita-me responder também já que ele se dirigiu à mim uma última vez:
Olha Acauã,
Não tenho a intenção de ofendê-los, principalmente porque entrei aqui na “casa” de vocês sem ser convidado. Me desculpe.
Eu te desculparia se desde o início da sua participaçãoaqui você não nos ofendesse desnecessariamente. Mas desde o início você tem chamado TODOS os teístas aqui do blog de delirantes. Se isso para você não é ofensa, vejamos as palavras que você pegou os significados abaixo:
No entanto, sou neo-ateu, e você me chamou de delirante, e depois de demente, o que eu discordo nos dois casos pelos seguintes motivos:
- No dicionário Aurélio, temos a seguinte definição de delírio: “Distúrbio mental caracterizado por idéias que contradizem a evidência, e são inacessíveis a crítica. Exaltação do espírito, desvairamento.”
- E demência: “Designação genérica de deterioração mental.”
Ora, no caso do “delírio”, a definição encaixa-se perfeitamente nos indivíduos religiosos, como vocês.
“Como a gente”. Viram só pessoal. Isso é TÁTICA LENINISTA PURA! Além de delírio de interpretação. Para Vanderlei, não é insulto algum eles nos chamar de delirantes e dementes, mas o contrário é – quando é justamente esses epitetos que se aplicam a ele.
Não há evidência da existência de nenhum dos mais de 60.000 deuses criados pelo homem. Se houvesse uma evidência de que qualquer um deles fosse verdadeiro, não estaríamos aqui discutindo nada.
60.000 mil? Já ouvi falar de uns 8.000 mil, mas isso não importa. Agora, nós não estaríamos nem discutindo coisas como “quem é mais legal? Zeus ou Odin”? A pergunta é idiota eu sei (eu tenho auto-crítica viu?), mas é que você colocou que “nós não estaríamos discutindo nada“…
O ateu não crê nada.
Isso é niilismo meu filho, e nem o niilismo é definido de uma forma tão bizonha como você definiu o ateísmo – que é a descrença e DEUSES. Será que nem a definição de ateísmo que você professa você sabe? Jesus…
Nós nos baseamos em provas, e somente a ciência apresenta provas.
Só a ciência apresenta provas? Para tudo na vida? Isso tem outro nome viu: cientificismo. É uma crença NADA bonita, diga-se…
E, melhor ainda, a ciência apresenta resultados concretos, e vocês delirantes, não tem como negar.
Tem sim: com outros fatos científicos – mas não só – que refutam asserções anteriores. Que desastre cara, você entende menos de ciência do que eu, que sou fraco nisso…
Vocês fazem malabarismos filosóficos na tentativa de deixas suas crenças inacessíveis as críticas.
Primeiro, é “deixaR”, não “deixas”. Segundo, os “malabarismos” na filosofia e também na teologia tem como um de seus objetivos RESPONDER críticas quando possível ou REFORMULAR assertivas outrora errôneas. Inacessíveis à crítica é o cazzo!
Exaltam o espírito, mas não sabem nem o que é um espírito.
O que é um espírito, uma alma?
Defina.
Vai ler um pouco de filosofia QUE PRESTE e para de fazer essas perguntas vagabundas para a gente, pelamódedeus. A distinção entre espírito e alma já existia desde a Grécia Antiga, se não antes…
Falou professor Pasquale, você errou um pouquinho, e eu sou completamente errado, humildade é mesmo uma grande qualidade cristã. Sabichão……
Apelou perdeu. Eu disse que “não queria justificar meu erro”, mas mesmo assim meu leve engano não se comparou ao seu, que não o admitiu. Como não tem admitido nada até agora.
Fui no segundo link que você indicou, e o que encontrei lá?
Somente blá, blá, blá. Tentativas frustradas de refutar o irrefutável: Jesus Cristo é uma invenção humana. Cópia descarada de mitos e religiões mais antigas.
1°) Por que não foi no primeiro link?
2°) Dizer que o segundo só tem “blá blá blá tentando refutar o irrefutável” SEM ARGUMENTOS provando isso não prova nada – só prova que o Coringa é um filho da puta
(Err… mil perdões pelo meu “momento Desciclopédia”…)
Ou você vai me dizer que o cristianismo é a primeira religião criada?
Ih, ô o delírio nervoso atacando o sujeito. Vai por mim cara, nem quem ache que só o Cristianismo preste e as outras religiões não (não é o meu caso e nem é o de um bom punhado de gente aqui no blog, eu garanto) vai dizer uma asneira dessas. Epic fail para você.
Ou você vai me dizer que os hebreus não tiveram contato com os povos vizinhos?
Que não absorveram nada daquelas culturas?
Houve períodos históricos dos hebreus em que eles absorveram IDOLATRIAS de povos vizinhos e essas idolatrias ferraram com a organização social hebreia obrigando a intervenção Divina para salvar seu próprio povo da AUTO-destruição. Mas, de novo, pra quê que eu estou lhe dizendo isso eu não sei, já que certamente isso não significa nada para você que só fica grunhindo baboseiras à torto e direito…
Pelo jeito você só está querendo se enganar, e enganar outros delirantes.
Pra quê que eu iria querer enganar outros JÁ enganados? Isso eu deixo para vocês neo ateus, que urram para qualquer besteira neo ateísta como se fosse o supra-sumo da racionalidade humana…
Não há qualquer prova da existência de Jesus Cristo na história. Os romanos e os historiadores da época nada registraram desse indivíduo. E deveriam ter registrado, caso os fatos fossem verídicos.
Já leu, no mínimo, Flávio Josefo por acaso meu filho?
Há, há, há…… Estou morrendo de rir……
Definitivamente você é hilário……
Pois eu não estou achando graça nenhuma da sua demência orgulhosa. Casos assim precisam de anos de tratamento viu?
Mais malabarismos filosóficos….
Seu livro sagrado é tão incoerente, que permite tantas interpretações divergentes. Prova disso é a infinidade de denominações cristãs, todas com interpretações próprias do livro sagrado.
Se seus deuses existissem, não deveriam ter explicado claramente a todos a interpretação correta?
O nosso Deus não é um totalitário que exige que todos tenham a mesma visão, a mesma compreensão, o mesmo comportamente nem nada do tipo.
Mesmo essas divergências de interpretações da Bíblia – assim como de QUALQUER outro livro, diga-se – seguem certas OBJETIVIDADES que não comprometem os ensinamentos bíblicos em um todo. Tirando as heresias presentes em qualquer círculo religioso – sendo heresias desvios TOTALMENTE errôneos de doutrina -, não há diferenças gritantes entre um católico e um ortodoxo, um luterano e um calvinista e outros, que não os façam adorar um mesmo Deus e um mesmo Salvador. Isso não vai adiantar de nada para você, mas é bom dizer isso ainda assim.
Na verdade vocês conversam com seres imaginários. Alguns de vocês até ouvem vozes dentro da mente.
Isso tem um nome: esquizofrenia (demência).
Tá, mas mostrar PROVAS disso que é bom…
E no entanto não resolve nada. Continuamos com todas as misérias e sofrimentos humanos.
Rezem com mais “força”. Talvez seus deuses não estejam ouvindo. Peçam para que eles acabem com o mal definitivamente.
Eu ficaria muito grato, pois detesto o mal em todas as suas formas.
Nós teístas viramos politeístas agora para termos DEUSES ao invés de DEUS? Isso é esperneio puro seu!
E outra: desde quando se reza só quando se tem problemas ou aflições? E os que rezam só para agradecer ou para manter um diálogo com Deus? Muitos teístas não são tão interesseiros quanto você pensa meu caro e não rezam só pelo sofrimento do mundo.
À propósito, se você detesta TODAS as formas de mal, por que se comporta desse jeito vergonhoso e insultoso. Ao menos que isso PARA VOCÊ não seja mal…
Não adianta querer inverter o ônus da prova. Vocês que afirmam que deus existe é que tem que provar.
Não adianta VOCÊ quere escapar do ônus da prova da SUA alegação, seu covarde! Você que afirma essas coisas e não apresenta provas? Que merda de debatedor é você?
Aliás, porque seu deus precisa que vocês o defendam?
Ele não pode aparecer e fazer isso sozinho?
Então nós não temos o direito e defendê-Lo em Seu nome, é isso? Larga a mão de ser infantil moleque, ninguém aqui defende Deus por necessidade, mas sim POR GOSTO (pelo menos é esse o meu caso).
Vocês é que amedrontam as pessoas com suas crenças. Seu livro sagrado está recheado de culpas e condenações.
Parece que têm que impor pelo medo o que não conseguem pela razão.
“Nós” vírgula. Eu não amedronto ninguém com minhas crenças de forma OBJETIVA. Nenhum dos padres da Igreja antiga pregavam o medo como forma de conversão porque eles sabiam que isso era covardia e em nada adiantaria.
Não há esse sentido de culpa na Bíblia tal qual você usa essa palavra, e as condenações contidas nela – bem menores do que vocês neo ateus apregoam, diga-se de passagem – tem motivo e razão. Gente FRESCA como você que fica horrorizado por qualquer motivo e acha que os acusados é quem tem razão, desde que eles estejam de acordo com seus interesses é claro…
Tem razão. O mito do inferno não foi copiado pelos hebreus. Foi absorvido pelos cristãos na confecção da nova religião, que substituiria (sem sucesso) o judaísmo.
Ah, então você admite que eu estava certo quanto à questão do submundo né? Obrigado.
Agora, substituir em que sentido? Acabando com o Judaísmo e fazendo prosperar SÓ o Cristianismo. Meu caro, isso NUNCA se passou pela cabeça nem de Jesus nem de São Paulo… Vá estudar!
Vocês não tem provas de que suas crenças são verdades. De novo, você está tentando inverter o ônus da prova.
De novo VOCÊ tentando escapar do ônus da prova da SUA alegação, seu frangote! xD
Jesus existe?
Onde ele está?
Nem eu nem ninguém temos obrigação alguma em lhe dar essa resposta.
Porque não se mostra “indubitavelmente” para toda a humanidade?
Porque se esconde de nós?
Aprendeu essa palavra “indubitavelmente” comigo né? E pra quê que você queria que Jesus aparecesse na sua frente? Para apedrejá-lo? Isso é só emisse sua.
Quatro bilhões de pessoas no mundo não conseguem ver provas de que seu deus é o verdadeiro.
Estarão todas essas pessoas enganadas?
Você não sabe nada de profundo das outras crenças religiosas tradicionais né? Se não vejamos:
-Os muçulmanos acreditam em Jesus Cristo. A posição dele é até MAIS ELEVADA que a do próprio Maomé no próprio Alcorão, onde Nosso Senhor Jesus Cristo é denominado como “Seyyed Isa”
-Os hindus crêem que Cristo é um avatar de Krishna
-Budistas tem o mesmo respeito para com Jesus como eles tem para com Buda
-Não são todos os judeus que descrêem mesmo da existência de Jesus Cristo. Para a grande maioria do judeus, Jesus apenas NÃO É o Messias que eles aguardam
Isso sem falar em taoístas, confucionistas e xintoístas que podem muito bem crer em Jesus Cristo. Como você pode ir falando tão apressadamente desse punhado de gente estar “errada” segundo achismo delirante seu?
Ah, nenhuma dessas pessoas levam à sério a descrença ateísta. Desculpa aí viu…
Você não vê inteligência e integridade nesses homens porque não quer…..
Prefere dar ouvidos a padres pedófilos, pastores déspotas e ladrões, aiatolás/mulás assassinos terroristas, estes sim, no seu entender tem “integridade” e “inteligência”.
1°) Como eu posso crer na integridade e inteligência de um Sam Harris quando este advoga a destruição TOTAL do Oriente Médio por armas nucleraes na guerra ao terror ou na inteligência e integridade de um Christopher Hitchens em sua defesa aos expurgos leninistas e na sua falácia de que Martin Luther King não era cristão no final das contas?
2°) Decida-se: eu dou ouvidos à padres pedófilos OU pastores déspotas e ladrões OU aiatolás/mulás assassinos? Não dá nem pelo meu segmento religioso dar ouvido à TODOS eles. Mas tipo, eu não me lembro de dar ouvidos a um Osama Bin Laden, um Khomeini, um Pedir Maiscedo, um Silas Malafalha, um Missiotário J.R.R.P.Q.P.F.D.P. Soares, um César Bórgia, um Richard Dawkins… Ah esse último você dá ouvidos né?
Ótimo, continue confiando nesse “Projeto” mau e excludente, que exige que as pessoas neguem-se a si mesmas, e que se anulem completamente em prol de seus algozes.
Eu podia fazer mais uma longa argumentação à respeito desse esperneio seu, mas vou me ater a um questionamento só: isso é um problema MEU ou SEU?
Minha honestidade intelectual nunca exigiu que um filho meu se dobre de joelhos para falar comigo.
Perguntar não ofende: nem que ele fosse um “delirante” religioso como nós aqui no blog?
Meu amor pelos seres humanos é maior que o seu e o de seu deus, pois se me fosse possível, criaria um mundo perfeito, sem dor, sem sofrimento, sem medo, sem tristeza.
Se seu deus existisse e fosse capaz, este mundo seria diferente. Bem diferente…
1°) Tem como comprovara esse amor seu de forma CIENTÍFICA de que ele é maior que o meu e o de Deus, que não é minha propriedade para chamar de “meu”? Olha que isso vai ser difícil viu, mesmo com todo seu cientificismo…
2°) Muitos já tentaram criar esse mundo perfeito no passado e o resultado final foi bem oposto viu. Sua IDEOLOGIA neo ateísta é só a mais nova vertente desse utopismo que, se não for detido, vai ausar mais mal que bem ao mundo daqui a alguns anos…
3°) Sabe de uma coisa, você está simplesmente tirando o seu da reta. NÓS somos culpados pelo sofrimento no mundo, mas gente como você só sabe por a culpa em terceiros (no seu caso, Deus). Isso tem nome: HIPOCRISIA (Aliás, você tem sido hipócrita desde o início de sua conversa comigo)
Você não está nem aí para nada mesmo. É bem típico dos piedosos cristãos………
Eu não estou nem aí mesmo para alguém como você que não quer se salvar – e não estou falando sequer em um sentido religioso.
Na verdade, tem algo em você que me preocupa: me preocupa que em sua BURRICE você se torne,de repente, em um teísta. Já tem idiota demais no teísmo que só serve para dar “argumento” para gente mau-caráter como você. Pra quê eu iria querer alguém como você do mesmo lado meu?
A verdade, quando aparece, muda tudo.
Não muda a vontade das pessoas de aceitá-la ou não, isso eu garanto.
Inversão do ônuas da prova de novo?
Já está ficando cansativo.
Cansativa é a sua incomensurável covardia em fugir do ônus da prova da SUA alegação. À propósito, não tem nenhum “a” na palavra “ônus”. Um revisor ortográfico do word lhe cairia bem.
E se você se sentiu ofendido por algo que eu lhe disse aqui, ÓTIMO! Era para ficar ofendido mesmo, seu pulha! Com gente como você é mais que compreensível comportamento do Luciano contigo…
——————————————————
Por falar em Luciano (você mesmo, dono deste blog):
Isso é uma interpretação delirante e maldosa sua que joga detalhes certos só para fazer uma alegação maliciosa. O fato de Jesus e Deus serem Um não significa que eles são a mesma pessoa ou que sequer ele sejam uma pessoa como nós entendemos científicamente…
Isso, Luciano, FUI EU quem escrevi ao Vanderlei baseado nessa pergunta pra lá de maldosa dele:
No seu livro sagrado. Vocês não dizem que a virgem concebeu pelo espírito santo?
Ele mesmo depois alegou ser o filho de deus, e que ele e o pai eram um (com o espírito santo fazendo parte da trindade).
Repare que Vanderlei, de certa forma, trata Jesus Cristo e Deus como se fossem a MESMA PESSOA DE FORMA EXTREMAMENTE LITERAL. Eu não entrei em detalhes na minha resposta a essa pergunta maldosa dele afim de não dizer nenhuma bobagem – e mesmo que eu explicasse tintim por tintim para ele, ele iria ficar de gracinha. Mas creio que ao fazer isso, eu disse besteira pelo visto. Peço perdão pelo engano que eu ocasionei, ainda que causado por uma pergunta sem pé nem cabeça do sujeito que só tinha por objetivo a ridicularização pura e simples.
Acauã K.
abril 25, 2010 em 7:45 pm
Se estivéssemos na grécia antiga, certamente Vanderlei seria como uma espécie de teofânia de Hipnos, o deus do sono! Seu texto é pior que morfina… vou imprimir pra ler quando estiver com insônia.
Eu até ia me dar ao trabalho de respondê-lo, mas depois do que o Luciano já fez… poupou um tempo precioso!
Att
Francisco
francisco razzo
abril 25, 2010 em 5:43 pm
Vanderlei,
Não há como discutir com um louco como você. Na parte 10 da série “Desvendando a Ilusão do Neo Ateísmo” falarei da sociopatia, característica de todos os neo ateus (como você). Uma das 7 qualificações da sociopatia está definida assim: “Tendência para enganar, indicada por mentir repetidamente, usar nomes falsos ou ludibriar os outros para obter vantagens pessoais ou prazer;”
Logo, não há debate com seres do seu nível, apenas o estudo do seu comportamento.
Vejamos:
Não tenho a intenção de ofendê-los
Aqui é já a ausência de auto crítica. Veremos que o discurso dele o contradiz.
- No dicionário Aurélio, temos a seguinte definição de delírio: “Distúrbio mental caracterizado por idéias que contradizem a evidência, e são inacessíveis a crítica. Exaltação do espírito, desvairamento.”
- E demência: “Designação genérica de deterioração mental.”
Perfeitas características para o neo ateu, pois ele acredita que a crença em Deus JÁ É comprovadamente falsa. Não sei como ele conseguiu provar isso. Mas ele não tem capacidade de auto crítica, como veremos…
Ora, no caso do “delírio”, a definição encaixa-se perfeitamente nos indivíduos religiosos, como vocês.
Não há evidência da existência de nenhum dos mais de 60.000 deuses criados pelo homem. Se houvesse uma evidência de que qualquer um deles fosse verdadeiro, não estaríamos aqui discutindo nada.
O ateu não crê nada.
Vejam a quantidade de erros.
Na primeira frase ele definiu ‘todos’ indivíduos religiosos como delirantes. Para isso ele teria que PROVAR a falsidade de todas as religiões. Não há evidência disso.
Em seguida ele diz que “não há evidência da existência de nenhum dos mais de 60.000 deuses”. Ué, aqui ninguém acredita em 60,000 deuses, mas em um, portanto, o delírio dele fica mais evidente.
Ele ainda aposta que “se algum fosse verdadeiro, não estaríamos discutindo”. Ou seja, a falácia da credulidade pessoal. Ele define o real ou não a partir do que ele acredita. Isso é um estágio avançado de demência dele.
Em seguida, ele diz “ateu não crê nada”, em que ele manipula o termo ateu, que é “ausência de crença em Deuses”, e não “ausência de crença em nada”.
Nós nos baseamos em provas, e somente a ciência apresenta provas. E, melhor ainda, a ciência apresenta resultados concretos, e vocês delirantes, não tem como negar.
Louco de pedra. Ele primeiro diz “nós nos baseamos em provas”, mas não prova isso. Em seguida diz que “só a ciência apresenta provas”, usando o cientificismo já refutado várias vezes aqui. O cara entra em duelo e nem lê o blog? É claro que não postará mais, por estar fazendo com que percamos nosso tempo.
Em seguida, apenas o sintoma da lavagem cerebral que ele sofreu, continuando a crer que ciência é oposta a religião.
Vocês fazem malabarismos filosóficos na tentativa de deixas suas crenças inacessíveis as críticas.
Outra estupidez. Se há discussões filosóficas, então já se consideram as CRÍTICAS. Se as crenças fossem inacessíveis às críticas, então nem filosofar sobre elas seria permitido.
Notaram que eu afirmei que neo ateu não tem auto crítica?
Fui no segundo link que você indicou, e o que encontrei lá?
Somente blá, blá, blá. Tentativas frustradas de refutar o irrefutável: Jesus Cristo é uma invenção humana. Cópia descarada de mitos e religiões mais antigas.
Aqui é crítica sem especificação, portanto não refuta o que o Acauã apresentou.
Isso é uma interpretação delirante e maldosa sua que joga detalhes certos só para fazer uma alegação maliciosa. O fato de Jesus e Deus serem Um não significa que eles são a mesma pessoa ou que sequer ele sejam uma pessoa como nós entendemos científicamente…
Como é? O cara está confundindo o termo “pessoa” no sentido orgânico? Pirou de vez…
Mais malabarismos filosóficos…. Seu livro sagrado é tão incoerente, que permite tantas interpretações divergentes. Prova disso é a infinidade de denominações cristãs, todas com interpretações próprias do livro sagrado.
Se seus deuses existissem, não deveriam ter explicado claramente a todos a interpretação correta?
Essa é uma argumentação novamente patética e infantil do Vanderlei. Ele está confundindo a existência de Deus, com necessidade de que todos interpretem igual. Obviamente, um raciocínio que não sobrevive à evidência.
O fato é que interpretações diferentes a respeito de um Deus não comprovam que TODAS as interpretações estejam erradas. Somente isso provaria inexistência de Deus.
Perdeu de novo…
Na verdade vocês conversam com seres imaginários. Alguns de vocês até ouvem vozes dentro da mente.
Isso tem um nome: esquizofrenia (demência).
Um exemplo de ateu que ouvia vozes:
Enfim… não comprovou “conversa com seres imaginários” nos religiosos em maior proporção em teístas que em ateus.
Aliás, Nietzsche ficou louco depois de ver um cavalo ser espancado. Vozes disseram para ele que isso iria ocorrer…
(continua…)
lucianohenrique
abril 25, 2010 em 5:18 pm
(continuaçao)
E no entanto não resolve nada. Continuamos com todas as misérias e sofrimentos humanos.
Aqui é o estratagema de ampliação indevida. Ele diz que prece só é válida se RESOLVER todas as misérias e sofrimentos humanos…
Não adianta querer inverter o ônus da prova. Vocês que afirmam que deus existe é que tem que provar.
Aliás, porque seu deus precisa que vocês o defendam?
Não. Se você diz que é imaginário, então tem que GARANTIR que ele não existe. Mas não conseguiu… E você nem percebeu o tamanho do seu erro.
Eu mesmo não defendo Deus. Uso a perspectiva agnóstica em debates, mesmo acreditando em Deus. O ônus da prova é teu.
Vocês é que amedrontam as pessoas com suas crenças. Seu livro sagrado está recheado de culpas e condenações.
Parece que têm que impor pelo medo o que não conseguem pela razão.
Aqui ele fracassa de novo, pois não há imposição na Bíblia, e sim livre arbítrio. Notaram que o Vanderlei não acerta uma sequer?
Vocês não tem provas de que suas crenças são verdades. De novo, você está tentando inverter o ônus da prova.
Jesus existe? Onde ele está? Porque não se mostra “indubitavelmente” para toda a humanidade? Porque se esconde de nós?
Quatro bilhões de pessoas no mundo não conseguem ver provas de que seu deus é o verdadeiro.
Estarão todas essas pessoas enganadas?
Joguete infantil demais. Primeiramente, ele pergunta onde “Jesus está”, mas não consegue dizer o que seria sequer o “se mostrar indubitavelmente”. Naturalmente, só truques de linguagem, mas nem um pouco racional. Em seguida, usa a pressuposição “por que se esconde?”.
Até aqui, portanto, não há um argumento racional sequer de Vanderlei. Em seguida, ele diz que “Quatro bilhões de pessoas no mundo não conseguem ver provas de que seu deus é o verdadeiro.”.
Ué, e muito mais pessoas no mundo não conseguem ver provas de que o ateísmo é verdadeiro. E?
Você não vê inteligência e integridade nesses homens porque não quer…..
“Inteligência e integridade” <- é um bando de sociopatas, mentirosos profissionais, que manipulam a linguagem e não conseguem estabelecer UM DIÁLOGO racional e ainda vem querer vender esse tipo de gente para nós?
Patéticos.
Em seguida ele diz: "Prefere dar ouvidos a padres pedófilos, pastores déspotas e ladrões, aiatolás/mulás assassinos terroristas, estes sim, no seu entender tem “integridade” e “inteligência”."
Prove que alguma vez eu dei ouvido a padre pedófilo…
O Vanderlei é um mentiroso, sem caráter e safado. Como eu tenho dito, os neo ateus não tem nem moral, e, pior, nem honra possuem…
Somente essa de sair acusando o oponente de "dar ouvido a padre pedófilo" é uma mostra da falta de caráter dele.
Ótimo, continue confiando nesse “Projeto” mau e excludente, que exige que as pessoas neguem-se a si mesmas, e que se anulem completamente em prol de seus algozes.
E o vagabundinho Vanderlei quer ser o salvador nosso né? Eu não tenho algoz algum, chore você o quanto quiser, em sua falta de dignidade. Característica que lhe é inerente.
Minha honestidade intelectual nunca exigiu que um filho meu se dobre de joelhos para falar comigo. Meu amor pelos seres humanos é maior que o seu e o de seu deus
Primeiramente eu nunca exigi que um filho meu também se dobre de joelhos. Então, não venha com joguetes psicológicos aqui, que não vai colar. O seu “amor pelos seres humanos” é tanto que você entra aqui e mente sobre os religiosos sem sequer conhecê-los.
Sua atitude é de criminoso. Você não é confiável em aspecto nenhum. Pelo seu comportamento visto aqu, qualquer puta de rua vale mais do que você. Por isso você não vai postar mais aqui. Tu não tem caráter para conviver entre seres humanos que dialogam normalmente.
Eu respeito ateus, agnósticos, islâmicos, judeus, protestantes, enfim, todos… a priori. Gente da sua laia, como os seus amigos neo ateus, não merecem respeito algum. Se você queria direito de arena, deixemos que todos aqui notem o nível de moral e honra que você tem. Ou seja, nenhum. E ainda quer vir dizer que tem “amor pelos seres humanos”? Vai tomar no olho do seu c*…
se me fosse possível, criaria um mundo perfeito, sem dor, sem sofrimento, sem medo, sem tristeza.
Ah, está explicada a sociopatia dele. É a tal mente revolucionária…
lucianohenrique
abril 25, 2010 em 5:18 pm
Ô xororó viu? Mas vem cá, nós criamos tudo isso, eu incluso? Onde? Quando? Como? Foi uma criação em conjunto que todo mundo fez ao mesmo tempo? Desculpa perguntar, mas é que sua “argumentação” ficou meio ambígua em um sentido que pode até significar que eu e mais as pessoas aqui do blog criamos do nada uma religião desde sempre. Eu não estou lembrado disso e creio que eu por exemplo não teria capacidade de criar algo que está acima de mim…
Ah sim, caso você não explique o que quis dizer, vou considerar o seu caso demência pura.
Olha Acauã,
Não tenho a intenção de ofendê-los, principalmente porque entrei aqui na “casa” de vocês sem ser convidado. Me desculpe.
No entanto, sou neo-ateu, e você me chamou de delirante, e depois de demente, o que eu discordo nos dois casos pelos seguintes motivos:
- No dicionário Aurélio, temos a seguinte definição de delírio: “Distúrbio mental caracterizado por idéias que contradizem a evidência, e são inacessíveis a crítica. Exaltação do espírito, desvairamento.”
- E demência: “Designação genérica de deterioração mental.”
Ora, no caso do “delírio”, a definição encaixa-se perfeitamente nos indivíduos religiosos, como vocês.
Não há evidência da existência de nenhum dos mais de 60.000 deuses criados pelo homem. Se houvesse uma evidência de que qualquer um deles fosse verdadeiro, não estaríamos aqui discutindo nada.
O ateu não crê nada.
Nós nos baseamos em provas, e somente a ciência apresenta provas. E, melhor ainda, a ciência apresenta resultados concretos, e vocês delirantes, não tem como negar.
Vocês fazem malabarismos filosóficos na tentativa de deixas suas crenças inacessíveis as críticas.
Exaltam o espírito, mas não sabem nem o que é um espírito.
O que é um espírito, uma alma?
Defina.
Sim, vamos ao que você julga serem respostas acachapantes…
1°) Não é querendo justificar meu erro, mas eu me esqueci de uma letra que não prejudicou o entendimento da palavra. Já você errou uma palavra – e com acento – que comprometia ainda que minimamente toda uma construção frasal, capisce?
Falou professor Pasquale, você errou um pouquinho, e eu sou completamente errado, humildade é mesmo uma grande qualidade cristã. Sabichão……
2°) Ih, mas esse papinho de comparar Jesus com personagens mitológicos logo de cara? Assim você me desanima. Os dois links aí embaixo são um excelente começo para refutar esse estratagema repetitivo de papagaio seu:
http://www.firstthings.com/article/2007/10/002-are-the-gospels-mythical-11
http://www.apologia.com.br/?p=240
Fui no segundo link que você indicou, e o que encontrei lá?
Somente blá, blá, blá. Tentativas frustradas de refutar o irrefutável: Jesus Cristo é uma invenção humana. Cópia descarada de mitos e religiões mais antigas.
Ou você vai me dizer que o cristianismo é a primeira religião criada?
Ou você vai me dizer que os hebreus não tiveram contato com os povos vizinhos?
Que não absorveram nada daquelas culturas?
Pelo jeito você só está querendo se enganar, e enganar outros delirantes.
3°) Olha, eu não sabia que Jesus era um mito inventado. Que tal você praticar todo seu Humanismo Secularista provando concretamente para mim que Jesus é uma farsa? Ficarei no aguardo…
Não há qualquer prova da existência de Jesus Cristo na história. Os romanos e os historiadores da época nada registraram desse indivíduo. E deveriam ter registrado, caso os fatos fossem verídicos.
4°) É Brahma,e não Brhama e por favor não confundir com a marca de cerveja…
Há, há, há…….. Estou morrendo de rir…….
Definitivamente você é hilário……..
Isso é uma interpretação delirante e maldosa sua que joga detalhes certos só para fazer uma alegação maliciosa. O fato de Jesus e Deus serem Um não significa que eles são a mesma pessoa ou que sequer ele sejam uma pessoa como nós entendemos científicamente…
Mais malabarismos filosóficos….
Seu livro sagrado é tão incoerente, que permite tantas interpretações divergentes. Prova disso é a infinidade de denominações cristãs, todas com interpretações próprias do livro sagrado.
Se seus deuses existissem, não deveriam ter explicado claramente a todos a interpretação correta?
1°) “Chame do que quiser” um escambau meu filho. Você tem de definir exatamente o que você quis dizer até para o bem do debate (se é que estamos tendo um): nós teístas oramos para ou praticamos telepatia com Deus?
Na verdade vocês conversam com seres imaginários. Alguns de vocês até ouvem vozes dentro da mente.
Isso tem um nome: esquizofrenia (demência).
2°) E os que rezam/oram através de sons labiais ou mesmo outras formas. Teresinha de Jesus mesmo, se não me engano, dizia que um olhar para o Céu sem nenhuma oração direta já podia ser uma prece verdadeira…
E no entanto não resolve nada. Continuamos com todas as misérias e sofrimentos humanos.
Rezem com mais “força”. Talvez seus deuses não estejam ouvindo. Peçam para que eles acabem com o mal definitivamente.
Eu ficaria muito grato, pois detesto o mal em todas as suas formas.
3°) Tem como você provar irrefutavelmente que Deus é “o nosso amigo imaginário”?
Não adianta querer inverter o ônus da prova. Vocês que afirmam que deus existe é que tem que provar.
Aliás, porque seu deus precisa que vocês o defendam?
Ele não pode aparecer e fazer isso sozinho?
1°) Você está é fazendo uma afirmação sem provas de que serão bilhões que irão ser condenados para toda a eternidade. Como você sabe disso eu não faço idéia. Talvez você tenha Onisciência e eu não saiba…
Vocês é que amedrontam as pessoas com suas crenças. Seu livro sagrado está recheado de culpas e condenações.
Parece que têm que impor pelo medo o que não conseguem pela razão.
2°) Engraçado, já que os primeiros hebreus não tinham crenças em lugares como Céu e Inferno. Isso só surgirá muito tempo depois e não será com Moisés. de qualquer forma, livre-me da ignorância – se puder – e me prove que todo esse conceito de Céu e Inferno foi copiado de cabo a rabo dos egípcios pelos hebreus. Ficarei no aguardo…
Tem razão. O mito do inferno não foi copiado pelos hebreus. Foi absorvido pelos cristãos na confecção da nova religião, que substituiria (sem sucesso) o judaísmo.
1°) Tem como você comprovar indubitavelmente se são ilusões as crenças nas quais confiamos?
Vocês não tem provas de que suas crenças são verdades. De novo, você está tentando inverter o ônus da prova.
Jesus existe?
Onde ele está?
Porque não se mostra “indubitavelmente” para toda a humanidade?
Porque se esconde de nós?
Quatro bilhões de pessoas no mundo não conseguem ver provas de que seu deus é o verdadeiro.
Estarão todas essas pessoas enganadas?
2°) Olha, pode até ser no caso de ateus tradicionais que não perdem o tempo deles militando contra as religiões e coisas concernentes à isso, mas no caso de neo ateus… Richard Dawkins crê que, se houver um criador por trás da Terra, serão alienígenas utilitários de uma variante do Darwinismo; Peter Atkins acredita na Onicompetência da ciência em todos os aspectos da vida humana e da Terra e isso sem falar da falta de ceticismo de neo ateus de forma geral (eu ainda tenho a esperança de encontrar um neo ateu com alguma inteligência e integridade, mas está difícil):
Você não vê inteligência e integridade nesses homens porque não quer…..
Prefere dar ouvidos a padres pedófilos, pastores déspotas e ladrões, aiatolás/mulás assassinos terroristas, estes sim, no seu entender tem “integridade” e “inteligência”.
3°) Não há como provar inteiramente a existência de Deus de forma científica (mas estudos concernentes à isso não faltam – apesar de nada ser muito decisivo), mas esse não é o foco principal na fé de teístas (cristãos, judeus, muçulmanos e outros) – fé essa que não se baseia em prova de existência, mas sim confiança nesse Projeto.
Ótimo, continue confiando nesse “Projeto” mau e excludente, que exige que as pessoas neguem-se a si mesmas, e que se anulem completamente em prol de seus algozes.
1°) Então quer dizer que você não liga se sua provocação é barata ou não? Só dá para concluir com isso que a honestidade intelectual é algo que não está nem de longe contigo…
Minha honestidade intelectual nunca exigiu que um filho meu se dobre de joelhos para falar comigo. Meu amor pelos seres humanos é maior que o seu e o de seu deus, pois se me fosse possível, criaria um mundo perfeito, sem dor, sem sofrimento, sem medo, sem tristeza.
Se seu deus existisse e fosse capaz, este mundo seria diferente. Bem diferente…..
2°) Eu não estou nem aí se você está aberto a mudar de opinião. Isso é problema seu, não meu. Ou você está achando que eu estou querendo converter você sendo que você de antemão não tem disposição voluntária de espírito para tal? Além do mais, quem tem de se virar nessa busca – se é que você está fazendo uma, o que eu duvido muito – é você, não eu.
Você não está nem aí para nada mesmo. É bem típico dos piedosos cristãos………
3°) Você já parou para pensar, por exemplo, em pessoas que acreditam em Deus mas mesmo assim O odeiam? A pergunta é meio nada a ver, mas pra quê que você quer provas concretas da existência de Deus? No que isso mudaria sua vida?
A verdade, quando aparece, muda tudo.
4°) Tem como você comprovar de fato de que carecemos de evidência em nossa crença e confiança em Deus?
Inversão do ônuas da prova de novo?
Já está ficando cansativo.
Vanderlei
abril 25, 2010 em 4:03 pm
Vanderlei, de novo:
(…)E esta vida já é difícil com tantos riscos e perigos reais. Não obstante a essa realidade, vocês criam perigos e riscos imaginários, numa mitologia povoada de seres inexistentes (deuses, demônios, anjos, almas).
Isso é que é demência.
Ô xororó viu? Mas vem cá, nós criamos tudo isso, eu incluso? Onde? Quando? Como? Foi uma criação em conjunto que todo mundo fez ao mesmo tempo? Desculpa perguntar, mas é que sua “argumentação” ficou meio ambígua em um sentido que pode até significar que eu e mais as pessoas aqui do blog criamos do nada uma religião desde sempre. Eu não estou lembrado disso e creio que eu por exemplo não teria capacidade de criar algo que está acima de mim…
Ah sim, caso você não explique o que quis dizer, vou considerar o seu caso demência pura.
Mas vamos às respostas:
Sim, vamos ao que você julga serem respostas acachapantes…
A palavra correta é “ressuscitou”. Você escreveu errado, tanto quanto eu numa frase abaixo.
Jesus Cristo sequer existiu, vocês estão crendo em um mito copiado de povos anteriores aos judeus, como os egípicios (Hórus, filho de Osíris), ou hindus (Krishna, filho de Bhrama), por exemplo.
Vocês sabem disso, mas preferem ter fé no que homens ignorantes do passado escreveram.
1°) Não é querendo justificar meu erro, mas eu me esqueci de uma letra que não prejudicou o entendimento da palavra. Já você errou uma palavra – e com acento – que comprometia ainda que minimamente toda uma construção frasal, capisce?
2°) Ih, mas esse papinho de comparar Jesus com personagens mitológicos logo de cara? Assim você me desanima. Os dois links aí embaixo são um excelente começo para refutar esse estratagema repetitivo de papagaio seu:
http://www.firstthings.com/article/2007/10/002-are-the-gospels-mythical-11
http://www.apologia.com.br/?p=240
3°) Olha, eu não sabia que Jesus era um mito inventado. Que tal você praticar todo seu Humanismo Secularista provando concretamente para mim que Jesus é uma farsa? Ficarei no aguardo…
4°) É Brahma,e não Brhama e por favor não confundir com a marca de cerveja…
No seu livro sagrado. Vocês não dizem que a virgem concebeu pelo espírito santo?
Ele mesmo depois alegou ser o filho de deus, e que ele e o pai eram um (com o espírito santo fazendo parte da trindade).
Isso é uma interpretação delirante e maldosa sua que joga detalhes certos só para fazer uma alegação maliciosa. O fato de Jesus e Deus serem Um não significa que eles são a mesma pessoa ou que sequer ele sejam uma pessoa como nós entendemos científicamente…
Chame do que quiser. Você rezam/oram através de pensamentos.
Na verdade estão conversando com seu amigo imaginário.
1°) “Chame do que quiser” um escambau meu filho. Você tem de definir exatamente o que você quis dizer até para o bem do debate (se é que estamos tendo um): nós teístas oramos para ou praticamos telepatia com Deus?
2°) E os que rezam/oram através de sons labiais ou mesmo outras formas. Teresinha de Jesus mesmo, se não me engano, dizia que um olhar para o Céu sem nenhuma oração direta já podia ser uma prece verdadeira…
3°) Tem como você provar irrefutavelmente que Deus é “o nosso amigo imaginário”?
No seu livro sagrado está escrito, muitos serão chamados, mas poucos escolhidos.
Ou eu estou inventando?
Além do mais, condenação, inferno, lago de fogo, etc, fazem parte da mitologia egípcia, fortemente copiada pelos hebreus.
1°) Você está é fazendo uma afirmação sem provas de que serão bilhões que irão ser condenados para toda a eternidade. Como você sabe disso eu não faço idéia. Talvez você tenha Onisciência e eu não saiba…
2°) Engraçado, já que os primeiros hebreus não tinham crenças em lugares como Céu e Inferno. Isso só surgirá muito tempo depois e não será com Moisés. de qualquer forma, livre-me da ignorância – se puder – e me prove que todo esse conceito de Céu e Inferno foi copiado de cabo a rabo dos egípcios pelos hebreus. Ficarei no aguardo…
Delírio é crer que ilusões são verdades, como vocês fazem.
Ateus ou neo-ateus preferem basear suas vidas na verdade. E a verdade é aquilo que pode ser comprovado por qualquer pessoa, independente de credo religioso.
Quando dizemos que o sol é quente, ou que as árvores são madeira, que a água é formada por duas moléculas de hidrogênio mais uma de oxigênio, qualquer pessoa na face da Terra, em de sã consciência, pode comprovar isso, e não importa se é cristão, muçulmano, budista, ou ateu.
Vocês não tem como provar que deus ou jesus existem, por isso chamam o que crêem de fé. Se houvessem provas, não seria mais fé.
1°) Tem como você comprovar indubitavelmente se são ilusões as crenças nas quais confiamos?
2°) Olha, pode até ser no caso de ateus tradicionais que não perdem o tempo deles militando contra as religiões e coisas concernentes à isso, mas no caso de neo ateus… Richard Dawkins crê que, se houver um criador por trás da Terra, serão alienígenas utilitários de uma variante do Darwinismo; Peter Atkins acredita na Onicompetência da ciência em todos os aspectos da vida humana e da Terra e isso sem falar da falta de ceticismo de neo ateus de forma geral (eu ainda tenho a esperança de encontrar um neo ateu com alguma inteligência e integridade, mas está difícil):
http://neoateismodelirio.wordpress.com/2010/02/04/a-terrivel-contradicao-do-neo-ateu-abandono-do-ceticismo/
3°) Não há como provar inteiramente a existência de Deus de forma científica (mas estudos concernentes à isso não faltam – apesar de nada ser muito decisivo), mas esse não é o foco principal na fé de teístas (cristãos, judeus, muçulmanos e outros) – fé essa que não se baseia em prova de existência, mas sim confiança nesse Projeto.
Provocação barata ou não, digo que estou disposto a mudar de opinião a qualquer momento, se provas concretas forem apresentadas da existência de qualquer deus. Infelizmente, vocês não tem a mesma tendência, e insistem em suas posições mesmo diante da completa falta de evidências de que suas crenças são verdades.
1°) Então quer dizer que você não liga se sua provocação é barata ou não? Só dá para concluir com isso que a honestidade intelectual é algo que não está nem de longe contigo…
2°) Eu não estou nem aí se você está aberto a mudar de opinião. Isso é problema seu, não meu. Ou você está achando que eu estou querendo converter você sendo que você de antemão não tem disposição voluntária de espírito para tal? Além do mais, quem tem de se virar nessa busca – se é que você está fazendo uma, o que eu duvido muito – é você, não eu.
3°) Você já parou para pensar, por exemplo, em pessoas que acreditam em Deus mas mesmo assim O odeiam? A pergunta é meio nada a ver, mas pra quê que você quer provas concretas da existência de Deus? No que isso mudaria sua vida?
4°) Tem como você comprovar de fato de que carecemos de evidência em nossa crença e confiança em Deus?
P.S.: Luciano, ocorreu um probleminha quando eu digitei essa resposta pela primeira vez como deve ter reparado. Seria muito pedir para apagar a postagem minha abaixo e deixar essa aqui? Obrigado e desculpe o transtorno
Acauã K.
abril 23, 2010 em 7:53 pm
Acauã,
Eu não sou demente. Estou em busca da verdade como a maioria de homens e mulheres que querem entender a vida.
E esta vida já é difícil com tantos riscos e perigos reais. Não obstante a essa realidade, vocês criam perigos e riscos imaginários, numa mitologia povoada de seres inexistentes (deuses, demônios, anjos, almas).
Isso é que é demência.
Mas vamos às respostas:
1°) Jesus morreu, mas resuscitou (e não “está vivo” como se não tivesse sido morto antes).
A palavra correta é “ressuscitou”. Você escreveu errado, tanto quanto eu numa frase abaixo.
Jesus Cristo sequer existiu, vocês estão crendo em um mito copiado de povos anteriores aos judeus, como os egípicios (Hórus, filho de Osíris), ou hindus (Krishna, filho de Bhrama), por exemplo.
Vocês sabem disso, mas preferem ter fé no que homens ignorantes do passado escreveram.
2°) De onde você tirou essa de que “Jesus era Pai de si mesmo”? Pode-nos mostrar algum texto teológico que conjecture dessa forma ou isso é só baboseira sua?
No seu livro sagrado. Vocês não dizem que a virgem concebeu pelo espírito santo?
Ele mesmo depois alegou ser o filho de deus, e que ele e o pai eram um (com o espírito santo fazendo parte da trindade).
3°) Conversa mental com Jesus? Orações agora viraram telepatia, é isso?
Chame do que quiser. Você rezam/oram através de pensamentos.
Na verdade estão conversando com seu amigo imaginário.
4°) Como você tem certeza de que serão “bilhões” que irão padecer na Condenação Eterna? Já ouviu falar de uma doutrina como a do Universalismo, por exemplo? (à propósito, é “vão”, e não “vai”, já que sua frase é escrita em plural, e não no singular)
No seu livro sagrado está escrito, muitos serão chamados, mas poucos escolhidos.
Ou eu estou inventando?
Além do mais, condenação, inferno, lago de fogo, etc, fazem parte da mitologia egípcia, fortemente copiada pelos hebreus.
5°) Quem aqui chamou os ateus de delirantes? Pelo que eu acompanho aqui do blog, a única coisa que é taxada como delírio é a ideologia neo ateísta
Delírio é crer que ilusões são verdades, como vocês fazem.
Ateus ou neo-ateus preferem basear suas vidas na verdade. E a verdade é aquilo que pode ser comprovado por qualquer pessoa, independente de credo religioso.
Quando dizemos que o sol é quente, ou que as árvores são madeira, que a água é formada por duas moléculas de hidrogênio mais uma de oxigênio, qualquer pessoa na face da Terra, em de sã consciência, pode comprovar isso, e não importa se é cristão, muçulmano, budista, ou ateu.
Vocês não tem como provar que deus ou jesus existem, por isso chamam o que crêem de fé. Se houvessem provas, não seria mais fé.
Fico no aguardo de suas respostas, com a pré-impressão porém de que seu argumento continuará fraco como essa provocaçãozinha barata sua…
Provocação barata ou não, digo que estou disposto a mudar de opinião a qualquer momento, se provas concretas forem apresentadas da existência de qualquer deus. Infelizmente, vocês não tem a mesma tendência, e insistem em suas posições mesmo diante da completa falta de evidências de que suas crenças são verdades.
Vanderlei
abril 23, 2010 em 5:49 pm
Vanderlei, o Zé Graça:
Prezados,
Vocês crêem num homem que viveu a dois mil anos atras, que foi morto, mas está vivo. Este homem era pai de si mesmo, mas sua mãe era virgem. Ele reviveu, mas ninguém o vê. Vocês conseguem conversar com ele dentro de suas mentes, e ele responde.
Este homem voltará, e com sua imensa bondade vai levar uns poucos para viverem com ele no paraíso, e o restante da humanidade, bilhões de pessoas, vai queimar, e arder, e sofrer, e penar, e chorar, e ranger os dentes para todo o sempre…….
Mas ele nos ama (que o diga, George Carlin).
E vocês acham que os delirantes são os ateus???????
Aiai viu, como é que se responde à um demente como esse? Vejamos:
1°) Jesus morreu, mas resuscitou (e não “está vivo” como se não tivesse sido morto antes)
2°) De onde você tirou essa de que “Jesus era Pai de si mesmo”? Pode-nos mostrar algum texto teológico que conjecture dessa forma ou isso é só baboseira sua?
3°) Conversa mental com Jesus? Orações agora viraram telepatia, é isso?
4°) Como você tem certeza de que serão “bilhões” que irão padecer na Condenação Eterna? Já ouviu falar de uma doutrina como a do Universalismo, por exemplo? (à propósito, é “vão”, e não “vai”, já que sua frase é escrita em plural, e não no singular)
5°) Quem aqui chamou os ateus de delirantes? Pelo que eu acompanho aqui do blog, a única coisa que é taxada como delírio é a ideologia neo ateísta
Fico no aguardo de suas respostas, com a pré-impressão porém de que seu argumento continuará fraco como essa provocaçãozinha barata sua…
Acauã K.
abril 22, 2010 em 7:23 pm
Prezados,
Vocês crêem num homem que viveu a dois mil anos atras, que foi morto, mas está vivo. Este homem era pai de si mesmo, mas sua mãe era virgem. Ele reviveu, mas ninguém o vê. Vocês conseguem conversar com ele dentro de suas mentes, e ele responde.
Este homem voltará, e com sua imensa bondade vai levar uns poucos para viverem com ele no paraíso, e o restante da humanidade, bilhões de pessoas, vai queimar, e arder, e sofrer, e penar, e chorar, e ranger os dentes para todo o sempre…….
Mas ele nos ama (que o diga, George Carlin).
E vocês acham que os delirantes são os ateus???????
Vanderlei
abril 22, 2010 em 5:42 pm
Corrigindo: dr. CAPRAS.
Cavaleiro do Templo
abril 20, 2010 em 9:28 am
Olá Luciano
Pergunto se terias uma tradução do livro dos doutores Sérieux e Caparas, DELÍRIO DE INTERPRETAÇÃO.
Grande abraço, parabéns pelo belo trabalho.
Cavaleiro do Templo
abril 20, 2010 em 9:27 am
Luciano, excelente o seu artigo!
Realmente é extremamente difícil o dialogo com pessoas de mente revolucionária.
Jordan J. Souza (Gauss-Jordan)
março 18, 2010 em 2:00 pm
ok…entendi e na verdade ja havia percebido isso…só pra deixar claro eu venho de uma tradição catolica, mas “self service” ( só nao possuia a passividade de um cristão assim).
Mas ainda há muitas coisas a serem esclarecidas pra que eu possa exercer novamente a fé de forma consciente e fundamentada na razão.
Acredito que posso me colocar numa posição agnóstica agora, pois não resta pedra sobre pedra quanto a convicção ateista.
Cristiano Oliveira
março 16, 2010 em 1:24 pm
@Cristiano Oliveira.
O primeiro choque que um neo-ateu geralmente tem é quando ele se depara com cristãos que estão longe do que é vendido pelos seus pensadores. Para eles, os cristãos são aqueles que vemos nos programas de teleevangelistas. Pessoas humildes. Sem o minimo de conhecimento maior. Que são enganados pelos seres inescrupulosos que se auto proclamam pastores.
E quando aparecem em blogs, sites ou foruns cristãos mundo a fora. Com seus argumentos padrões, muitas vezes em tom de deboche. Se assustam quando são contra argumentados a altura. Pior, muitos ficam
perplexos ao ponto de perguntarem ao debatedor “Como você, depois de ter lido tantos pensadores, consegue continuar sendo cristão?” Muitos daqui podem confirmar que passam por isso de maneira bem comum.
O segundo choque vem quando eles descobrem que seus argumentos geniais. Que já deveriam ter varrido a religião do mundo. Na verdade não são nada geniais. Muitos já foram respondidos a seculos. Outros não passam de piadas perto do conhecimento filosófico atual.
O terceiro choque vem quando se percebe que seus pares não são tão racionais como se vendem. Um bom exemplo é o Daniel Sotomaior. Que já mostrou suas garras de mente revolucionaria em sua defesa ao vegetarianismo. Dando argumentos terríveis. Quase delirantes do porque todos deveriam ser vegetarianos. E pior, silenciando da ATEA todos que descordassem dele.
Ninguém é obrigado a abandonar suas ideologias. Mas depois desses três choques tão comuns. Só uma mente com ideias delirantes pode continuar na ilusão de que só o ateísmo é racional.
Marcio Carneiro
março 16, 2010 em 1:04 am
Estou gostando muito do Site.
paulojuniodeoliveira
março 15, 2010 em 9:17 pm
Cristiano…….
É ……Este é o sabor doce da verdade.
Abraços……..
Tiago N C
março 15, 2010 em 12:20 am
Muito Bom!
Desde que encontrei esse blog eu tenho me dedicado a determinadas leituras que ora encontrei aqui a indicação, ora outros frequentadores me recomendaram. Se cheguei aqui para conhecer as ideias aberto a uma possibilidade de mudança necessária, hoje estou convencido de que eu mesmo nao fazia ideia do mundo pelo qual minha mente vagava e o quanto eu precisava mudar. Posso dizer com tranquilidade que minha mente divagava por um mundo de ilusão marxista e de mentiras travestidas de intelectualidade sedutora.
Ainda bem que sempre mantive a certeza de que a verdade nao me pertence e sempre é possivel um argumento melhor que o meu. Os argumentos mostrados aqui e a audácia intelectual do autor do blog, juntamente com a particiapção de diversos cometaristas têm sido uma referencia importante. Mais, têm sido um verdadeiro convite à libertação dessa ilusão pela qual me vi envolvido.
Estou certo que ja está na hora de dar meia volta e reconciliar com alguns valores fundamentais que deixei para trás.
Abraços e obrigado.
Cristiano Oliveira
março 14, 2010 em 11:19 pm
Essa mentalidade revolucionária neo-ateísta, que é uma variação inversa do ateísmo militante tradicional (pretendo falar disso depois)que promete maravilhas à civilização caso se elimine a religião do mundo, não é de hoje:
http://www.positiveatheism.org/hist/russell2.htm
Em mais um ensaio de Bertrand Russell em que ele dispara lorotas sobre assuntos religiosos,ele se supera nesse: faz birra pela Igreja ter condenado enfaticamente o Socialismo desde o nascimento deste, diz que a doutrina da imortalidade da alma foi um desastre para a história da filosofia, que há meios educacionais de se livrar do ódio e que estamos no alvorecer de uma era de Ouro mas que precisamos antes de “matar o dragão chamado religião”. Tem trechos nesse ensaio que eu reconheci gente com Sam Harris na hora. São praticamente as mesmas palavras utilizadas de forma requentada, os mesmos delírios utópicos… enfim.
Além do mesmo papo de que “religião tem como origem o medo”. Depois são os teístas para eles que não inovam nunca no discurso…
Acauã K.
março 14, 2010 em 10:08 pm
Estou a gostar muito dessa série de textos. Parabéns Luciano, anseio pelo próximo artigo.
Liliane
março 14, 2010 em 3:12 am