Neo-Ateísmo, Um Delírio

Ceticismo e racionalidade na demolição da ilusão neo-ateísta

Christopher Hitchens contra o papa

com 15 comentários

Que eu sempre tenho afirmado aqui neste site que a tolerância com que os neo ateus são tratados está sendo interpretada por eles como “liberdade para o avanço”, isso já não é novidade.

Em suma, a cada tentativa de ataque, se não ocorrer uma retaliação à altura, eles avançam cada vez mais. Segue abaixo um texto de Olavo de Carvalho, publicado originalmente no site Mídia Sem Máscara ontem, 23 de março, em que mais um exemplo da atitude desaforada dos líderes dos neo ateus é evidente:

“Hitchens tenta forçar a Igreja a renegar-se, a humilhar-se ante o altar da Justiça leiga, cujas normas, porém, o próprio Hitchens se permite aplicar às avessas.”

“Em artigo publicado no Wall Street Journal do último dia 15, Christopher Hitchens acusa o Papa Bento XVI de haver acobertado um crime de pedofilia em 1979, entre outros inumeráveis, e sugere que o Pontífice deve ser processado por isso.

Nem comento o estilo. Entremeado de menções ao “fedor” e à “sujidade” do caráter de Bento XVI, ele vibra em todas as cordas midiáticas da indignação estereotipada – o mais alto sentimento moral que algumas almas conseguem alcançar. O raciocínio que Hitchens segue para chegar à sua conclusão reflete, de maneira condensada, toda a deformidade estrutural da mente moderna.

Se o Papa deve responder perante a Justiça comum, é evidente que os critérios dela prevalecem, no caso, sobre as regras internas da Igreja. Mas, se é assim, eles devem vigorar não só para julgar o alegado acobertamento, mas também, e prioritariamente, o crime acobertado. Ora, o padre pedófilo acusado em 1979 de abusar de um menino de onze anos na cidade alemã de Essen nunca foi julgado nem muito menos condenado pela Justiça comum. Não havendo a respeito uma sentença transitada em julgado, ninguém tem, em nome da Justiça, o direito de proclamar que houve crime. Se nem o crime é confirmado, como pode sê-lo o seu “acobertamento”? Pela lógica, é preciso provar primeiro uma coisa, depois a outra, não ao contrário. O que houve, em vez de prova judicialmente válida, foi apenas uma suspeita séria, com base na qual o então cardeal Ratzinger ordenou que o acusado fosse submetido a tratamento psiquiátrico e removido para um posto administrativo em Munique onde não tivesse contato com crianças. Logo depois, no entanto, o vigário-geral de Munique, Gerhard Gruber, sabe-se lá por que, retransferiu o padre para funções pastorais onde ele não demorou a ser alvo de novas acusações de abuso sexual. Hitchens assegura que a culpa foi toda de Ratzinger, mas não dá nenhuma prova disso exceto a opinião de um ex-empregado da Embaixada do Vaticano em Washington, segundo o qual o então chefe da Congregação para a Doutrina da Fé era um administrador meticuloso ao qual esse detalhe “não poderia” ter escapado. Ou seja: o Papa deve ser punido pela Justiça porque alguém achou que ele “deveria” saber do acobertamento, por terceiro, de uma conduta que nem sequer fôra comprovada como crime, seja pela Justiça comum, seja pela investigação interna na Igreja.

Hitchens, evidentemente, não quer nem saber como funciona a Justiça cuja intervenção ele invoca. Quer condenar um cúmplice antes de provado o crime e confirmado seu autor principal; e quer condená-lo mediante a simples opinião de um terceiro que não testemunhou nem o crime nem a cumplicidade.

Mas, se ele não entende os princípios jurídicos do mundo leigo cuja autoridade ele pretende sobrepor à da Igreja, muito menos entende as regras desta última.

Arrebatado nas ondas de um entusiasmo belicoso pueril, ele vai muito além do episódio de 1979 e acusa o então cardeal Ratzinger de haver, como chefe da Congregação para a Doutrina da Fé, encarregada pelo Papa João Paulo II de investigar os casos de pedofilia na Igreja, “acobertado” todos esses crimes de uma vez. Qual a base dessa acusação? Ratzinger teria transmitido aos bispos uma ordem de que as denúncias de pedofilia fossem investigadas em segredo, dentro da Igreja, sem nada comunicar à polícia e à imprensa durante dez anos. O documento que comprova isso seria uma carta confidencial parcialmente citada – sem reprodução fotográfica – no Observer de 24 de abril de 2005. Não sei se a carta é autêntica, mas, mesmo que o seja, o fato é que Hitchens, como aliás o próprio Observer, finge ignorar os dois pontos principais do texto. Primeiro: a Igreja aí reservava-se o direito à investigação secreta somente nos casos em que as alegadas vítimas já houvessem completado dezoito anos de idade; nos quais, portanto, não houvesse riscos imediatos para crianças. Segundo: a instrução abrangia, é claro, só as denúncias feitas internamente na Igreja, que não tinham sido ainda levadas à polícia ou à mídia, seja pelas vítimas, seja por quem quer que fosse. Por que deveria a Igreja permitir que casos ainda não comprovados em investigação interna, e que nem mesmo as vítimas ou seus parentes tinham denunciado às autoridades civis, se transformassem em escândalos públicos por iniciativa de bispos ávidos de brilhar na mídia como paladinos dos direitos humanos? Como chamar de “acobertamento” a mera iniciativa de bloquear um falatório prematuro que arriscaria inculpar inocentes e estimular milhares de Hitchens a destampar mais uma vez, agora sob lindos pretextos moralistas e humanitários, todas as latrinas da fúria anticristã?

O Evangelho mesmo, a rigor, proíbe que cristãos levem suas queixas à Justiça comum antes de tentar resolvê-las na Igreja (I Cor., 6:1-11). Hitchens tenta forçar a Igreja a renegar-se, a humilhar-se ante o altar da Justiça leiga, cujas normas, no entanto, o próprio Hitchens se permite aplicar às avessas. Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço.

Nunca fui um admirador do ex-cardeal Ratzinger, longe disso, tenho contra ele muitas queixas engasgadas, mas confesso que seu desempenho como Papa está me surpreendendo – não em tudo, é claro, mas especialmente na sua maneira de lidar com os casos de pedofilia. Foi ele quem reabriu as investigações sobre os “Legionários de Cristo” (e seu braço leigo, Regnum Christi), mesmo depois da morte do líder e pedófilo-mor dessa poderosa entidade, Marcial Maciel Degollado. Foi ele quem, tão logo recebeu os primeiros resultados do inquérito, mandou suspender a prescrição de dez anos, que, se era justa e normal em outros casos, se revelou capaz de prejudicar inúmeras vítimas mantidas em silêncio ao longo de décadas pelo herético e abjeto “voto de segredo” imposto por aquela malfadada organização a seus noviços. Negar que esse homem quer a verdade sobre esses episódios é negar a própria verdade.

O ateísmo é uma atitude humana normal, mas o ódio ao cristianismo enlouquece, embora nem todos os afetados dessa síndrome personifiquem essa loucura com a ênfase espetacular de Christopher Hitchens. Este não odeia a Igreja porque nela há pedófilos (se fosse assim odiaria também a ONU, onde os pedófilos são mais numerosos e mais cínicos). Ele já a odiava antes disso, e nunca tentou camuflar seu sentimento. A única novidade no seu artigo é a mudança de tática. Antes ele achava que podia vencer os cristãos no debate de idéias. Derrotado e humilhado em recente confronto polêmico com o escritor católico Dinesh D’Souza, passou pela transmutação que já se tornou rotineira em ateístas militantes desmoralizados: não podendo sobrepujar intelectualmente seus adversários, quer enviá-los à cadeia.”

Escrito por lucianohenrique

março 24, 2010 às 12:04 am

15 Respostas

Assinar os comentários com RSS.

  1. Sobre o que o Olliver disse, lembro que o afastamento do investigado é a atitude comum em qualquer lugar.

    Se, por exemplo, um delegado é acusado de cometer infrações na delegacia, a corregedoria de polícia o afasta das funções enquanto há sindicância. Isso também ocorre em geral na administração pública, nos fóruns, nos hospitais etc., e tal afastamento nunca foi “indício” de que o acusado é de fato culpado.

    Se na esfera civil é assim, na Igreja não é — ou não devia — ser diferente.

    Pedro M

    março 25, 2010 em 10:29 am

  2. Se tiver como eu achar esses livros, artigos, na net fica melhor ainda…

    Obrigado,

    PJ

    paulojuniodeoliveira

    março 24, 2010 em 10:31 pm

  3. Ok. obrigado pela resposta. E, vou citar fonte sim. Mas, outra coisa, tem como me dizer alguns livros que tratam questões sobre universalismo, e evolucionismo teísta.

    Preciso muito ler livros sobre esse assunto.

    Pj.

    paulojuniodeoliveira

    março 24, 2010 em 10:30 pm

  4. Paulo

    Eu não sei se minha dúvida é importuna, mas eu queria saber se posso colocar posts do site, e textos do Olavo de Carvalho no meu blog, claro com as devidas regras — ???

    Não é importuna não. Você pode colocar os posts deste site em seu blog sim. Peço só por gentileza que cite a fonte. Em relação aos textos do Olavo, eu recomendo que o site dele seja citado também.

    lucianohenrique

    março 24, 2010 em 9:54 pm

  5. Eu não sei se minha dúvida é importuna, mas eu queria saber se posso colocar posts do site, e textos do Olavo de Carvalho no meu blog, claro com as devidas regras — ???

    Obrigado,

    Pj

    paulojuniodeoliveira

    março 24, 2010 em 9:43 pm

  6. Caro

    Sobre o caso de pedofilia na Igreja, porque alguns padres acusados, simplesmente são transferidos de igreja? Não seria mais coerente investigar o caso e se for provado que nada aconteceu, manter o Padre na mesma igreja?

    i- Meu caro, se padre é acusado, isso não constitui crime até que se prove o contrário. Independentemente de ser ou não afastado, se abrirá um inquerido para investigar o crime.

    ii- Certamente, o mais prudente, é justamente afastar o padre até para facilitar a investigação.

    iii- engraçado que na justiça criminal, dependendo do caso, também afastamos o acusado da sociedade até que se prove o contrário. Não sou advogado e não conheço os detalhes da lei, mas isso me parece uma questão até óbvia.

    2. Transferir só deixa o caso mais suspeito e dá motivo para acusações de abafamento do caso.

    i- Aqui é só uma opinião sua. A relação entre “abafar” e “afastar” só tem fundamento quando se pressupõe que todos, de alguma forma, estão envolvidos, o que é um mero preconceito.

    ii- Mas como disse o próprio Papa, na Carta Pastoral dirigia aos Irlandeses: “Aos sacerdotes e aos religiosos que abusaram dos jovens: Traístes a confiança que os jovens inocentes e os seus pais tinham em vós. Por isto deveis responder diante de Deus omnipotente, assim como diante de tribunais devidamente constituídos.”*

    Ou seja, os culpados responderam criminalmente! Não tem essa de “abafar o caso” coisa nenhuma.

    *fonte: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/letters/2010/documents/hf_ben-xvi_let_20100319_church-ireland_po.html

    Francisco Razzo

    março 24, 2010 em 6:35 pm

  7. Olliver

    Sobre o caso de pedofilia na Igreja, porque alguns padres acusados, simplesmente são transferidos de igreja? Não seria mais coerente investigar o caso e se for provado que nada aconteceu, manter o Padre na mesma igreja?

    Não vejo motivos para deixar o padre na mesma Igreja. Oras, em qualquer organização, é normal pegar uma pessoa VISADA e recolocá-la, enquanto as investigações ocorrem.

    lucianohenrique

    março 24, 2010 em 6:04 pm

  8. Pessoal,

    Sobre o caso de pedofilia na Igreja, porque alguns padres acusados, simplesmente são transferidos de igreja? Não seria mais coerente investigar o caso e se for provado que nada aconteceu, manter o Padre na mesma igreja? Transferir só deixa o caso mais suspeito e dá motivo para acusações de abafamento do caso.

    Olliver

    março 24, 2010 em 5:03 pm

  9. Grazi – que não é a Massafera, por partes:

    Seriam os católicos mais tolerantes que Hitchens?

    No geral? Sim. Alguns são até demais. Tirando os exclusivistas católicos – comparáveis aos exclusivistas neopentecostais, exclusivistas islâmicos e, é claro, exclusivistas ateus militantes (seu caso, por sinal) -, boa parte dos católicos tem uma boa conduta social e não ficam perseguindo os outros por aí.

    Os católicos odeiam mais, são mais intolerantes, são mais fundamentalistas, que qualquer ateu.

    Tem como você provar isso OBJETIVAMENTE? Tipo algo como ser intríseco no Catolicismo e em seus fiéis a intolerância social para todos os não-católicos ou isso é só achismo anti-clerical seu?

    Os católicos, a Igreja Católica odeia os homossexuais, mas ama e protege pedófilos, odeia os judeus, odeia os negros. Promoveu a escravidão, apoiou o holocausto.

    Aiai, vamos ter de mostrar TODOS os links para você aqui mesmo no blog refutando TUDO isso? Que livros de História você anda lendo, se é que estuda História?

    Ora, seja mais razoavel.

    No nosso caso, pedir que você seja razoável seria pouco. Seu caso é bem mais grave que se suspeita…

    A Igreja é corrupta, mercenária.

    Legal, agora MOSTRE pelo menos algo que comprove IRREFUTAVELMENTE isso que você disse. Vou ficar no aguardo.

    Estude a história das religiões a fundo.

    É o que eu e mais uns gatos pingados aqui no blog fazemos. Não é o seu caso pelo visto.

    Hitchens, Dawkins e outros estão tentando tirar o mundo da ignorância imposta pelas religiões.

    Pronto, apareceu mais uma dawkinsinete/hitchensenete aqui no blog.

    De fato, Dawkins, Hitchens e outros paspalhos estão tentando livrar o mundo da “ignorância imposta” pelas religiões substituindo isso por uma cegueira cientificista totalitária. Grande substituição…

    ——————————————————

    Quanto a matéria, dizer o quê? E isso em pelnos dias dos debates dos escândalos dos padres pedófilos na Irlanda. Hitchens simplesmente se comportou – mais uma vez – como um cão sarnento e raivoso que ele é. No mais, eu estou acompanhando os comentários do Reinaldo Azevedo acerca disso no blog dele – o que é bom porque agora finalmente eu vou ter uma idéia do que na verdade está acontecendo.

    Acauã K.

    março 24, 2010 em 3:40 pm

  10. Graziela, eu sou cristão, logo, por tradição, mais tolerante que você. Mas vou abrir uma exceção aqui e falar no seu nível: você é uma burra, uma estúpida que se acha no direito de mandar as pessoas estudarem a história das religiões sem nunca ter lido sequer a Bíblia!! Deixe de perder seu tempo com a internet, com o BBB e com as fofocas de celular, e vá estudar alguma coisa, imbecil!! Nem o livro do Dawkins vc leu, porque ainda não é alfabetizada.

    Vá se catar!! Tenha vergonha na cara!! Mas entendo… nem o Dawkins e o Hitchens, seus ídolos de ouro, têm vergonha na cara para deixar de falar merda; por que você teria, não é mesmo?

    Ah… e não estou tentando argumentar nada com vc. Minha única intenção, adotando o papel equivocado de “cristão intolerante” que você pintou, na esperança de que você me entenda melhor, é xingá-la e ofendê-la.

    Se quiser argumentos, vá estudar. Depois, até você vai querer se xingar.

    Marcelo Viana

    março 24, 2010 em 2:46 pm

  11. Graziela

    Sou Católico, prove que sou intolerante e fundamentalista!

    Agora vou mostrar como os homossexuais são tolerantes:

    “Leio uma notícia de estarrecer no caderno VIVER do jornal Tribuna do Norte, de Natal. Reproduzo trechos. E é preciso ter sangue frio.

    A performance arte ou happenning vem causando polêmica desde suas primeiras aparições em meados do século passado.
    (…)
    A questão da ética na arte volta à tona esta semana, com a abertura do XIII Salão de Artes Visuais da Cidade – que abriu sexta-feira e fica em cartaz até 30 de abril, na Galeria Newton Navarro da Fundação Capitania das Artes.

    A polêmica não foi pela qualidade das obras, o formato mais democrático ou rateio do prêmio em dinheiro – mudanças significativas na edição deste ano. Nenhum desses rendeu tanta discussão quanto a enigmática performance do cientista social e artista visual Pedro Costa, durante a abertura do tradicional XIII Salão de Artes da Cidade do Natal que aconteceu no Nalva Melo Café Salão na sexta-feira passada (12).

    Na ocasião, Pedro Costa, um dos classificados da mostra na categoria performance artística, ficou nu diante da platéia e, na posição de quatro, retirou um rosário do ânus. O resultado da performance virou um vídeo que está ainda em exposição na galeria Newton Navarro da Funcarte, para apreciação do público. O objeto da performance, o rosário, também está em exposição. O vídeo foi parar na internet e vem gerando discussões nas redes sociais como twitter e nos blogs culturais.

    O VIVER conversou com o artista Pedro Costa, que disse não estar surpreso com a repercussão. “Quando você faz um trabalho de arte contemporânea e lança para o público, a gente deixa que as pessoas façam as suas leituras. Prezo por esta liberdade”, declarou Pedro Costa.

    A performance de Pedro passou pela curadoria do Salão de Artes Visuais – formada pelo paulista Márcio Harum; regional, o cearense Solon Ribeiro e o local, Leandro Garcia, eleito pelos artistas – sob o seguinte argumento, escrito pelo artista:
    “representa a salvação. Uma salvação mítica que muitos gays acreditam haver para sublimar o fato de contrair uma doença sem cura. Como crítica, o ânus, lugar da morte gay, necessita da salvação, concedida pelo terço, em nossa sociedade ocidental dominada pela instituição católica e imposta como única forma de compreender o mundo e as relações humanas” .

    Pedro Costa disse que a performance vem promover o que ele chama de “descolonização do corpo” através da expurgação do terço, que segundo ele é “um dos símbolos do domínio colonialista”.

    Um dos curadores da mostra, Solon Ribeiro, artista plástico e professor de artes, saiu em defesa do artista:
    “Acho o trabalho dele forte e faz parte da história da arte. Não é único, tem toda historia do body arte, que começou em 60 em Viena. Mas vai dialogar com a religião. Não pode ser visto como afronta à religião; é mais uma falação. O crucifixo poderia entrar pela boca, pelo ouvido o fato de ter gerado polêmica porque entrou pelo ânus é mais um preconceito. A madona também fez isso com o crucifixo”, disse ele.

    Comento
    Quem é mais intelectualmente delinqüente? O tal “artista”, cujo discurso deixa entrever a suspeita de maluquice clínica, ou a explicação indigente do tal Solon, provando, uma vez mais, que nome não é destino? Uma obra que tratasse qualquer outra religião com essa boçalidade seria liminarmente recusada no salão. Quando se trata de vilipendiar os símbolos cristãos, aí se evoca, então, a liberdade de expressão.

    Costa, o que se expressa pelo traseiro, certamente se considera um mártir da diversidade — e os que selecionaram o seu trabalho queriam provocar a polêmica, julgando-se, certamente, já vitoriosos por isso. E o rapaz respeita essa diversidade de tal modo que resolveu ofender os que professam uma religião que não é a sua. Segundo diz, “nossa sociedade ocidental dominada pela instituição católica [é] imposta como única forma de compreender o mundo e as relações humanas”.

    Pois é… A “nossa sociedade ocidental” tolera gente como ele, não é? Por que não decide parir pelo traseiro objetos religiosos no Irã, por exemplo, que não é nem cristão nem ocidental? Ou na China, idem, idem? Aliás, eu gostaria de vê-lo em Cuba expelindo um discurso de Fidel Castro ou aquela foto de Che Guevara — por lá não tem esse papo de cristianismo, que tanto oprime o rapaz.

    Cadeia para Costa e para os que selecionaram o seu trabalho? Não, né? A sociedade que eles tanto detestam lhes permite a tolice e a delinqüência intelectual. É uma pena que não possam ser punidos segundo a sociedade que amam. Sem contar que me vejo forçado a lembrar que o crucifixo não é o maior risco que ele corre, dado o orifício por meio do qual se expressa.

    Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/leiam-com-moderacao-os-asquerosos/

    ***

    De resto é só você dando palpite no que não conhece.

    francisco razzo

    março 24, 2010 em 2:31 pm

  12. Graziela

    Seriam os católicos mais tolerantes que Hitchens? Os católicos odeiam mais, são mais intolerantes, são mais fundamentalistas, que qualquer ateu.

    Já começou com a falácia tu quoque, típica de qualquer discurso irracional. Depois ela vem com a evidência anedota. Católicos são mais intolerantes e fundamentalistas que QUALQUER ateu. Prove, oras.

    Estou no aguardo.

    Os católicos, a Igreja Católica odeia os homossexuais, mas ama e protege pedófilos, odeia os judeus, odeia os negros. Promoveu a escravidão, apoiou o holocausto. Ora, seja mais razoavel.

    Que essa aqui deve ter lido o livro de hitchens é um fato, o problema é que ela mente em tudo, como já previsto.

    - A doutrina cristã só critica o pecado, não o pecador, portanto seria uma contradição a Igreja Católica odiar os homossexuais
    - Não há evidência de amor e proteção a pedófilos, mas sim uma atitude de investigação interna, antes da atuação da justiça – isso ocorre em qualquer organização, portanto sua crítica é vazia e pueril
    - A questão de “odeia judeus” e “odeia negros” já é sintoma de loucura tua, você simplesmente não tem argumentos e vem gritar qualquer coisa. Como Olavo disse no texto, o ateísmo não é problema, mas ódio ao cristianismo pode enlouquerer
    - A questão de “promoveu a escravidão” e “apoiou o Holocausto” é mais uma sequência de exemplos de que seu estado mental é fragilíssimo

    A Igreja é corrupta, mercenária.

    É mole? É esse o nível…

    Estude a história das religiões a fundo. Hitchens, Dawkins e outros estão tentando tirar o mundo da ignorância imposta pelas religiões.

    Ou seja, em termos de argumentos, mais uma neo ateísta que não sai do zero no placar.

    lucianohenrique

    março 24, 2010 em 1:57 pm

  13. Seriam os católicos mais tolerantes que Hitchens? Os católicos odeiam mais, são mais intolerantes, são mais fundamentalistas, que qualquer ateu. Os católicos, a Igreja Católica odeia os homossexuais, mas ama e protege pedófilos, odeia os judeus, odeia os negros. Promoveu a escravidão, apoiou o holocausto. Ora, seja mais razoavel. A Igreja é corrupta, mercenária. Estude a história das religiões a fundo. Hitchens, Dawkins e outros estão tentando tirar o mundo da ignorância imposta pelas religiões.

    Graziela

    março 24, 2010 em 12:36 pm

  14. Concordo com o Mats – e se tivermos em um campo honesto isso não será difícil [não o campo dos ateus, quero dizer o terreno onde nos encontramos], pelo menos creio que não.

    Luciano, sei que não tem muita coisa a ver, mas eu preciso de uma nova referência, você poderia me indicar algum autor bom que trata do UNIVERSALISMO.

    E, se tiver como, algum site, bom de lógica, um site de introdução a lógica.

    Obrigado,

    Pj.

    paulojuniodeoliveira

    março 24, 2010 em 10:15 am

  15. Concordo perfeitamente com o que ambos vocês dizem.

    É preciso colocar os ateus na defesa senão eles avamçam.

    Mats

    março 24, 2010 em 7:30 am


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.