Neo-Ateísmo, Um Delírio

Ceticismo e racionalidade na demolição da ilusão neo-ateísta

Arquivo para maio 2010

Novo blog, novo endereço

com 4 comentários

Olá pessoal,

Há um novo endereço para este blog: http://lucianoayan.wordpress.com

Motivo: Há meses eu queria ampliar os assuntos abordados aqui, focando não só no neo ateísmo como também em outras subversões, como o marxismo e a esquerda em geral. E eu não poderia fazer isso em um blog exclusivamente focado no neo ateísmo. No novo blog, todas as minhas investigações ao neo ateísmo prosseguirão, mas a diferença é que o “range” de assuntos será diferente.

Convido vocês para o novo endereço.

Vejo vocês por lá,

LH

OBS: Todos os comentários feitos aqui (até 3 horas atrás) foram importados para o novo endereço, todos os novos posts serão feitos lá, embora este endereço continuará disponível.

Escrito por lucianohenrique

maio 2, 2010 em 10:19 pm

Publicado em Referências

A empatia bizarra dos “humanistas” seculares

com 12 comentários

Quando eu digo que a melhor opção nessa guerra intelectual iniciada pelo neo ateísmo é o ceticismo em relação À PREGAÇÃO DELES, é por que já os estudei de tal forma que o perfil comportamental deles é realmente muito previsível.

Sempre defendi que, se eles apresentam alegações, devem ser INVESTIGADOS para avaliarmos se suas alegações são factuais ou não, ao invés de apenas ficar tendo que “defender” a religião e Deus de argumentos neo ateus que não passariam no crivo de uma criança de 10 anos.

É na investigação do DISCURSO deles que encontramos algumas pérolas que merecem estudos mais fortes… um estudo de como eles são sugestionáveis a ideologias picaretas. Tecnicamente, acreditam em tudo, inclusive em qualquer falsa promessa desde que amparada por alguma retórica, desde que esteja contra a religião.

O que mais causa vergonha alheia em relação a esse pessoal é que aceitam o discurso sem JULGAMENTO CRÍTICO, pois algumas coisas que eles pregam são dignas de riso. Em termos práticos, não há muita diferença entre a postura deles e a pior faceta religiosa, como nos casos do Edir Macedo. Em ambas as situações, é apenas discurso sedutor, emocional, para enrolar os incautos.

Diante dessa perspectiva da investigação das alegações neo ateístas, eu não podia deixar passar batido este texto, “Seja individualista você também”, uma defesa do humanismo secular feita de forma apaixonada por Eli Vieira.

Se alguém já leu “Cachorros de Palha”, de John Gray, já deve ter uma idéia a respeito do humanismo secular, e de como é uma ideologia patética, do início ao fim.

Vamos ao texto:

Calma. Não estou convidando ninguém a ser egoísta. Muito pelo contrário – pretendo mostrar que ser individualista é bem melhor para quem se preocupa com o resto da Humanidade. O que é este individualismo que não é um egoísmo? É uma postura comum de quem é humanista e secular.
Humanistas seculares estão preocupados em defender uma plenitude da vida humana construída sobre um chão sólido. O chão sólido é que a vida humana seja vista como é apresentada pela ciência, ou seja, solitária no contexto cósmico, finita e rara, produto de processos puramente naturais. A construção da plenitude é feita tanto com o incentivo ao melhor entendimento desse chão sólido, ou seja, com a indicação da ciência como o método mais apropriado de obter conhecimento, quanto com a proposição de valores éticos que dizem respeito à preservação da vida humana.

O divertido é que a coisa já começa com um baixíssimo nível de humildade. O sujeito não só diz “defender uma plenitude da vida humana” como também a idéia de que ele caminha em direção à “construção da plenitude”. Os leitores do Bule devem ter ficado com a calcinha molhada neste momento.

Mas essa plenitude, segundo ele, vem da ciência, que ele define como “o método mais apropriado para obter conhecimento”. Bem, pelo menos ele não escreveu “o único método”, mas o cheiro de cientificismo é forte.

Vejam só: se é verdade isso que ele diz, será que ele consegue provar CIENTIFICAMENTE que a postura de quem é humanista e secular AUMENTA a “preocupação com o resto da humanidade”? Será que ele fará uma parte 2 do texto trazendo tais evidências? Lembremos que ele ALEGOU que o conhecimento teria que vir da ciência…

E a tal “proposição de valores éticos que dizem respeito à preservação da vida humana”… Vieram de onde? Da ciência? Qual pesquisa? Qual paper?

Já deu para notar que o começo do discurso de Eli não é nada promissor. E o restante não melhora muito, quando ele prossegue:

Esta preservação e manutenção da qualidade da vida humana é pautada no indivíduo. Porque entendemos que não há sociedade saudável sem indivíduos saudáveis.
A última frase merece uma explicação especial. ‘Saúde’ do indivíduo significa:
[1] – expressar livremente suas opiniões e impulsos estéticos e artísticos,
[2] – atender a seus impulsos biológicos fundamentais, como os sexuais, quaisquer que sejam contanto que com parceiros capazes de responder por si (o que exclui crianças por exemplo),
[3]- ter a oportunidade de livrar-se da dor física e psicológica, mesmo que signifique optar pela eutanásia ou pelo aborto (contanto que responsavelmente e na ausência de alternativas),
[4] – ter acesso universal à apresentação imparcial do conhecimento,
entre outras coisas que se seguem logicamente dos valores fundamentais que adotamos.
Valorizar o indivíduo evita coisas como a opressão das minorias, as guerras, os privilégios a instituições ideológicas e religiosas (como a isenção de impostos escandalosa que é dada às religiões no Brasil), a homofobia, o racismo, o fascismo, e todas as formas de comportamento de rebanho que foram danosas à Humanidade em sua história milenar.
Note que isso é uma prescrição, e não uma descrição da realidade. (É como queremos que as coisas sejam, e não como as coisas são hoje.)

Chega a ser engraçado. Primeiramente ele diz que “não há sociedade saudável sem indivíduos saudáveis”, mas ao invés de tratar da concepção de saúde tradicional, opta por outra coisa muito estranha. Ele redefine o termo ‘saúde’.

Os itens [1] a [3] existem em países extremamente religiosos também. Não tem a ver com o humanismo.

Já o item [4] chega a ser no mínimo hipócrita da parte dele. Recomendo que leiam um livro chamado “Indoctrination U”, de David Horowitz, que fala do patrulhamento ideológico que sofre a minoria em alguns cursos universitários. E qual a minoria? Os conservadores/religiosos. A maioria, claro, é composta de esquerdistas (que é do tipo liberal, nos Estados Unidos, com facetas pós-iluministas, “humanistas”, anti-religiosas,etc.). E vejam como eles tratam as minorias. Uma das tentativas que eles farão, por exemplo, é destruir a carreira acadêmica de alguém que pertence à minoria. Mas aí vem o alívio (para eles), pois é só a minoria que eles não gostam. E eles não gostam dos conservadores.

Querem ver o “respeito” ao próximo deles? Ele defende o término da isenção de impostos de religiões (ele deveria ter escrito “igrejas”, e não religiões, aliás). Quer dizer, entidades que recebem doações podem ter privilégios, MENOS que sejam religiosas. O sujeito devia pelo menos tentar esconder a agenda anti-religiosa dele em um texto onde fala de “respeito ao próximo”.

Aí ele diz que essa atitude que defende irá “evitar” coisas como “opressão das minorias”, as “guerras”, a “homofobia”, o “racismo”, etc.

Curioso que ele não se esforçou nem um pouco para mostrar COMO isso vai ocorrer.

Vamos aos fatos: o discurso que ele está tentando é basicamente o da esquerda americana (no Brasil, estaria mais próximo ao do PSDB). Funciona assim: o sujeito INVENTA a historinha de que está a “favor dos direitos das minorias”, do “respeito à individualidade” e usa isso como jogo político, para dizer que “luta contra os outros” que não estão a favor dessas minorias. Daí ele defende a idéia de que o oponente é “genocida”, “intolerante”, “racista”, “homofóbico” e coisas do tipo, somente para JOGAR SEUS SEGUIDORES CONTRA o oponente. O discurso de “humanismo” não tem outra função que não isso. E, para piorar, ele não provou que o “humanismo” será a panacéia que promete.

Aliás, a panacéia para o mundo… Já ficou bem claro que o discurso dele é uma pregração de SALVAÇÃO da humanidade.

E ainda tem a pachorra de afirmar: “É como queremos que as coisas sejam…”. Esse é o Eli, O Salvador.

Vamos a mais coisas divertidas à frente:

Para os humanistas seculares, nenhum indivíduo pode ser transformado em bode expiatório. A ideia cristã, por exemplo, de que seria admirável o inocente Jesus morrendo para pagar por erros cometidos por outras pessoas, é simplesmente absurda aos olhos do Humanismo Secular (HS). Também é absurda para o HS a ideia de que um indivíduo pode sozinho saber mais que todo o resto da humanidade (como um Papa, um Aiatolá ou um Lama). Isso é contraditório com o chão firme das ciências humanas, que mostra as limitações da mente humana tanto em ética quanto em conhecimento. No HS o indivíduo humano é ’sagrado’ (defensável), mas não é ’santo’ (dotado de atributos não demonstráveis). Empatia é a chave para esta postura. Sendo humanista secular, você não será homofóbico, porque entende que a atração sexual por pessoas do mesmo sexo é algo inexorável e irresistível para o indivíduo homossexual (empatia).

Pois é, nessas horas é bom ser cético.

O Eli Vieira promete uma teoria em que “nenhum indivíduo pode ser transformado em bode expiatório”. Será que é verdade? Recomendo que vejam a comunidade “Criacionismo” e procurem os posts de Eli e seus amigos contra religiosos. Claro que ele só consegue praticar bullying virtual em uma comunidade de Orkut, e quando está apoiado pela moderação, mas o importante aqui é que vocês vejam a “empatia” que ele tem pelos religiosos. Se o tal do “humanismo secular” garantisse empatia, então os adeptos dele não iriam praticar bullying virtual de maneira covarde principalmente contra aqueles que não sabem se defender.

Querem mais um exemplo? Aqui está um tópico de bullying virtual (embora o George saiba se defender, ele estava em uma comunidade em que as regras funcionavam para o lado dos neo ateus, ou “humanistas”, como o Eli agora quer se rotular).

Eles não são gente finíssima? Pois é, não transformam “ninguém” em bode expiatório. Dá para notar…

Mesmo assim, a cara de pau é tamanha que a promessa de palanque não tem limites:

Você não apoiará as guerras, porque saberá do horror que significa a morte de um único soldado cheio de esperanças e vontades de viver, e saberá que apesar da vontade do grupo, muitos indivíduos terão objeção de consciência com relação a se doarem por causas abstratas (empatia). Tampouco um humanista secular deverá comemorar quando defensores de ideologias anti-humanistas são mortos em conflitos – sabemos da fragilidade da mente humana ignorante e sua extensa propensão a crenças simplórias e tribais, que não diminuem a raridade e a preciosidade de um indivíduo humano, ainda que fanático e nocivo (empatia).

No momento em que ele garante que o humanista “não apoiará as guerras”, não é bonito de ver falar? O problema é que não há nada que comprove isso, e ainda o histórico que mostrei do Sr. Eli nos demonstra que o discurso é só da boca para fora.

Tanto que ele usa estratagemas para ridicularizar seus oponentes ao dizer “fragilidade da mente humana ignorante” ou “extensa propensão a crenças simplórias e tribais”, e a pérola “fanático e nocivo”.

Notaram como ele define um religioso? NOCIVO!

Vamos realizar: será que se alguém for racista e ao encontrar uma pessoa de outra raça disser “mesmo que você seja nojento e nocivo, chorarei se você morrer (empatia)” estará sendo humanista? Será que usar um discurso de preconceito desse é o que ele chama de empatia?

Mas, enfim, no conceito bizarro de moral dele, Eli pode ser preconceituoso o quanto quiser, já que estes que são contra ele estariam contra a “promessa de paz”, a famosa utopia, que prossegue:

As crenças ufanistas e nacionalistas que motivam muitas guerras vão de encontro à cosmovisão humanista quando fabricam conceitos frouxos como nação, raça, grupo de fé, e outros conceitos coletivos que não significam nada perto do sofrimento real e das aspirações básicas de um organismo humano individual. Ninguém deve morrer pela pátria, pátrias não têm outra substância que não sejam ideias, pátrias não sentem dor, não têm aspirações nem necessidade de prazer.

Depois ele não poderá negar que prometeu a utopia. E lá vem mais:

Individualistas podem se orgulhar por ter nascido em determinado lugar do planeta, por falar certa língua ou pertencer a certa etnia. Mas, acima de tudo, não deixarão que este orgulho fira outros indivíduos na forma de xenofobia, racismo e sexismo, porque quem fere o outro fere a si próprio. Quem desvaloriza indivíduos em nome de ideologias de rebanho está desvalorizando a si próprio (Podem incluir aqui as torcidas fanáticas do futebol!).

A utopia prossegue. Mas uma pergunta que não quer calar: se ideologias de rebanho estão proibidas, o neo ateísmo não está? Algo como: ler os livros de Richard Dawkins e Sam Harris e depois sair ofendendo os religiosos nas comunidades, com discurso decorado dos livros (todo baseado em slogans, como bem apontou Chris Hedges) pode? Só não pode se for um “comportamento de rebanho” que ele não gosta, certo? Esse discurso do Eli está cada vez mais revelador a respeito de quem ele realmente é. Sigamos…

Ordens só devem ser seguidas na medida em que promovem a dignidade dos indivíduos humanos. Nenhum humanista secular deve atentar contra indivíduos sob a alegação de que estava somente seguindo ordens (como fizeram vários empregados do regime nazista que diariamente jogavam judeus na câmara de gás, ou como fez o personagem fictício Abraão ao obedecer as ordens de Javé para sacrificar o próprio filho).

E se o Sam Harris dá a ordem para sair pregando e ofendendo os religiosos, essa é uma ordem que pode ou não ser seguida pelo “humanista secular”? Ah, eu me divirto…

A ciência mostrou que nós, indivíduos, somos raros, finitos, e pequenos. Encontrar outro indivíduo neste planeta é, portanto, um evento mais precioso que observar a explosão de uma supernova. Se você é individualista, portanto, você valoriza o que é raro e precioso. Nas palavras de Carl Sagan para sua amada Ann Druyan, “diante da vastidão do espaço e da imensidão do tempo, é uma alegria para mim partilhar um planeta e uma época com você”.

Isso aqui é tão bobinho e auto-ajuda que nem vou comentar. Mais:

Pense nisso da próxima vez em que estiver andando pelas ruas da sua cidade, atrasado para o trabalho ou para o estudo. Olhe em volta os múltiplos rostos humanos: sorrindo e chorando, preocupados e contentes, esperançosos e cheios de fé, incisivos e fanáticos, com mente aberta e tentando se proteger, com medo e com coragem, opressores e oprimidos. Faz muito bem para você e para os outros.

Dica ao Eli: quando o assunto acaba, melhor parar de escrever. Eu faço isso. As vezes já reclamaram que meu estilo é abrupto e eu termino um texto as vezes sem um “grand finale”. Mas é melhor do que escrever bobagem.

Esse finalzinho do texto dele é o exemplo do Tetrafarmacón de Epicuro. Basta pensar positivo, olhar para os outros, imaginar que possuem sentimentos e “fará muito bem para você e os outros”. Será que os humanistas realmente fazem isso? Devemos exigir evidências, pois o comportamento de Eli mostrou o inverso da parte da “empatia” alegada em seu discurso.

O importante é notar que o componente de utopia está presente do início ao fim.

O recurso dele é simples, como em todo joguete político de esquerda: prometer a utopia, fingir que se é um AGENTE na busca por essa utopia, e, então, usar isso como desculpa para discriminar os que SUPOSTAMENTE estariam contra essa utopia.

O curioso é que Eli nem se preocupou em esconder sua agenda.

E, se ele promete empatia, recomendo que dêem uma olhadela pelos textos do Bule Voador.

A maioria é composta de escárnio contra religiosos, manipulação de informações, charges com generalizações, etc.

Se é essa a “empatia” que ele quer oferecer aos religiosos, então eu prefiro a antipatia. A antipatia honesta e declarada dificilmente conseguirá ser tão fétida quanto a “empatia” desses “humanistas seculares”.

Escrito por lucianohenrique

maio 2, 2010 em 6:10 pm

Técnica: Implantação de camisa de força verbal

com 3 comentários

Neste texto eu falei do uso de ressignificações feitos pelos autores do neo ateísmo,sempre com o objetivo de propaganda.

O grande problema é que muitos teístas não percebem o uso das ressignificações, e acabam aceitando que o oponente as utilize. Mais dramaticamente ainda, muitos terminam por refutar os conceitos já ressignificados pelo neo ateu. É a isso que se pode definir como aceitar uma camisa de força verbal, imposta pelo oponente.

Um dos exemplos mais grotescos disso é quando um neo ateu diz que “não acredita em Deus, pois prefere acreditar na razão, e não na fé”.

Logo de cara, há duas camisas de força verbais utilizadas (as ressignificações). A primeira impõe que descrer em Deus é automaticamente racional, e acreditar em Deus não seria. A segunda tenta impor que ter fé é uma oposição à razão. Claro que as duas premissas são automaticamente falsas, pois não há implicação em crer ou descrer em Deus como algo racional. A racionalidade será mensurada pela argumentação, e não pelo ato de crença ou descrença. Assim como impor a idéia de que fé é oposição à razão, quando estão em planos diferentes, portanto não poderiam ser excludentes.

Aceitar a camisa de força é deixar de refutar as iniciativas contidas neste discurso.

Certa vez, vi um teísta que respondeu assim ao neo ateu: “Minha fé é superior à tua razão, pois não precisamos da razão para tudo”. Pronto, ele já perdeu o debate logo de cara, pois a partir daí ele rejeitou a razão, mesmo que a religião não peça para rejeitar a razão. Logo, o neo ateu poderia alegar que a razão era dele (razão a qual o adversário teria rejeitado ao aceitar a camisa de força), e não se falava mais nisso.

Outro exemplo é quando um teísta reclama dos neo ateus desta forma: “Esses neo ateus são arrogantes, pois acham que todas as questões são decididas pela razão”. Danou-se, pois isso é aceitar a camisa de força do oponente. É verdade que os neo ateus ALEGAM que todas as questões devam ser decididas pela razão. Mas há uma diferença entre: (1) alegar que as questões todas devem ser decididas pela razão, e (2) realmente decidir todas as questões pela razão.

Observando-se o discurso neo ateu, por exemplo, nota-se que raramente a argumentação deles é racional. Portanto, o que se vê neste caso é apenas uma alegação de “busca pela razão” e não “uso da razão” em si.

Infelizmente, não há outra forma de discutir com neo ateus que não pela identificação das fraudes intelectuais, e estas fraudes começam com a manipulação linguística.

O complicado, no caso de um neo ateu fazer a aplicação da técnica da camisa de força, é que alguns, mais ingênuos, não percebem que estão sendo vítimas de um dos estratagemas dos mais sutis possíveis. E, aceitando a camisa de força (ou seja, deixando de desmascarar a fraude verbal), o teísta que estiver escrevendo qualquer coisa em direção ao neo ateu ou sobre ele estará ao mesmo tempo, involuntariamente, atacando sua religião e ajudando na propaganda do oponente.

A sugestão de debate é uma só: desarmar todas as tentativas de implementação de camisa de força verbal logo na primeira tentativa e não deixar o debate prosseguir enquanto todas as tentativas não forem desmascaradas.

Escrito por lucianohenrique

maio 1, 2010 em 8:11 pm

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