Neo-Ateísmo, Um Delírio

Ceticismo e racionalidade na demolição da ilusão neo-ateísta

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ATEA ou ATOA? Uma associação de ateus feita para queimar o filme dos ateus…

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pinoquio6

Entrou na comunidade “Contradições do Ateísmo” um tal de Joãozinho divulgando, emocionado, uma tal de ATEA, Associação de Ateus e Agnósticos do Brasil. O coitado entrou na comunidade achando que estava abafando. Algo como se quisesse dizer: “aha, estou com argumentos matadores agora”. Deu até dó.

A ATEA foi originada a partir de um dos responsáveis pela STR (Sociedade da Terra Redonda). O responsável? Daniel Sottomaior.

Quem se lembra da STR sabe que ali foi um dos maiores poços de divulgação de ódio a religiosos na história recente da Internet do Brasil. Não era raro encontrar na comunidade da STR frases como “cristão bom, é cristão morto” e coisas do tipo. É natural que a ATEA siga pelo mesmo caminho.

E o engraçado é o que se pode chamar de atitude “circular” de Sottomaior e sua turminha, pois eles afirmam que os ateus são vítimas de preconceito e irão lutar contra isso. Mas eles se comportam, demonstrando ódio à religião (além de mentirem deslavadamente) de forma a aumentar o preconceito. O fato é simples: um ateu que esteja disposto ao diálogo, e respeitar as pessoas de outras ideologias, somente ajuda a melhorar a imagem do ateísmo. Ateus como Sottomaior, que são discípulos de Dawkins e Sagan, somente ajudam a prejudicar a imagem do ateísmo.

Aliás, a grande característica dos ateus filhotes de Dawkins e Sagan é uma: a mitomania.

A mitomania é uma tendência mórbida para mentir. No caso dos neo-ateus, estes mitômanos visualizam um teísta e começam a inventar para os seus colegas situações envolvendo teístas que nunca existiram. Os psicólogos dizem que os mitômanos não possuem consciência plena de suas palavras, e acabam realmente acreditando naquilo que dizem. Mesmo assim, a mitomania é doença e precisa de tratamento.

Senão, vejam essa parte, que está na seção “Argumentos” do site da ATEA:

Todos os teístas (isto é, as pessoas que acreditam na existência de uma ou mais divindades) afirmam existir alguma divindade, e por isso cabe a eles o ônus da prova dessa afirmação. Em milhares de anos de teísmo, essa prova ainda não foi encontrada, e não há sinal de que um dia venha a ser. Os chamados argumentos de existência não resistem à crítica.

Esse é o primeiro argumento do site ATEA, na seção “Argumentos”, e já começa com uma mentira vergonhosa. Coisa de criança do primário mesmo. Pois uma coisa é a mentira estruturada, planejada, difícil de ser descoberta (como aquelas de alguns políticos). Outra coisa é uma mentira infantil, como essa aí.

Primeiro que o sujeito não pode falar jamais em “todos os teístas”, pois ele não conhece todos os teístas. Segundo, mesmo que fosse falar em “todos os teístas”, não é fato que estes “afirmam existir alguma divindade”. O que nós, teístas, afirmamos é a crença em uma divindade, e não afirmação de existência. Uma afirmação de existência seria similar a relatar a ocorrência de um crime. Após a afirmação de existência, a polícia poderá ir lá, coletar algum vídeo, entrevistas suspeitos, retirar o corpo, extrair a bala, e então confirmar o relato. Afirmação de crença é diferente disso, pois simplesmente se refere à divulgação de uma informação como “acredito em Deus”, “acredito que a Megan Fox é a mais linda mulher do cinema atual”, “acredito que a Inquisição é má”. Entendeu, Sottomaior? Alegações de crença são normalmente juízos de valor pessoais, que, como tal, não possuem intenção de abrir uma investigação científica para prova.

Outra coisa que ele escreveu é o seguinte: “Em milhares de anos de teísmo, essa prova ainda não foi encontrada”. Se o sujeito estudar o método científico e a filosofia da ciência, saberia que essa afirmação dele é coisa de leigo. Ninguém pode afirmar que uma prova não foi encontrada caso NÃO ESPECIFICAR qual a prova necessária. A ATEA já começou mal…

Mas o pessoalzinho segue, ingenuamente:

Em suma, para cada coisa que existe de fato, há infinitas outras que não existem. A existência, portanto, é uma qualidade extremamente rara dentre todas as entidades que se pode imaginar. Tomando uma entidade imaginada ao acaso, a probabilidade é de que ela não exista (e se parece não ser assim é porque nossa imaginação costuma se restringir às coisas que existem).

Muita enrolação e nenhuma informação sequer válida. O raciocínio dele é totalmente baseado na falácia do espantalho, pois chama a crença dos teístas de “entidade imaginada ao acaso”. Mais uma mentira. Embora isso não sirva como prova de existência de Deus (e não serve mesmo), a entidade definida pelos teístas é tudo, menos imaginada ao acaso. Há uma lógica por trás da concepção em Deus, que alguns inclusive afirmam como algo provável de existir. De novo, não há provas da existência. Mas chamar Deus de “entidade imaginada ao acaso” mostra a covardia e desonestidade intelectual da ATEA, pois ele só conseguiu lançar um parágrafo suportado por espantalhos.

Esses dois trechos comentados acima fazem parte das críticas da ATEA aos “argumentos de existência”.

Um outro argumento tolo da ATEA é a tal “Prova da Fé”. Mesmo que alguns argumentos teístas de “prova de fé” sejam realmente risíveis, o espantalho da ATEA com certeza é pior. Vejam:

Com muita frequência se afirma que a fé dá provas, ou que a própria fé é uma prova. Mas é fácil perceber que ter fé é somente uma atitude, interna e pessoal como todas as atitudes. Ela nada nos diz sobre a realidade externa ao indivíduo. Se eu tiver fé que o Papai Noel existe, isso mostra que ele existe ou que eu me recuso obstinadamente a aceitar sua inexistência?

Como o pessoal da ATEA demonstra mitomania (e deveriam procurar tratamento urgente), eu não acredito em quase nada do que disserem. Mas pelo que eu sei, de outros amigos e familiares teístas, nós afirmamos que a própria fé, além da relação com Deus, seria uma prova pessoal da existência de Deus. Uma prova pessoal não é o mesmo que uma prova na acepção da palavra. Só que uma fé interior não implica em necessariamente negação da realidade externa ao indivíduo. Por exemplo, alguém pode ter fé que o time para o qual torce será o campeão. Se, no final do caso o time for o campeão, a fé, que era baseada somente em sensação subjetiva, confirmou-se na realidade. O argumento de Sottomaior (fé implicaria acredita em algo que necessariamente é falso), a cada vez que alguém tivesse fé em que um time fosse campeão, isso garantiria que o time não seria. Como se vê, ateus radicais não pensam direito antes de sair “argumentando”.

Ademais, o Sottomaior é tão covarde nessa que gostaria de afirmar que todos teístas estão dizendo “que tem provas em mãos” de que Deus existe. Mentira. O que os teístas dizem é que possuem provas subjetivas, portanto não dão ouvido à pregação do Sottomayor. Só isso. O resto é invenção da cabeça do pessoal da ATEA.

E a quantidade de falácias da ATEA realmente chega a níveis estratosféricos com a frase: “Se eu tiver fé que o Papai Noel existe, isso mostra que ele existe ou que eu me recuso obstinadamente a aceitar sua inexistência?”.

Que vergonha hein Sottomaior? Patético, posso dizer. Pois a STR publicava aquele Guia de Falácias no site e você não leu? Só isso explica um erro tão infantil, pois esse erro na pergunta acima é a famosa falácia do falso dilema. Notem as duas opções:

(a) mostrar existência
(b) mostrar recusa na aceitação de inexistência

Mas quem foi que disse para o Sottomaior que são apenas essas as duas opções? Eu posso muito bem deixar a questão da prova objetiva em aberto, sem afirmar existência ou inexistência, e só com isso já coloco o argumento de Sottomaior na privada… e puxo a descarga.

Mas a ATEA ainda tenta criticar os milagres, e o faz de maneira retumbantemente ingênua. Senão, vejamos:

Além disso, é preciso considerar que a afirmação de que existem milagres também é extremamente problemática, essencialmente por dois motivos. O primeiro é a chamada terceira lei de (Arthur C.) Clarke: “qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de mágica”.

Citar Arhur Clarke, autor de ficção científica, é no mínimo pedir para apanhar. Está explicado como eu dou sovas memoráveis nesses neo-ateus em debates. Gente que deveria ler Karl Popper e Thomas Kuhn, mas ao invés disso lêem Arthur Clarke e Carl Sagan, chegam realmente sempre despreparados. Detalhe que não há sequer indícios de que novas tecnologias são tratadas como milagres pela população.

Ele critica um argumento teísta, que segundo ele seria “Se o deus X não existe, de onde veio Y?”, e segue com mais distorções:

Alguns tipos de argumentação são sólidos apenas na aparência são chamados de falácias. A afirmação acima constitui a falácia da ignorância: só porque se ignora a existência de respostas alternativas a um problema, isso não significa que possamos adotar a resposta que bem entendemos. Por exemplo, até muito recentemente na história humana, era perfeitamente lícito usar argumentos como “mas se Zeus não existe, de onde vêm os raios?”. Aqui fica claro que o desconhecimento de meteorologia e eletromagnetismo não é uma prova da existência de Zeus. O mesmo se dá quando o argumento se refere a outros deuses, ou a outros denômenos de origem desconhecida para o interlocutor.

Mais besteira. O argumento geralmente utilizado pelos teístas, é o de São Tomas de Aquino, o das cinco vias. Embora discutível, o argumento se baseia em dizer que tudo no universo tem uma causa material. Se o universo não é eterno, ele teria que ter tido uma causa. Mas deveria haver uma primeira causa, que transcenderia as leis do mundo físico (pois nesse, tudo tem que ter uma causa). Essa primeira causa é o que os teístas chamariam de Deus.

Notem que não tem nada a ver com a idéia de observar o universo e sair dizendo: “se Deus não existe, por que existe o universo?”.

Nota-se que eles são obcecados pelos espantalhos.

E, quando se cria espantalhos sobre os oponentes, em grande parte do tempo é preciso ofendê-los.

É uma péssima forma de divulgar a campanha ateísta, pois a imagem passada pela ATEA é péssima. Uma pena, pois tenho amigos ateus e eles não agem de maneira intelectualmente desonesta como o pessoal da ATEA (ao menos pelo que foi mostrado no texto “Argumentos”, do site).

Para finalizar, seguem os custos de anuidade para a ATEA. Quer dizer, até no ateísmo hoje há o “dízimo”.

Opções de contribuição (anuidade)

Não contribuinte
R$ 50,00
R$ 100,00
R$ 300,00
R$ 500,00
R$ 1.000,00

O valor da anuidade pode ser pago em até 6 vezes.

Written by lucianohenrique

agosto 17, 2009 at 1:06 pm

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