Neo-Ateísmo, Um Delírio

Ceticismo e racionalidade na demolição da ilusão neo-ateísta

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Presidente da ATEA e suas sandices – Capitulo final – Um neo ateu de bunda suja

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Talvez nem todos se lembrem, mas logo no início deste blog postei 3 partes das refutações à uma entrevista dada por Daniel Sottomaior, presidente da ATEA, ao programa Brasil das Gerais.

Para quem não se lembra, os links para as 3 partes estão aqui: [1], [2] e [3].

O caso é que fiquei devendo a parte 4 (que traria as refutações às partes 4 e 5 do programa, respectivamente).

Um dos motivos para eu ter atrasado é a desmotivação em tratar tal tipo de material, que seriam os discursos de Sottomaior. Naturalmente é um material “fecal”, e, pior, infantil.

Tecnicamente, ele consegue a proeza de ser muito pior que Richard Dawkins, por exemplo.

Mas, é claro, eu não poderia deixar de concluir a série.

Eis que, então, com quase 6 meses de atraso, segue a parte final da refutação à entrevista de Daniel Sottomaior (obs: como de costume eu ignorei a participação de Eduardo Aquino, pelo fato dele estar ali só para servir como encosto de porta).

Vídeo 1

0:15 – Há um vídeo com o Pastor Magib Saab, da Igreja Batista Central. Eu já vi argumentos religiosos ruins, mas dificilmente encontrei um tão ruim quanto o dele. Basicamente, ele diz que todos acreditam em Deus, e que se alguém não adora a Deus, então vai ter outro “Deus” para adorar, que pode ser dinheiro, time de futebol, e até ateísmo. Claro que é uma sandice total. Seria mais lícito apresentar algum religioso de maior inteligência (Magib não a possui), que citaria Chesterton, por exemplo.

02:09 – Daniel começou refutando as besteiras do Magib, o que qualquer criança de 10 anos faria. Ele fez corretamente, mas isso não é mérito algum. O bizarro veio quando ele tenta encaixar uma “teoria das mudanças pessoais”, e relaciona isso a psiquiatria. Ele cita a história de Phineas Gage, um sujeito que vivei de 1819 a 1861 e teve a cabeça perfurada por uma barra de ferro. Gage continuou vivendo, mas teve o seu sistema límbico profundo afetado, e existiu uma mudança de comportamento. O problema é Sottomaior ter citado isso para explicar as “mudanças de comportamento”, o que é totalmente irracional. Uma mudança de “ateísmo para teísmo” ou “teísmo para ateísmo” não pode ser explicada pelo mesmo evento que ocorreu com Gage, pois nem todas as mudanças de comportamento envolvem traumas cerebrais. Outro problema é que Sottomaior parece ter confundido mudança de comportamento com mudança de crença.

03:02 – Aqui Sottomaior se perde de novo, ao dizer que a questão do mal de Alzheimer seria algo contra a existência de almas. Segundo ele, “se as pessoas são movidas por almas”, como é que elas perdem a memória na questão de doenças degenerativas? Primeiro, há o erro dele em dizer que a pessoa seria “movida por alma”. Os religiosos dizem que são eles próprios que se movem, e são conscientes disso. Essa consciêncai está relacionada à alma. A alma não é considerada algo externo à pessoa, e sim parte intrínseca da pessoa. Em segundo, a alma independe do corpo físico, portanto, uma inaptidão do corpo físico, não implicaria em um dano à alma. Não estou querendo fazer juízo de valor se a alma existe ou não, pois não é o meu objetivo nesta argumentação. Mas que o argumento de Sottomaior contra a existência de alma é inválido, isso é óbvio.

03:15 – Sottomaior ainda tenta seguir com o seu argumento, envolvendo até “mudança de moral”. Segundo ele, se há mudança de moral, a mudança está no cérebro da pessoa. Capaz. Mas cadê as evidências dele para isso?

03:20 – Daniel agora apela à histeria, dizendo “Quanto a esse Deus, o suposto Deus que é amor, ele disse entre outras coisas, quanto porém esses meus inimigos, que não quisessem que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e executai-os na minha presença”. Ele conclui dizendo: “que amor é esse, hein?”. O problema é que Sottomaior errou tudo, pois tal citação é da parábola dos talentos, e fala da narrativa de jesus a respeito de um nobre. Esse nobre é que faz tal afirmação, que ainda assim faz parte de uma parábola alegórica. Quer dizer, não há nada dizendo sobre “atrocidades de Deus” nesta parábola. Daniel ouviu o galo cantar mas não sabe onde.

03:30 – Sobre o “sentido da vida”, Sottomaior diz: “é o sentido que nós quisermos dar”. Claro que não é obrigatório que alguém aceite a crença em Deus, mas ele assume o sentido da vida como algo que cada um quiser dar à sua vida. Ué, sendo assim, como ele poderia criticar os religiosos? Se cada um escolhe o que quiser, usando o relativismo dele, nada poderia ser condenado. Nota-se que Daniel não presta muita atenção no que diz..

04:00 – Sobre educação das crianças, ele é perguntado se os filhos dele tem o direito de escolher uma crença. Daniel responde: “toda [a liberdade]“. Aí é ele que está afirmando, mas não há evidências. Curiosamente, em seguida ele sai atacando os pais religiosos, dizendo que o que eles fazem é doutrinação, pois segundo ele “as crianças acreditam em tudo que os pais delas dizem”. Em resumo, tudo que Daniel afirma é clone daquilo que Dawkins já fez, portanto é melhor citar este artigo cá. Mais um problema para Daniel: nem todas as transmissões de valor pai-filho são feitas por pais religiosos. Um exemplo é esse vídeo aqui.

05:00 – Sottomaior apela à Sigmund Freud, que alegou que as divindades seriam “substitutos dos pais”. Obviamente uma teoria bizarra e sem evidências, mas que Daniel, sem o menor senso crítico, aceitou sem questionar. Para maiores detalhes sobre neo ateus que aceitam sem questionar qualquer bizarrice que seus gurus afirme, veja aqui.

Em seguida, Eduardo Aquino continua com seu show de bobagens e apelos emocionais, que me recuso a comentar. Ele é um representante da corrente “O Segredo”. Não é isso o que o torna alguém nulo, e sim sua postura de coitadinho e excesso de evidências anedota que ele traz.

Video 2

1:01 – Chega a ser engraçado e contraditório. O Daniel passa o programa todo ofendendo e difamando a religião e os religiosos, usando de escárnio, e depois reclama que a revista Veja publicou uma pesquisa dizendo que a população tem maior rejeição por ateus do que em relação a qualquer outro grupo. Mas que estranho, será que Daniel quer votos daqueles que despreza? Isso não faz o menor sentido. No momento em que se chega para escarnecer um povo, como um todo, usando estratégias de retórica, obviamente este povo entende a mensagem. Claro que não são todos os ateus que fazem isso que Daniel fez, mas principalmente os neo ateus. O problema é que tais grupos de neo ateus (ATEA, UNA, LiHS) dizem que REPRESENTAM os ateus. O povo, naturalmente, vai entender a mensagem. A mensagem é simples: cabe ao neo ateu todo o desrespeito possível que ele conseguir imaginar em relação à religião e aos religiosos. A lógica tem que ser reversa: cabe ao religioso todo o desrespeito possível que ele conseguir imaginar em relação aos neo ateus e o neo ateísmo. Obviamente, que eu prefiro votar em uma prostituta de rua do que em gente como Daniel Sottomaior para qualquer cargo público. E isso NÃO é discriminação contra ateus. O draminha dele, portanto, não serve.

2:05 – Em seguida, Daniel fala das campanhas dos ônibus. O problema é que as mensagens que ele defende são todas patéticas, conforme comentadas cá neste texto, do início deste blog.

4:06 – Esse é o momento mais patético de Sottomaior em todo o debate. Ele diz “Faço um desafio, se Deus existir, ele que venha entortar o meu dedo. Para ele, que é onipotente, deve ser fácil fazer isso. Se ele não vier, concluirei que ele não existe”. É o tal argumento do bunda suja. É assim: o ateu vai ao banheiro, faz suas necessidades, e sai com a bunda suja. Ele resolve então pedir que Deus limpe a bunda dele. Como ele continua com a bunda suja, ele diz que Deus não existe. É claro que na visão infantil de Sottomaior e desse pessoal, ele deve pensar em Deus como um ente controlado por controle remoto.

5:36 – Ao final, Sottomaior solta mais uma pérola, dizendo o seguinte: “Sempre que a ciência cria conhecimento a respeito da religião, ela o nega”. Engraçado que ele não consegue mostrar nenhum exemplo disso, mostrando, como em quase tudo que ele diz, credulidade patética e irracionalidade absoluta.

(*) Sottomaior ainda comenta sobre a concordata do Brasil com o Vaticano, mas como não li a íntegra do acordo ainda, não comentarei a este respeito.

Written by lucianohenrique

fevereiro 7, 2010 at 10:38 am

Presidente da ATEA e suas sandices – Parte 3 – Sem medo do ridículo

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Nessa terceira parte do debate no programa Brasil nas Gerais , o fanático ateu Daniel Sottomaior segue com sua pregação maluca, como sempre recheada de ofensas e mentiras, todas desmascaradas aqui – já que o seu adversário de programa era meio lerdo (só assim para Daniel conseguir falar tanta besteira seguida).

1:51 – Até que demorou, mas a primeira besteira surgiu

Incrível, por quase dois minutos, Daniel não praticou erros lógicos.

Foi até razoável quando ele disse que não poderia existir espiritualidade sem crença em espíritos. Claro que poderia ter falado corretamente e mencionado “mundo espiritual” ao invés de “espíritos”, mas não se pode exigir muito dele…

Mas aqui, perto dos dois minutos, ele volta às suas maluquices.

Ele diz: “As pessoas tendem a perguntar ‘por que você não acredita’, mas, na verdade, a pergunta tem que ser ao contrário… ‘por que você acredita’.

Estupidez total!

Não existe isso de “pergunta tem que ser” neste caso.

Natural para um teísta perguntar por que alguém não acredita, assim como um ateísta perguntar por que alguém acredita. Assim como seria natural para um casado perguntar por que alguém não casou-se ainda, ou para um solteiro perguntar por que alguém casou. Ou seja, não é ele quem define qual “pergunta tem que ser”.

Se Daniel não consegue entender isso, deve haver uma falha gravíssima na educação dele, que reflete em sua incapacidade de comunicação e compreensão de que pessoas diferentes possuem questionamentos diferentes.

A desculpinha dele não foi nada melhor, ao dizer: “as pessoas que não creem, como eu, só podem apontar que os motivos para se crer são ruins”.

Resposta vaga demais, típica de um incapaz, pois alguém poderia até retrucar que “os motivos para não se crer são ruins”.

2:12 – Daniel entra em histeria e parte para a insanidade total

Quando a apresentadora pergunta como seria o mundo sem religião, Daniel responde: “Muito melhor! Sem preconceitos contra mulheres, sem preconceitos contra homossexuais, a escravidão teria acabado talvez há alguns milhares de anos antes se não fosse pelo clero ter apoiado a escravidão!” (*)

Depois disso, ficou claro que a moral do Daniel inexiste!

Só alguém sem o mínimo de ética e com nenhum caráter diria tamanha mentira.

A origem do preconceito contra a mulher surgiu devido à diferença física entre o homem e mulher. O homem, como mais forte, saía para caçar. Portanto, não demorou para a transformação da mulher em objeto sexual. Isso ocorreu muitos milênios antes do surgimento da religião.

Essa diferenciação não passava de um costume, que ficou por séculos. A Bíblia apenas considerava a cultura da época, mas somente pregava um tratamento mais justo à todos, homens e mulheres.

E como refutação definitiva dessa palhaçada do neo-ateu, O Império Romano era totalmente alheio à religião formal e chegava até a proibir o Cristianismo. E a mulher não recebia nenhum tratamento igualitário. E nenhuma chegou ao poder.

Infelizmente o preconceito contra as mulheres existe até hoje. E felizmente tem diminuído. Só que o ateísmo não tem influência alguma nesta diminuição do preconceito.  Portanto, ele ter falado que “sem cristianismo o preconceito contra mulheres teria acabado talvez há alguns milhares de anos” é no mínimo besteira.

Quanto ao preconceito contra homossexuais, isso não existe na Bíblia. O que existe é a posição de que a relação entre dois homens não é aceitável. Curiosamente, tal posição sempre foi confirmada pela Biologia. Sendo que a presença terrestre dos animais é garantida pela procriação, como dar apoio a uma relação que não gera procriação? [N.E. - Os homossexuais que vivam sua vida sem problemas, serão respeitados por isso. Mas daí a querer o apoio da Igreja é burrice demais por parte do Daniel.].

E não há apoio nenhum à escravidão na Bíblia.

Daniel é tão parvo que afirma que a “escravidão teria terminado muito antes sem o Cristianismo”. É preciso de uma desinformação histórica muito grande para afirmar tal estupidez, pois a escravidão é um fenômeno mundial. A origem da escravidão estava na conquista de um povo por outro – o conquistado era escravizado, ao invés de morrer. Futuramente, a escravidão virou um comércio rentável.

Não há nada de influência do Cristianismo para apoiar escravidão.

Quer dizer, o Daniel realmente acreditou naquele documentário do Dawkins afirmando que “religião é a raiz de todo o mal” e sai vomitando suas baboseiras.

Ele também afirma o seguinte: “As mulheres só entram no Vaticano para servir cafezinho”.

Nesse momento deve ter ocorrido um pane no cérebro de Daniel, pois nem uma criança pronunciaria tamanha bizarrice.

O que ocorre é que o Vaticano, apesar de ser um estado, é um local em que as pessoas executam suas funções para a Igreja. Existem as funções para os homens, e para as mulheres. Como é tradição na Igreja Católica, os padres e bispos, por exemplo, precisam assegurar sua castidade. Dessa forma, a junção de homens e mulheres não seria útil. É por isso mesmo que existem também os conventos de freiras (e não conventos “unissex”).

Se Daniel tivesse estudado sobre a instituição, teria perdido uma boa oportunidade de não pagar mico.

E, estranhamente, ele não percebeu que não existe, por parte das mulheres no Vaticano, nenhum movimento para mudança de atuação delas mesmas. Nota-se que o enlouquecido neo-ateu inventa preconceitos onde não existem.

Ele também afirma: “que as mulheres deveriam ter orgulho de não ter contribuído com uma linha só da Bíblia, que diz que as mulheres tem que se submeter aos seus maridos, tem que ficar caladas na Igreja… é essa ética machista e escravocrata”.

A anta ateísta não percebeu que isso era apenas um reflexo da cultura da época. De novo, ele tentou a falácia da falsa causa.

E, pior, o sujeito não investigou os motivos para que Paulo falasse que a mulher deveria ficar calada nos cultos. Na verdade, a intenção era apenas proteger a mulher, pois essa atitude evitaria que os cultos fossem confundidos com o templo da deusa Afrodite. E isso iria atrair a atenção indesejada dos romanos.

A loucura dele segue aqui: “quando as pessoas lêem ‘servo’ na Bíblia, na verdade é escravo… cheio de escravos, Jesus usou escravos em um monte de parábolas… ele falou uma vez que não devemos ter escravos? Nunca! A escravidão para Jesus era uma coisa normal e boa. Se nós não tivéssemos a ética cristã, estaríamos pelo menos uns 2.000 anos à frente de ética!”. (*)

Como se nota, o sujeito tem problemas seríssimos. Ele não só mente, como também acredita nas mentiras dele. Isso é mitomania.

Só alguém mal intencionado interpretaria “servo” como “escravo”. E essa associação, como qualquer pessoa com o mínimo de cultura concordaria, é falsa.

Um escravo é propriedade do seu senhor, ao passo que o servo não.

Daniel construiu todo o seu argumento em cima de uma falácia do espantalho, ao tentar vestir a roupa de espantalho (‘escravo’) no termo “servo”.

Por isso todas as afirmações de Daniel relacionadas a apoio de Jesus à escravidão são mentiras típicas de um desqualificado.

7:10 – Einstein com papo de comunista. E daí?

Para variar, o Eduardo Aquino só ficou falando bobagem, então o fanático Daniel só pode pronunciar-se de novo no final.

Daniel tenta usar a falácia da autoridade ao afirmar o seguinte, sobre Albert Einstein: “ele deixou uma série de cartas deixando muito claro que a idéia de um Deus que olhava pelos homens e se preocupava pelos homens era extremamente infantil”.

Realmente, tal carta pode ter existido (mas ainda está passível de validação), mas Daniel não mencionou que Einstein era socialista, e anti-capitalista. Certa vez o FBI afirmou, sobre Einstein: “‘inadmissível para os Estados Unidos’ por várias razões, principalmente porque, segundo as palavras dos serviços, cria, aconselhava e ensinava uma doutrina anarquista, além de ser membro e afiliado a grupos que admitiam ‘atuar ilegalmente’ contra os princípios fundamentais do governo organizado”.

O que significa que Einstein só é referência por seu trabalho científico.

Mas as opiniões de Einstein fora do trabalho científico valem o mesmo que um peido.

Como sempre, Daniel editou informações. Típico de um desonesto.

7:55 – Se esse é o argumento bom, imaginem os ruins…

A besteira aqui foi no mínimo infantil: “um dos argumentos sobre a inexistência de Deus(es) bons é a existência do mal, chamado problema do Mal”.

De novo, só se for em cima da visão infantil que Daniel e Dawkins possuem de Deus.

Não existe nada dizendo que a existência do mal implicaria em não existir um criador. Seria no máximo um argumento para questionar se Deus seria bom ou ruim (e pior que o argumento não consegue nem isso), mas não para questionar existência ou inexistência.

Como já dito antes, a presença do Daniel em tela só serviu para constranger aos ateus sadios. Pois os neo-ateus devem ter concordado com as bobagens dele. O que só mostra esses são a escória dos ateus…

P.S.: Não haverá uma parte 5, e sim apenas a parte 4. Os vídeos referentes às partes 4 e 5 serão refutados em um único artigo. Até por que já foi muito tempo dedicado a uma pessoa tão pouco qualificada intelectualmente e socialmente (Daniel Sottomaior).

(*) Depois de tanta safadeza demonstrada por ele, o cara ainda reclama do alto índice de rejeição sofrido por ateus nas pesquisas? Não tenho nada contra os ateus sadios (somente contra os neo-ateus), mas é claro que eu não voto em alguém da turminha do Daniel de jeito nenhum. Depois de tanta falta de vergonha na cara e desonestidade intelectual, eu voto em qualquer um, até em um cachorro… menos nesse tipo de gente. Motivos? Alegações como estas (marcadas com ‘*’), que mostram safadeza e total ausência de hombridade de tal perfil.

Written by lucianohenrique

agosto 30, 2009 at 3:32 pm

Presidente da ATEA e suas sandices – Parte 2 – A missão de pagar mico

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Conforme prometido, segue a parte 2 do debate no programa Brasil nas Gerais, trazendo o presidente da ATEA, Daniel Sottomaior, e Eduardo Aquino.

Resumindo, Sottomaior entrou para defender os neo-ateus, e o Eduardo… bem, esse aí deve ter sido escolhido por Daniel para ser um sparring, pois só isso explica uma participação tão pífia. Do pouco que deu para abstrair, Eduardo estava lá para falar de misticismo, Física Quântica e outras coisas. Ficou com cara de bobo, esperando tomar chutes nos fundilhos por parte do Daniel. Em suma, não é adversário para ninguém. Como já disse, se Sottomaior pegasse um Dinesh D’Souza pela frente, iria sair chorando do palco de tanto apanhar na argumentação…

E se na primeira parte, só fiz duas citações, aqui a coisa muda, pois Daniel desandou com um show de baixarias raramente replicável. Poucas participações de ateus em público foram tão recheadas de ofensas, distorções, erros lógicos, ignorância e afins.

A diversão é completa.

Vejam…

0:36 – Besteiras sobre entendimento de Física Quântica

Aqui Daniel usou a seguinte abordagem: “As pessoas que costumam falar de Física Quântica que, me desculpe, creio que é o seu caso [o cone Eduardo Aquino], não costumam ter nenhuma formação na área”.

Para começar, ele inicia com a demonstração de comportamento antisocial. Ou seja, aquele tipo de pessoa incapaz de viver em sociedade. Se tivesse o mínimo de educação e postura, saberia que ele poderia contestar o seu oponente sem agir dessa forma ofensiva e mal educada. (*)

Curiosamente, Daniel Sottomaior é engenheiro civil. Isso significa que ele não tem formação na área de Física Quântica também. Só isso já é um atestado de que Eduardo Aquino não serve nem como encosto de porta. Um debatedor medianamente treinado já teria dado uma invertida tamanha no Daniel que este ficaria atordoado. Algo que se iniciaria com uma pergunta deste tipo: “que moral tem um engenheiro civil para falar do conhecimento de Física Quântica de outrém?”.

Por exemplo, Daniel afirmou que algumas pessoas “não sabem o que é equação de Heisenberg”. Mas catzo!! Isso qualquer aluno que cursou Física sabe. Qualquer um que já leu sobre o assunto sabe. Não é algo difícil.

Em seguida, ele afirmou que as interpretações da Física Quântica tem sido utilizadas pelos místicos para “validar idéias religiosas”, e concluiu dizendo: “mas isso nunca foi bem aceito na ciência”.

Nada mais falso.

A “ciência” não é uma entidade que diz “isso entra” ou “isso não entra”. O que existe é a contestação de grande parte dos cientistas à idéias como da aplicação da Física Quântica para explicar a espiritualidade.

Mas o que ocorre é que tais autores criticados por Sottomaior fazem apenas uma extrapolação de alguns paradigmas da Física Quântica. E, para isso, é preciso do entendimento de conceitos básicos. Isso não comprova a espiritualidade, claro, mas também não é uma teoria científica para comprovar ou não existência de Deus, portanto não requer tal “validação”. É apenas uma nova abordagem, com interpretações feitas de modelos da Física Quântica. Logo, exigir o rigor científico destes místicos da mesma forma que se exigiria para a publicação de um trabalho científico é no mínimo falácia do espantalho feita por Daniel.

Aliás, se Sottomaior investigasse seus adversários, ele saberia que grande parte dos místicos adeptos da Física Quântica substituem “Deus” por “energia” e não são muito adeptos de religião.

1:36 – As besteiras propagadas por ele agora são dirigidas às intenções dos religiosos

Na conclusão de todas as idiotices que afirmou anteriormente, ele segue afirmando sobre Física Quântica na visão dos místicos: “são idéias que os religiosos têm para si mesmo para tentar conciliar a ciência e a fé”.

Realmente ele parece acreditar naquela sandice de que ciência e fé são opostos, e como tal deveriam “se conciliar”. [N.E. - mais aqui]

Só que na verdade os religiosos não precisam fazer nenhuma conciliação. O que existe, por alguns místicos que adoram falar de Física Quântica, é que estes tentam entender coisas como pensamento positivo e seus efeitos, e para isso usam modelos utilizado pela Física Quântica. Mas não existe nada de “tentativa de conciliação”. Até por que misticismo baseado em Física Quântica não é religião. A tentativa de Daniel em chamar essa abordagem de religião é mais um exemplo de falácia do espantalho da parte dele.

A sandice de Sottomaior fica evidente quando ele afirma o seguinte: “se isso fosse verdade, os cientistas estariam recorrendo aos papas”.

Afirmação de moleque, claro, pois o Papa, autoridade maior da Igreja Católica, sequer teoriza sobre a Física Quântica. Não é esse o objetivo da religião. Mais um sinal de que Sottomaior quer partir para o confronto mas não conhece os seus adversários.

A fragilidade argumentativa do neo-ateu fica evidente quando ele confirma a sua crença estúpida: “O que se vê hoje em dia é que a religião está procurando se assegurar através da ciência”.

Se ele realmente estudasse seu oponente, saberia que os religiosos são compostos por católicos e protestantes, em sua maioria. Os místicos new age, que fazem uso das extrapolações da Física Quântica, são uma minoria. Portanto, Sottomaior não pode afirmar tal “tendência” e nem chamar isso de “comportamento dos religiosos”.

E, de novo, ele demonstra não saber nem o que é ciência e nem o que é religião. Pois, se soubesse, saberia que uma não precisa se confirmar pela outra.

A ignorância dele no assunto é demonstrada quando ele fala: “a religião sabe que tudo que eles tem é a fé”.

Burrice total, pois a fé é só um componente valorizado (e muito) na prática religiosa. Mas a religião tem muito mais do que apenas a fé. A religião possui rituais, simbologias, metáforas, códigos morais e daí por diante. Ele tentar resumir religião à fé é um comportamento tão tolo quanto dizer que “a ciência sabe que tudo que eles tem é o microscópio”. O Daniel foi apenas parvo.

O final do discursinho preliminar (e olhem que todo esse show de bobagens veio antes dos 2 primeiros minutos do segundo bloco): “e eles sabem que existe uma imagem bem assegurada na sociedade de que a ciência dá coisas garantidas”.

Das duas uma, ou esse cara leu tanto Carl Sagan e com isso perdeu todo o seu senso crítico, ou ele está de gozação.

Qualquer religioso sabe que a ciência e a religião são independentes. No máximo o que existe é a busca de convergências, mas isso vem de muitos séculos atrás, muito antes do método científico sequer ser idealizado. Por isso, a religião não precisa de “validação por ciência”, pois a ciência trata do aspecto material. Não há nada ainda na ciência sobre o aspecto espiritual.

Mas a insistência dele é gritante: “pois eles [os religiosos] procuram esse tipo de reconhecimento social [ciência] que eles não têm”.

Mas quem disse para esse maluco que alguém que é religioso precisa de algum reconhecimento social científico na prática religiosa? Seria tão estúpido quanto alguém buscasse algum reconhecimento social científico para gostar de cinema. Ou filosofia. Realmente, o neo-ateu está perdido.

2:46 – Sottomaior realmente não sabe nada a respeito dos argumentos científicos quanto ao Big Bang, Darwinismo e Neurociência

Ele é tão sem noção que, quando questionado a respeito do sentido da vida, disse tal estultice: “E a ciência já respondeu. Isso que é o mais interessante… De onde viemos? Darwin já nos disse de onde viemos. A cosmologia já disse de onde veio o nosso universo. E a neurociência já disse que tudo que nós somos está no nosso cérebro. Não há alma. Nã há espírito. Isso é somente uma idéia de pessoas de 300.000 anos atrás”.

A última frase foi só tentativa de pivete tentando ofender. Não merece nem comentário.

Mas avaliando o resto do que ele disse, como um todo: em 30 segundos o cara falou mais besteiras do que a Hebe falaria em meia hora.

Por exemplo, a neurociência não trata de questões como alma ou espírito. Basicamente a neurociência explica a anatomia e fisiologia do cérebro, principalmente para compreender os mecanismos de regulação orgânica do cérebro e o processo de aprendizagem e cognição. Só isso. Talvez o Sottomaior inventou uma nova neurociência para falar dela, o que configura a mania patológica dele de praticar a falácia do espantalho. Mas a neurociência dos verdadeiros cientistas não tem nada a ver com isso que ele falou.

A teoria de Darwin explica apenas a biodiversidade e o processo de especiação por seleção natural, mas não diz a origem deste processo. E nem a origem da vida.

E a mais patética de suas declarações: ele disse que a cosmologia já disse de onde veio o universo. Será que é da Teoria do Big Bang que ele está falando? Na verdade, Big Bang é só a teoria científica que diz que o universo esteve anteriormente em um estado extremamente denso e quente. Nesse estado, que ocorreu há cerca de 13,7 bilhões de anos, toda energia e matéria estavam comprimidas em um único ponto. Portanto, a não ser na visão do populacho, a teoria não é sobre surgimento do universo, e sim sobre uma alteração de estado do universo.

Como se nota, o cara mostrou comportamento de LEIGO em todas as áreas científicas em que tentou se aventurar.

E, para humilhar ainda mais o coitado: a Igreja Católica aceita tanto a Teoria de Darwin como também o Big Bang. Aliás, por trás do Big Bang está um padre, Lemaitre,e sua descoberta foi financiada pela Igreja.

Como eu já disse no artigo anterior. A sorte é que o oponente do Daniel no debate era muito, mas muito fraco. Senão o presidente da ATEA iria precisar usar fraldas a partir daquele dia.

3:07 – E também não sabe nada a respeito dos argumentos sobre a existência de Deus

Notem o que o infeliz teve a cara de pau de afirmar: “O argumento das origens… Ou tudo é criado por outra coisa, Ou nem tudo é criado por outra coisa”. E ele prossegue: “Se tudo é criado por outra coisa, então esse Deus foi criado por um outro Deus, e daí sucessivamente… e então a idéia religiosa estaria com problemas. Se nem tudo foi criado por outra coisa, então por que pensar em Deuses?”.

Só se for um argumento que ele inventou, pois o argumento das origens não tem nada a ver com isso. Ele simplesmente inventou um argumento do nada, e saiu dizendo que era um argumento de teístas, de novo para praticar a falácia do espantalho. Coisa de alguém intelectualmente desonesto.

Talvez ele tenha citado o argumento de São Tomás de Aquino, das cinco vias, que diz o seguinte:

“Primeiro Motor Imóvel: Tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido. Decorre da relação “causa-e-efeito” que se observa nas coisas criadas. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita. Ser Necessário: Existem seres que podem ser ou não ser (contingentes), mas nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria, logo é preciso que haja um ser que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser. Ser Perfeito: Verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, qualquer graduação pressupõe um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a Causa da Perfeição dos demais seres. Inteligência Ordenadora: Existe uma ordem no universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada. “

Notaram que não tem absolutamente nada a ver com as duas opções que Daniel tentou impor?

O argumento das cinco vias parte de uma premissa, e então chega a uma conclusão lógica. O que fica por ser discutido é se as premissas são válidas ou não. Sendo válidas, o teísta está correto. Não sendo válidas, o ateu está correto. Só que não há como verificar experimentalmente a premissa ainda.

É, Danielzinho, a vida realmente fica difícil quando não se estuda lógica e se tenta entrar em debates, não?

5:23 – O sujeito não sabe nem a diferença entre fé e religião

O ingênuo Eduardo Aquino perguntou ao Daniel: “Qual a diferença entre fé e religião?”.

Notem a resposta: “Fé é uma posição. Religião é uma instituição”.

Para variar, o neo-ateu segue sem acertar quase nada. Ele quase acertou sobre fé, mas errou feio na definição de religião. Fé é uma postura humana, que pode ser descrita como convicção, certeza, etc. Religião é um conjunto que envolve não só uma crença, como também a metafísica por trás dessa crença, rituais, simbologias e um código moral. Religião em si não é uma instituição. O que existem são instituições religiosas, assim como existem instituições ateístas – como exemplo a própria ATEA, que, se não trocar de presidente logo, só vai continuar prejudicando a imagem dos ateus.

Depois, a partir daí e seguindo até os oito minutos do vídeo, o bocó de mola que atende pelo nome de Eduardo Aquino ficou falando umas besteiras pseudo-científicas. Confesso que não consegui prestar atenção.

Então, vou pular para os oito minutos, quando o Daniel soltou mais pérolas:

8:05 – A falácia da generalização apressada

O sujeito foi questionado a respeito do fato da maioria das pessoas no mundo professarem uma religião. Ele poderia ter argumentado somente que “o fato de ser seguido pela maioria, não implica que esteja certo” e estaria perfeito.

Mas, como todo bom neo-ateu, é preciso partir para a pregação e queimar o próprio filme. E foi aí que Daniel partiu para a falácia do declive escorregadio: “Há outros exemplos claros e típicos… machismo, preconceito racial, preconceito contra os judeus. Essas foram idéias que foram praticamente universalmente aceitas em toda a humanidade, e até hoje temos problemas em grande parte para erradicá-las… em grande parte graças à religião”.

Como se nota, Daniel é mentiroso. Ele não apresentou uma evidência sequer de que o preconceito racial tenha sido causado pela religião. A Igreja Católica, aliás, lançou um encíclica para condenar a repressão nazista aos judeus. E, para finalizar: não há uma evidência de que o machismo tenha sido causado pela religião.

O resumo desse discurso dele é que ele passa a imagem de desonesto e mau caráter, capaz de inventar mentiras sobre pessoas que não pensam igual a ele. Não serve como representação de ateus que querem evitar o preconceito.

8:55 – Os estudos comprovam que a prece prejudica… só se forem estudos feitos na casa do Sottomaior

Ao falar do efeito das preces feitas por terceiros para as pessoas doentes, ele diz, já em estado quase histérico: “Algumas pessoas chegavam a ficar piores”.

Espero que Daniel não ache que isso que ele fez foi análise científica. Pois não há nada de método científico nisso.

Quer dizer, se é preciso  de provas a respeito de que a prece causaria melhoras, da mesma forma é necessário que alguém prove se afirmar que a prece causa pioras.

Esse foi o fecho cômico. Não que tenha sido a intenção do Daniel, claro.

P.S.: Em breve segue a parte 3, que não tive paciência de assistir ainda. Mas algo que me diz que o nível de baboseiras de Daniel vai prosseguir.

(*) As vezes me perguntam sobre o modo que trato os neo-ateus, que é firme e com pouco rapport. Mas eu não faria isso com um ateu normal que venha dialogar com educação, pois acho que este tipo de ateu merece o mesmo respeito que um teísta. Diferentemente disso, Daniel partiu para a ofensa contra alguém que estava sendo educado com ele. Por isso, Daniel merece sempre receber o mesmo tratamento que um cachorro de rua. Assim como todos os neo-ateus.

Written by lucianohenrique

agosto 28, 2009 at 1:40 pm

Presidente da ATEA e suas sandices – Parte 1

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Para início de conversa, façamos justiça: Daniel Sottomaior conseguiu rivalizar com o seu adversário de debate no programa “Brasil das Gerais”.

Mas não dá para negar o fato de que Sottomaior é tão covarde que só conseguiu algum efeito por ter duelado com um adversário muito ruim. Se o sujeito pegasse um William Craig pela frente, acostumado a duelos com neo-ateus, o que ocorreria com Sottomaior? Provavelmente desmaiaria no palco…

A refutação às tradicionais besteiras do presidente da ATEA (Daniel Sottomaior) ocorrerá em cinco partes. O vídeo acima é só a primeira parte. O programa total tem 50 minutos e foi dividido em 5 partes e adicionado no YouTube. E como é só a primeira parte, que tem muitas introduções e auto-apresentação, foram selecionados só dois momentos em que o neo-ateu chafurdou.

Vamos começar…

04:04 – As estatísticas furadas

Para dizer que “era possível ser feliz sendo ateu”, o neo-ateu Daniel começou citando os países com maior taxa de ateísmo (Noruega, Finlância, Suécia, Japão) e citou os países com a maior taxa de teísmo (África e países da América do Sul).

Só aí já é possível ver que o debatedor neo-ateu é desonesto, pois ele OMITIU as informações do maior país teísta do mundo (Estados Unidos) e do maior país ateísta do mundo (China). Como se nota, uma análise completamente viciada.

Lá para frente, o oponente de Sottomaior falou que os países citados pelo neo-ateu tinham também maior taxa de suicídio.

Sottomaior agiu correto (aleluia) ao dizer que a correlação não configura em causalidade. Só que isso ajuda a derrubar também o argumento trazido por ele de países com taxa de ateísmo e que portanto eram desenvolvidos e felizes. Ou seja, o neo-ateu deu um tiro no próprio pé.

Detalhe: eu acho que o ateu é possível ser tão feliz quanto o teísta. Mas isso não implica em usar argumentos chinfrins para comprovar isso.

06:08 – Desconhecimento absoluto de lógica

O sujeito diz que quando se fala em argumentos, existem apenas “argumentos sobre existência”.

Por favor, me digam quem foi o professor de lógica desse coitado, pois ele aqui cometeu um erro de amador.

Na verdade, é possível ter argumentos tanto sobre existência quanto inexistência.

Ou será que o sujeito nunca viu um relatório de auditoria confirmando que NÃO EXISTEM brechas encontradas no processo? Esse é um exemplo de argumento de inexistência. Agora, se o sujeito optou, por livre arbítrio, defender a inexistência de Deus, é claro que vai ser impossível ele conseguir tal prova. Problema dele.

Quer dizer, quando ele afirma que “não existem argumentos de inexistência”, isso mostra que o debatedor neo-ateu ouviu o galo cantar mas não sabe onde.

Aliás, quando Sottomaior afirma que os argumentos pelo ateísmo nada mais seriam do que a constatação de que “os argumentos em favor da existência de Deus são todos ruins” de novo dá para ver que ele está dando tiros no escuro. Pois quem disse para esse sujeito que ele conhece todos os argumentos neste caso?

Ele citou só um. E nessa única citação de argumento ficou evidente que Sottomaior nem sabe a diferença entre argumento “de existência” ou “alegação”.

Aula para ele: o que carece de provas é uma ALEGAÇÃO, e não “argumento de existência” ou “argumento de inexistência”. Se alguém alegar que um elemento EXISTE ou NÃO EXISTE em uma caixa, recipiente ou qualquer ambiente de estudo, essa pessoa terá que provar da mesma forma.

A sorte de Daniel era que o adversário dele era ingênuo demais…

P.S.: Em breve seguem as refutações da parte 2, que é onde Daniel comete ainda mais besteiras, e ainda mostra comportamento antisocial ao desrespeitar o seu oponente. Pois Daniel, mesmo falando besteiras típicas de crianças (como “não existem argumentos de inexistência”), não foi ofendido pelo seu oponente.

Written by lucianohenrique

agosto 27, 2009 at 6:59 pm

Rejeitado pedido para tirar crucifixos de locais públicos

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draculacrucifix

Eis que surge uma notícia que o Drácula não deve ter gostado nem um pouco. Segue, com citação da fonte (créditos a Fernando Porfírio):

A presença de símbolos religiosos em prédios públicos não ofende os princípios constitucionais da laicidade do estado nem de liberdade religiosa. Com esse entendimento, a Justiça Federal em São Paulo rejeitou pedido do Ministério Público Federal (MPF) para a retirada dos símbolos dos prédios públicos. A decisão, em caráter liminar, é da juíza federal Maria Lúcia Lencastre Ursaia, da 3ª Vara Cível Federal de São Paulo, em Ação Civil Pública, iniciada com representação de Daniel Sottomaior Pereira.

Presidente de uma Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, Sottomaior alegou ter se sentido ofendido com a presença de um “crucifixo” num órgão público. Em 2007, ele já havia representado ao Ministério Público Estadual, reclamando providências para retirada de um crucifixo no plenário da Câmara Municipal de São Paulo. O promotor de Justiça Saad Mazloum indeferiu a representação. Decisão confirmada pelo Conselho Superior do Ministério Público.

Agora, o MPF entendeu que a foto do crucifixo mostrada pelo autor representava desrespeito ao princípio da laicidade do Estado, da liberdade de crença, da isonomia, da impessoabilidade da Administração Pública e feria o princípio processual da imparcialidade do Poder Judiciário.

Para a juíza, o Estado laico não deve ser entendido como uma instituição anti-religiosa ou anti-clerical. “O Estado laico foi a primeira organização política que garantiu a liberdade religiosa. A liberdade de crença, de culto e a tolerância religiosa foram aceitas graças ao Estado laico e não como oposição a ele. Assim sendo, a laicidade não pode se expressar na eliminação dos símbolos religiosos, mas na tolerância aos mesmos”, afirmou a juíza em seu despacho cautelar.

Aliás, o que já era óbvio. Pois, conforme mostrado nesse blog, a presença de símbolos religiosos não ofende a ninguém. A não ser o Drácula (e a menina Regan).

Cada país poderá colocar os símbolos representativos de sua cultura, e é evidente que a cultura brasileira na questão religiosa é lembrada com símbolos como o crucifixo. Em Israel, provavelmente são outros símbolos. Isso não implica em conflitos com laicismo.

Mais interessante ainda é o que escreveu a juíza Maria Lúcia Lencastre Ursaia:

Segundo os ensinamentos de nossos doutrinadores, o Estado laico não deve ser entendido como uma instituição anti-religiosa ou anti-clerical. Na realidade o Estado laico é a primeira organização política que garantiu a liberdade religiosa. A liberdade de crença, a liberdade de culto e a tolerância religiosa foram aceitas graças ao Estado laico e não como oposição a ele.

O Estado laico pode ser definido como a instituição política legitimada pela soberania popular em que o poder e a autoridade das instituições do Estado vêm do povo, tal conceito está intimamente ligado à democracia e ao respeito dos direitos fundamentais. Assim sendo, a laicidade não pode se expressar na eliminação dos símbolos religiosos mas na tolerância aos mesmos.

Em um país que teve formação histórico-cultural cristã é natural a presença de símbolos religiosos em espaços públicos, sem qualquer ofensa à liberdade de crença, garantia constitucional, eis que para os agnósticos ou que professam crença diferenciada, aquele símbolo nada representa assemelhando-se a um quadro ou escultura, adereços decorativos.

Entendo que não ocorre a alegada ofensa à liberdade de crença, que significa a liberdade de escolha de religião, de aderir a qualquer seita religiosa ou a nenhuma, que não há ofensa à liberdade de culto e nem à liberdade de organização religiosa, garantias previstas no artigo 5º, inciso VI.

Bingo!

A juíza foi impecável em sua declaração.

O grande erro de Daniel Sottomaior é usar o raciocínio preto e branco, que já foi exposto neste artigo, publicado neste blog.

O problema de Sottomaior (e daqueles que o seguem nesse raciocínio) é de cunho psicológico.

Ele deveria procurar ajuda psicológica, e explicar que o cérebro dele não entende o fato de que alguém é religioso enquanto ele é ateu.

Quem sabe assim ele não aprende a viver em sociedade. E respeitar a cultura de cada povo.

P.S.: A decisão da Justiça Federal pode ser lida na íntegra neste link.

Um site de ateus feito para matar… de rir

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boco_de_mola

Ah, gostei demais do site da ATEA (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos), mas não pelos motivos que eles estavam esperando.

É que o site é mais engraçado do que comédias com Martin Lawrence e Eddie Murphy. Os sujeitos realmente são cômicos, mas pela sua ingenuidade.

Eles estão agora querendo copiar uma campanha que foi feita no Reino Unido pela British Humanist Association (uma associação de ateus radicais de lá) colocando slogans nos ônibus pregando o ateísmo.

A idéia de Daniel Sottomayor (líder da ATEA) é expor oito slogans afixados em ônibus da cidade de São Paulo. Segundo ele:

As frases expõem um pouco do que pensam os ateus, e buscam lançar um primeiro passo para o reconhecimento dos descrentes como cidadãos plenos e dignos, com seu merecido lugar na sociedade. Um dos destaques é a frase que pede a efetiva laicidade do Estado, tema que está na ordem do dia e que a ATEA entende que deveria ser uma prioridade para cidadãos de todas as crenças e descrenças.

Mas quem foi que disse para esse sujeito que as frases que eles escolheram representam o que pensam os ateus? Na verdade, representam a mais fundamentalista parcela dos ateus: os neo-ateus. Mas jamais são frases que representam os ateus. Como eu já afirmei antes, há ateus (assim como há teístas) que são capazes de viver em sociedade, sem problemas, entendendo um mundo multicultural como o nosso.

Aliás, os ateus já são reconhecidos como cidadãos plenos e dignos. Como religião é de foro íntimo (a pessoa pode passar a vida toda sem dizer sua religião, que não vão te forçar a dizer), é irrelevante, em termos profissionais, se alguém é católico, evangélico, judeu ou ateu. Simplesmente irrelevante.

Agora, talvez o Sottomayor seja discriminado por qualquer outro motivo, menos sua opção ideológica. Ele pode ser discriminado pelo seu comportamento preconceituoso e por sua visão ‘branco e preto’, que é aquele tipo de raciocínio no qual ele pensa que, se ele como ateu está correto, os que não são ateus necessariamente estão errados. Esse tipo de visão ‘branco e preto’ pode implodir a carreira de muitos, pois hoje em dia no mundo corporativo a manutenção do bom relacionamento com o maior número de pessoas é a chave para a obtenção de resultados. Do jeito que Sottomayor se comporta, só suportarão conviver com eles outros ateus radicais. Aí ele pensa que a discriminação vem por causa da opção dele por ateísmo. Bobagem. A discriminação vem pela incapacidade dele de viver em sociedade e, como mostrarei abaixo, pela péssima capacidade de comunicação que possui.

Uma prova disso são os oito slogans que ele e a turma dele selecionaram para a “campanha”. Vejam só:

2. Sou feliz sem crer em nenhum deus.

3. Você precisa de um deus para ser bom? Nós não.

4. Imagem ou texto mostrando ateus famosos. Texto: você sabe qual deles é ateu? TODOS. Subtítulo: Somos milhões no Brasil, centenas de milhões no mundo. Sugestões de nomes: Camila Pitanga, Angelina Jolie, Paulo Autran, Dercy Gonçalves, Charlie Chaplin, Daniel Radcliffe, José Saramago, Glória Maria, Drauzio Varella, Cássia Eller, Jodie Foster, Jorge Amado, Walmor Chagas.

5. Imagens de crucifixos na Câmara, Senado, Supremo e Planalto, “Deus seja louvado” nas cédulas, “Sorocaba é do senhor Jesus” e os dizeres “ateus também são cidadãos”. Subtítulo: Queremos igualdade. Merecemos respeito.

6. A fé não dá respostas. Ela só impede as perguntas.

7. Sorria! O inferno não existe.

8. Você é quase tão ateu quanto nós. Quando você entender por que não acredita em todos os outros deuses, saberá por que não acreditamos no seu.

9. Duas mãos trabalhando fazem mais do que mil em oração.

O pessoal, ao selecionar os slogans, mostrou a mesma maturidade daqueles moleques de 14 anos que acabaram de ouvir o seu primeiro disco de black metal e saíram enchendo a paciência dos outros com pregações de Nietzsche e coisas do tipo.

É fácil esmagar todos os oito slogans, justamente pela ingenuidade na elaboração dos mesmos. Alguém que escreveu tamanhas bobagens não tem capacidade de editar um termo de projeto, de elaborar uma proposta técnica, ou de elaborar um documento oficial. Aí tem que discriminar mesmo. Mas é só por questão de incapacidade, e não ideologia.

Vejam como cada um dos slogans só serve para queimar a imagem dos responsáveis pela ATEA.

  • 2. Sou feliz sem crer em nenhum deus: Engraçado que os caras da STR viviam citando o Carl Sagan e não aprenderam nada. Se tivessem lido o conto ‘O Dragão na Garagem’, saberiam que declarações como ‘sou feliz’ não representam nada, cientificamente. Não servem como alegação. Até porque um cético poderia achar que a pessoa que está declarando isso na verdade é triste, ou até está em depressão, e está mentindo dizendo que é feliz. Isso já mostra a ingenuidade do slogan.
  • 3. Você precisa de um deus para ser bom? Nós não.: Mais uma para queimar a imagem dos membros da ATEA. Os teístas, em geral, dizem que precisam de si próprios para serem bons, pois acreditam no livre arbítrio. Quer dizer, já começar mentindo sobre o adversário em um slogan é sinal de que estão querendo partir para a provocação ou briga. Aí que está a incapacidade de viver em sociedade. Ademais, esse slogan já nasceu para ser ridicularizado, pois além de tudo “ser bom” é um atributo tão subjetivo como “sou feliz”.
  • 4. Imagem ou texto mostrando ateus famosos: O curioso é que a maioria dos que ele cita são artistas. Vejam a lista: Camila Pitanga, Angelina Jolie, Paulo Autran, Dercy Gonçalves, Charlie Chaplin, Daniel Radcliffe, José Saramago, Glória Maria, Drauzio Varella, Cássia Eller, Jodie Foster, Jorge Amado, Walmor Chagas. Agora, a pergunta: quando é que artista foi símbolo de representação social? Há quem diga, inclusive, que há alta incidência de consumo de drogas entre artistas. Um debatedor adversário, mais maroto, poderia dizer que isso explicaria uma alta incidência de ateístas. Não digo que recomendo esse tipo de argumento, mas com certeza esse tipo de slogan é um tiro no próprio pé dado pela ATEA.
  • 5. Imagens de crucifixos na Câmara, Senado, Supremo e Planalto, “Deus seja louvado” nas cédulas, “Sorocaba é do senhor Jesus” e os dizeres “ateus também são cidadãos”. Subtítulo: Queremos igualdade. Merecemos respeito.: Outra besteira inominável. Até porque eles afirmarem que “ateus também são cidadãos” já é uma declaração de gente com problemas de auto-estima. Ninguém diz que “ateus não são cidadãos”. O presidente Bush, dos Estados Unidos, já disse uma vez que ateus não mereciam ser chamados de cidadãos, mas foi muito criticado por lá, tanto por teístas como ateus. Então querer colocar “ateus também são cidadãos” em cédulas é uma besteira completa. Seria como colocar “Palmeirense também é cidadão” ou “Advogado também é cidadão”. Bobagem, pois ninguém disse que palmeirenses, advogados ou ateus não eram cidadãos. Outra coisa que parece incomodar à ATEA são mensagens como “Deus seja louvado” ou “Sorocaba é do senhor Jesus”. Oras, se o ateu não gosta de ver frases como “Deus seja louvado”, a alternativa natural seria “O acaso seja louvado” ou “A inexistência de Deus seja louvada”. Mas, claro, eles não tem coragem de louvar a ausência de um valor, pois ficaria ridículo. Aí tentam criticar o fato de louvarem a Deus, que é valor para grande parte da população. Em suma, tentativa ingênua e patética da ATEA, que, como todos os slogans, só vai servir para queimar o filme deles. Aliás, se a imagem de crucifixo incomoda tanto, isso pode criar uma imagem facilmente detonável por parte deles. Seriam eles os clones da Regan? É, aquela mesmo, do filme exorcista. Por isso, esse negócio de sair dizendo “tirai esse crucifixo de minha frente, o crucifixo me ofende” é coisa de crianças.
  • 6. A fé não dá respostas. Ela só impede as perguntas.: Mais uma da série “ateus da ATEA são antisociais e só sabem ofender”. Aqui é apenas uma esperneada desesperada tentando atacar a fé. Isso mostra a ignorância do pessoal da ATEA em relação ao conceito de fé. Existem dois tipos de fé, para os religiosos. Uma é conceitual, e outra é prática. Por exemplo, acreditar em Deus é conceitual, basta dizer “acredito em Deus”. É tão fácil como dizer “não acredito em Deus”. Para os religiosos, a fé importante é a fé prática, na qual alguém muda a sua vida por causa daquilo no que disse acreditar. Aí, alguém que acredita no casamento, realmente dá demonstrações práticas disso. Alguém que acredita em sua profissão, age dessa maneira. Ou alguém que acredita em Deus, age em sua vida como se acreditasse. Claro que a prática é feita com convicção. Mas não há nada disso que provoque impedimento de perguntas. Um exemplo é um cientista, que precisa ter fé em sua pesquisa. Se não tivesse fé, ele estaria fazendo várias pesquisas sem se dedicar à nenhuma. E não há nada disso que impeça perguntas. Então, como sempre a turma da ATEA tenta praticar espantalho para ofender, e acabam só prejudicando o próprio ateísmo.
  • 7. Sorria! O inferno não existe.: Esse slogan já cai na categoria do slogan infantil. Espero que eles tenham feito isso para ateus de 4 a 6 anos, pois se qualquer pessoa acima dessa idade sair falando isso vai ser risível. Por exemplo, supondo que os teístas acreditem todos em um inferno literal. Isso impede que eles sorriam? O pessoal da ATEA precisa ser ingênuo demais para cair nessa.
  • 8. Você é quase tão ateu quanto nós. Quando você entender por que não acredita em todos os outros deuses, saberá por que não acreditamos no seu.: Esse é o pior de todos, e parece até argumento de disléxico. Não existe isso de “quase ateu”. Seria tão estúpido quanto dizer que alguém é “quase morto” (sendo que na verdade, ou se está vivo ou morto), ou uma mulher é “quase virgem” (pois ela poderia ter saído com 5 ou 6 parceiros, sendo então “quase virgem, ou seja, virgem para o restante da população”). Para alguém dizer que um teísta seria “quase ateu” ou “ateu” é preciso desconhecer por completo o significado da expressão “ateu”, que é alguém que não acredita em Deus ou deuses. Se alguém acredita em Deus, já não é ateu. Aí ocorre outro erro pífio deles, que é dizer que um teísta precisa passar por um processo de descrença em outros deuses. Erro grosseiro. Na cosmovisão monoteísta, existe a crença em um criador universal. E só. Ninguém verá teístas monoteístas criando teorias metafísicas baratas e raciocínios de auto-ajuda (como esse slogan 8 tentou) teorizando contra outros deuses. A descrença em Deus ou deuses é uma preocupação específica dos ateístas, e principalmente dos neo-ateístas. Então, por mais que o pessoal da ATEA queira dizer algo sobre o “entendimento” dos teístas sobre religião, o fato é que o pessoal da ATEA não consegue sequer mostrar um entendimento do que é ser ateu. Logo, como poderiam sequer ambicionar entender como os teístas estruturaram ou não sua crença?
  • 9. Duas mãos trabalhando fazem mais do que mil em oração.: Todos os slogan são patéticos, daqueles que parecem ter sido feitos por crianças. Mas a partir do 7, eles ficaram especialmente pífios. Acho que estavam faltando idéias para a ATEA e eles queriam fazer 8 (e só tinham idéias para um 5). Então fizeram uns 3 a mais e se conformaram com algo do tipo: “foi o que deu para arranjar”. Esse último slogan é um desabafo desesperado, que geralmente ocorre quando já perderam todos os seus argumentos em debate. Quer dizer, dá para parodiar o slogan assim: “Duas mãos trabalhando fazem mais do que 100 mil pregando ateísmo”, “Duas mãos trabalhando fazem mais do que 200 mil fazendo a barba” e daí por diante. O pior é que o ser humano adulto gasta 40 horas por semana trabalhando, geralmente 8 horas por dia. A religião é praticada em casa, no horário fora do trabalho, e leva alguns minutos. Nos dias em que religiosos vão a missa, também é no horário fora do trabalho. Será que Sottomayor pretende definir um campo de concentração em que os sujeitos trabalham todo o tempo em que estão acordados, de forma a não dar tempo de rezar? Em resumo, todo o raciocínio nesse slogan é tão tolo que qualquer um ridiculariza essa besteira muito fácil.

Como se vê, todos os slogans acima possuem um único fim: mostrar ao mundo que os neo-ateus da ATEA são intolerantes, mentirosos, falaciosos e incapazes de viver em sociedade. Torço para que nem todos sejam assim. Mas essa é a mensagem passada. E isso entra em total contradição com o que é dito abaixo:

Esta campanha não procura fazer desconversões em massa. Trata-se de conseguir um espaço na sociedade proporcional aos nossos números, diminuir o enorme preconceito que existe contra ateus em todo o mundo, e caminhar rumo à igualdade, que não existe fora de um estado verdadeiramente laico.

Ou seja, se o pessoa da ATEA ainda não percebeu que os slogans só prejudicarão a imagem deles, então realmente o pessoal está com problemas. E, como sempre, mais erros grosseiros, pois um estado laico não tem nada a ver com um estado ateu. O Brasil já é um estado laico. Além do mais, se o pessoal da ATEA, em seus discursos, passa sempre ofendendo os religiosos, eles não possuem moral nenhuma para dizer que querem “caminhar rumo à igualdade” – lembrem-se que a pregação deles é afirmar que religiosos seriam inferiores.

Nota-se, portanto, que o discurso completo da ATEA não é consistente e é totalmente contraditório. Uma dica para os ateus (e não os neo-ateus): pressionem esse pessoal da ATEA, pois eles estão fazendo uma péssima representação ateísta. Nem teístas e nem ateístas mereciam representação tão ruim.

Written by lucianohenrique

agosto 17, 2009 at 9:06 pm

ATEA ou ATOA? Uma associação de ateus feita para queimar o filme dos ateus…

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pinoquio6

Entrou na comunidade “Contradições do Ateísmo” um tal de Joãozinho divulgando, emocionado, uma tal de ATEA, Associação de Ateus e Agnósticos do Brasil. O coitado entrou na comunidade achando que estava abafando. Algo como se quisesse dizer: “aha, estou com argumentos matadores agora”. Deu até dó.

A ATEA foi originada a partir de um dos responsáveis pela STR (Sociedade da Terra Redonda). O responsável? Daniel Sottomaior.

Quem se lembra da STR sabe que ali foi um dos maiores poços de divulgação de ódio a religiosos na história recente da Internet do Brasil. Não era raro encontrar na comunidade da STR frases como “cristão bom, é cristão morto” e coisas do tipo. É natural que a ATEA siga pelo mesmo caminho.

E o engraçado é o que se pode chamar de atitude “circular” de Sottomaior e sua turminha, pois eles afirmam que os ateus são vítimas de preconceito e irão lutar contra isso. Mas eles se comportam, demonstrando ódio à religião (além de mentirem deslavadamente) de forma a aumentar o preconceito. O fato é simples: um ateu que esteja disposto ao diálogo, e respeitar as pessoas de outras ideologias, somente ajuda a melhorar a imagem do ateísmo. Ateus como Sottomaior, que são discípulos de Dawkins e Sagan, somente ajudam a prejudicar a imagem do ateísmo.

Aliás, a grande característica dos ateus filhotes de Dawkins e Sagan é uma: a mitomania.

A mitomania é uma tendência mórbida para mentir. No caso dos neo-ateus, estes mitômanos visualizam um teísta e começam a inventar para os seus colegas situações envolvendo teístas que nunca existiram. Os psicólogos dizem que os mitômanos não possuem consciência plena de suas palavras, e acabam realmente acreditando naquilo que dizem. Mesmo assim, a mitomania é doença e precisa de tratamento.

Senão, vejam essa parte, que está na seção “Argumentos” do site da ATEA:

Todos os teístas (isto é, as pessoas que acreditam na existência de uma ou mais divindades) afirmam existir alguma divindade, e por isso cabe a eles o ônus da prova dessa afirmação. Em milhares de anos de teísmo, essa prova ainda não foi encontrada, e não há sinal de que um dia venha a ser. Os chamados argumentos de existência não resistem à crítica.

Esse é o primeiro argumento do site ATEA, na seção “Argumentos”, e já começa com uma mentira vergonhosa. Coisa de criança do primário mesmo. Pois uma coisa é a mentira estruturada, planejada, difícil de ser descoberta (como aquelas de alguns políticos). Outra coisa é uma mentira infantil, como essa aí.

Primeiro que o sujeito não pode falar jamais em “todos os teístas”, pois ele não conhece todos os teístas. Segundo, mesmo que fosse falar em “todos os teístas”, não é fato que estes “afirmam existir alguma divindade”. O que nós, teístas, afirmamos é a crença em uma divindade, e não afirmação de existência. Uma afirmação de existência seria similar a relatar a ocorrência de um crime. Após a afirmação de existência, a polícia poderá ir lá, coletar algum vídeo, entrevistas suspeitos, retirar o corpo, extrair a bala, e então confirmar o relato. Afirmação de crença é diferente disso, pois simplesmente se refere à divulgação de uma informação como “acredito em Deus”, “acredito que a Megan Fox é a mais linda mulher do cinema atual”, “acredito que a Inquisição é má”. Entendeu, Sottomaior? Alegações de crença são normalmente juízos de valor pessoais, que, como tal, não possuem intenção de abrir uma investigação científica para prova.

Outra coisa que ele escreveu é o seguinte: “Em milhares de anos de teísmo, essa prova ainda não foi encontrada”. Se o sujeito estudar o método científico e a filosofia da ciência, saberia que essa afirmação dele é coisa de leigo. Ninguém pode afirmar que uma prova não foi encontrada caso NÃO ESPECIFICAR qual a prova necessária. A ATEA já começou mal…

Mas o pessoalzinho segue, ingenuamente:

Em suma, para cada coisa que existe de fato, há infinitas outras que não existem. A existência, portanto, é uma qualidade extremamente rara dentre todas as entidades que se pode imaginar. Tomando uma entidade imaginada ao acaso, a probabilidade é de que ela não exista (e se parece não ser assim é porque nossa imaginação costuma se restringir às coisas que existem).

Muita enrolação e nenhuma informação sequer válida. O raciocínio dele é totalmente baseado na falácia do espantalho, pois chama a crença dos teístas de “entidade imaginada ao acaso”. Mais uma mentira. Embora isso não sirva como prova de existência de Deus (e não serve mesmo), a entidade definida pelos teístas é tudo, menos imaginada ao acaso. Há uma lógica por trás da concepção em Deus, que alguns inclusive afirmam como algo provável de existir. De novo, não há provas da existência. Mas chamar Deus de “entidade imaginada ao acaso” mostra a covardia e desonestidade intelectual da ATEA, pois ele só conseguiu lançar um parágrafo suportado por espantalhos.

Esses dois trechos comentados acima fazem parte das críticas da ATEA aos “argumentos de existência”.

Um outro argumento tolo da ATEA é a tal “Prova da Fé”. Mesmo que alguns argumentos teístas de “prova de fé” sejam realmente risíveis, o espantalho da ATEA com certeza é pior. Vejam:

Com muita frequência se afirma que a fé dá provas, ou que a própria fé é uma prova. Mas é fácil perceber que ter fé é somente uma atitude, interna e pessoal como todas as atitudes. Ela nada nos diz sobre a realidade externa ao indivíduo. Se eu tiver fé que o Papai Noel existe, isso mostra que ele existe ou que eu me recuso obstinadamente a aceitar sua inexistência?

Como o pessoal da ATEA demonstra mitomania (e deveriam procurar tratamento urgente), eu não acredito em quase nada do que disserem. Mas pelo que eu sei, de outros amigos e familiares teístas, nós afirmamos que a própria fé, além da relação com Deus, seria uma prova pessoal da existência de Deus. Uma prova pessoal não é o mesmo que uma prova na acepção da palavra. Só que uma fé interior não implica em necessariamente negação da realidade externa ao indivíduo. Por exemplo, alguém pode ter fé que o time para o qual torce será o campeão. Se, no final do caso o time for o campeão, a fé, que era baseada somente em sensação subjetiva, confirmou-se na realidade. O argumento de Sottomaior (fé implicaria acredita em algo que necessariamente é falso), a cada vez que alguém tivesse fé em que um time fosse campeão, isso garantiria que o time não seria. Como se vê, ateus radicais não pensam direito antes de sair “argumentando”.

Ademais, o Sottomaior é tão covarde nessa que gostaria de afirmar que todos teístas estão dizendo “que tem provas em mãos” de que Deus existe. Mentira. O que os teístas dizem é que possuem provas subjetivas, portanto não dão ouvido à pregação do Sottomayor. Só isso. O resto é invenção da cabeça do pessoal da ATEA.

E a quantidade de falácias da ATEA realmente chega a níveis estratosféricos com a frase: “Se eu tiver fé que o Papai Noel existe, isso mostra que ele existe ou que eu me recuso obstinadamente a aceitar sua inexistência?”.

Que vergonha hein Sottomaior? Patético, posso dizer. Pois a STR publicava aquele Guia de Falácias no site e você não leu? Só isso explica um erro tão infantil, pois esse erro na pergunta acima é a famosa falácia do falso dilema. Notem as duas opções:

(a) mostrar existência
(b) mostrar recusa na aceitação de inexistência

Mas quem foi que disse para o Sottomaior que são apenas essas as duas opções? Eu posso muito bem deixar a questão da prova objetiva em aberto, sem afirmar existência ou inexistência, e só com isso já coloco o argumento de Sottomaior na privada… e puxo a descarga.

Mas a ATEA ainda tenta criticar os milagres, e o faz de maneira retumbantemente ingênua. Senão, vejamos:

Além disso, é preciso considerar que a afirmação de que existem milagres também é extremamente problemática, essencialmente por dois motivos. O primeiro é a chamada terceira lei de (Arthur C.) Clarke: “qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de mágica”.

Citar Arhur Clarke, autor de ficção científica, é no mínimo pedir para apanhar. Está explicado como eu dou sovas memoráveis nesses neo-ateus em debates. Gente que deveria ler Karl Popper e Thomas Kuhn, mas ao invés disso lêem Arthur Clarke e Carl Sagan, chegam realmente sempre despreparados. Detalhe que não há sequer indícios de que novas tecnologias são tratadas como milagres pela população.

Ele critica um argumento teísta, que segundo ele seria “Se o deus X não existe, de onde veio Y?”, e segue com mais distorções:

Alguns tipos de argumentação são sólidos apenas na aparência são chamados de falácias. A afirmação acima constitui a falácia da ignorância: só porque se ignora a existência de respostas alternativas a um problema, isso não significa que possamos adotar a resposta que bem entendemos. Por exemplo, até muito recentemente na história humana, era perfeitamente lícito usar argumentos como “mas se Zeus não existe, de onde vêm os raios?”. Aqui fica claro que o desconhecimento de meteorologia e eletromagnetismo não é uma prova da existência de Zeus. O mesmo se dá quando o argumento se refere a outros deuses, ou a outros denômenos de origem desconhecida para o interlocutor.

Mais besteira. O argumento geralmente utilizado pelos teístas, é o de São Tomas de Aquino, o das cinco vias. Embora discutível, o argumento se baseia em dizer que tudo no universo tem uma causa material. Se o universo não é eterno, ele teria que ter tido uma causa. Mas deveria haver uma primeira causa, que transcenderia as leis do mundo físico (pois nesse, tudo tem que ter uma causa). Essa primeira causa é o que os teístas chamariam de Deus.

Notem que não tem nada a ver com a idéia de observar o universo e sair dizendo: “se Deus não existe, por que existe o universo?”.

Nota-se que eles são obcecados pelos espantalhos.

E, quando se cria espantalhos sobre os oponentes, em grande parte do tempo é preciso ofendê-los.

É uma péssima forma de divulgar a campanha ateísta, pois a imagem passada pela ATEA é péssima. Uma pena, pois tenho amigos ateus e eles não agem de maneira intelectualmente desonesta como o pessoal da ATEA (ao menos pelo que foi mostrado no texto “Argumentos”, do site).

Para finalizar, seguem os custos de anuidade para a ATEA. Quer dizer, até no ateísmo hoje há o “dízimo”.

Opções de contribuição (anuidade)

Não contribuinte
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O valor da anuidade pode ser pago em até 6 vezes.

Written by lucianohenrique

agosto 17, 2009 at 1:06 pm

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