Neo-Ateísmo, Um Delírio

Ceticismo e racionalidade na demolição da ilusão neo-ateísta

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Um pouquinho sobre rede social chutando fundilhos neo ateus

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Já tomei um puxão de orelha por não ter divulgado o meu Twitter, que criei há alguns dias.

Seja lá como for, aproveito a oportunidade para divulgá-lo. Para acessá-lo, clique no link http://www.twitter.com/lucianoayan, onde geralmente publico os updates daqui, além de algumas coisinhas mais.

E, para aproveitar o embalo, para quem quiser enviar me enviar algumas perguntas rápidas, e obter outras respostas igualmente rápidas, eu criei o meu Formspring, no endereço http://www.formspring.me/LHAyan.

E, como não poderia deixar de ser, segue o link para a comunidade deste blog no Orkut: “Neo Ateísmo, Um Delírio”.

Aguardo-os por lá.

Escrito por lucianohenrique

março 11, 2010 em 12:47 am

Um fator no debate cristãos tradicionais X neo ateus: a diferença que faz a diferença

com 4 comentários

No debate entre cristãos tradicionais X neo ateus, tenho notado um fator que faz a total diferença. Esse fator, se a princípio pode parecer algo contra os cristãos, pode e deve ser convertido em algo positivo.

Antes de tudo é importante notar que trato aqui de dois perfis específicos em debate, e elimino vários outros, simplesmente por questões de relevância.

Considero apenas os cristãos tradicionais, do lado dos cristãos, e os neo ateus, do lado dos ateus.

Os ateus tradicionais não estão se importando muito com a religião, e se baseiam em basicamente defender o seu direito de não crer. Então, estão fora deste duelo. Já os cristãos self-service, principalmente os “cristãos mansos”, não estão interessados em debater, e sim fazer proselitismo, e acabam dando mais munição aos neo ateus.

Sendo assim, é importante considerar os dois lados de maior relevância.

No caso dos cristãos tradicionais, não há foco em atacar o ateísmo como um todo, e nem em estimular o sentimento de ódio contra ateus. Já no caso dos neo ateus, o foco é no ataque à religião como um todo e estimulação do sentimento de ódio contra os religiosos (todos, não apenas os fundamentalistas).

Nesse cenário, então, temos o contexto da guerra intelectual.

E qual o fator que atualmente faz a diferença nessa guerra? É o uso da mentira deliberada, como ferramenta para maquiagem de informações a respeito do oponente. Um exemplo é este texto recente, em que comento o artigo de Ludwig, um neo ateu que endossa alegações de Christopher Hitchens.

E nisso os neo ateus são simplesmente mestres. Raros grupos ideológicos se especializaram tanto na fabricação de mentiras a respeito de seus oponentes quanto os neo ateus. Podemos encontrar algum paralelo de tal magnitude no máximo entre os comunistas, talvez pela própria orientação deles de que o que importa é a “classe”, e não a verdade em si.

Para estes, se a informação é conveniente à classe, ela é divulgada, e até ampliada. Se não for, maquia-se a informação de forma a favorecer à classe.

A mentira passa a ser uma estratégia que definirá os grandes representantes da ideologia. Os maiores mentirosos serão os líderes.

Eis que o pensador maquiavélico poderia objetar: de que forma combater um mentiroso senão mentindo ainda mais que ele? Poderia até ser, se não fosse o fato de que esse fator (o uso da mentira de forma deliberada) conspira contra a moral absoluta na qual os cristãos acreditam.

Por exemplo, um neo ateu pode chegar e dizer que o comunismo só causou atrocidades por que é um tipo específico de religião (sim, acreditem, eu já cheguei a debater com gente que disse isso, inclusive neste blog). Para isso, o neo ateu precisou maquiar o conceito de religião, e usar de diversas estratégias erísticas.

Mas para ele não importa, pois ele se orgulhará de ter praticado essa mentira, pois ela teve um objetivo: difamar o adversário.

Nós, cristãos, não podemos agir da mesma maneira.

Como exemplo, imaginemos a Inquisição. Não podemos, pela nossa própria moral, dizer que a causa dela é o ateísmo em forma de religião, ou então esconder as informações. Simplesmente não dá para fazermos isso.

Eu me envergonharia de mim mesmo se maquiasse as informações para difamar um oponente.

Logo, esse fator existe e é algo que conspiraria, a princípio, a favor dos neo ateus. Eles tem uma ferramenta em mãos que podem usar à vontade, e nós, religiosos, temos freios morais que nos impedem de usá-la.

Sendo assim, na perspectiva maquiavélica, perdemos o jogo?

É aí que não, e é aí que o jogo deve ser revertido a nosso favor, e justamente por um princípio básico: quem mente mais, tem mais sujeiras a serem descobertas.

É o mesmo princípio que explica que a pessoa honesta tem muito menos a temer que o desonesto.

E, dentro desse princípio, o jogo só pode ser revertido a favor dos cristãos com o uso do ceticismo metodológico, incluindo principalmente a auditoria investigativa. É, alias, a principal defesa deste blog: o uso da perspectiva de auditoria e ceticismo na investigação das alegações neo ateístas.

É por isso que, quando eles começam a abrir a boca, para mim começa uma investigação. É exatamente como o Pe. Paulo Ricardo disse.

Com os neo ateus, não se discute, não se dialoga. O debate começa, e desde o início deve-se começar a desmascarar as alegações deles.

Em debates, se a mentira é a iniciativa principal deles, mas não nossa, então nossa ferramenta principal tem que ser o ceticismo e a investigação.

Senão, de que forma descobrimos os picaretas dentro das organizações senão através da função de Auditoria?

E a função da Auditoria é feita dentro de parâmetros totalmente alinhados com a Direção da Organização, e ela é basicamente honesta. Uma das principais características de um bom auditor é a honestidade.

Por isso, da mesma forma, não vamos nos rebaixar ao nível do oponente e usar a ferramenta de mentira deliberada que eles usam. A sugestão é, ao contrário, aumentar o foco no ceticismo e na auditoria das alegações deles. E, para isso, a atitude honesta tem que ser um valor que não pode ser negado de forma alguma.

Ou seja, em debates devemos agir moralmente de forma oposta aos neo ateus.

Escrito por lucianohenrique

fevereiro 23, 2010 em 12:01 am

O que é a postura agnóstica para debates?

com 41 comentários

Não raro eu sou questionado a respeito da postura agnóstica em debates, mesmo com o fato de eu ser teísta de orientação católica.

Já vi neo ateísta chamando essa atitude de hipocrisia, o que, é claro, uma tremenda injustiça, e principalmente ignorância.

Ignorância, no caso, a respeito do que é um debate e do que é o ceticismo.

É natural, por exemplo, assumir posturas em um debate, principalmente quando o interesse é motivar a discussão adiante. O ceticismo, por sua vez, é melhor executado quando alguém questiona uma alegação da outra parte, e não quando duas partes com propostas opostas são apresentadas ao mesmo tempo.

Para demonstrar como é perfeitamente normal adotar posturas de debate, eu vou transcender a questão para a existência de vida alienígena.

Embora em termos práticos duas opções principais sejam explícitas (1 – acredito em vida alienígena, 2 – não acredito em vida alienígena), é possível a postura de dúvida, ou, melhor dizendo, suspensão de juízo. É a famosa coluna do meio.

Eu praticamente não acredito que existam os “coluna do meio” em qualquer coisa, mas utilizar tal postura em um debate é conveniente até para estimular a discussão e evitar perda de foco.

A principal perda de foco que poderia ocorrer é tratar de duas alegações simultaneamente. Mas quando um dos debatedores assume oficialmente (mesmo que não interiormente) uma postura de dúvida, a outra parte terá então que definir se quer levar adiante ou não sua alegação.

No suposto debate entre crédulo e cético em vida alienígena, teríamos uma pessoa que teria que trazer evidências de vida alienígena, e outro que teria que trazer evidências de que não há vida alienígena.

Obviamente, isso configuraria perda de foco, principalmente pelo motivo de que cada alegação teria que ser solidificada por evidências, e cada evidência teria que ser avaliada. Daí para perder o foco é um pulo. Além do mais, o tempo gasto tende a ser excessivo.

Ao invés disso, mantemos uma alegação só, sob discussão, sendo justamente a da parte que quer vender a idéia. No caso, um alegador que diz que a vida alienígena existe OU daquele que diz que a vida alienígena não existe. A segunda parte no debate seria então o cético, que suspenderia o juízo, e assumiria a postura neutra, para então avaliar as alegações de quem afirma existir ou não a vida alienígena.

A mesma coisa vale aqui.

Como optei por investigar as alegações neo ateístas, eu não vou focar em tentar provar a existência de Deus em um debate, mesmo que nele eu acredite. Mais do que isso: eu SEI que Deus existe.

No debate, no entanto, até para não prejudicar a investigação, eu assumo a postura de dúvida, que no caso é o agnosticismo absoluto. A partir daí julgarei a alegação de quem diz que Deus não existe.

E quanto a provar que Deus existe? No máximo eu recomendo as leituras de São Tomás de Aquino e William Lane Craig.

Executo isso como um teste de interesse da outra parte. Se a outra parte não estiver disposto a conhecer tais obras e discuti-las, por que eu deveira me importar com essas pessoas?

Como até agora não encontrei neo ateus interessados em discutir a questão de Deus a sério, simplesmente eu assumi INTERESSE ZERO em provar a existência de Deus para elas.

Neste caso, para os debates que participo, geralmente com neo ateus,a perspectiva que uso é agnóstica.

Notem que é totalmente diferente de eu ser agnóstico. Realmente no passado eu já fui agnóstico, mas atualmente eu não mantenho tal ponto de vista.

O agnosticismo em debates é diferente, obviamente, do agnostismo do dia-a-dia.

Esse agnosticismo em debates traz vários benefícios, dos quais o principal deles, como já disse, é a diminuição do risco da perda de foco.

Se assumo a perspectiva agnóstica no debate isso significa que um oponente não pode “brecar” o debate dizendo “então me prove a existência de Deus”.

Isso é importante, pois já presenciei vários debates sobre vários assuntos diferenciados (e não diretamente relacionados à existência de Deus) em que o neo ateu tentou “parar” o debate.

O curioso é que isso ocorria em muitas situações em que a existência de Deus não estava sob discussão. Como exemplos:

  • religião aumenta ou não incidência de violência?
  • religião envolve fé cega ou não?
  • religião resulta em homens bomba em maior proporção que ausência de religião ou não?

E daí por diante. Como já dito, cada uma dessas discussões é independente da discussão da existência de Deus.

Curiosamente, muitos neo ateus, quando encurralados e sem provas, apelam para “aha, então me prove que Deus existe”, sendo que isso às vezes não tem nada a ver com a discussão.

Para evitar que ele use esse recurso, basta dizer que “neste debate, me veja como agnóstico”.

Isso resolve a maioria dos problemas, e faz com que ele enfrente a seguinte situação: ou ele prova suas alegações ou não prova.

O segundo benefício é que isso automaticamente evita qualquer acusação de proselitismo que o neo ateu tente fazer.

Normalmente costumo deixar claro para ele que se ele quiser apresentar argumentos contra Deus, que o faça, pois eu no máximo o mandarei estudar as obras citadas.

Um terceiro benefício é que a discussão vai testar quem está mais interessado em convencer o outro.

Normalmente, eu mostro que não estou minimamente interessado na conversão dele, ao passo que, se ele desejar, deverá vender a idéia dele para mim (e para o público).

Claro que algum neo ateu mais malicioso poderá dizer que eu não tive “coragem” de declarar minha crença.

Mas como não, se eu de imediato digo que sou católico? Ou seja, eu AFIRMO minha escolha pessoal.

O que não implica que em todos os debates que eu faça eu tenha que sair defendendo a existência de Deus, principalmente diante de um adversário suspeito (lembre-se que eu posso aplicar o teste de interesse).

O agnosticismo de uma das partes no debate abre a oportunidade para que a outra parte possa elaborar livremente o seu caso, e que a partir daí então a análise seja feita de início ao fim de toda a proposta apresentada, incluindo-se aí toda investigação necessária tanto das evidências apresentadas como do argumento em si.

É uma postura também que irá obrigar muitos neo ateus a saírem de sua zona de conforto e então realizarem a apresentação de sua proposta, ao invés de apenas seguir atacando a crença do outro.

É como eu sempre digo. Se os neo ateus se incomodam tanto com a crença religiosa, eles que corram atrás.

Que sejam avaliados.

Escrito por lucianohenrique

fevereiro 8, 2010 em 10:45 pm

A ausência de senso crítico dos dawkinistas na avaliação de Russell

com 43 comentários

Em homenagem aos 40 anos da morte de Bertrand Russell, o blog da LiHS, Bule Voador, segue com manifestações de idolatria (injustificada) em relação a ele. A última delas foi postar um vídeo mostrando uma declaração de Russell à uma jornalista, em 1959.

Segue uma análise cética do vídeo:

0:19 – Russell responde que “não vê” nenhuma evidência para os dogmas cristãos. Evidentemente é uma falácia da incredulidade pessoal. Obviamente, a pergunta foi “Por que você não é cristão?”, portanto há um atenuante para Russell. Nos próximos pontos, não há atenuante algum.

0:22 - Ele disse que “examinou todos os argumentos disponíveis” para a existência de Deus, o que é evidência anedota. Ele conclui dizendo que “nenhum deles” parece ser logicamente válido para ele. Aqui, a falta de especificação é suficiente para comprometer seu discurso.

0:38 – Ele afirma que NÃO PODE (friso no “Não pode”) “haver razão prática para acreditar no que não é verdade”, no caso a existência de Deus. Se ele afirma que não é verdade, então ele está certo da inexistência de Deus. Dessa forma, caberia a ele provar a inexistência (lembremos: o ônus da prova é do alegador).

0:46 - Ele ainda diz “se é verdade, você deve acreditar, se não é você não deve”, concluindo com “se você não pode descobrir se é verdade ou não, você deve suspender o juízo”, mas ele entra em contradição com que disse na declaração anterior, em que ele afirma que não se pode acreditar no que NÃO É verdade. Portanto, ele não suspendeu juízo algum. Notem que não é preciso menos que 1 minuto de prosa para ele se complicar.

1:07 – Ele diz que é desonestidade intelectual “ter uma crença por que pensa que ela é útil e não porque pensa que é verdadeira”. Nisso eu concordo com ele. O problema é que o paradigma de Russell é completamente sustentado pelo paradigma de Epicuro, que defende que as crenças devam ser aceitas por conveniência, e não por seu valor de verdade. Russell não estava particularmente bem nesse dia ou ele era sempre ilógico assim? Aposto na segunda opção.

1:26 – Quando a jornalista lhe pergunta a respeito de alguns cristãos que acham que não existiria código de conduta sem a religião, Russell diz: “Essas regras são geralmente equivocadas, e muitas vezes fazem mais mal do que bem”. Novamente, ele é falho por não ser específico em quais equívocos, embora possamos suspeitar que é basicamente a chorumela que Dawkins tentou. Clique aqui para ver as refutações de Dawkins a argumentos para a existência de Deus (são os itens 3.1 a 3.7 das refutações a “Deus, Um Delírio”).

1:39 – Russell prossegue dizendo que as pessoas “provavelmente conseguiriam uma moralidade racional pela qual viver, se abandonassem essas moralidade irracionais e tradicionais de tabu que vieram de eras selvagens”. Mais uma afirmação sem evidências, naturalmente, e uma teoria que é falseada com o exemplo de países que fizeram o “abandono” de tal moralidade (ex. Rússia, China).

1:58 – Que a repórter é burra demais, e quase retardada, isso muitos concordariam, pois ela diz que as pessoas “precisam ter algo externo que seja imposto sobre elas”, e sem isso não teriam tanta “força moral” quanto Russell. Ou seja, ela assume que as besteiras de Russell são válidas. O engraçado é quando ele diz: “não acho que isso seja verdade, o que é imposto externamente não tem nenhum valor, não conta”. Divertido, pois quando entramos em uma organização, existem várias regras impostas externamente a nós. Se formos viver no paradigma de Russell, simplesmente não sobreviveríamos em organização alguma. Detalhes…

2:15 – Quando perguntado sobre quando ele decidiu não mais ser um religioso, ele segue: “Eu nunca decidi que não queria continuar um crente. Eu decidi, entre 15 e 18 anos de idade, gastar quase todo o meu tempo livre pensando sobre os dogmas cristãos e tentando descobrir se havia razão para acreditar neles. E quando eu tinha 18 anos eu descartei o último deles.”, O duro é que ele não conseguiu especificar nenhum. Curiosamente, os “argumentos” que Russell diz ter descartado eram apenas versões espantalho (como os que referenciei acima, na versão de Dawkins), o que provavelmente sugere outro fator para o descarte (ex. marxismo). O marxista assume, a princípio, que a religião é má, e depois sairá difamando-a e inventando versões espantalhos da mesma para negar tais espantalhos. Há fortes evidências de tal postura de Russell, inclusive quando ele assumiu militância esquerdista e de anti-americanismo.

2:40 – Quando perguntado sobre se o ateísmo lhe traria mais “força” (confesso que foi uma pergunta idiota da repórter), ele diz “estava apenas engajado na busca do conhecimento”, mas isso é uma declaração que serve para qualquer coisa. Qualquer um pode dizer que “buscou conhecimento”, só que isso não torna a alegação verdadeira.

3:22 – A repórter pergunta-lhe sobre ateus e agnósticos que se converteram no leito de morte. Ele diz: “Bem, não é nem um pouco tão frequente quanto pensam os religiosos, porque os religiosos, a maioria deles, pensam que é um ato virtuoso mentir sobre os leitos de morte dos agnósticos e etc. Na verdade, não acontece com tanta frequência”. Como sempre, só sandices, pois ele não mencionou a “frequência” para definir que seria menor do que a frequência apontada por alguns relgiosos, que ele define como “maioria”, mas não atribui novamente o número. E mesmo que alguns religiosos estivessem enganados quanto a isso, raramente eles afirmam que é uma virtude mentir. Ele assume que se alguém deu uma informação falsa, que automaticamente essa pessoa assume que é uma “virtude” executar uma mentira, o que é uma ampliação indevida grotesca dele.

Três análises foram feitas para avaliar o senso crítico de neo ateus. A primeira foi na comunidade do Orkut “Richard Dawkins Brasil”, do Orkut, em que todas as amostras pós-publicação endossaram o vídeo por completo, mesmo com todos os erros lógicos demonstrados acima. As duas outras análises foram feitas utilizando-se da seção de comentários do blog da LiHS, Bule Voador.

Avaliação 1 – Testemunhos na comunidade “Richard Dawkins Brasil”

Na “Richard Dawkins Brasil”, os 7 “ratos de laboratório”, neste experimento, deram sua declaração:

  • Juarez: “Valeu pelo vídeo. Que o Grande Bule de Chá te abençoe.”
  • Renato: “Aplausos para o grande herege!”
  • Adriana: “Sereno, tranquilo, seguro…Ele, nesse vídeo, é um exemplo do que a velhice (maturidade, como gostam hoje) deveria ser para todos. Um período de servir de exemplo, de ser referência, de ser porto. Não um período de “aproveitar o que não aproveitei”, de “a idade está na cabeça” e outras fugas que alguns utilizam quando se veem velhos e vazios… (Viajei!!!).”
  • William: “Aplausos para o grande herege! [2] Esse foi o cara.”
  • Roberto: “”Aplausos para o grande herege!”[3]“
  • Vinícius: “Um dos melhores conjuntos de todos os conjuntos que se contêm a si próprios como membro.”
  • Avelino: “Uma aula de consciência e razão.”

Resultado: 100% de aprovação.

Avaliação 2 – Testemunhos no blog da LiHS, Bule Voador

Conforme pode ser visto nesta matéria deles (onde o vídeo foi citado a primeira vez), seguem os testemunhos dos adeptos, na seção de comentários:

  • Marcelo Druyan: “Show de bola!”
  • Raphael Bastos: “Fantástico!”
  • Catupiry: “Video sensacional. Conversão de ateus no leito de morte é uma mentira que os religiosos adoram contar uhauhahuahuahua”
  • Francisco Maxilimiano da Silva: “Russel mandou bem! Mas para os convictos (fazer o que) ele deve ter falado grego. A entrevistadora (não sei se inferi corretamente) me pareceu estranhar, não aceitar de todo, ou não compreender os argumentos de Russel. Mas enfim, posso estar enganado.”
  • D. Prado: “Valeu Bule!!! Adorei o Vídeo”
  • Gerson B.: “Lógica simples e elegante! Valeu!”
  • A. Rodrigues: “A propósito da conversão na hora da morte: Um ateu estava agonizando e a esposa, que era evangélica, mandou chamar um pastor evangélico para o confortar na morte. Então ele pediu que chamassem também um padre católico e queria um de cada lado da cama. Quando estavam os dois, um de cada lado, o homem disse: “Agora sim já posso morrer, como morreu Jesus Cristo, entre dois ladrões.”

Resultado: 100% de aprovação.

Avaliação 3 – Testemunhos no blog da LiHS, Bule Voador, a respeito de um texto similar

Como se as duas amostras acima não fossem suficientes, vocês se lembram do texto anterior (publicado aqui), que mostrava várias babadas de Russell? No blog Bule Voador, também ocorreu apoio unânime.

  • Marcelo Druyan: “Fantástico!”
  • catupiry: “Eu preciso ler mais Russell… To com o “Ensaios Céticos” e “No que Acredito” em casa. Acho que começo hoje.”
  • José Netto: “Fantástico! [2]“
  • Junior: “Ótimo artigo. Vou procurar mais sobre Russel.”
  • Homero: “Obrigado ao Bule por lembrar deste que foi um de meus ídolos na juventude (na verdade ainda é, claro, mas comecei a ter contato com as idéias dele muito tempo atrás). Uma mente poderosa, e um ser humano fantástico. Parabéns..:-)”
  • jorge: “ESSE É O CARA!”

Resultado: 100% de aprovação.

Conclusão

Mesmo que seja um texto completamente irracional (assim como o vídeo), recheado de falácias, evidências anedota, distorções e erística, o neo ateu irá aceitar o texto sem qualquer senso crítico. Isso ajuda a refutar a idéia que eles inventaram, de que o religioso aceita as coisas sem questionamento. Pelo contrário, há religiosos que criticam os religiosos radicais e fundamentalistas, e até falaciosos. Entre os ateus, é possível que exista algum deles que critique textos irracionais de Richard Dawkins, Bertrand Russell e patota. Entretanto, entre os neo ateus, como todas as amostragens evidenciaram, NÃO HÁ nenhum senso crítico deles para o aceite de idéias, como foi visto em 100% das amostras. O que gente como Russell e Dawkins disser, para eles, receberá apoio irrestrito. Não deixa de ser irônico ver que, em momentos que eles alegam serem os “portadores da razão”, temos exemplos de que eles agem instintivamente, sem nenhum traço de racionalidade. É muito mais fácil, usando de retórica e PNL, enganar um neo ateu do que enganar um religioso.

Escrito por lucianohenrique

fevereiro 6, 2010 em 7:32 pm

Quando o neo ateísmo leva à neurose: a triste história de Gustavo Bandejra

com 7 comentários

Isso é o que pôde ser visto na atuação de um neo ateu, Gustavo Bandejra, do blog Concorde ou Discorde.

Gustavo resolveu me “desafiar” nas caixas de comentários. Não só isso: ele afirmava que estava me “desafiando” e publicando os “resultados” na comunidade do orkut “Ateísmo”, e em seu blog.

Curiosamente, ele escolheu um dos textos desse blog, entitulado “Em defesa de uma investigação secular do neo ateísmo”, e não entendeu ABSOLUTAMENTE NADA do conteúdo lá postado, e resolveu iniciar um duelo.

O resultado, para ele, foi naturalmente constrangedor.

Antes de tudo, vamos à um resumo do que era aquele texto, para ilustrar a forma absurdamente errada como ele o compreendeu: “Eu sou religioso. Há neo ateus, que ofendem os religiosos, e usam de difamações. Eu defendo o uso do ceticismo, da investigação de fraudes e da auditoria nessa investigação dos neo ateus. Para tornar a análise imparcial, eu defendo a avaliação secular. Ou seja, não importa no que os dois lados da discussão acreditem, e sim UNICAMENTE os argumentos.”

Como se nota, não é de difícil entendimento. É fácil até demais. Sendo assim, como ele pôde errar tanto?

Eis então que um tal de Senhor dos Ateus me manda uma mensagem no meu scrapbook, do Orkut, com o seguinte conteúdo: “prepare-se luciano, vc já humilhou a genttii d+. agora é a nossa vezz”.

Na comunidade “Ateísmo”, do Orkut, Gustavo abriu um tópico tentando publicar a sua “discussão” que ele iniciaria neste blog. Para acessar o tópico clique aqui.

Gustavo, em seguida, publicou a seguinte mensagem em seu perfil: “Luciano is falling”.

Ele diz que publicará todo o conteúdo da caixa de comentários desta POSTAGEM,em seu blog. A idéia dele seria mostrar que eu PERDI um debate, ou coisa do tipo.

E então começa o duelo (obs: para facilitar o entendimento, as declarações de Gustavo estarão em itálico)…

(1) Eu afirmei: “Só que quando saímos para investigar um oponente, e usamos o filtro secular (mesmo quando somos religiosos), NOSSA INVESTIGAÇÃO ADQUIRE MUITO MAIS PODER.”

Gustavo tentou retrucar: “Então porque não utilizar o filtro secular para investigar a religião, já que ele parece ser mais efetivo (poderoso)?”

Aqui está o primeiro erro vergonhoso de Gustavo.

O filtro secular é aplicado em contextos onde existam pessoas de VÁRIAS denominações religiosas, e até ateus. Neste contexto, as religiões e crenças de cada um não são influentes para a análise do caso, seja um caso judicial, argumentativo, venda de idéias, etc.

Isso é o que se chama de filtro secular.

Sabe-se lá que entendimento o infeliz teve de secularismo, mas ele perguntar sobre “aplicação de filtro secular” para investigar a religião é no mínimo estúpido e irracional.

(2) Eu mostrei que, em contextos de duelo: “São os neo ateus que estão VENDENDO IDÉIAS e VENDENDO ALEGAÇÕES, trazendo milhares de “casos” (ex. “a religião mata”, “a religião envenena tudo”, “Deus é cruel”, “A Bíblia está errada”, “ateísmo é ciência”, “a ciência é inimiga da religião” e mais uma infinidade deles). Na maioria absoluta dos debates, não somos nós que estamos vendendo idéias.”

Notem a resposta de Gustavo: “Quem é que tem vários canais na TV e pede dízimo? Quem é o líder religioso que mora em uma casa do tamanho de uma cidade? Como foram obtidos essa casa e os canais de TV? Como essa casa e os canais são mantidos?”

Mais outro erro de Gustavo, pois a resposta NADA TEM A VER com o que estava sendo discutido. Ele parece estar cobrando que eu ACEITE a defesa da causa dele (de lutar contra a religião). Isso é no mínimo neurose da parte dele. A luta contra a religião é um PROBLEMA DELE. Se ele quiser lutar contra religiosos receberem doações, repito: esse é um problema DELE, não meu. Eu investigo as doações recebidas pelos neo ateus, como o Richard Dawkins recebe, em seu site.

(3) Eu escrevi: “A questão é muito simples: ou os neo ateus provam seus “casos”, ou não provam. Ou trazem as evidências que dêem suporte às suas alegações, ou não trazem. A investigação de fraudes e crimes sempre deve ser baseada pelos princípios do método científico. É uma investigação secular.”

Notem mais um fracasso de Gustavo (ele não acerta uma): “E porque teístas não fazem o mesmo?”

Mas que petição de princípio ridícula é essa? Quando um religioso investiga um neo ateu, ele ESTÁ FAZENDO O MESMO que um neo ateu quando investiga o religioso.

Provavelmente, a neurose dele é tamanha que ele está supondo que a resposta aos neo ateus lutarem contra os religiosos deva resultar em religiosos lutando contra os religiosos, o que seria uma estupidez.

Adversário luta contra adversário, e não a favor do adversário. Se ele não entendeu nem isso, é sinal de que ele é analfabeto funcional.

Se isso é o que Gustavo chama de desafio, ele está mal.

(4) Ele me perguntou: “Se o caso [contra a religião] for provado, você muda de convicção?”

Eu respondi: “Sim. Mas não é o caso em discussão. As convicções pessoais não estão sob discussão, e sim os argumentos APRESENTADOS. Vou dar um exemplo. Suponha que você acredite nos memes, de Dawkins, mas não os defenda. Sua convicção nos memes é mantida, mas se você não os defendeu, não há que ser questionado sobre isso.”

Sabem o que a anta respondeu, quando pediu ajuda aos amiguinhos dele na comunidade “Ateísmo”?: “Foi muito desonesto ele ter me dito que muda de convicção se o contrário for provado.”

Mas esperem um pouquinho… que raio de argumentação é essa que já é baseada na idéia dele de que eu NÃO mudarei de opinião se o contrário for provado.

Fica claro que ele abordou uma premissa NÃO FALSEÁVEL (ele toma, através da FÉ CEGA, a forma como reagirei), e faz um fricote quando ouve uma resposta que não espera.

Isso é mais um papelão do Gustavo no debate.

Até agora, ele se deu mal em tudo.

(5) Ele repete a pergunta: “E o que você descobriu utilizando o secularismo na religião?”

Eu me divirto. Ele repete o erro dele no entendimento do que é secularismo. Uma pessoa não vai usar o “secularismo em religião”, e sim o secularismo no contexto em que pessoas de várias denominações religiosas estão envolvidas. Será que é tão difícil para ele entender um conceito tão básico?

(6) Ele agora me cobra um julgamento sobre o comportamento de teístas: “Então teístas erram ao transmitir programas de televisão? Quando eu (que sou ateu) ligo a TV pela madrugada, geralmente está sendo exibido algum programa religioso. Será mesmo que Dawkins é tão diferente assim?”

É mole? Ele ficar cobrando de mim atitudes que deveriam ser dele (reação contra a religião), de novo, é evidência de neurose por parte do Gustavo. Isso que ele tentou implementar parece discurso de marxista fanático.

Se Gustavo é revoltadinho contra a religião, ele que vá protestar. Que ele faça igual esse espanhol aqui fez. Isso sinceramente não me importa.

Ele não entendeu ainda a questão. Se o programa religioso for focado em difamação dos ateus (e, ao que parece, em muitos programas, os religiosos nem se importam com os ateus), é direito do Gustavo retaliar. Se ele retaliar de forma secular, a retaliação vai ser mais eficiente, pois focará nos argumentos, e não na religião do outro.

De novo, se ele não entendeu isso, o problema é dele.

Eu não me importo se Dawkins é ‘diferente’ ou não. Eu investigo as difamações feitas por ele, e as refuto. Se Gustavo não gosta disso, ele que bata a cabeça na parede quando estiver irritado, pois o que trago aqui são fatos contra Dawkins. Goste ele ou não. E a postura desse blog não vai mudar.

E por ser investigação secular, eu não me importo se Dawkins é ateu ou não. E sim me importo com os argumentos.

Só falta o maluco Gustavo ficar pedindo: “Então por que você não aplica isso com a religião tambéeeem?”

A resposta é pronta: “por que religiosos não praticaram difamação contra mim”.

Faço aqui uma nova pergunta ao Gustavo: “A menininha vai chorar agora?”

(7) Notem o que eu escrevi: “Mas não é o caso em discussão. As convicções pessoais não estão sob discussão, e sim os argumentos APRESENTADOS.”

Ele respondeu: “Então o segredo é esconder as convicções?”

Mas isso é pergunta que somente uma criança faria. Se é um segredo, como ele me perguntas QUAL é o segredo? A definição de segredo implica que a resposta à ele não seria fornecida.

Detalhe que não estou me importando em esconder ou não, e sim ao fato de que eu ESCOLHO as pessoas para quem eu dou satisfações.

Por isso, com gente da laia de Gustavo, SÓ argumentos serão discutidos. Fique ele irritadinho o quanto quiser.

(8) Ele erra pela terceira vez na questão do secularismo: “Mas o que você descobriu utilizando o secularismo em Deus?”

Não merece resposta, de novo, pois ele nem entendeu o que é secularismo.

(9) Para variar, novamente na questão secularismo, um erro (não percam a conta, é a quarta vez em que ele erra): “O secularismo é uma poderosa ferramenta, de acordo com seu texto, então porque não utilizá-lo em Deus? Se você o utilizou em Deus, quais foram as conclusões?”

Espere. Se o secularismo é uma ferramenta poderosa em UM CONTEXTO, significa que é preciso utilizar em contextos aos quais ela não se aplica?

De novo, a situação do Gustavo é típica de retardo mental grave.

(10) Ele me perguntou qual era o público dos livros de Dawkins. Eu lhe disse: “Os neo-ateus”.

Ele então tentou pontuar: “Então se Dawkins fez o livro para os neo-ateus, não há situação de confronto, a situação de confronto aqui é a mesma dos programas religiosos na TV, é um programa para um público religioso, e o confronto inicia-se assim que eu começo a assistir o programa (Que não foi feito para mim) da mesma forma que o religioso sente-se confrontado ao ler os livros de Dawkins(Que não foram feitos para eles). Será que as duas situações de confronto não são do mesmo tipo?”

Minha resposta: “Ah… os leitores de Dawkins saem para pregar os discursos do livro dele por aqui, portanto, a investigação é aplicada ao conteúdo do discurso deles, ou seja, o livro.”

Por enquanto, Gustavo não saiu do zero.

(11) Notem que quando ele tentou implantar a falácia de “secularismo deve ser aplicado a Deus”, e eu respondi: “Por que a crença em Deus, para mim, não está no mesmo nível que eu trato uma estratégia de como tratar uma investigação de oponentes.”

Qualquer pessoa que não é retardada entenderia que eu afirmei que secularismo não se aplica na questão.

Notem o que o imbecil respondeu: “Então Deus não merece ser investigado?”

De onde ele tirou essa pergunta?

Simples, da confusão mental que ele fez entre secularismo e investigação.

Aliás, eu até o respondi: “Eu não falei nada a respeito disso, falei na questão do SECULARISMO na relação com Deus, o que é absurdo. Secularismo versa sobre a independência em relação a religião quando se tratam de resolver questões como conflitos, leis, alegações, etc. Por isso, é ilógico aplicar secularismo em relação a Deus. O que não tem nada a ver com investigar ou não Deus. “

Não que eu espere que ele tenha condições intelectuais de entender a resposta.

Mas ela está aí para os leitores.

(12) Ele, sabendo que cometeu erros consecutivamente, tentou recuar, ainda mantendo o desafio: “O que você descobriu investigando Deus?”

Minha resposta foi a seguinte: “Investigando Deus eu descobri que a avaliação racional da questão Deus é muito mais poderosa que a avaliação puramente baseada em fé. A avaliação baseada puramente em fé geralmente deixa pessoas não tão preparadas para discutir sobre argumentos baseados em religião. A avaliação baseada principalmente na razão cria religiosos que são capazes de aniquilar uma grande quantidade de neo ateus em debates. Em suma, Dawkins deveria torcer para que os religiosos fossem somente baseados em fé. Só que com o crescimento da apologética, e da redescoberta da teologia (ajudada em parte, pelas provocações dos neo ateus), surge um novo tipo de religioso, aquele baseado na razão. Eu sou um destes. E me orgulho disso.”

Quer dizer, para alguém do nível dele, foi uma resposta dada apenas por questão de educação e CARIDADE. Eu poderia ter dito: “isso não é problema teu”.

E, mesmo assim, com meu ato de caridade, ele não consegue nenhum contra-ataque em cima desta resposta.

(13) De novo, ele fez confusão: “E onde estão os resultados da avaliação racional de Deus? Creio que por serem avaliações poderosas, eu serei facilmente aniquilado, correto?”

Eu o desafiei (e ele fugiu): “Se vc quiser ver o resultado, sugiro que tente copiar os argumentos de Dawkins contra Deus, principalmente aqueles que ele usa no capítulo 3, e verás o resultado. Terei a maior satisfação em lhe mostrar o resultado dessa avaliação quando vc apresentar os argumentos contra Deus.”

Se, nesse duelo, ele não saiu do zero, e seus erros argumentativos foram demonstrados, ele foi facilmente aniquilado.

(14) Ele tentou de novo: “O que Dawkins conta sobre Deus eu já sei, gostaria de saber o que você conta sobre ele.”

Eu chutei-lhe os fundilhos com isso: “É similar a de São Tomás de Aquino, mas bastante influenciada pela abordagem de William Lane Craig, recentemente.”

Se ele tivesse sido atencioso, ele saberia que isso era um teste para ver se ele anda investigando as fontes para o debate desse tema ou não. Ele aparentemente não investigou.

(15) Aqui ele mostra que não investigou: “O que ela diz? [a abordagem de Aquino e Craig]

Mas esperem… o sujeito está sob avaliação, eu passo a fonte, e ele me pergunta o que a fonte diz? Será que ele não percebeu que estou TESTANDO ele para ver se ele vai PESQUISAR as informações ou não? Será que ele é ingênuo a ponto de não ter percebido isso?

(16) Segundo ele, no entanto, o motivo para eu não responder seria algo desse tipo: “Não vou mais responder porque você está comentando que está me desafiando, além do mais você tem uma perspectiva de probabilidade do que pode acontecer!”

Ele é realmente neurótico, pois esse não foi o motivo pelo qual eu não saí do escopo do blog [ele não entendeu ainda que este blog só refuta difamações de neo-ateus, e não é focado em pregar a religião, portanto não é do meu interesse falar de minha experiência com Deus neste blog].

Se o cara entra para me desafiar, e NÃO ESTUDA o foco do blog, como é que ele quer ser levado a sério?

Tudo bem que Gustavo afirmou em seu site que é um músico, e não aparenta ter experiência com investigações científicas ou auditoria. Mas é fato: ele NÃO SABE NADA de investigação de um oponente.

Para tentar me desafiar, PRIMEIRO ele teria que descobrir meus objetivos. E só me atacar neles. Eu poderia até assumir a perspectiva agnóstica aqui no site, e ele ficaria com cara de cachorro pidão. De fato, até o fato de eu ser um católico já o deixa nessa situação constrangedora. Pois, se NÃO É OBJETIVO do blog pregar uma religião (e sim defender a religião de ofensas), eu não darei a um adversário uma resposta relacionada a uma OPINIÃO PESSOAL minha. Esse tipo de resposta é dirigida aos AMIGOS ou pessoas de confiança.

(17) Aqui Gustavo cometeu um dos erros mais indignos que um ser humano pode cometer, que é se justificar em excesso: ““Eu fiz questão de comentar sobre isso no blog dos neo-ateus, que tentam transmitir a idéia de que a religião é todo o mal humano, quando na verdade, não é só a religião, assim como não é só o ateísmo. Eu só espero que isso não invalide a minha questão, até porque seria ridículo.”

Minha resposta a ele: “Você não precisa se justificar para mim. Eu não te cobrei justificativas. Na verdade, justificativas para mim são irrelevantes. O que importa aqui é o duelo argumentativo. Eu não me interesso por seus motivos.”

Ele poderia ter ido dormir sem essa…

(18) Mais, de Gustavo: ““Luciano, acho que as questões que me foram feitas foram sobre Dawkins, o grande problema, é que eu não tenho nenhum vínculo às idéias de Dawkins, o que me parece é que você espera que eu questione Deus sob a estética Forrest Gump de Dawkins, o que não é o caso, mas acho que serviria para que você respondesse minhas questões mais rápido, afinal, parece que você leu o livro inteiro do dawkins e colocou respostas ás questões dele neste blog.”

Minha resposta: “Errou, de novo. Eu não coloquei “respostas às questões dele”. Eu não me interesso em responder questões de Dawkins, e sim refutar argumentos difamatórios dele.

Como sempre, Gustavo não acerta uma.

(19) Gustavo tentou implementar a falsa proclamação de vitória: “PARECE que é aqui que chega o fim do túnel, (porque as respostas para essas perguntas são inválidas), eu ACHO que o máximo que o religioso poderá fazer é admitir que Deus é uma energia cósmica incognoscível, e que ele nunca nos mandou ter casamentos heterosexuais, nem pensar de uma determinada forma que não pode ser ignorada. TALVEZ enquanto for energia cósmica, está tudo bem, podemos até ser teístas da energia cósmica que não fala porra nenhuma, só NÃO SEI como ficaria o mundo sem a o regulador social “Religião”.

Minha resposta de novo quebrou as pernas dele: “É simples. Eu sou religioso. Você, sem saber a resposta, já foi dizendo que eu teria que admitir que “Deus é uma energia cósmica incognoscível”… Eu não tenho que admitir isso. Você errou. Questão de lógica.”

Eu já avisei, até neste blog, que esse estratagema de tentar ler a mente do outro é pseudociência e não funciona mais…

(20) E, por fim, restou a choradeira dele apelando aos amiguinhos da comunidade “Ateísmo”: “[...] Concordo com as proposições, você percebeu ao fim dos comentários que eu estou questionando sobre o que é Deus e ele tem dificuldade de responder? Parece que ele só sabe brigar contra o ateísmo Forrest Gump, aquela vertente do ateísmo que quando incitada, só sabe dizer que a igreja fez ou deixou de fazer um holocausto, esquecendo-se de que alguns ditadores foram ateus e também cometeram o mesmo tipo de coisa, invalidando a questão.”

Mas que raio é isso? Que diabos é isso de “ateísmo Forrest Gump”? Será o neo ateísmo?

O fato é que Gustavo ficou todo irritadinho com esse blog e não soube manter o controle emocional. Essa é uma das possíveis explicações para um erro argumentativo tão crasso.

Ele não pode definir um tipo de “ateísmo”, para depois vir com a choradeira de que “só sei” duelar com esse tipo de ateísmo.

Pior, ele tenta dizer que ELE é de um tipo de ateísmo diferente desse ateísmo que é refutado aqui.

A análise do site dele mostra que Gustavo Banderja é sim um ateu fanático, militante e irracional, e segue o mesmo paradigma de Richard Dawkins.

Por isso eu sei refutar tipinhos como ele com EXTREMA FACILIDADE, o que pode ser visto nos exemplos aqui.

Outro problema é quando ele diz que tenho “dificuldade de responder”. Isso que ele disse é mais um sintoma da neurose dele. O sujeito precisa de ajuda psiquiátrica imediatamente.

Ele confunde algo que não é feito com “dificuldade em fazer”. É por isso que mentes desfavorecidas deste tipo se complicam tanto quando falam de questões como onisciência, onipotência, etc. Eles simplesmente confundem fazer ou não fazer com “dificuldade de fazer”.

Vou dar um exemplo do absurdo do raciocínio dele.

Suponha que ele venha me pedir um emprego. Com a notória fragilidade da inteligência dele, eu não vou contratá-lo. Mas eu NÃO TENHO dificuldade em contratá-lo. Mas eu não vou. Simples assim.

O que ele não entendeu ainda é que eu NÃO DEVO SATISFAÇÃO a vagabundo. E não adianta um sujeito como Gustavo chorar pelos cantos.

Se ele tivesse investigado o seu oponente adequadamente, teria lido este texto e nem começado o desafio, pois ele se deu mal em todas as tentativas.

Quando estiver dialogando com um adversário, eu só vou discutir aqui ARGUMENTOS. E não minhas experiências pessoais. Simplesmente por que ele não tem MORAL para me fazer uma pergunta desse tipo.

Onde foi que eu prometi comentar minhas experiência pessoais com ele? De onde ele tirou essa idéia maluca? Onde foi que ele provou que eu tinha que dar satisfações desse tipo de experiência ou conclusão pessoal para ele?

Em qualquer situação, só o fato dele alimentar esse tipo de expectativa configura que Gustavo é um caso de internação urgente.

Se ele tivesse prestado atenção, saberia que o que importa aqui é DISCUSSÃO DE ARGUMENTOS.

É simples: existem argumentos a favor da existência de Deus, e argumentos contra a existência de Deus. Se ele quiser, que apresente um argumento contra a existência de Deus e, provavelmente, ele será refutado.

(21) Ele tenta de novo: “O grande problema agora é que os três casos de respostas possíveis (Não sei se tem algum outro) parecem levar para o mesmo caminho. Se ele afirmar ou negar, dá problema, se ele se omitir, também, o que mais ele pode fazer? Alguém me ajuda a empatizar?”

Nenhuma das 3 respostas daria problema se for embasada por argumentos.

Eu não forneci a resposta pois isso não está alinhado com a estratégia deste blog. Eu só vou discutir a questão Deus com quem ESTUDAR sobre o assunto. É simples assim. E não com um pateta leitor/seguidor de Dawkins, como Gustavo, que não sabe sequer a diferença entre secularismo e investigação.

(22) Mais uma tentativa dele: “Outro aspecto negativo é o fingimento apresentado até agora de que ele tem uma resposta e a coisa existe mesmo.”

Ué, como ele sabe que é fingimento? Ele está lendo minha mente? Gustavo está se revelando cada vez mais…

(23) A neurose dele aparece de novo: “No lugar dele, eu diria: ‘“Olha Gustavo, nem eu tenho como provar isso, eu vou acreditar porque eu sou acostumado com isso, minha família era católica, meus amigos também, você espera que eu seja ateu? Eu vou defender essa idéia, independente de você perguntar o que é Deus e eu não souber responder, então vai se foder e para de encher meu saco!’”

Quer dizer agora que o sujeito quer dar consultoria de como eu devo dar respostas?

A questão de Deus é para ser discutida com provas RACIONAIS, e o fato de eu não abordar a questão com um maluco como Gustavo é a diversão que eu tenho em ver que ele terá agora que corrrer atrás das fontes que eu citei.

Se ele acha que eu acredito em Deus por “ser acostumado” ou “por família ser católica”, isso é mais um sintoma da credulidade patética de Gustavo, pois ele tentou ler a minha mente, descobrir os meus motivos e errou em todas as tentativas.

Conclusão

Sempre que alguém tentar duelar filosoficamente, que COMPREENDA ANTES quais os objetivos daquele a quem se quer desafiar. Tentar implantar no oponente objetivos que NÃO SÃO OS OBJETIVOS DELE, permite que a contraparte faça uma refutação muito fácil. Era só Gustavo ter lido os objetivos deste blog (uma consulta na seção “About” já o ajudaria) que ele não derraparia de tal forma. Uma outra coisa importante é jamais, no curso de um debate, pedir para o outro contar impressões pessoais, histórias pessoais ou MOTIVOS pessoais, pois estes já são descartados DE IMEDIATO como evidência anedota. Portanto, a pergunta de Gustavo foi nonsense. Ou seja, o que eu descobri investigando Deus, e o que ELE descobriu investigando Deus, são assuntos que NÃO SERÃO TRATADOS no curso do debate, pois são opiniões. Qualquer iniciante em debates sabe que opiniões não são argumentos, e não podem ser usadas nem contra nem a favor de um argumentador. Portanto, tratar dessas questões é puramente irrelevante. Todas as tentativas de Gustavo, então, mostraram que ele não está preparado para me desafiar, e nem para desafiar qualquer debatedor com razoável experiência (portanto, não estou me gabando, já que qualquer um venceria o Gustavo fácil). Se ele quiser um novo duelo, que avise, pois neste a situação dele foi patética. Mas sugiro que ele estude um pouco sobre técnicas de argumentação antes disso.

Escrito por lucianohenrique

dezembro 7, 2009 em 12:01 am

Para Investigar: Desviando dinheiro do ensino para custeio de neo ateísmo

com 14 comentários

Segundo o blog do Paulo Lopes, Richard Dawkins resolveu agora focar nas criancinhas.

Essa idéia já tinha sido tratada no livro “Deus, Um Delírio”, mas aqui ele a leva ao exagero.

A imagem deste artigo é uma campanha promovida pela British Humanist Association e endossada por Dawkins.

Como de costume, onde há presença do Dawkins, sempre encontra-se um apelo emocional barato: “Não me rotule, por favor. Deixe-me crescer e escolher por mim”.

O que está por trás disso é evidente e nem é preciso de uma auditoria para descobrir: Dawkins quer limitar a transmissão de valores dos pais aos filhos.

E por qual motivo ele faria isso? Aí é que vem a parte sórdida da história, que ele não revela.

Se as crianças não podem ser orientadas pelos valores dos pais, seriam orientados pelos valores de quem?

Richard Rorty e Daniel Dennett já deixaram escapar declarações nesse sentido… Os valores deveriam vir dos professores. É isso mesmo! As crianças deixariam de assimilar os valores dos pais, e em substituição iriam assimilar os valores pregados pelos professores.

E quem conhece a fauna que habita grande parte das universidades de países como Brasil, Inglaterra, Estados Unidos, França (ali é uma festa), sabe que a espécie mais populosa é aquele bando de professores que passam o dia inteiro pregando suas cartilhas: comunismo, gayzismo, aquecimento global, neo ateísmo, etc.

Tudo isso é resultado da Estratégia Gramsciana.

O que essa camarilha quer é simplesmente dizer o seguinte: “peguem os valores ensinados pelos seus pais, e joguem no lixo, e sigam meus valores, que são da razão, do futuro, e bla bla bla”.

Aí o sujeito vai massacrar um discurso de lavagem cerebral na criança, adolescente ou jovem, que estaria cada vez mais distante dos valores dos pais, e o resultado é o que?

É claro que sai dali muitas vezes um novo comunistinha, um novo gayzista, um novo militante ateu, um novo militante do aquecimento global, etc.

Ressaltando: o serviço fica muito mais fácil se a criança for ALHEIA aos valores dos pais.

Uma das coisas que o cristianismo ensina é não acreditar em picaretas.

A parábola de Jesus no vale das sombras, quando este é tentado por Lúcifer, é basicamente um alerta à situações em que o cristão irá se ver rodeado de vigaristas e aproveitadores baratos, muitas vezes com discursinho sedutor, mas que na verdade querem apenas enrolar um incauto.

É evidente que Richard Dawkins e Daniel Dennett POSSUEM MOTIVOS PARA SER CONTRA esse tipo de ensinamento cristão. Eu me surpreenderia se eles fossem a favor.

Ademais, esse é um dos motivos pelos quais Karl Marx sabia que a religião, principalmente a cristã, deveria ser combatida até a morte por essa cambada.

Pois eles são os vigaristas infiltrados nas academias para cometer crimes.

Vai ficar muito mais fácil cometer o crime se a criança não aprender ensinamentos como cristianismo.

Mas qual o crime? Simples: o crime é o de usar o dinheiro que se recebe como professor para fazer campanha revolucionária. Aliás, qualquer professor que usar o seu cargo para ficar pregando neo ateísmo, comunismo militante ou gayzismo, ao invés de ensinar sua matéria (e é só isso que ele pode fazer como professor, e nada mais), está cometendo um crime.

O Dennett apenas foi tonto de confessar a artimanha em seu livro “Quebrando o Encanto”.

Olhem como funciona o jogo: os pais colocam os filhos nas escolas, faculdades, etc… e com o dinheiro do estado OU dos pais, professores comunistas, ateus, gayzistas e escória do tipo ficam doutrinando as crianças.

Não é uma jogada sensacional?

O dinheiro para pagar um professor vem principalmente de duas fontes

  • (a) o estado, principalmente no caso de escolas públicas
  • (b) dos pais, principalmente no caso de escolas privadas

Em outras palavras, pois isso é gravíssimo: todo esse dinheiro deveria ser gasto com um único fim, que é o aprendizado de uma técnica, uma matéria, um conjunto de matérias, um conjunto de disciplinas, etc… E absolutamente nada mais. Só que a idéia dessa patota pós-gramsci é justamente ficar ensinando nas faculdades coisas como neo ateísmo, benefícios da veadagem, relativismo moral, psicologia evolutiva, memética, e qualquer outra palhaçada que sirva de campanha revolucionária.

No fundo, é uma grande tramóia, evidenciada ainda mais com essa nova campanha apoiada pelo Dawkins. Olhando com atenção, isso é apenas parte da agenda desse tipo de pessoal.

Falta agora somente as associações de pais exigirem que se FILMEM TODAS AS AULAS, e que o conteúdo das aulas seja AUDITADO, inclusive por perícia…

Qualquer discursinho como “Darwin é magnânimo, absoluto e salvador, e explica nossa moral” ou “heterossexualidade é apenas uma questão boba de gênero” já poderia resultar em processo, não só para o professor mal intencionado como também para a escola.

Não passa de um replay da Estratégia Gramsciana, que ajudou (e ainda ajuda) a formar uma legião de comunistas em universidades durante décadas, muitos destes que se tornaram ateus.

O esquisito é aceitar a continuidade dessa prática nos dias atuais, em que o custo de câmeras de vídeo  ficou tão irrisório.

Com a gravação de audio e vídeo em formato digital, e câmeras baratíssimas, simplesmente dá para se AUDITAR praticamente tudo que um professor ensina.

E começar a descobrir onde nasce a pregação de valores anti-religião, anti-heterossexualidade, anti-democracia nos colégios e principalmente nas faculdades. E, se esse tipo de professor quiser argumentar contra, basta colocá-lo contra a parede: “qual o medo que você tem de ter suas aulas filmadas e investigadas?”.

Se Richard Dawkins tem um motivo para odiar a influência dos pais na cultura dos filhos, é justamente esse.

Quanto menos valores os pais possam ensinar aos filhos, mais o filho terá que buscar esses valores fora de casa.

E irá buscar com quem?

Naturalmente com o professorzinho criminoso e desonesto.

Mas, sem firulas: se for para eu não ensinar os meus valores morais aos meus filhos, eu preferiria que eles não os aprendessem na maioria da escolas e principalmente universidades.

Que me perdoem os bons professores, que agem como PROFISSIONAIS (sim, eu acredito que alguns deles ainda existam, e os respeito muito – peço que não se sintam incluídos entre os professores questionados aqui), mas a maioria, principalmente nas universidades, não serve como base moral para nada.

Eu preferiria que meus filhos adquirissem seus valores morais em um PUTEIRO ao invés de com professores dessa estirpe.

A puta, pelo menos, está ganhando o o seu dinheiro vendendo o corpo. O professorzinho desonesto está usando o dinheiro que os pais ingenuamente investem no estudo dos filhos para ensinar sua cartilha anti-cristã aos filhos dele. É claro que qualquer puta vale muito mais do que esse tipo específico de professor.

Eu sugiro aliás, uma nova campanha: que tal colocarmos em cartazes fotos de Caroline Miranda, Thammy Gretchen, Marcia Imperator e outras atrizes pornô, ao lado da seguinte mensagem: “Aprenda seus valores morais com qualquer um, até com elas, menos com professorzinho neo-ateu, gayzista e/ou militante comunista. As putas ao menos recebem o seu dinheiro para uma função, e executam essa função. Eles não.”

O recado está dado: o objetivo dessa campanha chinfrim do Dawkins, cheia de apelo emocional, é apenas confessar indiretamente que a patota dele que está doidinha para passar seus “valores” às crianças, e adolescentes. E que elas estariam mais vulneráveis sem os valores morais ensinados pelos pais, principalmente os valores religiosos.

Cabe aos pais agora investigarem e não permitirem esse crime contra o estado e contra o investimento financeiro que fazem no estudo dos filhos. Para isso devem usar de qualquer artifício possível, dentro da lei.

É hora do pai, que financia o estudo do filho, saber que ele tem que exigir que o professor DÊ AULA. E só.

As dicas para auditar os professores desonestos estão aí.

As câmeras deveriam ser apenas o começo…

Escrito por lucianohenrique

novembro 25, 2009 em 12:04 am

Ateus ou teístas: quem é que vai para a arena?

com 21 comentários

Há algo de engraçado em nossa sociedade atual, que é a tendência para a inversão de valores. Isso, é claro, tem sido amplificado pelo fato de que o estudo da boa filosofia é praticamente coisa do passado. Aristóteles e Kant vão para a vala, e entram em cena Nietzsche, Habermas e Foucault.

A ausência de valores é uma conseqüência natural. E desastrosa, em todos os níveis. Principalmente intelectuais. Sai a filosofia, entra o discurso de auto-ajuda.

Dentro da inversão de valores, uma das situações mais constrangedoras e risíveis é a idéia, implementada há tempos, de que religiosos devem satisfação a ateus.

Antes de tudo, é salutar relembrar: tecnicamente, e a priori, o nível de satisfação que um ateu deve a um teísta, seria igual ao que um teísta deve a um ateu. Não estou no mérito deste tipo de argumentação, entre pessoas que não são adversárias.

Mas o que estou falando é no CONTEXTO de um debate em que há um cenário de desafio e desconfiança mútua – atualmente, grande parte dos debates se enquadra nesse contexto. E nesse contexto, por qual motivo um teísta teria que ficar dando mais satisfação a um neo ateu do que um neo ateu dar satisfação a teista?

Não é raro recentemente ocorrer absurdos como este exemplo: em duelos argumentativos, geralmente o ateu sair com essa da cartola: “Me prove que Deus existe”.

Simples, não?

Só que nisso há um problema. A questão não é definida na entrega de provas diretas científicas, e sim na seguinte questão: os argumentos para a existência de Deus são melhores que os argumentos para a inexistência de Deus.

Sendo assim, por que caberia ao teísta o ônus da prova?

Se é o neo ateu que está VENDENDO a idéia de ateísmo, por que temos que explicar a ele nossos argumentos ao ponto de vender a idéia de teísmo para ele? (Detalhe, o intuito do neo ateu dificilmente é a discussão séria, então a explicação profunda é perda de tempo).

Isso tem ocorrido simplesmente por causa da inversão de valores.

Hoje em dia, qual é o paradigma vigente em nossa sociedade? O teísmo.

Quem está vendendo o novo paradigma? Os neo ateus.

Logo, se eles QUEREM CONVENCER a gente de que Deus não existe, e nos vender a idéia de que os argumentos para a inexistência de Deus são melhores do que os argumentos para a existência de Deus, não somos nós que temos que explicar e vender nossos argumentos para eles. São ELES que devem vender os argumentos deles para a gente.

Cabe a eles estarem sob questionamento.

Se a idéia neo ateísta é tão boa, que eles estejam então na arena, para serem submetidos à saraivada de questionamentos.

Nós, como adeptos do paradigma vigente, não precisamos estar sob questionamento.

Outro exemplo de pergunta que neo ateus fazem em desafio: “Quais partes da Bíblia se interpretam literalmente? Tem que ter um método para isso”

Eu geralmente já questiono: “é essa mesmo sua interpretação”? “Vai manter essa interpretação?” “Quer mesmo seguir por este caminho?”

Em caso de confirmação positiva, o esmagamento do argumento dele é feito. Eu só explico o suficiente para mostrar os erros dele, e não uma explicação aprofundada, que eu só forneceria a um amigo ou a alguém que estivesse querendo discutir respeitosamente.

Simples assim.

A conclusão é natural: como nós, religiosos, fazemos parte do paradigma vigente, é natural que estejamos envolvidos em discussões, mas quem tem que ser colocado contra a parede é o neo ateu, e não a gente.

Para compreender mais fácil esse modelo, vejamos o paradigma vigente para a relação duradoura: quase todo mundo se casa, ao menos uma vez na vida. Raros são aqueles que optam por ficar solteiros por toda a vida.

Definimos então o grupo entre solteiros e casados.

Supondo uma nova variação chamada neo solteiros, que seria composta de pessoas intolerantes com o casamento, e que dissessem que o casamento é um dos males da sociedade.

Quem é que tem que ir para a arena?

Supondo em uma comunidade de casados, e felizes, seja invadida por neo-solteiros, agressivos, irritadiços, e que digam que o casamento é uma ilusão. Será que os casados é que deviam estar na arena ou os solteiros?

A questão tem que ser definida muito claramente: quem é que está vendendo a idéia?

É natural: são os neo solteiros que tem que correr atrás. Os casados podem somente avaliar se compram ou não a idéia dos neo solteiros.

Eu mesmo não me incomodo nem um pouquinho se alguém é ateu ou deixa de ser ateu. Se o neo ateu se incomoda com o fato de que sou religioso, ele é que tem que se virar para me vender a idéia. E não eu. Minha situação, nesse tipo de debate, é extremamente confortável.

Recentemente, na comunidade Contradições do Ateísmo, vi um neo ateu abrir um tópico no qual exigia evidências científicas de que Jesus existiu. Detalhe: ninguém havia prometido provas científicas, até por que essa não é uma questão científica.

O sujeito não estava disposto a discussão séria, e obviamente usava estratégias ad nauseam, provocações, etc… e tudo permitiria que ele MOLDASSE o cenário de forma a passar a idéia de que ele era um comprador de idéias, e os outros que se virassem para VENDER a idéia para ele. E ele estava disposto a ser um comprador chato.

Mas de onde ele tirou a concepção de que os outros teriam que vender a idéia?

Simplesmente, DO NADA ele abriu o tópico e decidiu isso.

Obviamente, muitos no momento não percebem que o que está sendo feito é só uma encenação para jogar o oponente dentro da arena, local onde ele está sob avaliação (mas o questionador não estaria sob avaliação).

Nesse momento, como comprador, ele simplesmente decide as regras do jogo, e, naturalmente, se for minimamente esperto, vai vencer.

Sempre lembrando que ninguém havia prometido fornecer provas científicas para ele, até por que a questão é meramente histórica.

A primeira coisa que tenho a dizer aos religiosos que entenderam a mensagem acima é a seguinte: como se pode amar a Deus se a pessoa não ama a si própria?

Para mim, a pessoa que aceita as regras de um adversário, geralmente desonesto e mal intencionado, simplesmente faz o que qualquer um lhe pede, mesmo que este esteja contra ele.

Não vejo isso como uma atitude sequer justa em relação à sua religião. Sequer justa em relação a si próprio.

A primeira coisa que um religioso deve fazer é, no mínimo, respeitar a própria religião. E a si próprio.

Para mim, o papel que vejo em alguns casos de teístas no Orkut, ao aceitarem as regras impostas pelo inimigo, é algo que conspira contra sua própria religião.Isso tem um nome mais forte: é um desrespeito à Deus. Desrespeitar a si próprio? Ok, tem gente que não se importa com coisas como a auto-estima, dignidade, etc.. Mas diante de um debate em que vai discutir sua própria religião?

O mínimo que se espera é o respeito por sua própria religião.

Isso implica em evitar entrar em armadilhas criadas pelo adversário.

Mas, antes de tudo, jamais entrar em uma arena sendo que isso não é sua proposta.

É por isso que geralmente em debates que participo neo ateus quase sempre se incomodam.

A primeira tentativa de cada um deles é geralmente tentar me colocar na arena, e, quando não conseguem, tornam-se irritadiços.

Nesse blog mesmo, eu avisei que não iria me propor a provar a existência de Deus. No máximo, em raros momentos, eu poderia discutir argumentos sobre existência ou inexistência, e avaliá-los na persepctiva racional. E nada mais.

Pois não é que teve um que andou avisando que eu prometi que, neste blog, provaria a existência de Deus?

O que o neo ateu tentou? Simplesmente ele queria sair da posição de vendedor e se tornar um comprador.

Claro que eu jamais permiti que ele aplicasse a armadilha, o que resultou em ataques histéricos da parte dele.

E que ele tenha quantos ataques histéricos quiser. Simplesmente isso não importa para mim.

Quem tem que correr atrás da propaganda dele é ele. E não eu.

É por isso que o momento fundamental de cada debate argumentativo (que eu defendo em uma nova variação a ser abordada aqui futuramente: o duelo cético) é o momento inicial, onde os papéis são definidos. Quem é que está trazendo uma idéia nova, e fará o papel de vendedor, e quem é que está na posição de comprador da idéia, e que decidirá se compra ou não a idéia.

Além do framework que eu defendo para investigação dos argumentos neo ateus, acredito que um soft skill necessário para este tipo de debate é sempre saber qual é a sua posição no debate: de vendedor ou comprador de idéias.

Pelo meu secularismo em debates, eu jamais estou vendendo idéias.

Logo, quem tem que correr atrás são os neo ateus.

Se entram em debate comigo, são eles que vão para a arena.

E é assim que deveria ser sempre.

Escrito por lucianohenrique

novembro 20, 2009 em 10:12 am

Exemplo de aplicação de ceticismo: investigando o “hate mail” para o Dawkins

com 22 comentários

No vídeo do YouTube, acima, aparece a alegação feita por Richard Dawkins, de que alguns cristãos teriam mandado emails de ódio para ele. [N.E. - Infelizmente não tenho a versão legendada. Caso alguém tenha e puder enviar, eu agradeceria.]

Será que é verdade?

Eu duvido muito.

Como a alegação não apresenta um argumento complexo, não farei a análise de argumento, e passarei para a análise de caso. Caso surjam dúvidas, mais detalhes sobre a base da investigação cética aqui.

A alegação de Dawkins é: “cristãos escrevem e-mails sem argumentos, apenas expondo o seu ódio contra mim”.

Antes de tudo, é bom ver se a alegação é comum ou extraordinária.

Basta observar em comunidades como “Contradições do Ateísmo”, “Movimento Anti-Ateísta” e “Não tenho fé suficiente para ser ateu”.

Em todas essas comunidades, existem pessoas teístas que se INCOMODAM com as ofensas de Dawkins.

A absoluta maioria de respostas são refutações aos argumentos de Dawkins. Algumas das outras são até ad hominens. Mas nada relacionado a mensagem de ódio, pois geralmente a tendência é considerarmos o Dawkins até divertido, pela facilidade que é refutá-lo.

Portanto, a alegação é extraordinária.

Se é difícil encontrar pessoas que se expressem daquela forma que estão no vídeo, onde Dawkins as achou?

Simples: olhando com a visão de um cético, pode ser que Dawkins NEM SEQUER TENHA recebido e-mails de ódio verdadeiros.

Suponhamos que Dawkins ligou para seus amigos Daniel Dennett, Susan Blackmore e PZ Myers e pediu-lhes algo do tipo: “por favor, enviem alguns emails, com IPs falsos, fingindo serem religiosos, e me xinguem, dizendo que eu vou pro inferno e coisas do tipo, e depois eu lerei os emails como se fossem emails de cristãos”.

Em qualquer investigação cética, NÃO PODEMOS eliminar a possibilidade de fraude.

Principalmente pela ausência de controle sob as amostras.

Se considerarmos que os exemplos de teístas demonstrados no Orkut agem de maneira OPOSTA ao que é visto no vídeo, e somando-se à isso a FACILIDADE com que uma fraude desse tipo pode ser feita, temos que considerar ainda um terceiro fator: o VESTED INTEREST (mais aqui – também pode ser chamado de proteção de interesse pessoal) de Richard Dawkins, em si.

Com todos esses fatores somados, podemos com segurança dizer que NÃO HÁ EVIDÊNCIAS de que cristãos mandaram os hate mails para Dawkins.

Fim.

E da mesma forma que James Randi desmascararia um médium.

Não há diferença de metodologia: o ceticismo é o MESMO.

Curiosamente, um bando de manés pró-Dawkins deu razão ao autor inglês nos comentários do YouTube.

Conclusão: são não só ignorantes como também CRÉDULOS. Não adianta serem neo-ateus e afirmarem que são céticos, pois suas declarações mostraram o contrário: são CRÉDULOS da mesma forma que aqueles que se suicidaram na Guiana, a mando de Jim Jones, eram. Pois o componente destes neo-ateus que lá postaram é FÉ CEGA, e não apenas FÉ.

Bastou uma olhadela mais cética para que o vídeo de Dawkins perdesse TODO O VALOR de evidência.

O vídeo não prova nada contra cristãos.

Com isso, os cristãos mandaram hate mails ao Richard Dawkins NA MESMA PROPORÇÃO em que o lobisomem apareceu no sítio (sob testemunho do caseiro).

Em ambos os casos, o número de evidências é igual a ZERO.

P.S.: Link para o vídeo com legendas [agradecimentos ao Malcan].

Escrito por lucianohenrique

outubro 21, 2009 em 12:14 am

Enfim… o início

com 6 comentários

É com satisfação que escrevo este post para iniciar este blog, “Neo-Ateísmo, um Delírio”.

A idéia já vem de longa data, pois há uns seis anos eu debato no Orkut, e nesse tempo me tornei praticamente o pesadelo de alguns ateus.

Só que, mesmo que o Orkut seja um bom meio de comunicação, possui abrangência limitada. A estrutura do Orkut não permite uma apresentação estruturada de idéias, ao passo que em um blog este mecanismo é muito facilitado.

Com isso, o que tenho visto ultimamente são pessoas que não conhecem a minha pessoa, as minhas intenções, e até as motivações por trás de meus posts. Espero que, com esse blog, esse problema seja eliminado.

Este blog será ferrenho, enérgico e baseado em ceticismo de combate (sim, que aprendi com James Randi, curiosamente… um ateu), mas também respeitoso.

Não é objetivo deste blog desrespeitar os ateus, já que possuo vários amigos ateus. Este blog é feito para desmascarar uma categoria especial de ateus, os neo-ateus, uma geração que tem obtido mais voz ultimamente principalmente com o advento dos livros de Richard Dawkins.

Como são agressivos e fundamentalistas, os neo-ateus precisam de uma resposta à altura, e não tenho visto muito disso ao menos nos debates em que participo.

Este blog irá ajudar a eliminar esta lacuna, fornecendo aos teístas mecanismos para o duelo com os leitores de Dawkins, assim como fornecerá refutações letais de temas defendidos por Dawkins, Dennett e sua turma.

Bom, já me apresentei demais, e deixarei que os posts falem por mim.

Escrito por lucianohenrique

agosto 11, 2009 em 12:37 am

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