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Técnica: Os religiosos não aceitam críticas dos neo ateus

Essa técnica tem por objetivo permitir que o neo ateu lance uma cortina de fumaça em relação às críticas que porventura seus autores sofram, principalmente quando são desmascarados.
Para fingir que os problemas (principalmente argumentativos) não existem em suas obras e no comportamento dos adeptos do neo ateísmo, eles passam a fingir que na verdade o único problema seria o seguinte: “o religioso não era criticado, agora é, e então reclama”.
Obviamente, que isso se trata de uma série de manipulação de informações, pois não há indícios de que antes existiam MENOS críticas à religião antes do surgimento do neo ateísmo. Pelo contrário, a crítica à religião, além do uso de piadas contra religiosos, é antiqüíssima. Até os questionamentos sobre a moral religiosa datam de séculos atrás.
Não há praticamente nada de novo nas críticas à religião, se considerarmos os argumentos do neo ateísmo contra a religião. Por exemplo, críticas ao argumento de São Tomás de Aquino, que Dawkins fez (e de maneira porca), outros fizeram muito melhor no passado – embora sem derrubar o argumento, naturalmente.
O problema, portanto, não é a crítica em si, mas sim o ataque feito de uma forma extremamente desleal, incluindo atitudes meramente políticas como:
- Solicitação de retirada do direito dos pais ensinarem valores religiosos aos filhos (para permitir a doutrinação das crianças na escola em neo ateísmo)
- Solicitação de que alguns países islâmicos deveriam ser bombardeados por causa de suas crenças
- Motivação para atitude de bullying virtual e escolar/universitário contra os religiosos que ainda não estão psicologicamente preparados para um duelo (eles ainda acreditam que o neo ateu é apenas um crítico, e não alguém com agenda política)
- Discriminação formal contra religiosos, como, por exemplo, quando Sam Harris sugeriu que Francis Collins não deveria dirigir o NIH só por ser religioso
- Incentivo à atitudes de manipulações de notícias para geração de pânico moral contra entidades religiosas e contra religiosos
- Criação de conceito de “classes”, assim como no marxismo, com a diferença que as classes agora seriam ateus e religiosos, e o respeito mútuo dos ateus pelos religiosos não deveria existir
- Uso de técnicas da estratégia gramsciana (agora oficializadas por eles) para prejudicar a carreira universitária de quem for cristão ou pertencente à outra facção religiosa
- Através do conceito de classes, uso de generalizações para atribuir um sentimento de ódio contra religiosos, por parte de seu grupo, em tática similar ao antissemitismo (a diferença é que o antissemitismo focava na etnia judaica, ao passo que o neo ateísmo foca no ódio à todos os religiosos)
Ora, esses itens acima são apenas algumas das “inovações” do discurso neo ateu em relação às tradicionais críticas à religião.
Logo, se os neo ateus NÃO INOVARAM EM NADA no conceito de críticas à religião (apenas na atitude política e geração de cultura de ódio), logo, se algum religioso os criticar, provavelmente é por outro motivo, e não pelo fato de ocorrerem “críticas à religião”. Pois, se o motivo fosse “críticas à religião”, juntamente com “religioso não pode ter suas crenças criticadas”, logo o religioso não ficaria em oposição ao neo ateísmo, mas sim contra vários outros críticos da religião, desde o iluminismo.
Obviamente que o religioso tem motivos para ficar em oposição ao neo ateísmo. Mas, ao ficar, NÃO SERÁ pelo fato de que religião “não pode ser criticada”.
Há muitos outros motivos para se opor ao neo ateísmo antes de pensar nas “críticas à religião”.
Querem mais um motivo para se opor ao neo ateísmo? A safadeza dos neo ateus é tamanha que até para se defenderem de críticas precisam mentir e criar estratagemas INVENTANDO motivos para a crítica do oponente que em nada correspondem aos reais motivos.
Burrice neo ateísta feita em casa

Recentemente, o blog Bule Voador endossou o texto “Deus Feito em Casa”, que era um texto de tentativa de escárnio praticado pelo site Ceticismo.Net. Tentativa de escárnio, aliás, que é uma das estratégias mais usadas por neo ateus em debates.
O objetivo é um só: tentar humilhar os religiosos. Provavelmente, a ponto do religioso reagir de forma intempestiva. Será que eles (os neo ateus) não fazem isso somente para depois ter um pretexto para reclamar de que são discriminados? Capaz. Mas aqui mostrarei como sair desta armadilha armada por eles.
Os estratagemas de escárnio são normalmente utilizados em períodos de guerras, duelos entre grupos rivais, etc. Sempre o objetivo é tentar ofender o rival, e motivá-lo a uma ação. O melhor é tomar a ação mais inteligente.
Existe 3 formas de se reagir a esse tipo de atitude deles:
- (1) Revidar o escárnio com palavras
- (2) Revidar com violência
- (3) Tornar-se passivo, e guardar o rancor, e fingir para si próprio que perdoou (é a pior das reações)
Eu sempre optei pela primeira, que envolve não usar a violência e nem a passividade, mas o revide, justo e correto.
O escárnio é um recurso utilizado por alguém que não lhe vê com o mínimo respeito, e a única forma de tratar essa pessoa é com o mínimo respeito também. É legítimo usar o escárnio sempre que for para o revide a um escárnio anterior.
É importante também notar que qualquer revide é legítimo, pois o objetivo do escárnio é simplesmente dizer a mensagem: “eu não tenho respeito nenhum por você, e vou jogar sujo”. Ou seja, quem está em público praticando o escárnio em relação a você é alguém que não teria pudor em lhe meter um balaço na cabeça se estivesse participando de um governo totalitário e dominando as pessoas de sua ideologia. Um exemplo é como na China os cristãos são tratados.
Alguém poderia perguntar: mas o revide não é contra a religião?
De forma alguma. Não há nada no cristianismo que implique em não forçar os outros a te respeitarem, principalmente se sua busca por respeito mútuo for justa. Além do mais, quando permitimos que o outro nos desrespeite, estamos lançando uma mensagem pública de que esse comportamento é aceitável. Isso explica por que a passividade é a pior das respostas.
Esse modelo de atuação que eu uso simplesmente FORÇA o neo ateu a me respeitar. Em um debate, ele pode até começar com escárnio, e vai tomar o revide. Ele pode tentar de novo, e vai ter o revide de novo. Mas chegará um momento em que ele provavelmente está muito mais humilhado e com certeza irritado (a experiência nesse tipo de duelo garante que eu não me irrite mais, pois já virou esporte para mim). Ele terá então que respeitar o teísta do outro lado, e aí, somente aí, poderá começar um diálogo de verdade, e não uma guerra intelectual.
Noto também que não é sempre que os neo ateus apelarão para as provocações desse tipo de texto, que, naturalmente é mais infantilóide que a média. Muitos tentarão argumentos, mesmo que com erística e falácias, mas sem o componente de escárnio.
Só que mesmo que seja um modelo forte de atuação, o objetivo aqui é mostrar como se trata esse tipo de ataque. É importante que eu ressalte de novo que não considero que a maioria das implementações de ataques feitas por neo ateus atendam ao mesmo princípio de escárnio do texto avaliado aqui. Muitos são textos argumentativos (embora com difamações, erísticas, etc.).
O nível deste texto (“Deus feito em casa”) é realmente mais baixo. É coisa de gente que está apelando. Raros dos debates em que participo atualmente possuem tal nível de baixaria.
Mas já houve um tempo, na comunidade Contradições do Ateísmo, em que neo ateus atuavam SÓ desta maneira, com implementações de escárnio em provocações de parquinho. Era uma época de revides fortes, e, modéstia a parte, eu me saía bem (eu nem era moderador na época).A questão é simplesmente de agilidade e sangue frio na hora do revide, que tem que ser imediato. Lembre-se: é um duelo entre pessoas que não possuem respeito entre elas. Ao menos, com certeza, os neo ateus não possuem.
Nesse artigo “Uma Requisição de Neo Ateus: O Direito de Ser Idiota”, explico uma forma pela qual a maioria das tentativas de escárnio pode ser revidada.
Aqui na seção “Conhecendo o Inimigo” há várias técnicas que são utilizadas por eles para escárnio (consulte as técnicas de ridicularização), e justamente com as formas de revide também.
De qualquer forma, o objetivo aqui é usar como um estudo de caso esse texto “Deus Feito em Casa”, que tem por objetivo incitar à uma briga. Ao invés de brigar, que tal avaliá-lo e mostrar o nível de retardo mental (altíssimo) de quem o escreveu?
Lembro também que o endosso em 100% dos adeptos do blog “Bule Voador” mostrou que é lícito retaliar à vontade contra eles, pois eles aprovam a tentativa de escárnio.
Vamos começar.
E considerando que todas essas culturas são diferentes entre si, todos esses deuses acabam sendo diferentes entre si também.
O autor (cujo nome não descobri, talvez ele tenha vergonha, mas o chamarei de “neo ateu” a partir de agora) comete o erro aqui de achar que se várias culturas conceituam um objeto de forma diferente, então se trata de vários objetos. Obviamente um exemplo de paralaxe cognitiva da figura.
Mais ridículo vem a seguir:
Se você quer ter um deus particular (um só seu), não é tão complicado assim. Diga que seu deus existe e mande que os outros provem em contrário.
Engraçado seria a figura chegar aqui e pedir para eu “provar em contrário” ao Deus dele, e eu dizer que “não me importo”. A partir daí é só provocá-lo a ponto de fazê-lo tremer na base. Tsc, Tsc… Santa ingenuidade neo ateísta. (Recomendo ler os textos “Ateus ou Teístas: Quem é que vai para a Arena?” e “A Triste História de Gustavo Bandejra”, para quem ainda não os leu).
Ele prossegue:
Este artigo mostra como criar seu próprio “Deus Home-Made”. Come with us e que seu deus o acompanhe.
A partir daqui ele começa as 10 “regrinhas” que ele afirma.
Uma mais infantil e patética do que a outra.
Há tantos erros lógicos e ingenuidades que postarei os comentários somente após cada técnica.
1 – SÓ ELE EXISTE
Bom, pra princípio de conversa, somente o seu deus existe. Ele é único e exclusivo. Você acredita nele e isso é o suficiente para provar tal existência [1]. Quem duvidar que prove o contrário, ora essa [2]! Assim, quem não acreditar em seu deus é ateu. Pouco importa se são judeus, cristãos, muçulmanos, seguidores de deidades pagãs etc. São todos ateus e ponto final! [3]
Ignore os princípios da Lógica [4]. Exija que provem que seu deus é apenas uma piada e que não existe de fato [5]. Não dê a mínima se te disserem que não se pode provar uma inexistência, isso é papo de ateu ignorante [6]. Seu deus existe, é real e o ama de verdade. Os ateus? Ora, seu deus os odeia (assim como você os odeia também) e vai mandá-los pro inferno, para sofrimentos terríveis. Entretanto, sendo você uma pessoa boa e justa, estará orando para que seu deus os perdoe (coisa que você sabe que nunca acontecerá) [7]. Você fica parecendo um cara legal, seu deus fica com duas personalidades e todos os que o contrariarem irão pro inferno, tendo medo e se afastarão de você, mostrando o quanto você está certo [8].
Quer coisa melhor que isso? [9]
1 – Só isso já mostrou que ele é intelectualmente inferior aos adversários dele (que provavelmente seriam os membros das principais religiões), pois estes não dizem que basta acreditar que o Deus passaria a existir. A teologia judaica e a cristã, muito complexa e rica, mostra que o estágio mental do neo ateu é patético. Ele ainda está comendo poeira, e muita.
2 – A piadinha dele torna-se inútil, pois ele não é indiferente ao Deus das principais religiões, mas seríamos indiferentes ao “deus dele”. Portanto, a provocação dele não surtiria efeito nenhum. Basta ridicularizá-lo em retorno a cada vez que ele tentar esse estratagema.
3 – Aqui é o tradicional erro cognitivo dos ateus mais incapazes, que nem sequer sabem o conceito de ateu. Para maiores informações, consulte a técnica “Todos são Ateus”, na seção “Conhecendo o Inimigo”.
4 – Notem as dicas que o coitado dá… Bem, em nossa religião não ignoramos os princípios da lógica. Então, ele que morra de inveja.
5 – Ihh… esse ainda está na fase da exigência? Ele vai ter muitas decepções na vida.
6 – Errado. Isso é papo de ignorante em lógica, independente de ser ateu ou não. Tanto existência como inexistência podem ser provadas. O ônus da prova é de quem fez a alegação. Se ele não sabe nem isso, como pode tentar praticar escárnio?
7 – Aqui é pura falha de raciocínio dele. Se ele sabe que não acontecerá, por que iria orar então? Talvez ele tenha lido a mente dos oponentes, para saber que eles rezam, mas duvidam da própria reza. Ou talvez ele não saiba por que os adversários rezam.
8 – No caso, se afastariam do neo ateu por outros motivos, inclusive infantilidade…
9 – Notaram que ele se contenta com pouco?
2 – SEU DEUS SABE TUDO
Ora, convenhamos, um deus que se preze tem que saber tudo. Senão, para que alguém precisaria dele? [10] Contrate um economista e fim de papo! Mas, você está criando uma religião e não um cargo no Ministério da Fazenda. [11] Assim, seu deus sabe tudo de tudo sobre tudo. Sabe até o que as pessoas não fizeram, mas queriam fazer. E o que é melhor: Disse tudo a você, pois você é o enviado dele (não, não foi um trocadilho com relação à sua opção sexual). [12]
Desse modo, você – oh, Profeta! – também sabe tudo; e não caia na conversa de incrédulos que dizem que suas acusações são infundadas. Seu deus nunca o enganaria, não é mesmo? Condene severamente, amaldiçoe e execre em público todos aqueles que o contrariarem, não esquecendo de orar pela graça do seu deus a essas pobres almas pecadoras (coisa que você não faz a menor questão que aconteça). [13]
10 – Aqui ele admite um Deus de acordo com as necessidades dele. Ou seja, realmente é um Deus que ele inventou, e não serve para ele atacar a maioria dos religiosos. Ele poderia retrucar dizendo que o “nosso” Deus seria inventado também. Mas aí ele é que teria que correr atrás das provas. Para mais detalhes, consultar a técnica “Bule de Russell”.
11 – Aqui é pura insanidade e loucura do neo ateu.
12 – Engraçado que se ele sair com essa conversa, ele é que ficará com pose de maluco. Essa é a diferença da religião cristã para seitas de malucos… De novo, ele que morra de inveja.
13 – O mais divertido é que o neo-ateu afirma que faria isso mas nem sequer revelou o seu nome, pois ele sabe que sua proposta é infantilóide. Será que ele tem algum “estudo de caso” para provar o que afirma? Ah, não vale abordar as religiões tradicionais, pois ele não tem a mínima idéia de como elas se iniciaram…
3 – SEU DEUS ESTÁ EM TODO LUGAR
Olha só, seu deus tem que estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Se aquele deus lá (o tal daqueles caras largados no deserto, junto com bosta de cabra) era onipresente, por que o seu não seria? [14] Afinal, o seu deus é único e verdadeiro, enquanto que o deles é falso, obviamente. Se o deusinho deles fosse verdadeiro, ele teria se apresentado para você. Ele fez isso? Não, mas o seu deus sim! Em quem você prefere acreditar? [15]
Assim, o seu omniultrapowermegafucker deus pode ver onde estão os pecadores, para ferrá-los depois. Afinal, é estando em todos os lugares que ele sabe de tudo, não é mesmo? E se te perguntarem como ele precisa estar em algum lugar se ele sabe tudo, chame esta pessoa de herética, berre que é blasmacho… quero dizer, blasfêmia condene-a ao inferno, jogue algumas maldições sobre a família dele e grite alucinadamente. [16] Nossa legislação ainda está proibindo assassinatos, e este seria o único método de fazê-lo parar. Logo, NÃO PARE!!! [17]
Não esqueça de terminar com a frase: Meu deus te ama. [18]
14 – Mais um erro lógico, pois se ele afirma que há um outro Deus, além do dele, então não haveria sentido nele dizer que é o único Deus. Ihh….
15 – Detalhe que essa provocação só teria valia se todos os religiosos fossem profetas, o que seria uma idiotice. Pensando bem, é uma idiotice da parte do neo ateu mesmo. Fraquinho, fraquinho…
16 – Já deu para descobrir quem são os adversários dele. São os fanáticos de rua. Ora, se ele escolhe como adversários a turma do populacho (e ainda assim, aqueles desajustados), como iria querer duelar com outro tipo de religioso? É nisso que dá ele ser um duelista de segunda divisão…
17 – Ele está histérico neste momento…
18 – Só a frase “Meu deus te ama” mostrou a ingenuidade da proposta dele, pois ele afirmou antes que ele criaria um Deus que seria “único”. Notaram como ele se desconcentra fácil?
4 – SEU DEUS É BOM
Claro! Afinal, ele é deus. E todo deus é bondoso, certo? Errado! O SEU deus é bondoso! Os deuses dos outros não são porque não existem. Se existissem, não haveria monoteísmo. [19] E você sabe muito bem que seu deus lhe disse que ele era o único deus que existia; e você, como um bom fiel (e poderoso profeta), vai acreditar em tudo o que o senhor seu deus fala, é óbvio! [20]
Entretanto, convém notar que seu deus fica irritado às vezes e pune as pessoas. Isso acontece sim, é verdade, e é tudo por culpa de quem? Dele que as criou? Claro que não, ora bolas! A culpa é de quem não entendeu o que seu deus disse. E se ninguém mais ouviu o que seu deus falou, é porque são pecadores. E nós sabemos que pecadores merecem ir pro inferno. [21]
Pode ser que algumas pessoas inocentes sofram, mas quem garante que bebezinhos não se tornariam pérfidos ateus? Seu deus sabe de tudo, logo ele vai punir o bebezinho logo de uma vez. Esta geração atual já nasce endiabrada mesmo. Vide aquela garota do filme do exorcista. Aquele padre molenga achou que ela era boazinha. Se ela realmente fosse, teriam feito uma continuação do filme? Pense nisso. [22]
No final das contas, seu deus é o cara mais legal que você conhece. [23] O pessoal que sofre, mas dizia acreditar nele, não passam de mentirosos. Somente o verdadeiro fiel tem graças infinitas. Se não tiver, é porque seu deus quer testar a fé deles, mesmo sendo omnisciente. Logo, é necessário que você seja instrumento do seu deus e comece a perseguir e imputar dor e sofrimento a quem o rodeia. [24] Vai que eles são espiões dos falsos deuses? De qualquer forma, a pessoa tem que saber que não é fiel ao seu deus. Mesmo sendo um bebezinho de colo. E você – oh, Profeta! – é aquele que ajudará o seu deus nesta Missão Santa, que não tem nada de impossível. Ou você acha que Tom Cruise faria melhor? [25]
19 – Engraçado que essa falácia da (in)credulidade pessoal é uma prática do neo ateu. “Ex. Se Deus existisse, eu acreditaria nele”. Já se deu mal até nessa…
20 – Novamente, provocação inútil a não ser que ele fale com um profeta. O problema é que se ele quiser se comparar a Jesus, este não CONCEITUOU Deus. Sendo assim, ele duela com um inimigo da imaginação dele. Pura esquizofrenia neo ateísta…
21 – Aqui é apenas interpretação infantilóide. Apenas a interpretação dele, pura e simplesmente, já é suficiente para ridicularizá-lo.
22 – No filme Exorcista, a menina não “nasceu” possuída. Portanto, até nas referências ele se perde.
23 – O fato dele definir deus como um “cara” mostra que ele ainda usa a concepção de Deus de uma criança de 6 a 7 anos.
24 – Engraçado vai ser ver se ele terá coragem de fazer isso. Eu duvido…
25 – Mais uma vez, discurso inútil para duelo contra aquele que não é profeta. Inútil do ponto de vista da provocação.
5 – DEUS TE ESCOLHEU
Bom, tomando por base que você criou o deus, é justo supor que você (e ninguém mais) é o mensageiro dele. E é simples de entender.
Você criou um deus. Mas só fez isso porque seu deus existe e lhe disse isso pessoalmente. Você sentiu ele penetrar em… humm… err… bem, ele entrou em você (espiritualmente, é claro) e isso o inspirou divinamente. Seu deus só fala com você e ninguém mais, porque mesmo sendo onipresente, ele sente que precisa de um porta-voz na Terra. E sendo o porta-voz dele, você usa a inspiração para espalhar a Boa Nova. Qual é a Boa Nova? Seu deus existe, ama todo mundo, mas vai destruir todo aquele que pensar em dizer que o profeta dele (no caso, você) é totalmente maluco.
Quem não acreditar, terá a misericórdia do seu deus (enquanto arde no fogo do inferno). Até mesmo o Hank pensa duas vezes de contrariá-lo e Chuck Norris passa batido. [26]
Qualquer mente esclarecida ao mínimo saberá na verdade que você não criou nada. Seu deus é que lhe fez ter esta idéia – esta inspiração divina, digamos assim – pois ele precisava de um mensageiro fiel e um profeta à altura da grandiosidade dele. Logo, o escolhido foi… VOCÊ!! Pouco importa se a descrição do seu deus se pareça contigo. É normal, já que fomos feitos à imagem e semelhança dele, mesmo tendo tantos indivíduos completamente diferentes um dos outros. [27]
Portanto, cabe a você – oh Escolhido – impor… hã, quero dizer… pregar o culto ao deus supremo. Quem vai lhe contestar? Um bando de céticos que não sabem de nada? Condene-os ao inferno e está tudo certo. [28] Teu deus te ouvirá. Afinal, quer maior teste de fé que aceitar você, meu caro Profeta, que seu deus é único e que todos devem fazer o que você manda? [29] Afinal, você é o Escolhido. Mas, evite andar de casacão preto e óculos escuros e jamais – JAMAIS!! – tome qualquer pílula ou comprimido na cor vermelha. [30] Isso é coisa do diabo (daqui a pouco saberemos mais sobre isso).
26 – Como se nota, a paralaxe cognitiva dele de novo segue. Ele prossegue achando que todos os religiosos são profetas… rs.
27 – Aqui ele confundiu “Deus fez o homem a imagem e semelhança” com “Deus fez o profeta com a imagem e semelhança”. Ele está menos criativo, mas igualmente incapaz.
28 – De novo, inútil como provocação aos cristãos (ou judeus, ou islâmicos), pois não é um profeta que condena ao inferno…
29 – Notem o que ele entende por “prova de fé”…
30 – Só isso já dá para ter uma idéia do perfil do neo ateu, pelos seus gostos pessoais. Aliás, isso de andar de casacão preto e óculos esculos não é coisa de emo?
6 – SEU DEUS FEZ TUDO
Precisava dizer isso? Ora, se o seu deus é único e poderoso, claro que ele fez o Universo há… bem, não importa quando foi, importa? E não acredite em cientistas. [31] Como diz o reverendo Homer Simpson: “Fatos… Bah! Pode-se provar qualquer coisa com eles”.
A parada é a seguinte: Numa hora de ociosidade, seu deus resolveu criar tudo. Muito bem, ele criou. E para quê? Para que nos mundos… digo, neste mundo aparecessem seres que o adorassem. Simples, não? Afinal, se ele é deus, a nossa obrigação é cairmos de joelhos [32] perante ele (e a você também, já que é o emissário); e quem não quiser… bem, é um ateu desgraçado e vai sofrer penas infernais de dar dó. [33]
Mas, como você avisou antes, seu deus não terá pena de ninguém. Mas, tenha certeza: Seu deus ama todo mundo, pois é clemente e misericordioso.
31 – Talvez aqui ele conseguiria duelar com Testemunhas de Jeová. Mas só…
32 – O “cair de joelhos” só mostra o quanto a auto-estima desse neo ateu é frágil…
33 – Aqui ele divide um mundo entre os crentes no Deus que ele inventou e ateus… Para ele, dislexia pouca é bobagem.
7 – O NOME DO SEU DEUS
Deus, ora bolas! Que outro nome ele precisa ter? Os outros que tenham, já que não passam de demônios mesmo. O único deus que existe é o seu, lembre-se disso. [34]
34 -Ué, antes ele falava de um Deus criado por ele. Agora ele muda para um Deus definido por ele. Ora, ou ele está criando um Deus ou não está… A perturbação do neo ateu é evidente.
8 – HISTÓRIAS CÓPIA/COLA
Em qualquer religiãozinha ridícula, vagabunda e mequetrefe que vemos por aí, os deuses (bem chulés também) passam por histórias grandiosas e épicas. Tendo isso em mente, você pode se perguntar: O que meu deus fez de extraordinário?
Bem, meu caro Profeta, a resposta é simples: Tudo aquilo e ainda mais! [35]
Pensa comigo. Seu deus fez tudo de tudo, certo? Os outros deuses não passam de historinhas inventadas (que perdem de 1000 a zero para as do Cebolinha). Seu deus hiper-mega-ultra é muito superior. E se as outras culturas possuem aquelas histórias é porque copiaram das aventuras de seu deus. [36]
Não interessa se você o criou agora, isso não é relevante. Seu deus sempre existiu, isto é fato! E se ele sempre existiu, todos falavam dele, apesar de darem nomes diferentes. Não importa! Seu deus é “O Cara” e todos os pecadores estavam falando dele, quando criaram suas mitologias estúpidas.
Assim, eles apenas tiveram contato com seu deus, mas como porcos pecadores que são, ignoraram o “hômi” e agora estão pagando por isso. Isso significa que todas aquelas histórias foram baseadas em acontecimentos VERÍDICOS ordenados pelo SENHOR seu deus. [37]
E tudo começou com uma chuvarada imensa que alagou tudo inclusive as montanhas mais altas (o fato da água ter aparecido do nada é irrelevante. Seu deus fode pode tudo). [38]
E quem duvidar só pode ser um ateu desgraçado e você sabe melhor do que eu o que acontece com hereges. Afinal, você é o inspirado. [39][40]
35 – Notaram que aqui ele mudou o discurso e agora está tratando apenas de uma versão do cristianismo que só é utilizada em catecismo de crianças muito novas?
36 – As fantasias dele se multiplicam, pois antes ele tentou ironizar o Deus judaico-cristão, e agora finge um comportamento que não é o da cultura judaico-cristã. Está claro que ele se perdeu na tentativa de ataque, e está sem foco…
37 – Geralmente quando um neo ateu começa com essa sandice, é melhor pedir as referências do que ele alega (livros, tratados de teologia, etc.). Geralmente eles correm para a casinha…
38 – Aqui é o anacronismo, pois isso só valeria como provocação para uma religião que defina que o início do universo tenha sido com um dilúvio…Logo, ele não consegue implementar provocação em ninguém.
39 – Aqui é de novo a dissonância cognitiva por entender errado o termo ateu.
40 – De novo, aqui só valeria como provocação se o adversário fosse um profeta.
9 – O DIABO
Não existe somente mocinhos bons numa história. Sempre há aqueles que matam, estupram, pilham, saqueiam, mutilam, escravizam, massacram e agem com selvageria extrema em guerras sangrentas e desnecessárias.
Um cético pode lhe interromper neste ponto e dizer que tudo isso fora muitas vezes causadas em nome das religiões. [41] O que você fará? Resposta: Rirá com desdém. [42] Por quê? Ora, Profeta, simplesmente porque não foi o seu deus (o único e verdadeiro deus que existe), mas sim obra do diabo.
O diabo, cramunhão, pé-de-bode, capiroto, bicho-feio, demo e nomes afins retratam a mesma coisa: qualquer pseudodeusinho pé-rapado que não seja o seu deus. Afinal, seu deus é único. Os demais deuses (todos falsos) são contra ele. O diabo é uma figura que se contrapõe ao seu deus, assim: todos aqueles deuses são demônios. Simples! [43]
Aqueles dois céticos chatos de um certo Blog inconveniente [44] podem argumentar dizendo que se seu deus criou tudo, logo criou o diabo também e, assim, é responsável por tudo. E daí? Eles que falem! Eles foram tocados pelo seu deus? Não, mas você foi (espiritualmente, claro). Eles entendem a beleza disso? Claro que não. São alarmistas fantasiosos e, pior de tudo, céticos (arghhhhhhhh). [45]
Assim o que lhe resta? Sacudir a cabeça, insistir que seu deus é bom, o capeta não é, eles estão influenciados pelo maligno e acabarão no inferno. Mas, como você é uma boa pessoa, rezará muito para que eles encontrem a luz do seu deus, amém. [46]
41 – O problema é que se o “cético” afirmar isso, e não mostrar a relação de causa-efeito (ex. por causa da religião), ele será um crédulo, e não um cético…
42 – Fico imaginando o nível dos teístas com quem esse neo ateu tem duelado… Deve ser tipo os caras do Atheist Experience, que só aceitam duelos, mas não com os teístas que entendam do assunto.
43 – Todo esse esperneio para errar gravemente na forma como se entende o Demônio. Ou seja, para ele, o Demônio é um Deus. Esse é mais um que caiu no conto do Dawkins (que queria vender o monoteísmo como politeísmo por causa dos santos).
44 – Esse blog seria o Ceticismo.Net? Mas quem disse para eles que a dupla é cética? Eles são ateus, mas não possuem traços de ceticismo. Um exemplo é esse texto da dupla, recheado de credulidade e ilusão.
45 – De novo a auto-ilusão dele se achando um cético, quando na verdade ele nem sabe o que é ser um cético… Se o texto for da dupla, o delírio é de ambos.
46 – De novo, a interpretação aqui não é diferente da interpretação religiosa de uma criança de 6 ou 7 anos. Provavelmente estava faltando assunto para o sujeito aqui…
10 – CONTRADIÇÕES
Seguinte. Seu deus precisa dar algumas instruções. Essas instruções (devidamente repassada por você) podem ser compreendidas ou não. Não é problema seu se tem idiotas no mundo que não compreendem o senhor seu deus. Esses são infiéis e merecem o inferno.
E o fato de haver discrepâncias e contradições, só ressalta o valor espiritual de suas palavras, pois a letra cata e o espírito mexirica. Ou algo similar a isso. [47]
Isso significa que seu deus é sábio e confundiu todo mundo para que ele pudesse saber quem é o verdadeiro fiel. Afinal, ele é omnisciente, mas as pessoas não. [48] E estes precisam ser testados, para que usem seu livre arbítrio e sigam da melhor forma possível tudo o que já tinha sido predestinado [49] pelo seu deus omnibondoso, já que ele mandará quem não fez direito nenhuma de suas instruções lá pras profundezas do inferno [50].
47 – Se ele já assume a idéia que ele entendeu como contraditória, como ele provaria que a idéia entendida pelo outro é? Por enquanto, é fé do lado dele.
48 – Eu não sei se as pessoas em geral não são sábias, mas o neo ateu do texto com certeza não é.
49 – Aqui é a confusão default da maioria dos neo ateus mirins: confusão entre previsão e predestinação. Resumindo, eles confundem “Deus sabe” com “Deus definiu que seria feito”. Erro de amador.
50 – Detalhe que a condenação ao inferno não seria feita por Deus, na religião cristã, e sim seria uma consequência das ações das pessoas. De novo, ele erra o alvo e tenta atacar um adversário que ele inventou.
Conclusão
Como pode tentar ofender um adversário com escárnio alguém que possui tão pouca inteligência quanto o autor do texto “Deus feito em casa”? Simples. Somente com uma auto-ilusão, oriunda de lavagem cerebral, é que pessoas podem aceitar que esse texto é o suficiente para tentar adentrar em guerras intelectuais. A facilidade com que se revida tal tipo de provocação é fácil demais. No texto, são 50 oportunidades de revide, que, de acordo com a criatividade de cada duelista, podem ser expandidas de forma a deixar o neo ateu irritado por semanas. O objetivo final, é claro, não é a irritação do adversário, e simplesmente que seja passada em público a mensagem de que o respeito dado pelo neo ateu ao religioso é aquele que será dado a ele. Até o momento em que, por bem ou por mal, ele começará a agir feito alguém com dignidade e pare de comportamento antisocial. Revidar ataques desonestos desse tipo é uma forma de forçá-lo a se comportar direito.
P.S.: Pelo que tenho notado nas reações dos participantes do blog Bule Voador (e também de outros neo ateus), algumas críticas e refutações feitas à eles estão sendo encaradas de forma pessoal, o que é uma estupidez que eles estão cometendo. É preciso que eles entendam o básico da questão: o MESMO respeito fornecido pelos neo ateus aos religiosos, é o que deve ser fornecido aos neo ateus pelos religiosos. Não vejo por que eles seriam uma classe privilegiada isenta de críticas. Simplesmente não faz o menor sentido. Será que só por ser minoria alguns neo ateus acham que eles devem ficar isentos de críticas? Será que eles acham que as idéias que eles defendem devem, da mesma maneira, ficar isentas de críticas? No way…
Aos neo ateus que odeiam este blog: seus problemas acabaram!

Não, isso não significa que o blog vai acabar.
Muito pelo contrário!
A irritação de alguns neo ateus, que se OMITEM de contra-argumentar o que está escrito aqui, aliado às contínuas manifestações de fúria, mostram que o blog está no seu caminho certo.
Desde o início eu sabia que o resultado seria esse, mesmo que eu use uma abordagem respeitosa, sempre focada nos argumentos.
O fato é que um consultor sênior em Auditoria e Governança sabe como reagem indignados aqueles que estão sob investigação. Nenhum auditor ou investigador sério se abalaria com gritos e choradeiras.
Mas, antecipando o fato de que as investigações dos argumentos ateus irá continuar, decidi ajudar àqueles que me odeiam.
Criei um formulário padrão para que eles possam fazer seus ataques a este blog.
E, com um DIFERENCIAL: os neo ateus não precisam nem pensar muito.
É só imprimir, preencher entre os colchetes (para cada sentença, não escolha mais de uma opção), que você já terá o seu ataque pronto.
Vamos então ao…
Formulário-Padrão para Ataques ao blog Neo Ateísmo, Um Delírio
Luciano, o proprietário deste blog é
- [ ] fascista
- [ ] homofóbico
- [ ] desocupado
Na verdade, o que ele possui em relação ao Dawkins é apenas
- [ ] inveja
- [ ] perseguição implacável
- [ ] ateofobia
Mas isso só ocorre por que o Dawkins consegue algo que ele não consegue, que é
- [ ] dar palestras sobre ateísmo
- [ ] dar aulas em Oxford
- [ ] trazer luz às trevas
É por isso que todos os que concordam com o Luciano são
- [ ] memes
- [ ] fakes criados por ele
- [ ] equivocados, sempre
Esse meu argumento é tão implacável que
- [ ] irá fazer com que ninguém mais visite o blog
- [ ] trará luz às trevas
- [ ] mostrará que o Luciano não tem caráter
É meu mantra, que não pode ser negado
- [ ] que o Luciano só apanha nos argumentos
- [ ] que o Luciano sofre com meus comentários
- [ ] que o Luciano não refuta nada
É por isso que me divirto sabendo que o Luciano jamais
- [ ] vai dar aula de Biologia
- [ ] vai trabalhar na Biblioteca
- [ ] vai ser funcionário do Planetário
Disso, conclui-se que o Luciano
- [ ] está desmascarado
- [ ] está refutado
- [ ] está triste
Obs: Amanhã será publicado o novo artigo da série de refutação à Deus, Um Delírio, falando das sandices de Dawkins sobre o agnosticismo. No capítulo, ele comete 2 erros argumentativos inacreditáveis. Coisa para perder a fé na humanidade. Portanto, prevejo que o formulário será preenchido por algum neo ateu hater muito em breve…
Mais uma carcada no Richard Dawkins

O blog “Café com Gelo” relembrou de vídeos com mais uma humilhação pública em cima da figura de Richard Dawkins.
Convenhamos. Está mais fácil humilhar Richard Dawkins do que humilhar a Carla Perez.
Dawkins cometeu o erro estratégico de fazer um ataque ao máximo de posições inimigas quanto possível. Isso explica a facilidade com que ele é esmagado. Será que Dawkins não leu livros de estratégia de guerra antes de escrever o seu livrinho “Deus, Um Delírio”? O cara não sabe que quanto mais focos de ataque ele escolhe, mais difícil é garantir uma coesão neste ataque?
Bom, se Dawkins não leu sobre isso, problema dele. O fato é que a diversão está garantida, pois as frentes para ataque ao Dawkins e seus argumentos estão aí, para serem aproveitadas pelos seus oponentes.
Os vídeos abaixo mostram William Craig reduzindo os argumentos de Richard Dawkins a pó.
E, como diria o trailer do filme “Scarface”… com uma vingança.
Pois eu gosto da teoria darwinista, e portanto eu não seria naturalmente um aliado de Craig. Mas, em duelo contra Dawkins, eu estou lutando do mesmo lado que Craig.
E Dawkins tem que apanhar mesmo.
P.S.: A imagem deste post deve ser creditada a Tranceman. Ela representa a vergonha que os fiéis de Dawkins devem passar ao ver os 2 vídeos com Craig.
Neo-ateísmo na imprensa esportiva: a fúria de Juca Kfouri

Recentemente, a Associação Dinamarquesa de Futebol divulgou seus protestos com o fato de jogadores da seleção brasileira terem comemorado um título na África do Sul utilizando-se de manifestações religiosas. Segue a citação abaixo, retirada de uma notícia da Agência Estado, publicada em Julho deste ano:
“A religião não tem lugar no futebol”, afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi “exagerada”. “Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora”, disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca. À Agência Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome “providências” e que busca apoio de outras associações.
Notícia que não me surpreende, diga-se, de passagem, pois a Dinamarca é um país conhecido por sua alta taxa de ateísmo. Talvez tenha uma grande porcentagem de neo-ateus também. Só isso explica a atitude de Jim Stjerne Hansen.
E não é que eu estava certo em ter citado a menina Regan (imagem acima) como influência para essa nova variação de neo-ateísmo? Essa variação se baseia em demonstrar ojeriza aos símbolos religiosos. Quem assistiu o filme O Exorcista (ótimo filme, por sinal) deve se lembrar de como a menina se contorcia na cama quando o padre Merrin jogava água benta em cima dela. O comportamento de Jim Stjerne Hansen me lembra a garota do filme.
A comparação de religião com política também foi infeliz ao extremo. A política pode até influenciar a eleição de dirigentes que vão comandar a vida de todas as pessoas em uma nação. Na religião, não há isso, pois a prática religiosa é opcional. Dessa forma, o argumento de que “se a Política não entra no futebol, a Religião também não pode” perde todo o valor.
E Juca Kfouri perdeu uma oportunidade de ficar calado e saiu pregando o seu neo-ateísmo ao endossar o Jim Stjerne Hansen.
Em seu texto “Deixem Jesus em paz”, publicado também em Julho deste ano, ele só faltou gritar “tirem esses crucifixos daqui”. Será que ele também estrebucharia se jogassem água benta nele? Não duvido.
Nesse texto, Kfouri começa a ladainha:
Está ficando a cada dia mais insuportável o proselitismo religioso que invadiu o futebol brasileiro.
Pois é, a menina Regan talvez diria isso também. Detalhe que eu sou teísta, católico, e se eu vir o símbolo dos ateus (aquela correntinha com a palavra “A”) não me incomodarei nem um pouco. Se eu vir o símbolo judaico, isso não me incomoda nenhum pouco. Estranho que qualquer manifestação religiosa incomode tanto o Juca Kfouri (friso a palavra dele: “insuportável”).
A seguir, ele tenta contar historinhas da infância dele:
MEU PAI, na primeira vez em que me ouviu dizer que eu era ateu, me disse para mudar o discurso e dizer que eu era agnóstico: “Você não tem cultura para se dizer ateu”, sentenciou.
Pelo que será mostrado aqui, Juca Kfouri não tem cultura para ser ateu (pois, como neo-ateu, é um péssimo representante do ateísmo) ou teísta.
Ele prossegue:
De fato, o velho tinha razão, motivo pelo qual, ele mesmo, incomparavelmente mais culto, se dissesse agnóstico, embora fosse ateu.
Erro grosseiro! Agnosticismo e ateísmo não são mutuamente auto excludentes. Eu mesmo sou agnóstico e teísta. Por causa do meu agnosticismo, eu não posso tentar impor a ninguém que acredite em Deus. Logo, eu uso a filosofia do “você acredita? ok. não acredita? ok também”. Mesmo assim, eu acredito em Deus, o que me torna um teísta. Logo, Kfouri afirmar “se dissesse agnostico, embora fosse ateu” demonstra que ele não conhece nem as definições de ateísmo e nem de agnosticismo. Agnosticismo fala apenas em relação à possibilidade ou não do conhecimento absoluto, e assume que não é possível obter esse conhecimento. Já o ateu é apenas alguém que não acredita em Deus ou deuses. Achar que alguém deve optar entre agnosticismo e ateísmo é no mínimo falta de cultura.
Falta de cultura que também fica evidente abaixo:
E negar o papel de resistência e de vanguarda de setores religiosos durante a ditadura brasileira equivaleria a um crime de falso testemunho, o que me levou, à época, a andar próximo da Igreja, sem deixar de fazer pequenas provocações, com todo respeito. Respeito que preservo, apesar de, e com o perdão por tamanha digressão, me pareça pecado usar o nome em vão de quem nada tem a ver com futebol, coisa que, se bem me lembro de minhas aulas de catecismo, está no segundo mandamento das leis de Deus. E como o santo nome anda sendo usado em vão por jogadores da seleção brasileira, de Kaká ao capitão Lúcio, passando por pretendentes a ela, como o goleiro Fábio, do Cruzeiro, e chegando aos apenas chatos, como Roberto Brum.
É fato: Juca Kfouri não sabe o que significa a expressão “usar o nome de Deus em vão”. Lição de graça para ele: Usar o nome de Deus em vão é quando se invoca a Deus sem razão, ou quando se usa o nome dele em coisas vãs. Exemplo seriam discussões, brincadeiras, e promessas que não se pretende cumprir. Mas, caso qualquer um dos atletas realmente acredite em Deus piamente, e idolatrem a Jesus, eles não são passíveis da acusação de “usar o nome de Deus em vão”. E como Juca Kfouri citou as aulas de catecismo dele, das duas uma: ou o(a) professor(a) não o ensinou direito, ou então o ensinamento foi válido, mas ele que não aprendeu.
Abaixo ele tenta regulamentar comportamentos:
Ninguém, rigorosamente ninguém, mesmo que seja evangélico, protestante, católico, muçulmano, judeu, budista ou o que for, deveria fazer merchan religioso em jogos de futebol nem usar camisetas de propaganda demagógicas e até em inglês, além de repetir ameaças sobre o fogo eterno e baboseiras semelhantes, como as da enlouquecida pastora casada com Kaká, uma mocinha fanática, fundamentalista ou esperta demais para tentar nos convencer que foi Deus quem pôs dinheiro no Real Madrid para contratar seu jovem marido em plena crise mundial. Ora, há limites para tudo.
Talvez Juca Kfouri se esquece de que vestiu a camisa das Diretas Já quando participou dessa campanha. É, Juca Kfouri, isso se chama vestir a camisa de algo em que se acredita. Surpreendentemente, o jornalista deveria ser capaz de entender esse tipo de atitude, pois ele já a praticou (mesmo que não fosse por motivos religiosos).
Além do mais, a expressão “merchan religioso” é no mínimo falsa. “Merchan” ocorreria se os jogadores estivessem recebendo dinheiro para isso, mas isso nem sempre é o caso.
O mais engraçado é ver Kfouri perder as estribeiras, e partir para ofensas à mulher de Kaká. Termo usado pelo jornalista: “enlouquecida pastora”. Mas quem disse para o Kfouri que ele tem moral ou capacidade para julgar o comportamento da esposa do Kaká? Quem disse para o Kfouri que ele tem o mínimo talento para entender a metáfora por trás da declaração da esposa de Kaká ao falar que Deus pôs dinheiro no Real Madrid em tempos de crise? Em resumo, no momento em que Juca Kfouri perdeu a sua classe (por ofender a esposa de Kaká) foi onde ele cometeu os erros mais primários.
Daí para frente é só baixaria, como por exemplo:
É um tal de jogador comemorar gol olhando e apontando para o céu como se tivesse alguém lá em cima responsável pela façanha, um despropósito, por exemplo, com os goleiros evangélicos, que deveriam olhar também para o alto e fazer um gesto obsceno a cada gol que levassem de seus irmãos…
Se ele tivesse o mínimo entendimento a respeito do que significa religião e a fé, saberia que quando um jogador comemora um gol apontando para o céu, ele não está querendo dizer que Deus fez o gol para ele. Na verdade, o religioso apenas relembra de seu alinhamento com Deus, e visualiza isso como a sua fé naquele ato. Não ter percebido isso foi um erro patético de Kfouri.
Para piorar, ele diz que os goleiros evangélicos deveriam olhar também para o alto e fazer um gesto obsceno a cada gol que levassem. Bobagem. Religiosos não agiriam assim. Mas seria compreensível que um goleiro apontasse para os céus quando fizesse uma grande defesa. Dica ao Juca: aprenda a fazer analogias.
E ele chega até a encarnar Mao Tse Tung:
Que cada um faça o que bem entender de suas crenças nos locais apropriados para tal, mas não queiram impingi-las nossas goelas abaixo, porque fazê-lo é uma invasão inadmissível e irritante.
Na China, a coisa começou assim. O governo proibia a manifestação pública de religião, depois dizia que as manifestações só podiam ocorrer dentro das residências, escondidos dos olhos dos ateus chineses (maioria da população). Hoje em dia, cristãos são mortos pelo governo ateu chinês, pelo simples fato de rezarem.
E sempre com a desculpinha de que “religião tem que ser praticada em lugares específicos”. Aliás, que comportamento carrancudo, hein Kfouri? Parece aquelas velhas beatas que se incomodam quando um casal se beija em público. A única diferença é que Juca odeia a religião…
No final, depois de tanta besteira escrita por Juca, só lhe resta o desabafo:
Não mesmo é à toa que Deus prefere os ateus…
Aqui Juca encarna o pessoal das torcidas organizadas. Sabe como são? Aquele tipo de pessoa inculta, que não fala coisa com coisa, mas sai gritando frases nonsense. Algo como “Deus preferi nóis, ô manu…”. Pura molecagem.
Poucos dias depois, Kfouri escreveu um novo texto, entitulado “Jesus é uma farsa!”. Segundo ele:
Como reagiriam aqueles que defendem o merchan religioso nos gramados se alguém vestisse a camiseta acima?
Se reagissem negativamente, seria no mínimo justo, pois uma camisa escrita “Jesus é meu pastor” é uma manifestação do que é valor para o religioso. Já a frase “Jesus é uma farsa!” é um ataque ao valor do outro. É isso que diferencia uma camisa com a mensagem “Eu amo a Mariana” de uma na qual está escrita “Mariana é uma cadela”. [N.E. - O texto Ateus e o Eterno olhar de pidão do lado de fora aborda isso em mais detalhes]
Agora, já que Juca Kfouri se incomoda tanto com os símbolos e manifestações religiosas, que tal ele sugerir uma manifestação para os jogadores neo-ateus?
Uma sugestão é colocarem uma miniatura dessa boneca da Regan (a foto deste artigo) em uma correntinha. Outra é vestir camisas do Drácula e da Regan, que, notoriamente, fogem de crucifixos.
Mas a melhor sugestão é que Juca Kfouri procure ajuda psicológica. Pois se ele não consegue “suportar” os símbolos religiosos, é sinal de que talvez ele tenha algum trauma a ser resolvido. Até porque nenhum símbolo religioso foi feito para ofender a quem quer que seja. Quem sabe assim ele não aprende o valor de coisas como liberdade de expressão.
Eu mesmo, já viajei para projetos no exterior, com culturas diferentes, e com símbolos religiosos muito diferentes dos meus. E não me incomodaram nem um pouco. E os projetos sempre foram um sucesso. Pois é, as coisas ficam mais fáceis quando se consegue conviver em um mundo multicultural.
P.S.: Eu não sou evangélico, não tenho procuração para defender os evangélicos e discordo de algumas atitudes de algumas igrejas evangélicas. Mas defendo o direito dos evangélicos se expressarem.
Ateus e o eterno olhar de pidão do lado de fora

Há quem me pergunte sobre qual a motivação por trás de minhas refutações aos neo-ateístas. Então, direi a origem de minha motivação…
Sempre achei uma arrogância excessiva a atitude de alguns ateus que leram “Deus, Um Delírio” e após isso tiveram um salto de fé. Após a auto-ajuda obtida com o livro, eles se acham os “divulgadores da ciência” em um mundo de trevas. E acham que precisam “orientar” os teístas em suas ideologias pessoais. Há vários atributos negativos que podem ser associados a essa atitude torpe desse tipo de ateus, mas uma das mais evidentes é o despeito.
O despeito é o ressentimento, mesclado de inveja, pela preferência dada a outrem. Um exemplo é o ressentimento que os neo-ateus possuem pelo fato de que os teístas optam por acreditar em Deus do que acreditar nas pregações dos filhos de Dawkins. Ressentimento é uma palavra fortíssima nesse contexto. Ressentimento é a força motriz por trás dos neo-ateus.
Mas, como pode ser difícil de visualizar essa situação, nada melhor que trabalhar com exemplos. Usarei 2 exemplos exatamente iguais ao do comportamento neo-ateísta.
Exemplo do casamento: Márcio é um sujeito que preferiu ser solteiro a vida toda, e não encarar um casamento (para esse exemplo funcionar em todos os contextos, Márcio também poderia ter tido um casamento, mas resolveu voltar a ser solteiro). Seu amigo, Júlio, é casado, e extremamente feliz. Júlio nem se incomoda com o fato de Márcio ser solteiro. Júlio pensa: “ele deve saber o que faz”. Já Márcio se incomoda profundamente com o fato de Júlio ser casado, pois acha que isso é errado. Márcio resolve escrever um livro de quatrocentas páginas chamado “Casamento, Um Delírio”. Márcio resolve participar de uma associação de solteiros, e reclama que sofre preconceito dos casados. Pois, para reunião de casais, ele raramente é convidado. Márcio diz que vive em “liberdade”, mas que Júlio vive aprisionado.
Exemplo da profissão: Estevão é um sujeito que optou por ser um profissional autônomo. Resolveu levar a vida toda assim, e não encarar um trabalho CLT. Seu amigo, Ricardo, é profissional CLT, e extremamente feliz. Ricardo nem se incomoda com o fato de Estevão ser autônomo. Ricardo pensa: “ele deve saber o que faz”. Já Estevão se incomoda terrivelmente com o fato de Ricardo ser CLT, pois acha que isso é errado. Estevão encontra um livro “CLT, Um Delírio” e sai pregando sua palavra ao Ricardo. Estevão resolve participar de uma associação de autônomos, e reclama que sofre preconceito dos profissionais CLT. Pois, em associação de profissionais CLT, ele raramente é convidado. Estevão diz que vive em “liberdade”, mas que Ricardo vive aprisionado.
Algumas perguntas:
- Como você, se estivesse na posição de Júlio, reagiria ao comportamento de Márcio?
- Como você, se estivesse na posição de Ricardo, reagiria ao comportamento de Estevão?
- Qual os motivos para Estevão e Márcio se incomodarem tanto com as opções e Júlio e Ricardo?
As três situações (romance, casamento e teísmo) são similares.
A questão que envolve as três é que tanto para se casar, como ser um profissional CLT ou para ser um teísta, é preciso primeiro atribuir um valor para o casamento, para a categoria CLT e para Deus, respectivamente. Nos exemplos acima, mesmo que Márcio não perceba, ele está ofendendo ao Júlio criando espantalhos do casamento. Márcio pode não perceber isso, pois não dá valor algum ao casamento (ou talvez dê valor, mas esteja ressentido). Mas Júlio percebe. Assim como Ricardo deve valorizar o seu cargo como CLT, ele talvez tenha lutado por isso. Estevão pode sequer imaginar que aquilo para o que ele não dá valor, outro dá. Ofender a categoria CLT ou ofender os casamentos é uma péssima forma de tentar ser aceito, não acham?
Mas é exatamente assim que os neo-ateus, influenciados por Dawkins, agem. Eles tentam ofender, utilizando-se de falácias e mentiras, tudo aquilo para o que o teísta dá valor.
Eu, como teísta, ao ver isso, adquiri gostinho especial pelo revide, e, mais, com uma vingança: eu uso as técnicas de ceticismo divulgadas por um ateu, James Randi.
E, para aumentar a minha satisfação, eu ajo de maneira oposta aos neo-ateus em relação ao meu teísmo.
Isso porque alguns neo-ateus querem pregar a sua ideologia, e se incomodam se alguém não for ateu. Eu não estou nem aí se um ateu quer ser ateu. Aliás, eu vejo o teísmo, de maneira séria, como algo que não é para todos. Então, se alguém não quiser ser teísta, qual o motivo para eu me incomodar?
Só isso já me coloca na dianteira, pois em um debate eu não estou envolvido emocionalmente para aceitação de minha ideologia. Acho sensacional quando um ateu chega e pergunta: “Você quer que eu acredite em seu Deus?”, e eu respondo: “Quem disse que você sabe no que acredito? Quem disse que eu me importo com o que você acredita?”.
O grande problema dos neo-ateus é o preconceito que eles carregam, e eu acho que a resposta teísta a isso anda muito boazinha. Em alguns casos, como o de chamar alguém de “irracional” somente por ter religião, a resposta muito bem poderia ser um processo, pois ninguém pode sofrer preconceito por sua religião. Outra resposta é o contra-ataque na argumentação, utilizando-se de armas como ceticismo, domínio do guia de falácias, etc…
Para mim, a melhor situação, em termos de debate, é estar se defendendo de uma falácia, ofensa ou ataque neo-ateísta. Eles, como estão envolvidos emocionalmente, erram muito.
Eles vêm tentar ensinar como devemos interpretar a bíblia, como devemos gerenciar nosso tempo (dizem até que teístas não trabalham e ficam o dia todo na igreja), quais livros deveríamos ler, etc. Claro que dá para revidar fácil qualquer uma dessas, pois aceitar um conselho de neo-ateus seria uma atitude tão ingênua como se o Júlio aceitasse os conselhos de Márcio, ou se Ricardo aceitasse os conselhos do Estevão.
Melhor que eles fiquem com aquele eterno olhar de pidão do lado de fora.
ATEA ou ATOA? Uma associação de ateus feita para queimar o filme dos ateus…

Entrou na comunidade “Contradições do Ateísmo” um tal de Joãozinho divulgando, emocionado, uma tal de ATEA, Associação de Ateus e Agnósticos do Brasil. O coitado entrou na comunidade achando que estava abafando. Algo como se quisesse dizer: “aha, estou com argumentos matadores agora”. Deu até dó.
A ATEA foi originada a partir de um dos responsáveis pela STR (Sociedade da Terra Redonda). O responsável? Daniel Sottomaior.
Quem se lembra da STR sabe que ali foi um dos maiores poços de divulgação de ódio a religiosos na história recente da Internet do Brasil. Não era raro encontrar na comunidade da STR frases como “cristão bom, é cristão morto” e coisas do tipo. É natural que a ATEA siga pelo mesmo caminho.
E o engraçado é o que se pode chamar de atitude “circular” de Sottomaior e sua turminha, pois eles afirmam que os ateus são vítimas de preconceito e irão lutar contra isso. Mas eles se comportam, demonstrando ódio à religião (além de mentirem deslavadamente) de forma a aumentar o preconceito. O fato é simples: um ateu que esteja disposto ao diálogo, e respeitar as pessoas de outras ideologias, somente ajuda a melhorar a imagem do ateísmo. Ateus como Sottomaior, que são discípulos de Dawkins e Sagan, somente ajudam a prejudicar a imagem do ateísmo.
Aliás, a grande característica dos ateus filhotes de Dawkins e Sagan é uma: a mitomania.
A mitomania é uma tendência mórbida para mentir. No caso dos neo-ateus, estes mitômanos visualizam um teísta e começam a inventar para os seus colegas situações envolvendo teístas que nunca existiram. Os psicólogos dizem que os mitômanos não possuem consciência plena de suas palavras, e acabam realmente acreditando naquilo que dizem. Mesmo assim, a mitomania é doença e precisa de tratamento.
Senão, vejam essa parte, que está na seção “Argumentos” do site da ATEA:
Todos os teístas (isto é, as pessoas que acreditam na existência de uma ou mais divindades) afirmam existir alguma divindade, e por isso cabe a eles o ônus da prova dessa afirmação. Em milhares de anos de teísmo, essa prova ainda não foi encontrada, e não há sinal de que um dia venha a ser. Os chamados argumentos de existência não resistem à crítica.
Esse é o primeiro argumento do site ATEA, na seção “Argumentos”, e já começa com uma mentira vergonhosa. Coisa de criança do primário mesmo. Pois uma coisa é a mentira estruturada, planejada, difícil de ser descoberta (como aquelas de alguns políticos). Outra coisa é uma mentira infantil, como essa aí.
Primeiro que o sujeito não pode falar jamais em “todos os teístas”, pois ele não conhece todos os teístas. Segundo, mesmo que fosse falar em “todos os teístas”, não é fato que estes “afirmam existir alguma divindade”. O que nós, teístas, afirmamos é a crença em uma divindade, e não afirmação de existência. Uma afirmação de existência seria similar a relatar a ocorrência de um crime. Após a afirmação de existência, a polícia poderá ir lá, coletar algum vídeo, entrevistas suspeitos, retirar o corpo, extrair a bala, e então confirmar o relato. Afirmação de crença é diferente disso, pois simplesmente se refere à divulgação de uma informação como “acredito em Deus”, “acredito que a Megan Fox é a mais linda mulher do cinema atual”, “acredito que a Inquisição é má”. Entendeu, Sottomaior? Alegações de crença são normalmente juízos de valor pessoais, que, como tal, não possuem intenção de abrir uma investigação científica para prova.
Outra coisa que ele escreveu é o seguinte: “Em milhares de anos de teísmo, essa prova ainda não foi encontrada”. Se o sujeito estudar o método científico e a filosofia da ciência, saberia que essa afirmação dele é coisa de leigo. Ninguém pode afirmar que uma prova não foi encontrada caso NÃO ESPECIFICAR qual a prova necessária. A ATEA já começou mal…
Mas o pessoalzinho segue, ingenuamente:
Em suma, para cada coisa que existe de fato, há infinitas outras que não existem. A existência, portanto, é uma qualidade extremamente rara dentre todas as entidades que se pode imaginar. Tomando uma entidade imaginada ao acaso, a probabilidade é de que ela não exista (e se parece não ser assim é porque nossa imaginação costuma se restringir às coisas que existem).
Muita enrolação e nenhuma informação sequer válida. O raciocínio dele é totalmente baseado na falácia do espantalho, pois chama a crença dos teístas de “entidade imaginada ao acaso”. Mais uma mentira. Embora isso não sirva como prova de existência de Deus (e não serve mesmo), a entidade definida pelos teístas é tudo, menos imaginada ao acaso. Há uma lógica por trás da concepção em Deus, que alguns inclusive afirmam como algo provável de existir. De novo, não há provas da existência. Mas chamar Deus de “entidade imaginada ao acaso” mostra a covardia e desonestidade intelectual da ATEA, pois ele só conseguiu lançar um parágrafo suportado por espantalhos.
Esses dois trechos comentados acima fazem parte das críticas da ATEA aos “argumentos de existência”.
Um outro argumento tolo da ATEA é a tal “Prova da Fé”. Mesmo que alguns argumentos teístas de “prova de fé” sejam realmente risíveis, o espantalho da ATEA com certeza é pior. Vejam:
Com muita frequência se afirma que a fé dá provas, ou que a própria fé é uma prova. Mas é fácil perceber que ter fé é somente uma atitude, interna e pessoal como todas as atitudes. Ela nada nos diz sobre a realidade externa ao indivíduo. Se eu tiver fé que o Papai Noel existe, isso mostra que ele existe ou que eu me recuso obstinadamente a aceitar sua inexistência?
Como o pessoal da ATEA demonstra mitomania (e deveriam procurar tratamento urgente), eu não acredito em quase nada do que disserem. Mas pelo que eu sei, de outros amigos e familiares teístas, nós afirmamos que a própria fé, além da relação com Deus, seria uma prova pessoal da existência de Deus. Uma prova pessoal não é o mesmo que uma prova na acepção da palavra. Só que uma fé interior não implica em necessariamente negação da realidade externa ao indivíduo. Por exemplo, alguém pode ter fé que o time para o qual torce será o campeão. Se, no final do caso o time for o campeão, a fé, que era baseada somente em sensação subjetiva, confirmou-se na realidade. O argumento de Sottomaior (fé implicaria acredita em algo que necessariamente é falso), a cada vez que alguém tivesse fé em que um time fosse campeão, isso garantiria que o time não seria. Como se vê, ateus radicais não pensam direito antes de sair “argumentando”.
Ademais, o Sottomaior é tão covarde nessa que gostaria de afirmar que todos teístas estão dizendo “que tem provas em mãos” de que Deus existe. Mentira. O que os teístas dizem é que possuem provas subjetivas, portanto não dão ouvido à pregação do Sottomayor. Só isso. O resto é invenção da cabeça do pessoal da ATEA.
E a quantidade de falácias da ATEA realmente chega a níveis estratosféricos com a frase: “Se eu tiver fé que o Papai Noel existe, isso mostra que ele existe ou que eu me recuso obstinadamente a aceitar sua inexistência?”.
Que vergonha hein Sottomaior? Patético, posso dizer. Pois a STR publicava aquele Guia de Falácias no site e você não leu? Só isso explica um erro tão infantil, pois esse erro na pergunta acima é a famosa falácia do falso dilema. Notem as duas opções:
(a) mostrar existência
(b) mostrar recusa na aceitação de inexistência
Mas quem foi que disse para o Sottomaior que são apenas essas as duas opções? Eu posso muito bem deixar a questão da prova objetiva em aberto, sem afirmar existência ou inexistência, e só com isso já coloco o argumento de Sottomaior na privada… e puxo a descarga.
Mas a ATEA ainda tenta criticar os milagres, e o faz de maneira retumbantemente ingênua. Senão, vejamos:
Além disso, é preciso considerar que a afirmação de que existem milagres também é extremamente problemática, essencialmente por dois motivos. O primeiro é a chamada terceira lei de (Arthur C.) Clarke: “qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de mágica”.
Citar Arhur Clarke, autor de ficção científica, é no mínimo pedir para apanhar. Está explicado como eu dou sovas memoráveis nesses neo-ateus em debates. Gente que deveria ler Karl Popper e Thomas Kuhn, mas ao invés disso lêem Arthur Clarke e Carl Sagan, chegam realmente sempre despreparados. Detalhe que não há sequer indícios de que novas tecnologias são tratadas como milagres pela população.
Ele critica um argumento teísta, que segundo ele seria “Se o deus X não existe, de onde veio Y?”, e segue com mais distorções:
Alguns tipos de argumentação são sólidos apenas na aparência são chamados de falácias. A afirmação acima constitui a falácia da ignorância: só porque se ignora a existência de respostas alternativas a um problema, isso não significa que possamos adotar a resposta que bem entendemos. Por exemplo, até muito recentemente na história humana, era perfeitamente lícito usar argumentos como “mas se Zeus não existe, de onde vêm os raios?”. Aqui fica claro que o desconhecimento de meteorologia e eletromagnetismo não é uma prova da existência de Zeus. O mesmo se dá quando o argumento se refere a outros deuses, ou a outros denômenos de origem desconhecida para o interlocutor.
Mais besteira. O argumento geralmente utilizado pelos teístas, é o de São Tomas de Aquino, o das cinco vias. Embora discutível, o argumento se baseia em dizer que tudo no universo tem uma causa material. Se o universo não é eterno, ele teria que ter tido uma causa. Mas deveria haver uma primeira causa, que transcenderia as leis do mundo físico (pois nesse, tudo tem que ter uma causa). Essa primeira causa é o que os teístas chamariam de Deus.
Notem que não tem nada a ver com a idéia de observar o universo e sair dizendo: “se Deus não existe, por que existe o universo?”.
Nota-se que eles são obcecados pelos espantalhos.
E, quando se cria espantalhos sobre os oponentes, em grande parte do tempo é preciso ofendê-los.
É uma péssima forma de divulgar a campanha ateísta, pois a imagem passada pela ATEA é péssima. Uma pena, pois tenho amigos ateus e eles não agem de maneira intelectualmente desonesta como o pessoal da ATEA (ao menos pelo que foi mostrado no texto “Argumentos”, do site).
Para finalizar, seguem os custos de anuidade para a ATEA. Quer dizer, até no ateísmo hoje há o “dízimo”.
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